Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Prece

Que eu encontre, hoje e sempre, dentro de mim, o caminho para minha fortaleza. Que apesar do frio, das pessoas e do inverno, eu perceba que sempre há raios de sol para aquecer um coração. Que, se abandonada, eu possa me fazer companhia e ser feliz comigo mesma. Que eu encontre em meus pensamentos, um lugar de paz, onde possa curar, com as salgadas águas do mar, as feridas mais doloridas, que parecem jamais cicatrizar. Que aquilo que não me traz felicidade, pelo menos me traga aprendizado. Amém.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cancun!! (Fazendo muito, gastando pouco)


Oi geeeente!!!!

Estive de férias no México, e como manda meu dever jornalístico (haha) vou contar tudinho para vocês! Sempre que viajo, escrevo para dividir experiências. Algumas pessoas me abordam, discordam, dizem que visitaram os mesmos lugares e tiveram outras impressões. É bom dividir o que aprendemos.
Pela primeira vez  (e digamos por falta de grana mesmo!!!), resolvi me aventurar pelo  mundo dos sites de compras coletivas. Sei que as agências de viagens locais são incríveis, e o conforto e segurança que nos proporcionam fazem a diferença. Mas se... Durango Kid quer ir ao Caribe sem 'dinero', entonces, Durango Kid compra promoção na internet!
Minha viagem custou R$1.900. Incuindo: passagens aéreas, hotel a beira mar em Cancun e todas as refeições. Fiquei do dia 12 ao dia 19 de abril. Incrível e inacreditável, hein? Pois é. Pensei que iria viajar no bagageiro do avião, ficar em uma barraca iglu, almoçar areia e ainda ser vítima do comércio de mulheres para a prostituição internacional. 
Mas... não (ufffa)! Foi maravilhoso!
Foi uma das melhores viagens da minha vida. Sei que a internet é um terreno sem lei, mas no meu caso, deu tudo certo. O México é um colorido país de pessoas alegres, simples, simpáticas. Cheio de belezas naturais, riquezas culturais, e pobreza. Sim. Os mexicanos, em sua maioria, ganham pouco. As cidades longe do turismo são pobres. Lembrou-me o interior do nordeste.
Cancun era um dos destinos mais luxuosos e caros do mundo. A onda de pacotes acessíveis se dá para que isso volte a ser realidade. Depois de um devastador furacão em 2005 e da gripe suína, os mexicanos viram o turismo despencar. Por isso, estão realizando grandes manobras para atrair visitantes.
Quase nada é excessivamente caro, muito embora se encontre algumas coisas tão luxuosas, que um ano de trabalho meu não pagaria um jantar a beira mar em uma ilha caribenha em um resort, na suíte presidencial. Há grandes abismos entre a riqueza e a pobreza. 
De maneira geral os preços são como os brasileiros, tanto na rede hoteleira, quanto em lojas, passeios e restaurantes.
O México é um país vivo, cheio de natureza, cores e sabores.  Na comida, eles colocam pimenta até no... suco de laranja! Quase virei um dragão. A cada refeição, saia cuspindo fogo!
O turismo em Cancun se divide entre a história Maya, os parques ecológicos e as praias.
Visitei as cidades sagradas Mayas de Tulum e de Xichen Itzá, onde fica a famosa pirâmide de Kukulcán. Lá, a atmosfera é mágica. Uma viagem no tempo. Descendentes mayas tocam instrumentos típicos, mostram seu artesanato centenário e nos fazem viajar pela história. Voltar a uma civilização organizada, espiritualizada e incrivelmente a frente de seu tempo. Há várias teorias para o fim do Império Maya. Mas na verdade, enquanto nós ainda preservarmos a história, ele jamais será extinto. Os Mayas da atualidade são pobres artesãos, que muito me lembraram as aldeias indígenas do nordeste. Infelizmente a história não foi escrita em ouro para eles. 
Nos parques ecológicos, encontramos cavernas e rios subterrâneos de água incrivelmente cristalina. Conheci um parque, chamado Xcaret, onde é possível nadar por quilômetros em rios subterrâneos repletos de cachoeiras, aberturas em cavernas e animais exóticos. Você viaja para dentro da terra. Literalmente.
Nesses parques convivemos com araras, iguanas, flamingos e uma infinidade de répteis, aves e animais silvestres, que chegam ao alcance de sua mão. A harmonia com a natureza é indescritível.
Você pode fazer fotos nadando com tubarões, arraias, golfinhos. Estes, seres inteligentes e dóceis. Inesquecível experiência.
As praias diferem em cores e texturas. Areias finas e grossas, brancas e amarelinhas. Mar verde esmeralda, cristalino, azul céu, azul turqueza. Acredito que o azul mais azul que existe esteja no mar do Caribe. As ilhas guardam tesouros de piratas e histórias de mistério. Os sons do México entram em seu coração e tocam sua alma.
Os costumes e gostos, como a tradicional tequila, os tacos, os molhos apimentados e os nachos inserem você na cultura deles.
A música, os cenários, os sorrisos, as pessoas. Como são adoráveis os mexicanos! Sorridentes e solícitos. Povo encantador.
Tentei buscar palavras para descrever uma das experiências mais apaixonantes  da minha vida. Mas não encontrei. Então convido você a desfrutar do México. Programe para lá sua próxima viagem. Você vai se apaixonar, tanto quanto eu estou apaixonada!

Arriba! Y hasta La vista!
Mural de Recados e Recordações:
Deixo para vocês minhas dicas. 

Xichen-Itzá, a cidade sagrada dos Mayas. 


Tulum, ruínas de cidade sagrada na Riviera Maya.





Xcaret- Parque ecológico de mata nativa, animais, rios subterrâneos e praia cristalina.





Nado com golfinhos.


Amizade com serpentes.
 
Praias de água azul sem igual.




Viva México!



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Esfinge

Para me conhecer, leia-me. Para me decifrar, interprete-me.

Leveza da alma...

Tudo o que nos prende, ou que nos liberta, está dentro do nosso coração. Somos prisioneiros apenas de nós mesmos e de nossa indecisão. A vida nos coloca em encruzilhadas. Liberdade é escolher com coragem e sustentar a renúncia que existe em qualquer escolha, sem as amarras do que ficou para trás. Liberdade é nada mais que um estado de espírito. Leveza da alma. Libertar a si, por vezes, é dar alforria ao outro.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tenho amigos para saber quem sou...

Oi  geeente!
 
Tenho amigos para saber quem eu sou”. (Oscar Wilde)
Um grupo de amigas resolveu se encontrar no Baile da Comenda do Vinho. Enquanto os maridos estavam nas mesas, elas reuniram-se no ambiente perto dos banheiros. Uma delas aproveitou a oportunidade para retocar a maquiagem e arrumar o cabelo, e convidou a outra para ir junto. (Mulheres raramente vão sozinhas ao banheiro, muito embora ninguém saiba explicar com exatidão o porquê). Mas enfim, as que ficaram, comentaram umas com as outras que fulana estava mais gorda, e que a roupa (emprestada da cunhada) não havia caído bem. Quanto à companheira de pipi, comentaram que havia parcelado o convite para o baile em 10 vezes, e que da última vez que haviam ido ao salão de beleza juntas, discretamente o cabeleireiro cobrou uma conta antiga, que a amiga  “esquecera” de acertar.
Enquato isso, no Trip, a Juliana, chorando no banheiro, tentava explicar para a Camila que, só ficou com o Gustavo, (amor da sua até então melhor amiga), porque havia bebido demais.
Amizades de ocasião, de inclusão social, de interesse, de fachada ou de pura competição existem em todos os lugares, em todas as faixas etárias e camadas sociais.
Em  menor ou maior grau, precisamos nos relacionar para nos inserirmos no ambiente de trabalho, nas festas mais badaladas, nas ocasiões sociais, para encontrarmos um amor, para convivermos em sociedade.
A boa notícia, é que com o tempo, começamos a nos tornar mais seletivos. Com o passar dos anos e das fases da vida, começamos a olhar para trás e perceber que havia, uma, no máximo duas, melhores amigas de infância, de colégio, de faculdade, de trabalho.
Com o amadurecimento, você começa a recusar convites para lugares onde não se sente bem, começa a preferir ficar entre cinco pessoas verdadeiras, mesmo que simples e nem tão purpurinadas, a participar da festa mais concorrida da cidade, onde todo mundo termina bêbado, reparando no outro, e achando um motivo para falar mal do companheiro de noitada, antes que ele ache um motivo para falar mal de você. Você começa a valorizar sua casa, seu canto, e começa a ver as pessoas como pessoas, não como “oportunidades”.
Com o tempo, percebemos que para termos amigos, não precisamos ser populares, mas sim verdadeiros. Não precisamos ser arroz de festa, nem promover grandes eventos, mas sim, tornar prazerosos os mais singelos encontros, mesmo aqueles que acontecem na rua, ou no corredor do supermercado.
Você percebe que não precisa ser a mais bem vestida, nem a mais engraçada, nem a mais bonita. Você precisa apenas ser admirada. Pelo que você é. Amizades seletivas são aquelas que superam as dificuldades da vida. É a peneira pela qual só sobram aqueles que estavam com você quando você teve catapora, quando ficou de castigo na escola, quando levou o fora do seu amor, quando perdeu o emprego, ou quando precisou se afastar de tudo e de todos para estudar, muito, para aquele concurso.
Amizade verdadeira é aquela, que mesmo tendo começado ontem, tem respeito e admiração. Você gosta tanto de alguém, que realmente torce por ele. Mesmo que ele fique rico e você continue matando cachorro a grito. Mesmo que ela seja mais bonita, e tenha mais pretendentes, e você continue encalhada e cheia de espinhas. Amizade de verdade é aquela que supera qualquer “Mesmo que”.
É difícil encontrar amigo assim. Porque, na verdade, é difícil ser amigo assim. Você pode dar o nome que quiser pro parceiro de balada, pro companheiro de faculdade, para a turma da quinta-feira, para a galera do futebol ou de noitada.  Mas amizade, amizade mesmo... é outra coisa.
“Amizade não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa. Isso se chama pombo com diarréia.
Amizade é outra coisa”.
Seja um bom amigo. E terás amigos bons.

sábado, 7 de abril de 2012

Bicho é bicho. Gente é gente.

Oi geeeente!



Estava passeando pelo Autódromo de Guaporé, quando encontrei uma cachorrinha grávida. Ela estava gorda, pesada, e abandonada. Seu dono, muito provavelmente, em uma única oportunidade, livrou-se da mãe e dos filhotes. Ela zanzava de um lado para outro, pedindo comida e um pouco de atenção. Foi adotada pela PAC.
Dias depois, mais um linguicinha apareceu por lá. Outra vítima da frieza e do abandono. Como o caso foi anunciado na rádio, prontamente o dono resgatou o cachorrinho linguiça, e foi recebido pelo mesmo com olhar manso e rabo abanando. Perdão e gratidão. Sem nem sequer titubear. É isso que encontramos em nosso cão.

Bicho é bicho. Gente é gente.
Outro dia, estava sentada no meu sofá da sala, quando escutei um barulho forte, em uma porta de vidro, que dá para o pátio do meu apartamento. Era uma pombinha. Ela bateu contra o vidro e quebrou o pescoço. Coloquei o corpinho do pássaro bem próximo da árvore onde havia um ninho, e saí para pegar um saco, para enterrar a ave. Quando voltei, um filhote estava desesperado ao redor da mãe, com um canto que cortava o coração.
Na noite desta mesma data, no noticiário, mais um caso que já não é novidade nenhuma, de uma mãe, que abandonara seu bebê recém nascido na porta de uma loja.
Bicho é bicho. Gente é gente.
Uma amiga contou-me que estava apresentando baixo rendimento no trabalho, e que foi chamada para uma reunião com a chefe. Explicou a situação, problemas de saúde na família, e, ouviu em alto e bom som: problemas pessoais, ficam da porta pra fora.
E pensei, em quantas e quantas vezes cheguei em casa com a bolsa cheia de stress e problemas e fui recebida pela minhas cachorrinhas com todo o carinho do mundo, toda compreensão. Os bichos têm o dom de limpar o ambiente, torná-lo mais leve, mais agradável e feliz. Mas as pessoas com as quais convivemos fazem isso?
Bicho é bicho. Gente é gente.
Bicho é fiel, companheiro, parceiro, amigo na alegria e na pobreza. Quantas histórias de bichos que colocaram a vida em risco para salvar seu dono? Eles ficam do lado da gente faça chuva ou faça sol, na saúde e na doença. E muitos, esperam o dono voltar, mesmo depois da morte. Não esquecem jamais.
Bicho é bicho. Gente é gente.
Que gente é essa? Que joga água fevervente na cachorrinha do vizinho? Que abandona seu gato na beira da estrada? Que faz seu cavalo puxar a carroça até desmaiar de fome e cansaço? Que gente é essa que larga dezenas de cachorros em um canil, sem comida e sem água? E que vê esses animais virarem feras, canibais, comendo vivos os cães doentes, transformando-se em bestas? Vocês leram a notícia do canil de Gravataí? E aqueles que distribuem estricnina por aí, pelos bairros de Guaporé?

Vi um motorista guaporense buzinando e gritando para um senhor, que meio cego e perdido, não conseguia atravessar a Sílvio Sanson. E, em contraponto, vi um labrador ser os olhos de um jovem sem visão.

Vi cavalos sendo usados como uma ponte para que crianças com a síndrome de down consigam se inserir de forma mais segura e igual na sociedade.

Tenho presenciado muitas coisas que me envergonham. O forte tripudiar sobre o mais fraco. Já vi muitos cães amarrados em cordas curtas, que lhes cortavam o pescoço, debaixo de chuva e sol. Mas nunca vi um cachorro fazer isso com seu dono. Pelo contrário, sofriam maus tratos abanando o rabo e suplicando atenção de seu algoz.
É por isso, que cada vez mais eu afirmo: Bicho é bicho. Mas gente, é gente?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O que a alma esconde...

Uma noite no meio de dois dias muda tudo.
Você dorme, as coisas se ajeitam, a fúria sempre passa.
O sono vem como um divisor de águas.
Mas nem sempre isso é bom.
A raiva é como a correnteza que abre espaço no leito do rio.
Domada, vira barragem.
Água de barragem não muda nunca de paisagem.
Aprisiona você, num lago, calmo e profundo.
Repleto de lama no fundo.