Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Você se expõe demais?



Oi geeeente!!
Tudo bem meus amores?

Hoje vou contar para vocês a história da “Bota Branca”.

Bota Branca era uma menina que eu conheci há alguns anos. Eu chamava ela carinhosamente assim, porque ela amava uma saia justérrima, curtíssima, um top micro, sem sutiã e BOTAS BRANCAS com o cano que chegava na altura das bem torneadas coxas. A Bota Branca devia ter o complexo Xuxa Meneghel, no tempo do Ilariê.

Até aí tudo bem. Cada um se veste (ou se pela) como quer.

Mas... a tal menina tinha doutorado em chamar a atenção ( e vamos combinar que podia!). Só que quando convidada para um concurso de beleza de prestígio e respeito, ela declinou do convite, esnobando os organizadores e dizendo que não gostava de se expor, que era uma pessoa recatada e discreta, que odiava ser o centro das atenções, e que concursos de beleza vulgarizavam a mulher. (Hã?!)

E você, gosta de se expor?
E se não gosta, porque se expõe?

Olha gente, se expor ou não, é uma decisão pessoal.

Na internet: Eu por exemplo, não gosto de me esconder. Na profissão que escolhi, trabalho com meu orkut, twitter, blog, facebook. Minhas redes sociais são abertas, podem fuçar a vontade. Pela minha profissão e pela minha personalidade, preciso estar em contato com as pessoas. Acho super legal manter essas redes sociais, porque você divide alegrias e experiências com parentes distantes, amigos que estão do outro lado do mundo, pessoas queridas que não estão sempre ao seu lado. Você pode conhecer gente nova, contatos profissionais, gente diferente de você! É o máximo!

Na vida: O modo como falo, rio, me visto, também refletem quem sou e como penso. Você é o que você faz, o modo como se porta. Não sou do tipo de pessoa discretíssima, e confesso às vezes, a bordo dos meus óculos de sol, exagerar um pouco. Eu me exponho e assumo. Mas o detalhe é o seguinte: exponho somente o que quero expor. O resto, guardo para mim, e para quem merecer dividir comigo.

O que não admito é quem sai por aí mostrando a bunda e escondendo a cara! Está louco para estar na mídia, faz tudo para chamar a atenção, adora aparecer, mas NEGA isso.

Há pessoas que ficam “magoadíssimas” quando alguém comenta de suas vidas, mas dão pano pra manga, e no fundinho, adoram ser o assunto do final de semana.

Gente, pessoas que querem ficar no anonimato, infelizmente precisam ser discretas. Discretas no modo de vestir, de agir, de falar. Você não pode ser uma Lady Gaga e querer que ninguém repare no seu figurino!

Respeito todo o tipo de pessoa autêntica! Mas, tenho uma quedinha por quem verdadeiramente se assume!

Estar na vitrine é bom. Mas tem seu preço. Ou você paga por ele, ou vira uma ostra. E se esconde do mundo.

O que não dá é manter um comportamento extravagante e exigir que as pessoas vejam você como um monge beneditino. Aí não!

Não tenha medo de mostrar quem você é... e assuma suas verdadeiras intenções!

 Nunca tive medo de me mostrar. Você pode ficar escondido em casa, protegido pelas paredes. Mas você tá vivo, e essa vida é pra se mostrar. Esse é o meu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais que se perca no caminho...”
Obs: Não confudam comentários sobre o que você faz, com invenções sobre o que você não faz.

Como diz um amigo meu... o bom de cidade pequena é que se eu não sei o que estou fazendo... outra pessoa sabe!


E gente, bota branca com cano acima do joelho... é UÓ!

A não ser que você seja Sarah Jéssica Parker!

Tchau!!!

Ouro pra mim...



Oi geeente!

Hoje vou começar com um trecho de uma música da Renata Arruda:
“O que antes eu não entendia agora... é ouro pra mim!”

Passamos muitos anos das nossas vidas tratando como diamantes, meros pedaços de vidro. Infelizmente, algumas pessoas perdem boa parte das suas vidas sem perceber a diferença entre metal precioso e latão. Pensam que tudo que reluz é ouro, e não percebem que a vida é um trem bala que passa voando por você... e é preciso viver intensamente cada segundo.

Eu estava na minha cama, fuçando no meu note book, como faço todo o domingo à noite, respondendo e-mails, conversando com pessoas através das redes sociais, colhendo material para a página Salto Alto, quando uma amiga escreveu em minha página de recados me desejando “Feliz 2011” e pedindo como estava a minha vida.

Eu, respondi que estava tudo bem, e desejei a ela um Ano Novo de muita festa, beijo na boca e alegria. Porque a figura é dessas que adora uma boa balada.

Ela sempre levou a vida de forma leve (até demais na minha opinião). O negócio era curtir o aqui e agora, aproveitar os amigos, as noites, a alegria, o riso solto... Uma pessoa tipicamente cigarra, nestes invernos gaúchos.

Eu vivia dizendo pra ela colocar a cabeça no lugar, pensar no futuro, buscar uma carreira, muito mais que um simples trabalho, deixar as festas de lado...

Mas ela nunca me escutou.
AINDA BEM!

Quando ela respondeu o recado que eu tinha enviado, meus pés perderam o chão e eu vi minha vida toda passar diante dos meus olhos. Comecei a questionar minhas escolhas, a maneira como me dedico de forma até doentia ao meu trabalho. Pensei em todos os compromissos que assumi e em quantos convites de encontros sociais ou passeios eu neguei, me afastando de muitos amigos por pura falta de tempo.

Essa minha amiga descobriu que está com câncer. Ela está com 20 e poucos anos. E tem Linfoma de Hodkins. Câncer no sangue.

Hoje você está ótima, e amanhã, está com câncer. Mas que tipo de surpresa é essa? O que a vida pensa que é, pra nos pregar uma peça dessas?

Os detalhes da negação, do questionamento interno de “porque isso comigo”, as dores, o cansaço, o desânimo, os exames com os resultados positivos, a quimioterapia e seus efeitos assustadores. Tudo isso ela me relatou, e eu tentei entender um pouquinho do inferno que ela está vivendo.

Eu sei, tenho certeza, de que com o avanço da medicina, o fato de ter descoberto a doença logo e partir pra luta com coragem, vai resultar na cura. Vai sim. Estamos todos aqui rezando.

Mas e os meus conselhos furados e minha forma equivocada de ver tanta coisa na vida? Tudo isso foi por água abaixo.

Só quero que ela volte a sorrir, a fazer muita festa por aí e a ser feliz da forma que ela escolheu pra ser feliz.

Nós, cheios de fórmulas, planos e estratégias de como os outros devem viver suas vidas, por vezes esquecemos de que o futuro é uma caixa de surpresas. É incontrolável e imprevisível.

Claro que devemos pensar no amanhã. Mas a vida é hoje, e talvez só tenhamos mesmo o dia de hoje para abraçar quem amamos, para curtir um pôr do sol, para comer um pote cheinho de sorvete de flocos, para mergulhar no mar, para tomar banho de chuva, para virar a noite na festa com os amigos, para curtir aquele almoço delicioso feito pela mamãe.

Pequenas coisas ENORMES que fazem toda a diferença.

Sei que essa passagem difícil da vida da minha amiga vai ensinar muita coisa. Pra ela, e pra mim.

E que até mesmo a dor seja válida para nos fortalecer e abrir nossos olhos para as verdadeiras riquezas da vida...

O resto... é apenas o resto.

Fé: para aqueles que tem fé, peço que, mesmo sem conhecer a pessoa em questão, que possam dirigir o pensamento positivo e uma oração, para que ela se recupere logo e que passe pelo tratamento com coragem.

A saúde e o amor são os verdadeiros diamantes de nossas vidas.

"Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde; Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro; Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido."
(Buda)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Oi geeeente!

As aparências enganam... aos que odeiam e aos que amam.
Essa é a letra de uma música que eu adoro.

Não é nada bonito, muito embora às vezes seja necessário, enganar aos demais. Mas ninguém consegue enganar a si mesmo.

Porém, se tem uma coisa que precisamos concordar... é que todos nós gostaríamos de enganar sobre a idade que temos.

Principalmente depois que cruzamos a fronteira dos 40 anos.

Em Guaporé, basta você observar as mulheres, para perceber que hoje em dia, nós aparentamos em média, ter de cinco a dez anos a menos do que realmente registram nossas carteiras de identidade.

Isso acontece com quem sabe fazer escolhas certas e viver bem.

São lindas as guaporenses, e a maioria delas sabe manter o corpo tão jovem quanto a alma. São garotas espertas que perceberam que o que plantamos hoje, colhemos amanhã.

Nem todos os botox do mundo, muito menos Ivo Pitanguy consegue modificar a aparência de uma mulher maltratada pela vida e pelos maus hábitos. A expressão do rosto é que revela a idade que se tem.

Quem tem uma vida cercada de problemas, infelicidade, mentira... estampa isso no olhar. Pode vestir as melhores roupas, ir aos melhores esteticistas, e malhar o dia inteiro... que vai mostrar na pele, no cabelo, na expressão, o resultado de uma vida de dor.

Quem se atira no álcool, no cigarro, nas noitadas, no sol e em uma má alimentação, também reflete isso na aparência. Infelizmente, essa vida de bar em bar, cobra seu preço.

Estava lendo a ZH de domingo, e achei interessante um dado apresentado.

Que tipo de mulher você é? Jeniffer Aninston ou Amy Winehouse?

A matéria aponta Jeniffer (assim como Penélope Cruz, Demi Moore, e Nicole Kidman) como o exemplo de mulher que sabe envelhecer. Tem bons hábitos e isso está estampado no rosto e no corpo dela. Aparenta ter 30 anos, e tem 41.



 
Já Amy Whinehouse é uma boêmia mundialmente famosa. Seu péssimo estilo de vida lhe dá pelo menos 10 anos a mais.


 
Envelhecer com saúde e boa aparência é uma somatória de atitudes que tomamos ao longo da vida. É uma colheita obrigatória, de uma semeadura longa.

Somos, no final das contas, o resultado do que fazemos e do que pensamos; somos resultado da forma como tratamos nosso corpo e nossa alma.

Somos, por fora, o espelho de como nos sentimos por dentro. E maquiagem nenhuma consegue esconder isso!

E você? É Jeniffer, ou Amy?

Penso que todos temos a oportunidade de mudar aquilo que não nos faz bem. E claro, toda a mudança exige sacrifício, e precisa ser profunda e verdadeira. Todos somos postos a prova em algum momento de nossas vidas. Todos somos feridos, magoados. Mas é nossa escolha optar por uma vida de alegria, em detrimento de uma eterna vida de mágoa, revolta e tristeza.

Já que estamos aqui... vamos curtir a festa. Porque, pelo que sabemos... a vida é uma só!

E que Deus nos conserve! ( No formol, de preferência.)

E pra fechar e não perder a piada...

Diz um amigo meu: A saúde, quando usada com moderação, pode trazer muito bem-estar à vida, desde que a sua utilização não prejudique o tabaco e o álcool.


E se você não curte muito sua aparência, tudo bem também!
Todo mundo tem um lado feio, o seu é o de fora!

Beijos meus lindos, hasta la vista!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Gambiarras do coração

Oi geeente!

Outro dia, na esquina da praça, fui atravessar a Avenida Silvio Sanson, na altura da sinaleira. Dei um passo forte, esticando a perna, porque havia um degrau, entre a calçada e a rua. O meio fio.

Havia.

Sabe quando você pisa com tudo e o degrau não está lá? Meio que perdi o equilíbrio, fiquei sem graça pela minha deselegância, quase caio do salto. Olhei ao redor e segui em frente. Como se nada fosse.

Não sei não... nas próximas vezes que recapearem a Sílvio Sanson, ela poderá virar uma passarela. Você vai precisar olhar pra cima, para ver os carros.

É estranho como nos acomodamos com as coisas que precisam ser mexidas em suas raízes, para que tenham seus problemas definitivamente solucionados.

É mais fácil passar uma camada nova por cima e esquecer do que está por baixo.

Não entendam como uma crítica à obra, apenas como uma crítica a todos nós, que muitas vezes não vamos a fundo.

A gambiarra acontece aqui, ali e acolá. Quer ver?

A gambiarra do amor é se deixar iludir por promessas, presentes, mimos e declarações. Como é bom mascarar uma relação. É tão mais fácil...

Quantos se iludem em amores inventados, mascarados?

“O teu amor é uma mentira, que a minha vaidade quer...”

E na vida familiar? Lá vem gambiarra. Família feliz, homem bem sucedido, mulher independente, filhos nas melhores faculdades. Atrás da camada superficial, ninguém mais se encontra na hora do almoço, não há diálogo familiar, a empresa traz mais problemas que alegrias, a independência feminina não passa de solidão, e os filhos fugiram de casa, porque não era mais possível viver sob o mesmo teto.

E no high society? Aí sim que a gambiarra toma conta. Povo sorrindo, se abraçando e se elogiando. Mas no íntimo, lá no fundinho, o que se passa é aquela pontinha de ciúme, inveja, despeito... Para poder haver uma sociedade, todo mundo dá um jeitinho de se engolir.

Claro que não precisamos generalizar. Existem aqueles que conseguem viver sem disfarçar, sem solucionar de forma imediatista. Quero crer que são a maioria.

Sim... são as pessoas corajosas. Que não têm medo de ir a fundo, buscar a raiz do problema, arrancar as múltiplas camadas que se sobrepuseram, asfalto em cima de asfalto, e mudar a base. E a base está no coração, na alma, no íntimo.

Romper com quem não nos faz bem. Evitar compromissos apenas para cumprir agenda. Desmarcar o almoço de negócios só pra curtir a família. Voltar a brincar com os filhos. Conversar mais com o marido, o namorado, o vizinho, o colega de trabalho, o carteiro, o entregador de pizza.

É necessário nos relacionarmos de verdade. Chega de aperto de mão sem firmeza. Beijo sem paixão.
Chega de gambiarras do coração!

Um dia... vem a vida e cobra da gente uma solução. Definitiva. E não adianta querer disfarçar... porque existe alguém que no fundo, conhece a verdade: você mesmo!



 
O pavão e o urubu:
Em uma planície, viviam um pavão e um urubu. Um belo dia, o pavão se pôs a pensar: - Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.

Do alto de uma árvore, pensava o urubu: Que infeliz ave eu sou, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos. Quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele pavão.

Foi quando as aves tiveram uma brilhante ideia: um cruzamento entre eles seria ótimo, gerando um descendente que voasse como o urubu e tivesse a graciosidade de um pavão.

Então cruzaram...
E... nasceu o Peru: que é FEIO e NÃO voa!

Moral:
Se a coisa tá ruim, não inventa! Gambiarra... dá nisso!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Nos deixeis cair em tentação...

"A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos,a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro.É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo."

Oscar Wilde em "O Retrato de Dorian Gray"