Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Surtando, do verbo surtar!

Oi geeente!


Uma amiga reproduziu uma frase de Francisco Mattos, no Facebook, que diz o seguinte: "A verdade é que todos nós carregamos nossos destroços, não se engane com as fotos do Facebook alheio."

Confesso que sempre que estou meio pra baixo (todo mundo tem dias bons e outros nem tão bons, ou não?), evito fazer postagens nas redes sociais.

Em primeiro lugar, não quero contaminar os outros com meus problemas ou pessimismo, e em segundo (e não menos importante), me sinto constrangida em não estar feliz, curtindo, fazendo um programa super legal, ou com alguma imagem maravilhosa de um dia glorioso.

Dificilmente encontramos perfis coerentes com a realidade no Face. Há os extremanente pessimistas, que todo o dia apresentam um drama, um problema, uma reclamação. E há os super felizes, que estão sempre em festas, cercado de amigos, em programas descolados, produzidos, bem vestidos, sorrindo até dar cãibra na boca.

E há todos nós, os normais. (Ou nem tanto!)

Eu não conto pra ninguém, mas tenho dias péssimos. Acordo tomada por um desânimo tão grande, que só um exorcismo arrancaria os demônios que habitam meus pensamentos.

Nesses dias, puxo pouco assunto, e fico no meu canto, com medo de usar minha boca como uma metralhadora, ofendendo pessoas que que amo, e me arrependendo na sequência.

Há os dias que acordo feia. E aí me pergunto: sou mesmo tão feia, e disfarço bem nos dias em que estou de bem com a vida? Ou sou feia até quando não me acho feia? Ou não sou feia, e me vejo feia? Ó céus.

Também acordo sem roupa! Pelo amor de Deus, não saio pelada pelas ruas, não é isso. Mas parece que nada combina com nada. Tenho vontade de jogar tudo pela janela e ir às compras.

E isso abre precedente para os dias que me acho gorda. (Ué, ontem eu achava que tinha emagrecido!)

Tem os dias em que acordo me sentindo só. E aqueles em que acordo me sentindo desvalorizada (ninguém me respeita, ninguém me escuta, ninguém me valoriza, ninguém me amaaaaa!).

E os outros em que acordo me sentindo sem dinheiro (esses só duram 365 dias no ano hahaha).

Em todos os outros, sou uma pessoa feliz.

Agradeço a Deus por ter uma família linda, um bebê que é um doce de menina, amigos que me fazem bem, dinheiro suficiente para ter uma vida confortável e me permitir uns luxos de vez em quando. Agradeço por minha saúde, por estar de bem com meu corpo, minhas ideias, minha vida como um todo.

Sei que tenho tudo que amo, e mais do que preciso. Seria um sacrilégio me sentir menos que feliz, todos os dias.

Mas me sinto.

Pequenos problemas me desestabilizam, confrontos no trabalho me roubam a paciência, choro do bebê na madrugada me tira o sono, e com ele o bom-humor tradicional.

Penso que não sou mal agradecida. Devo ser normal. Ou seria uma neurótica de carteirinha?

Esses aí, sempre felizes o tempo todo, existem mesmo? Ou são candidatos ao papel principal do filme Polianna? São bobos alegres, ou são pessoas que conseguem ver sempre o copo meio cheio?

Será que sou vítima do sistema, do consumismo, do ideal inatingível de perfeição, ou sou igual a todo mundo? Será que meu problema é pensar demais, ou será que é pensar de menos?

Me respondam se as crises existenciais também atingem vocês, caros leitores.

Porque a mim, me atingem pelo menos uma vez por mês (na TPM), como um raio, bem no meio da testa. Tentem me suportar nestes dias, e me amar em todos os outros.

Por hora, um rivotril e boa noite.

PS:

Gente, acho que toda mulher é meio doida. Até as mais equilibradas surtam de vez em quando. No final, de perto ninguém é normal!



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