Devaneios tolos... a me torturar.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Game Over



Oi geeente!


A vida é um jogo de vídeo game. O desafio é passar de fase, e chegar ao final vencedor.

Só nos damos conta disso, quando olhamos para certos comportamentos, e percebemos, que coisas que antes eram fundamentais para nossa felicidade, hoje já não têm a mínima importância.
Passar de fase é isso. Conseguir atravessar cada momento, tendo vivido intensamente, mas sem sentir tristeza por ter que deixar algo para trás.
Hoje, deitada no meu sofá, com a minha Olívia se mexendo na minha barriga, percebo como sou feliz em casa, lendo um bom livro, assistindo um bom filme, curtindo um final de semana de descanso, com as pessoas que amo. Não sinto a mínima necessidade de balada, badalação, agito, muita gente aglomerada.
Não sinto falta de música alta, paquera, bebida demais, por vezes, amor de menos.
Mas isso tudo já foi muito importante para mim.
Havia tempos em que a diversão começava na quinta, e terminava no domingo. Se eu não estivesse estampada em todos os sites com fotos de festas, é bem provável que estivesse doente naquele final de semana. Tinha uma necessidade de ver gente, de ser vista. Precisava andar em grupo, inventar programas fora de casa. Gastar energias. Ou ficava deprimida.
O ritmo frenético foi dando espaço a um outro tipo de satisfação: o de desacelerar e curtir outras etapas da vida.
Não precisamos ficar velhos, muito menos sem graça, para evoluirmos. Basta olharmos ao nosso redor, e perceberemos que é possível ser jovem e ser maduro ao mesmo tempo. O segredo é selecionar amigos, programas, passeios, festas. O segredo é aprimorar comportamentos. Valorizarmos nossa intimidade. Abrirmos as portas de nossa vida, para quem realmente merece.
Já perceberam como há pessoas que nunca conseguem passar de fase?
Vivem angustiados na eterna adolescência e não conseguem dar passos rumo ao futuro, com compromissos sólidos para toda uma vida.
Circulam eternamente pelas noites, em busca de companhia descartável, amizades sem profundidade e amores sem compromisso. Vivem de eternas paixões de momento, e dificilmente evoluem para amores duradouros.
Cometem, aos 40, os mesmos deslizes que cometiam aos 20. Carregam, no dia seguinte, os mesmos arrependimentos, do porre da noite anterior.
Não conhecem a felicidade de passar de fase. Uma mudança necessária para se jogar o jogo da vida.
São eternas lagartas, no jardim das borboletas.
Cada fase da vida traz consigo mudanças, que promovem metamorfoses sadias.
Quem, sem conseguir parar o tempo, apenas para no tempo, percebe as consequências. Sofre. E faz sofrer aos demais.
Geralmente é irresponsável com seus amores, não tem comprometimento em suas relações afetivas, torna-se instável e totalmente insatisfeito.
Parece que a vida está em dívida com ele, e que, invariavelmente, há pessoas mais interessantes, emoções mais fortes, paixões mais arrebatadoras e felicidade mais completa naquilo que ele ainda não encontrou, e segue a buscar. Conviver com pessoas que não conseguem passar de fase é muito complicado.
Acham que o jogo deles é mais divertido, quando na verdade, não perceberam, que chega uma hora, em que o jogo termina, e eles ainda não chegaram nem na metade do caminho. Morrem, sem deixar nada de si, para os que ficam.
Game over.
Beijos, meus amores!

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