Uma noite no meio de dois dias muda tudo.
Você dorme, as coisas se ajeitam, a fúria sempre passa.
O sono vem como um divisor de águas.
Mas nem sempre isso é bom.
A raiva é como a correnteza que abre espaço no leito do rio.
Domada, vira barragem.
Água de barragem não muda nunca de paisagem.
Aprisiona você, num lago, calmo e profundo.
Repleto de lama no fundo.

A liberdade nunca é real
ResponderExcluirSe examinarmos um indivíduo isolado sem o relacionarmos com o que o rodeia, todos os seus atos nos parecem livres. Mas se virmos a mínima relação entre esse homem e quanto o rodeia, as suas relações com o homem que lhe fala, com o livro que lê, com o trabalho que está fazendo, inclusivamente com o ar que respira ou com a luz que banha os objetos à sua roda, verificamos que cada uma dessas circunstâncias exerce influência sobre ele e guia, pelo menos, uma parte da sua atividade.
E quantas mais influências destas observamos mais diminui a idéia que fazemos da sua liberdade, aumentando a idéia que fazemos da necessidade a que está submetido.
(…) A gradação da liberdade e da necessidade maiores ou menores depende do lapso de tempo maior ou menor desde a realização do ato até a apreciação desse mesmo ato. Se examino um ato que pratiquei a um minuto em condições quase as mesmas em que me encontro atualmente, esse ato parece-me absolutamente livre.
Mas se aprecio um ato realizado há um mês, ao encontrar-me em circunstâncias diferentes, a meu pesar, se não tivesse realizado esse ato, não existiriam muitas coisas inúteis, agradáveis e necessárias que derivam dele.
Se me translado com a memória a um ato mais remoto, a um ato de há dez anos ou mesmo mais, então as suas consequências ainda se me apresentarão mais evidentes e ser-me-á difícil representar-me seja o que for, caso aquele ato remoto nunca tivesse existido.
Quanto mais retroceder na minha memória, ou, o que vem a dar na mesma, quanto mais projetar no futuro o meu juízo, tanto mais duvidosos me parecerão os meus raciocínios acerca da liberdade do ato realizado.
Leon Tolstói
Não a mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe.
Boa Páscoa!
Te cuída mas não te comporta.
Bj.
Quanta bobagem tu expõem em poucas palavras
ExcluirPois é... nem todo mundo é inteligente o suficiente... mas ter coragem de se expor já é alguma coisa. Acho que acima da inteligencia, vem o respeito e a coragem da gte pensar, se expressar, e assinar embaixo. Obrigado pela visita!
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