Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mas eu me mordo de ciúme...

Oi geeeente!


Mudou do dia para a noite.

Não atendia o telefone, não topava mais o happy hour com amigas.

Saiu do facebook.

Do twitter.

Abandonou a turma.

Deixou de ir para a academia.

Amigos homens, cumprimentava só de longe.

Isolou-se no universo paralelo do amor.

Afinal, o que ele pedia era normal, no início do namoro: que as atenções ficassem voltadas para ele.

Quem antes era fundamental em sua vida, agora já não fazia falta.

Mudou de estilo, de gosto musical.

Passou a ri mais baixo, já não era extrovertida.

Dividiu a cama, e todas as senhas.

Era refém do amor.

Uma sombra.

Um zumbi.

Deixou de comparecer a festas de aniversário e ocasiões sociais.

Era vista sempre em dupla. Já não existia sozinha.

Exigências do amor.

Achava bonito o ciúme e o sentimento de posse.

Na verdade, sentia-se completamente dele. Tão dele, tão dele, tão ele.

Deixou de ser quem era.

Podaram-lhe as asas.

Arrastava-se agora. Pés firmes no chão.

Perdera a identidade.

Amigos de infância, amigos de faculdade, amigos de toda uma vida.

Reduzidos a pó, na sua vida nova.

Vivendo um grande amor.

Como era espelho de seu amado, também começou a refletir suas atitudes.

O proibia do futebol. Do churrasco. Do convívio com amigos.

Amigas mulheres, piranhas. Que se afastasse delas.

Até começou a pegar no pé da sogra.

Queria as senhas, queria fechar a conta das redes sociais. Queria ter suas digitais.

Exigia, sem perceber, o que lhe era exigido.

Queria o documento de proprietária.

E então, o que antes era tão bonito, tornou-se obsessão.

Cobranças, brigas, desacatos. Mil e um barracos.

O amor virou obrigação.

Promissória, dívida, dor, traição.

Tarde demais, perceberam, que o oxigênio do amor era a liberdade.

Que viver sem asas, era viver pela metade. E o amor precisa ser inteiro.

Tarde demais para ambos, chegaram à simples conclusão:

O amor não deve mudar ninguém. Mas o amor transforma. Se bem vivido, transforma a lagarta em borboleta. Se mal vivido, transforma a borboleta em lagarta.

Cultivaram a dois, o vazio da solidão.

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Quantas pessoas que você conhece já passaram por isso? Eu mesma conheço umas quantas. Relacionamentos doentios e possessivos geralmente tem prazo de validade curto. Chega uma hora, que um dos dois precisa romper as correntes. Salvar-se.

Medida certa: cada casal precisa ter seu tempo junto, mas também tempo para curtir amigos e família. Individualidade também é saudável no amor.

Camaleão: há pessoas também que mudam completamente a cada novo namorado. Se o namorado gosta de rock, viram roqueiras, se gosta de sertanejo, dormem de botas de cowboy, se gostam de música gaúcha, viram prendas de CTG, e por aí vai. Todo homem gosta de mulher que tenha personalidade. Preserve a sua!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Inferno

Dois tipos de inferno:

O exterior, onde os demônios são os outros.

O interior, onde se manifestam nossos demônios.

E este é o pior.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Sobre o amor...


O amor não muda ninguém, transforma. Se bem vivido, transforma a lagarta em borboleta. Se mal vivido, transforma a borboleta em lagarta.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Todo mundo nu!

Oi geeeente!



 
Originalidade virou artigo em extinção. Raro de encontrar.

Somos homens e mulheres produzidos em série. Literalmente.

Quem passear pela história, perceberá que quando o padrão estético valorizava a reprodução, as mulheres belas eram aquelas com ancas largas e fartura nas formas, boas parideiras, para gerar herdeiros.

Quando a moda sugeriu a magreza extrema, não faltaram dedos na goela provocando o vômito, muito menos regimes do sol, da lua, da luz, da sopa e do raio que los partan, para que todos pudessem atingir o mais novo padrão.

Depois foi a vez das curvas, e surgiram as melancias, os melões, as popozudas e as Gracyanes Barbosas, com “ipissolon” no nome, e muito músculo nas pernas, mais parecendo um cyborg.

Na moda, então, Deus nos acuda! Desde a calça saruel, quando parecíamos crianças com as fraldas cheias, passando pela calça Saint Tropez, que mostrava o caminho do paraíso, caindo na moda do Sneaker, o tênis com salto, que até hoje não consigo entender o sentido, até os óculos espelhados tipo varejeira. Sinceramente, o que está faltando pra nós?

E no cabelo? Estica, puxa, alisa, encrespa, curto, comprido, todo repicado, com uma crista da galo estilo Neymar (outro com ipissolon no nome), até o louro branco (e horrível) tipo cantor Belo (que é feio), não faltam aberrações na moda.

Nós que odiávamos camisas, enchemos nossos cabides delas, afinal, a Delegada Helô, usa!

Nos atiramos a vácuo dentro dos vestidos justos, e saímos com um tubo de oxigênio nas costas, afinal, é impossível usar um vestido da moda e respirar ao mesmo tempo. Mas vamos lá! Respirar pra quê?

E os saltos? A moda das plataformas com salto nas alturas transformou todas em agricultoras, carregando enxadas invisíveis nas costas. Afinal, andar ereta e usar esse sapato é humanamente impossível. Viva as mulheres que mais parecem ganchos, de tão encurvadas.

Maxi colares, maxi brincos, maxi bolsas. Acessórios mudam na velocidade da luz. Nada contra quem gosta realmente disso tudo, e eu me incluo aí, porque muitos desses ícones fashions figuram em meu armário. O que eu pergunto, é:

E você, que não gosta de nada disso, porque usa?

Para seguir um padrão. E, na contra mão da originalidade, parecer-se com todo o resto da tribo. Ser original tornou-se algo que segrega, exclui, discrimina.

Estranho, não?

Eu, que amo gente de atitude e de estilo, me pego, às vezes, comprando algum modismo, única e exclusivamente porque está em alta nas passarelas de Paris!

Alôoooo!!!

E o mais interessante, é o fato de que assim que esses modismos se tornam uniforme, e que na balada todo mundo está exatamente igual, aí, caem de moda. E tornam-se cafonas. Isso porque alguma subcelebridade já inovou em piriguetismo, e agora é super “in” usar exatamente o oposto do que se usava antes.

Ora bolas, mulheres, homens, crianças e idosos: Cadê o estilo próprio?

Nossa roupa deveria vestir nossa personalidade. Mostrar quem somos!

Proponho originalidade. E para alcançá-la, o jeito é andar nu! Isso mesmo, todo mundo peladão.

Afinal, nenhum corpo é igual ao outro. Nenhuma pessoa é a cópia da outra. Isso aí! Todo mundo sem roupa.

Todos iguais. E tão diferentes.

Beijos, meus amores!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Balanço

Viver é andar de balanço.
Ontem impulsiona hoje.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Viva as desigualdades!

Quero a desigualdade.

Estou cansada desse papo de igualdade de direitos.

Ninguém é igual a ninguém e viva as diferenças.

Ninguém precisa estampar a capa da revista Veja pra mostrar que ser gay é normal. Sinceramente, não me interessa o que as pessoas fazem entre quatro paredes, e com quem elas fazem.

Pra mim, Daniela Mercury e o tal (in)Feliciano, não mereciam esse crédito todo. Se ninguém desse bola para esse tipo de preconceito, a tal “normalidade”, viria naturalmente.

O que muda na sua vida se o seu vizinho namora alguém preto, branco, macho, fêmea, judeu ou budista?

O que muda no caráter de alguém, a pessoa que ela escolheu para amar?

Deveríamos nos preocupar com o ódio. Esse sim é problema. Amor é solução.

Deveríamos nos preocupar se a pessoa rouba, mata, estupra, trafica, aplica golpes, mente descaradamente, não respeita os animais, os idosos e as crianças.

Isso sim é problema.

Com quem ela faz sexo, não!

Deveríamos pregar a desigualdade dos sexos, em que as mulheres precisam e merecem sim ser tratadas com mais delicadeza, mais atenção e mais cuidado.

Nos sentimos sim, fragilizadas, desamparadas e enfraquecidas. Quem foi que disse que somos máquinas capazes de aguentar jornada tripla, quádrupla de trabalho, e ainda sermos mães, mulheres, amantes e lindas, em tempo integral?

Oras, se o marido não sustenta a casa, que pelo menos ajude a pegar no pesado.

Bonito é ser uma mulher de ferro que chega em casa do trabalho e começa a faxina, enquanto o bonito sai do trabalho e vai tomar sua cervejinha no bar da esquina. Igualdade o escambau!

Que pelo menos ele pague as contas!

Me desculpem, mas os deficientes, os doentes mentais, os mais fracos e os de alguma forma menos capazes merecem SIM um tratamento diferenciado, facilitado!

É como uma pessoa com deficiência física tentar dirigir um carro que não seja adaptado. Não vai dar certo nunca.

Viva os diferentes. Que eles sejam sempre diferentes.

Não precisam ser iguais. Ninguém é!

Estamos confundindo nossas bandeiras, lutando por igualdade em um mundo que clama por JUSTIÇA!




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Bagagem

Teus amores, teus amigos, teus bichos e teus sonhos. Eis tua bagagem. Nesta vida, carregue o que verdadeiramente importa, e perceberás que o que te faz bem não pesa sobre os teus ombros. E o que não pesa em teus ombros, favorece tuas asas.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A bonita x A interessante

Oi geeeente!




“Tinha alguma coisa naquela gordinha que a incomodava. Tinha sido assim desde sempre. Dos tempos da escola até hoje, apesar de amigas, a gordinha despertava nela um sentimento que não conseguia explicar.

Ela era linda, magra, loura. A gordinha era, gordinha.

Simpática, faceira, original, mas estava acima do peso. Jamais representou, apesar do tamanho, sombra nenhuma para ela.

Mas sentia-se estranha com relação à outra.

Talvez pelo modo descarado que a gordinha enxergasse a si mesma. Ela se adorava!

Comia o que tinha vontade, despudoradamente. Fazia dança do ventre! E por incrível que pareça, dava show nas magrelas. Dançava com a alma, sem preocupar-se com o corpo.

Ria alto, e conversava com sinceridade. Sempre estava cercada de amigos.

Não se preocupava em achar o melhor ângulo para as fotos, e para esfregar na cara dos outros o quanto estava de bem consigo mesma, saía sempre linda.

Tinha um rosto que chamava a atenção, realmente. Uma pele alva e rosada, olhos brilhantes, expressivos e sorriso aberto. Mas era gorda, oras!

Não podia fazer inveja a quem nunca passou do manequim 36!

Mas fazia.

Mesmo com várias plásticas, para arrebitar o nariz, para afinar a cintura, para siliconar os seios, e todos os tratamentos estéticos para livrá-la das celulites, ainda assim, praticamente perfeita, ela percebia que a gordinha tinha algo que ela, magra e malhada, não encontrava em parte alguma.

A gordinha conquistou sem esforço um namorado apaixonado, e os dois faziam um par divertidíssimo. Ela não se importava em parecer sexy, ou chamar a atenção de outros homens, porque, para ela, bastava agradar ao seu. E agradava.

Era isso que irritava. Ela era satisfeita com tudo que possuía. Amava de todo o coração o que tinha.

Mas com esse excesso de peso, como poderia esfregar na cara dos outros, tamanha satisfação, em ser como era? Será que não assistia às novelas, não percebia que para ser bela precisava ser magra, desejada, bem-vestida, invejada? Toda a mulher sabe que para sentir-se bem, precisa ser admirada, copiada!

Realmente a gordinha era uma afronta a seus regimes, a suas neuroses, seus cremes importados. Era uma afronta ao sacrifício que fazia na academia. E uma afronta a sua dezena de relacionamentos mal sucedidos.

Passou a evitar a gordinha. Não podia suportá-la. Tinha vontade de ofendê-la.

Porque, sem querer a gordinha a ofendia.

A outra era gorda, e feliz.

E ela, apenas magra”.

Meus queridos! O grande segredo da felicidade é aceitar-se, amar-se e viver com verdade. Quem vive de aparência e prende-se à beleza, está fadado à infelicidade. Os sulcos do tempo, que se formarão no seu rosto, podem ser o mapa dos risos de toda uma vida, ou apenas, rastros de rios secos, formados por antigas lágrimas.

Desprenda-se das coisas fúteis. Encontre a chave da felicidade.



Beijos!




Abordei esse assunto, porque ouvi a expressão, em um grupo de amigos: “Como ele trocou aquela mulher linda, por essa aí?”

Talvez, “essa aí”, seja a pessoa mais interessante que ele já encontrou. Beleza sem conteúdo, tem prazo de validade de cinco minutos.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sinceridade

Mais vale uma vaia sincera, que um falso aplauso.