Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Impressões e definições


Oi geeente!


Faça-me mudar de ideia a teu respeito, que eu te faço mudar de ideia a meu respeito também!
Você já pensou em como as pessoas que não te conhecem te definem?

Eu acredito que definir uma pessoa seja uma tarefa impossível. Quanto mais conhecemos alguém, mais facetas aparecem. O tempo vai lapidando o diamante, criando ângulos, brilhos, formas e sombras que até 
então, não estavam lá.

Já disse Wilde que “definir é limitar”. Concordo plenamente.
Porém, quanto menos conhecemos alguém, mais fácil se torna definir esta pessoa.
Isso acontece porque, embalados pela opinião alheia, rotulamos aqueles que não conhecemos.
Os rótulos mais comuns: antipático, vagabunda, caloteiro, pão duro, mulherengo, bêbado, falsa, louca. E por aí vai.

Criar uma imagem positiva nossa para desconhecidos é praticamente tão impossível quanto ser perfeito.
Qualquer escorregão na casca de banana marca definitivamente alguém em seu circulo social. Viver em cidade pequena é assim. Faça mil coisas boas e, talvez, sua mãe o aplauda. Faça algo errado e a cidade toda manda uma vaia em Dó Maior!

Se há algo que aprendi com todas as experiências da vida, é não julgar o outro.
Quem errou, que pague pelos seus erros e vá em busca de redenção. Que possa ser perdoado, e em qualquer idade, começar diferente.

Mesmo policiando minha boca para não dar palpite sobre quem não conheço, é natural que inconscientemente façamos julgamentos errados sobre aqueles que não temos intimidade.
E quando uma pessoa se aproxima da gente, e muda nossa opinião, é muito bom.
Às vezes passamos impressões erradas e podemos reparar isso ao conhecermos mais profundamente alguém.

Fico muito feliz quando isso acontece. Adoro conhecer pessoas que me surpreendem positivamente. Que demonstram que são exatamente o oposto do que eu pensava que fossem.
As pessoas mais fechadas podem esconder personalidades divertidas e espirituosas, basta que encontremos uma brechinha para entrar na intimidade delas.

Aquelas que parecem seguras de si e donas do mundo, por vezes apenas usam uma armadura para esconder sua sensibilidade e insegurança.

Todos nós “parecemos com algo”, mas na verdade, somos outra coisa. Ou muitas outras coisas.
Vamos parar de fazer julgamentos precipitados de quem não conhecemos, ou de quem apenas “ouvimos falar”.
Para poder amar, ou até mesmo odiar alguém, é necessário conhecer bem.

Águas -e sentimentos- rasos, não servem para mergulhar.

Beijos, meus amores!


Black list: todos nós temos nossa lista negra, com pessoas que não simpatizamos ou com as quais tivemos algum tipo de atrito. Minha proposta é a seguinte: revise sua lista, exclua aqueles que estão nela por julgamentos errados e principalmente, procure perdoar quem te fez algum mal. Isso é libertador. Deixa a alma leve. Quem ganha é você!

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