Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 24 de maio de 2011

É de ética?



Oi geeeente!!

Imaginem a cena: você e seus amigos, reunidos para um bate-papo, no final do dia, no Clube. Na sua turma, um médico. A conversa gira em torno de amenidades, e de repente entra uma mega gata.
Eis que seu amigo médico fala: - Essa é linda, mas tem gonorréia, acabou de sair do meu consultório... Por favor, me passa a azeitona?

Hã?! Toda a vez que procuramos alguns profissionais, no mínimo esperamos deles ética suficiente para não espalhar nossas histórias. Isso vale para médicos, advogados, terapeutas... não é verdade?

Não, não é verdade. Isso vale para qualquer profissão.

Falo isso porque, infelizmente, a palavra ética parece estar sendo esquecida por profissionais, de todas as áreas. É comum, na falta de algum assunto melhor, as pessoas abordarem confidências profissionais, enquanto tomam tranquilamente uma coca-cola.

Por isso, segredos empresariais, confidências em divãs, consultas na área do Direito viram motivo de fofocas e correm de boca em boca, prejudicando os envolvidos.

É assim com todas as profissões: desde o profissional que faz as contratações, passando pelos chefes, chegando aos funcionários. As pessoas não conseguem mais separar as coisas.

Não conseguem manter uma postura profissional, que não se misture com a vida pessoal e com as rodas de conversa com amigos.

Por isso surgem tantos problemas de relacionamento em empresas, tanto disque-disque que faz os profissionais e clientes entrarem em atrito, tanto pano para a manga.

O concorrente já não é mais concorrente, é inimigo. E vale tudo para se obter informações que possam prejudicar profissionalmente os outros.

Afinal, o que é ética? É o conjunto de normas e princípios que norteiam a conduta do ser humano.

A ética, infelizmente, não é um casaco que você veste e vai trabalhar. É uma prática diária, e precisa ser exercitada na vida pessoal. Um pessoa que não é ética com ela própria, com seus amigos, familiares, amores, dificilmente o será com seus clientes, empregados ou chefes.

Precisamos ser éticos, em primeiro lugar conosco. Para conseguirmos exercitar esta prática com os outros.

Vivemos em uma era em que ninguém mais consegue guardar um segredo. Parece que tudo o que pedem para você não comentar, escapa pela boca e vira uma arma para que você se sinta interessante, e bem informado, porque dispõe de informações que os outros não possuem.

Por isso, tantas vezes, entramos em algum ambiente e sentimos que somos alvo do assunto da mesa ao lado. Talvez, por isso que hoje em dia, saibamos mais do que acontece com os outros do que conosco.

Por isso estamos tão vazios de bons assuntos, e tão cheios de futilidades. E é geral. Não estou falando de beltrano ou fulano. Falo da gente. De mim. De você.

Precisamos resgatar a ética. E principalmente, nos colocarmos no lugar do outro, e guardamos confidências como se fossem nossos próprios segredos.

Quem sabe assim, consigamos construir um lugar melhor para se viver.

Em tempo: essa pauta me foi sugerida. E você pode estar se perguntando quem sou eu, que vivo contando histórias dos outros, para falar em ética. Aproveito para lembrar que 99,9% das historinhas que uso aqui são apenas ilustrações, ou fatos ocorridos com terceiros, que transcrevo como se tivessem acontecido comigo, para não constranger ninguém.

Beijos meus amores!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Paixão cruel, desenfreada...


Oi geeente!!
Estamos entrando no mês de junho... o mês dos namorados! Um clima de amor e paixão está no ar! Oba!

Quando eu era menina, apaixonada por um colega da escola, fazia coisas de cinema para ele perceber minha humilde existência. E a tarefa era difícil, já que eu não era nenhuma Gisele Bundchen. Imaginem vocês, um ser que pesava trinta quilos, sendo que pelo menos dez desses quilos correspondia a nariz. Eu era o tipo de adolescente “monosobrancelha”, com cabelinho bem ruim e nada de peito. Resumindo: digamos que eu não era a mais popular da escola. Mas os feios também amam. E eu amava. Muito.

Esse tipo de paixonite me deixava com borboletas no estômago toda vez que meu amado sorria. Toda vez que ele me olhava. Quando eu o via, meus joelhos ossudos batiam um no outro.

Ele nunca se apaixonou por mim (e sério, eu não o culpo por isso haha), mas essa paixão de adolescência foi uma das épocas mais interessantes da minha vida. Eu acordava, comia, respirava e existia em função de outra pessoa.

Eu passei por isso pela primeira vez em uma fase que, sinceramente, meus colegas estavam mais interessados nas paixões deles do que nas minhas. Minhas bobeiras inconsequentes e as atitudes infantis, impensadas e tão burrinhas, não eram levadas em consideração.

Quando vivemos isso na adolescência, parece que tudo é normal, natural. Mas vejo muita gente vivendo isso hoje. E digamos, que são pessoas nem tão adolescentes assim. E por isso, o pobre apaixonado está sempre no banco dos réus, sendo julgado. A paixão não tem idade nem hora para arrebatar você, te jogar no tapete, te levar a nocaute.

Muitas pessoas pularam etapas da vida, em função de uma série de coisas, e quando batem nos 30, nos 40, resolvem resgatar as emoções perdidas.

Por isso tantas mudanças bruscas, abandonando família, emprego, rotina, em busca de uma vida repleta de aventura e borboletas no estômago. Quando se está embalado pelos doces braços da paixão, é muito fácil quebrar a cara. Mas é o preço que se paga.

Olhamos para estes adultos adolescentes vivendo grandes paixões e por vezes questionamos: - Mas isso está certo?

A sensação de se estar apaixonado é uma das mais marcantes de nossa vida. Mas ela é passageira. A paixão se transforma em outra coisa.

Só que muitos não conseguem viver sem ela. Por isso não se entregam a nada que seja longo, calmo e duradouro. Querem estar a 200 por hora o tempo todo. Acabam se atropelando ou atropelando alguém.

Para quem observa a paixão pelo lado de fora, fica fácil apontar todas as atitudes irresponsáveis que ela traz. Mas para quem vive uma paixão, vale qualquer coisa para saborear esta preciosa bebida até sua última gota.

Por isso, não julgue com dureza os apaixonados. Quem faz isso, ou nunca viveu uma grande paixão, ou está com inveja de quem está vivendo. Mas também não passe a mão na cabeça, acobertando os exageros das paixões. O coração tem asas, mas é bom manter os pés no chão.

Eu sei que a ciência explica, que os estudiosos dão prazo de validade, que os céticos não acreditam, que os românticos aplaudem... mas a verdade é que uma grande paixão não se explica. Se vive e ponto final.

Portanto, se tenho o direito de dar uma sugestão a você leitor, sugiro que se apaixone! Procure o par que faz seu coração vibrar! Apaixone-se por uma atividade que dê prazer! Por algo que traga emoção! Apaixone-se por um sonho e saia correndo atrás dele! Apaixone-se pela vida! Sem paixão, tudo é tão morno.

No final das contas, a gente mede a vida pela intensidade com que foi vivida!
Um beijo apaixonado.

"As paixões são como as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não se pode navegar." (Voltaire)

sábado, 7 de maio de 2011

E se cada um cuidasse da própria vida?

Oiii geeente!

Quer mesmo um conselho? Cuide da sua vida.
Você já ouviu aquele ditado que diz “se conselho fosse bom, não se dava. Se vendia”? Eu com certeza ficaria rica.



Sempre fui metida a ter palpite pra tudo (acho que vocês já perceberam haha). Claro que é bom termos amigos conselheiros, e escutarmos as lições de vida de pessoas mais experientes. Mas sempre, antes de absorvermos a opinião alheia, precisamos refletir muito bem sobre as palavras a nós dispensadas. E principalmente, precisamos pensar muito bem antes de aconselharmos alguém.

Na grande maioria das vezes “os outros” têm a fórmula mágica para nossos problemas, mas não conseguem resolver os deles. Outro dia, não sei se com a intenção de me elogiar ou me detonar de vez, uma pessoa culta, inteligente, bem de grana (frustrada???), me disse o seguinte:

- Michele, querida! Parabéns! Adoro ler tua coluna. Quando não tem um bom conselho, tem uma boa piada. Rir e pensar. Dois ótimos exercícios. (Até aí tudo ótimo!!! Sou o MÁXIMO!!!)

Mas... o discurso continuou:

- O que tu está fazendo aqui, minha querida? Se tu continuar assim, vai acabar frustrada. A partir de agora, tu não vai mais ir pra frente. Tu acha que vai ficar rica trabalhando onde tu trabalha? Tu tem potencial pra muito mais. Tu não pode ficar nessa cidade. No meio dessas pessoas. Não te apega a namorado, casa, comodidade. Abra as asas querida. Será que tu não enxerga?

E aí, eu disse: - Com licença, vou até aí me matar e já volto!!!!

Creeedo!!! Então, por morar aqui, trabalhar aqui, estou fadada a ser um profissional medíocre, fracassado, mal pago? E por viver aqui, com quem realmente importa pra mim, meu destino é ser uma mulher infeliz e insatisfeita, em uma cidade que só faltou ser chamada de “orifício retal do mundo”, em meio à gente tão medíocre e infeliz quanto eu?

Quem será que está se sentindo presa a um lugar ao qual não pertence? Quem será que se sente “demais” para a cidade onde mora, para a empresa na qual trabalha? Eu... ou minha “conselheira”?

Porque não posso ser feliz e realizada aqui? Porque tenho que desejar ser a Oprah Winfrey e mudar para os Estados Unidos?

Porque não tenho o direito de conquistar meu espaço entre aqueles que amo, em sua simplicidade, no lugar onde nasci?

E tem mais: seguidamente escuto comentários do tipo “fulano voltou da Europa. Morar de novo em Guaporé, deve ser deprimente”.

Ora, porque não podemos conquistar o mundo e termos o grande prazer de voltarmos ao conforto do “nosso mundo”?

O certo, meus queridos e minhas queridas, é que para os outros, você poderia ter um emprego melhor, um namorado melhor, uma amiga melhor, uma casa melhor, um carro melhor, uma mãe melhor, um filho melhor, um cachorro melhor.

Ninguém vai querer saber se você é feliz, realmente e simplesmente muito feliz com o que é e com quem possui.

Aos olhos de quem nada tem de verdadeiro, você vai continuar sempre possuindo muito pouco ou quase nada.

Mesmo que possua o maior tesouro do mundo.

Pensemos nisso. E não vamos deixar que pessoas assim nos toquem com suas frustrações. Se seguirmos tais conselhos, poderemos ser eternamente insatisfeitos, e verdadeiramente infelizes.

Se cada um cuidasse da sua vida... o mundo seria tão melhor, vocês não acham?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A limonada do limão azedo

Oiii geeente!


Estão achando que viver é moleza? Viver é atirar-se de um precipício em vôo livre todos os dias.

Resta saber se você foi feito para voar.


Costumo ser muito observadora, e adoro me relacionar com diferentes tipos de pessoa, independente de idade. Gosto de ter contato com gente diferente de mim, e com gente igual a mim, para aprender.

Me chama muito a atenção a capacidade de algumas pessoas de superar perdas, desviar obstáculos, aprender com os erros. Enquanto outras se desestruturam completamente e fazem de sua própria vida um inferno.

É aquela velha história: tinha uma pedra no meio do caminho. Ou você dá um jeito de desviar, passar por ela, ou ficará lamentando a pedra, parado, a vida toda.

Outro dia, cometi um erro no trabalho, desses balões fenomenais que a gente não acredita que conseguiu dar. Queria me esconder do mundo e já estava achando que eu deveria mudar de profissão quando uma pessoa me disse: garanto que esse erro aí, tu não comete mais.

Sim. Vou prestar muito mais atenção em algo que antes fazia de forma mecânica. Claro que vou voltar a errar, mas serão erros diferentes. Repetir os mesmos erros, é mesmo burrice.

De todas as coisas (boas e ruins) que me aconteceram, com certeza as ruins me fizeram aprender mais. De todos os desafios que a vida impõe, foram os mais difíceis que me deram mais satisfação de vencer. Já me disse o Dr. Luis Fernando, psiquiatra, “aprendemos com a dor”, com as frustrações. “Para evoluir como pessoa, são necessárias experiências transformadoras, a grande maioria frustrantes”. Ele tem razão.

Incrível, mas, das pessoas que passam por nossas vidas, como nos marcam aquelas que nos fazem “sofrer”. Desde aquela bronca histórica que recebemos do pai ou da mãe, por algo errado que fizemos. Passando pela professora que mais parecia um general. Chegando ao chefe exigente. Terminando no amor complicado. Pessoas que nos impõem limites, que nos fazem repensar a vida, que nos exigem superação, são fundamentais. São pessoas que nos ensinam a voar.

Adoro parábolas. E essa é linda:


Você sabe como um filhote de águia aprende a voar? A águia faz o ninho bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e em volta o ar para sustentar as asas dos filhotes. A águia-mãe empurra os filhotes para a beira do ninho. Nesse momento seu coração se acelera com emoções conflitantes, pois ao mesmo tempo em que empurra sente a resistência dos filhotes em não querer ir em direção ao precipício. Para eles, a emoção de voar começa com o medo de cair. Faz parte da natureza da espécie. Apesar da dor, a águia sabe que aquele é o momento. Sua missão deve se completar, mas ainda resta a tarefa final: o empurrão. A águia enche-se de coragem. Ela sabe que enquanto seus filhotes não descobrirem suas asas, não entenderão o propósito de sua vida. Enquanto não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer águia. Assim, o empurrão é o maior presente que ela pode oferecer a eles. É seu supremo ato de amor. Então, empurrando um a um, ela os precipita para o abismo. E eles voam! Livres após descobrirem suas asas.

(Autor Desconhecido)


Ao invés de guardarmos rancor dos que nos empurraram para o abismo, vamos lembrar deles com gratidão. Mesmo que não tivesse sido essa a intenção (porque encontramos pessoas ruins pelo caminho), eles nos ensinaram a voar.

Por isso, mais do que nunca, quando alguém lhe tira o chão, lembre-se: você tem asas!



Beijos meus amores, força na peruca, sempre!
Quando a vida lhe der um limão bem azedo, nada impede que você faça uma limonada (ou uma caipirinha bem docinha).