Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Gratidão!

Oi geeente!

Encostei a cabeça no travesseiro e agradeci. Sabe aquele dia em que nada extraordinário aconteceu, mas que foi perfeito? Minha filha dormia tranquila. Minha família estava reunida para as festas de final de ano.

Analisei o momento da minha vida e percebi que nada me faltava. O que viesse a mais, de bom, seria apenas um complemento para o essencial, que eu já possuía. Precisei de 36 anos para chegar até esse momento. E um sentimento de medo se apossou de mim. Medo de perder. Medo de algo acontecer. Medo de tudo dar errado.

Pensei: certamente não mereço todas essas bênçãos. Ainda tenho muito que aprender, muito que evoluir como ser humano, sou tão fraca e com tantos defeitos. “Deus” vai me punir de alguma forma, para me ensinar mais algumas lições.

Queridos leitores, quantas vezes pensamos assim?

Passamos metade da vida ansiosos, descontentes, insatisfeitos, achando que somos vítimas dos outros, alvo da falta de caráter das pessoas, desvalorizados, mal amados, que não recebemos as oportunidades que merecíamos. Passamos muito tempo desejando mais. Buscando uma felicidade que estava, o tempo todo, na nossa frente.

Depois, com a maturidade, percebemos que ninguém é responsável por nossa insatisfação, infelicidade, insucesso. O fator externo não é nada comparado à força interior. Passamos de coadjuvantes a atores principais em nossas vidas. Rompemos com o que não nos satisfaz. Não condicionamos nossa felicidade a terceiros. Tomamos as rédeas de nossos destinos. Fazemos acontecer.

E aí, quando tínhamos tudo para dar certo, vem a culpa.

A sociedade, as regras, a etiqueta, as convenções, os dogmas, a religião, muitos outros fatores nos fazem sentir culpados.

“Não mereço tanto”. “Não sou tão capaz”. “Há outros melhores que eu”. E aí, com essa sensação de culpa, passamos a nos boicotar.

Se a relação está ótima, passamos a desconfiar que a qualquer momento, tudo vai ruir. Não conseguimos apenas aceitar o momento, nos sentirmos amados, relaxarmos para receber amor. Cercamos o parceiro, desconfiamos, perseguimos, procuramos motivos, provas, indícios de que estamos sendo traídos, de que não somos respeitados, de que amamos mais do que somos amados. Furamos nosso barquinho do amor. Aguamos a relação. Estragamos tudo. De tanto procurarmos provas contra nós mesmos, acabamos por produzi-las.

No trabalho, se conquistamos nosso tão sonhado posto, começamos a temer perdê-lo. Ficamos com medo dos colegas. Começamos boicotar os projetos dos demais companheiros de trabalho. Nos tornamos mais defensivos, fechados, menos amistosos. Ao invés de sermos árvores frondosas e frutíferas, somos a terra seca onde nada consegue crescer ao redor.

Se estamos num momento bom da vida, passamos a temer o pior. Afinal, se melhorar estraga. Só tende a piorar.

Voltando à minha noite de agradecimento, me dei conta de que:

Se estou aqui, se tenho ao meu redor quem eu amo, se trabalho naquilo que gosto, se tenho o suficiente para desfrutar de conforto com simplicidade, se possuo inteligência, o dom que Deus me deu de me comunicar, de escrever, de ser lida, ouvida, se tenho condições de correr atrás e realizar os meus sonhos, sou MERECEDORA.

Algo de bom eu fiz por merecer. Não preciso ter medo. Preciso sim, ter gratidão. Quando vencemos a insatisfação, o medo, e por fim a culpa, estamos prontos.

Prontos para sermos gratos. Gratidão gera mais graças. O mundo conspira a favor dos gratos.

E nada, ninguém, no mundo é capaz de tirar nossa paz interior.

Sejamos gratos. Somos merecedores.

O universo diz “Amém”.

Beijo, meus amores!

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