Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

8 ou 80!


Que horror geeeente!

Meus amados: Guaporé 8 ou 80. Esse deveria ser o slogan de nossa small city.

A começar pela temperatura. Outro dia saí toda encasacada e na rua começou a bater um calorão. Eu estava metida a fashion: de touca, com o cabelo embaixo que era um “Deus-nos-acuda” e de casaco pesado, com uma blusinha meia manga. Os pêlos dos braços estavam pretos e compridos (porque amores, depilação e clareamento de pêlo no inverno, só se você estiver saindo com o Brad Pitt).

Mas enfim... bateu aquele calor e eu pensei: ou tiro esse casaco e esse gorro maldito, e posso ser confundida com um gorila descabelado fugido do zôo, ou suo em bicas, mas aguento o tirão.

Óbvio, optei pelo número 2.

Aí... semana passada, um frio de congelar e eu no banheiro. Eu só queria fazer xixi. E foi uma operação de guerra: estava de colant (ou seja, tipo um maiô). Tira blusão, blusa, blusinha, colant. Tira calça, meia calça, calcinha. Quase faço nas calças. JU-RO.

Mas o que quero dizer é que a temperatura vai do 8 ao 80 em menos de 24 horas. E as pessoas também.

Estou cansada de ver gente deslumbrada tendo ataque de falta de educação e justificar que está estressada. E o cara grosso, mal educado e estúpido, que jura que é bipolar?

Agora todo mundo é depressivo, sofre de transtorno obsessivo compulsivo e transtorno bipolar para justiçar falta de controle. Na vida profissional ou privada. Por favor!

E a síndrome de amor e ódio que reina na cidade? Ou as pessoas te amam, ou te odeiam. Não tem meio termo. Daqui a uns dias tem gremista e colorado se carneando na praça! “Pelamor!”

Ou o político é Deus. Ou é o demônio em forma de gente. Você pergunta sobre um evento, programação ou produto local: ou é ótimo, ou é péssimo.

Aqui é tudo mega: ou você é mega bem relacionado, mega rico, mega bem vestido, tem uma vida mega divertida... ou você é mega desenturmado, mega brega, tem uma vida mega sem graça.

Eu não me encaixo nesse padrão. Oscilo coisas super legais, momentos tristes, tenho muitos conhecidos, alguns bons amigos, trabalho muito pra me manter, e não vivo dia e noite na balada mais divertida do mundo. Se você também é assim, talvez também se sinta meio deslocado...

Perdemos a capacidade de analisar as coisas por partes. Olhamos tudo de maneira geral, superficial, e geralmente possuímos opiniões equivocadas. Só olhamos a embalagem, o conteúdo pouco importa.

Não analisamos uma atitude de alguém levando em conta o que motivou essa atitude. Simplesmente condenamos, ou aplaudimos. Por isso a cidade tem tantas pessoas rotuladas.

Falando sério: vamos tentar abandonar nossos radicalismos em relação ao que pensamos e às atitudes que tomamos.

As pessoas se afastam, criam inimizades, tornam ambientes sociais ou de trabalho pesados, acabam justificando falta de caráter, falta de ética, falta de vontade... com doenças relacionadas à depressão, ansiedade, dificuldade de relacionamento social...



Na época da minha vó... isso era mesmo “falta de laço”!

E até a palmada foi abolida da educação. Se a moda para as crianças é conversar e se entender através do diálogo, porque os adultos não fazem isso?


Bom gente, era isso. Adoro pessoas que exercem o bom senso, a tolerância, a compreensão. São poucas, eu sei. Mas elas existem, e fazem grandes diferenças em nossa cidade, e no mundo!


E a frase da semana: Preserve os gatos pingados, afinal, eles são só meia dúzia.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Não duvido do aumento da incidência de doença bipolar, TOC, depressão, ansiedade e estresse em geral. Mas os que sofrem disso são quase sempre inofensivos. O que pega mesmo são os chamados transtornos de personalidade do grupo mad (louco): antissociais, narcisistas e paranóides. Como lidar com eles? A resposta mais honesta é: não sabemos.

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