Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Quem jogou sua vaca no penhasco?

Oi geeeente!

Quem nunca levou um tombo na vida? Quando chegou ao auge da carreira, foi demitido da empresa. Quando achou que encontrou o amor, foi traído. Quando confiou em alguém, foi passado para trás. Quando foi amigo, recebeu ingratidão em troca. Há o ditado que diz que são os desafios da vida que nos fazem crescer. (É muito difícil acreditar nisso quando você está lá, no chão, logo após a queda...)

Mas os desafios são essenciais para que possamos evoluir.

Aquele que nunca é desafiado, que nunca é sacudido pelas mudanças bruscas, jamais poderá saber do que é capaz.

Tem uma parábola que ouvi justamente em uma reunião de trabalho. É a história de um sábio e seu discípulo, que no caminho encontraram um casebre, onde uma família vivia com muita humildade. Curioso, o sábio perguntou ao pai de três crianças, como era possível o sustento do lar em um local onde não havia comércio, indústrias, criações ou plantações.

O homem respondeu: - Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte deste leite nós vendemos ou trocamos por outros produtos na cidade vizinha e o resto nós produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.

O sábio seguiu seu caminho, e um pouco mais adiante, mandou o discípulo voltar e jogar a vaca no penhasco.

Anos depois, quando retornaram por aquela mesma estrada, se depararam com uma bela propriedade, com plantações, animais no pasto, casa confortável, crianças bem vestidas e alimentadas, prosperidade.

Isso porque, alguém jogou a vaca no penhasco. E o que era para ser o fim, foi o começo. A família foi desafiada e saiu da inércia. Ou evoluíam, ou morriam de fome.

Duvido que você não tenha passado por alguma prova de fogo. Não tenha topado com alguém que atravessou seu caminho e jogou sua “vaquinha” no penhasco. Garanto também, que olhando para trás, hoje você percebe que tem que agradecer.

Voltando ao topo do texto, conheço pessoas que perderam grandes empregos e pequenos empregos. Reconstruíram suas vidas, se não com mais dinheiro, com mais qualidade.

Sem chefes carrascos cobrando metas inatingíveis, com mais tempo para o lazer, amigos e família, com mais felicidade.

Há aqueles que perderam o que julgavam ser os amores de suas vidas. E choraram dias a fio. O tempo mostrou que a dor da perda foi apenas uma lição de aprendizagem, para então poder reconhecer e valorizar o amor de verdade, que chegou para ficar, só que mais tarde.

Há aqueles que precisaram ser traídos por falsos amigos, para aprenderem a dar valor às verdadeiras amizades.

Olhe para trás e agradeça àqueles que fizeram você sair do conformismo, da escravidão criada por um status social, um emprego, um cargo, um amor bandido, uma amizade por interesse.

Agradeça a quem jogou a sua vaca precipício abaixo.

E se ninguém jogou ainda: faça isso você mesmo!



Beijo, meus amores!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Mágoas profundas, vinganças eternas




Oi geeente!


“Então fiquei sabendo que ela não gostava de mim. Me odiava, na verdade. Guardava com rancor mágoas passadas, aquelas águas que não movem moinhos.

Não era um desses casos de problemas de afinidade, quando o santo não bate, quando não fecham as ideias. Era um caso de raiva. Rancor. Mágoa.

Ela achava que eu devia algo a ela, que tinha uma dívida, que um dia iria pagar.

Passava os dias a cuidar da minha vida, manchar meu nome nos grupos de amigos, espalhar minha má fama.

Dizia o quanto eu era falsa, cínica, maldosa. Afirmava convicta que eu não valia nada. Nadica de nada.

Ria das minhas pequenas desgraças, e torcia para que uma grande desgraça me ocorresse.

Passava horas a fio recordando o passado, o momento em que atravessei seu caminho. Ah, tão vítima minha, ela foi.

Quantos dias passou me detestando. Em quantas festas não foi porque eu estava. Quantos convites recusou, por minha causa. De quantas pessoas se afastou, porque eram minhas amigas. Quantos roteiros de sua vida mudou, por minha culpa.

E eu não sabia de nada.

Já haviam me alertado sobre essa pessoa, mas sinceramente, não me preocupei. Não me interessei. Nunca mudei nada em função dela. Jamais desviei um passo do meu caminho por ela.

Nem sequer o mal que me deseja, eu desejo que a ela retorne.

Aliás, não sei o que faz da vida, quem são seus amigos, quais os locais que frequenta, se tem um amor ou não tem, se é feliz ou não.

Eu, tão presente em seus dias e noites, nem lembrava que ela existia.

Em nossos caminhos, ferimos e curamos feridas. Todos nós nos atravessamos na história de alguém, afinal, seguimos por caminhos cruzados. É inevitável.

Evitável é guardar ódios. Venenos lentos que, aos poucos, causam amarguras incuráveis.

Deixam as pessoas presas ao passado, sem conseguir libertar-se para aproveitar o presente, e trilhar o futuro.

Ela nunca conseguiu me fazer mal, com todo esse ódio. A única prejudicada é ela.

No final das contas, tornou-se minha prisioneira. Mesmo tendo nas mãos a chave que a liberta dessa prisão: o perdão.”

Queridos leitores: esse é um texto de ficção (ou não!), que serve para qualquer um de nós.

Tanto podemos nos colocar no lugar de um personagem, quanto de outro.

Estamos cansados de ouvir críticas vazias, de pessoas rancorosas, que prejudicam as demais por puro despeito. Semeiam o mal ao vento, e as sementes acabam caindo em seus próprios jardins, destruindo suas próprias flores.

Se você feriu alguém ao longo de seus dias, arrependa-se e perdoe-se.

Se você foi ferido, cure as feridas, e perdoe também.

A vida é breve demais para acumular mágoas profundas e vinganças eternas.

Beijos, meus amores!

(No seu jardim há flores?)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Homens que (não) enganam as mulheres

Oi geeeente!

Encontrei uma amiga, da escola, que há muito tempo eu não via. Foi um encontro casual, no supermercado. Conversamos amenidades e na despedida, eu disse:

-Precisamos marcar alguma coisa, um jantar, um café, para colocarmos os papos em dia.

Ela disse que sim, sabendo que só nos encontraríamos de novo, se o acaso assim quisesse. E ambas estávamos conscientes disso. Foi só uma forma simpática de dizermos ‘tchau’.

Nem sempre as palavras podem ser interpretadas ao pé da letra. Aliás, quase nunca podem.

Se pensarmos bem, quando temos intimidade, as palavras são dispensáveis, nos entendemos pelo olhar.

Quantas vezes a gente diz sim, querendo dizer não, simplesmente para evitar magoar alguém?

Por isso tanta gente fala a mesma língua, e não se entende.

Recebi um email de uma leitora, queixosa justamente disso. Ela diz que os homens nunca são claros em suas intenções.

Ninguém é. Nem nós mesmos.

Na maioria dos casos, principalmente quando uma relação está começando, criamos situações, em que forçamos o outro a falar exatamente o que queríamos ouvir. Mesmo que não seja o que ele queria dizer.

Por isso, um ‘eu te amo’ tanto pode significar um pedido de casamento, quanto somente o desejo de levar uma mulher para a cama.

Depende do contexto, depende de quem pronuncia.

Palavras só podem ser traduzidas, quando comparadas a atitudes. Se o que se fala, coincide com o que se faz, aí sim, a verdadeira comunicação acontece. Caso contrário, repare nos sinais.

Se um homem fala bonito, tem palavras doces, mas não te trata como prioridade, pode significar que ele preza sua companhia, tem carinho por você, mas não está pronto para assumir um grande compromisso.

Porque um “eu te amo”, de verdade, se traduz em presença, em amparo, amizade, parceria, companheirismo, sinceridade, prioridade.

A mulher é muito dependente de palavras. Como se pudéssemos fazer um contrato e depois cobrar na justiça todas as promessas não concretizadas.

Se você sair com alguém pela primeira vez, e na despedida ele disser: “A gente se fala”, não adianta grudar no celular, sem comer, nem dormir, esperando uma ligação.

A tradução pode ser apenas: adeus.

Ou pode ser: até o próximo encontro casual.

Ou ainda: eu te ligo.

Uma pessoa inteligente interpreta os sinais, as entrelinhas, as expressões, e sabe discernir o que é real, do que é apenas um jeito suave de dizer ‘bye, bye’.

Não adianta culpar o outro por falar e não cumprir, quando na verdade, a mensagem está clara há muito tempo, e a gente finge não entender.

Porque pior que um homem que engana uma mulher, é uma mulher que engana a si mesma.

Beijos, meus amores!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Eu, avatar de mim



Oi geeente!


Toda a vez que minha filha Olívia começa a reclamar de fome, eu sento confortavelmente no sofá, ofereço meu peito, e enquanto a pequena se alimenta, pego meu smartphone e começo a navegar pelas redes sociais. Foi assim que cheguei a uma conclusão que me fez parar para pensar.
É senso comum que a internet conecta o mundo. Mas nos desconecta de quem realmente importa. É uma desconexão sutil, nem nos damos conta. Mas, cedo ou tarde, isso fará a grande diferença em nossas vidas.
Penso que caminhamos para um futuro, onde seremos “avatares” de nós mesmos. Estaremos lá, trancados no quarto, conectados a nossos aparelhos eletrônicos, super evoluídos, deitados, olhos esbugalhados voltados para o teto, extremamente sós. Porém estaremos virtualmente em diversos lugares ao mesmo tempo. Como se pudéssemos deixar a casca para trás, poderemos estar na festa virtual da nossa melhor amiga, na viagem de férias com a família, e na reunião de última hora da empresa.
Estaremos presentes em pensamento em muitos lugares ao mesmo tempo, sem estarmos realmente lá. Não sentiremos mais o cheiro do vento, o arrepio causado pelo toque da grama molhada no pé descalço, o laço de um abraço, a força de um olhar.
Isso parece ficção científica, mas se continuarmos assim, teremos milhões de amigos virtuais, e nenhum ombro amigo do nosso lado.
Seremos as pessoas mais populares e solitárias do planeta, com milhares de curtidas, compartilhamentos, bate-papo no chat, chamadas ao vivo pelo skype, e ninguém para nos esquentar na cama numa noite de inverno.
Já nos tornamos meio androides, não existimos sem nossos celulares inteligentes, sem wi-fi, sem a tecnologia.
Há crianças hoje em dia que nem aprenderam a falar, e já passam seus dedinhos rápidos pelas telas touch screen, já fazem selfies nos celulares dos pais e já tem seus tabletes com joguinhos coloridos e barulhentos. Nunca viram uma galinha e dificilmente saberão o que é brincar na chuva, andar de bicicleta, tomar banho de cascata.
De tão “conectados” no presente, deixamos de nos preocupar com esse futuro. Mas ele pode chegar mais rápido do que imaginamos.
Voltando à questão de amamentar minha filha, como contei no início do texto, no momento que ela mama, tenho hábito de entrar no Face, no Instagram, e me distrair. Mas de uns tempos pra cá, ela começa a chorar!
Sim! Resmunga, faz cara feia, larga o peito e abre o berro.
Quando amamentamos nosso bebê, um forte laço invisível conecta mãe e filho. É a linha do amor. Porque neste momento, eu preciso estar atenta a ela, e ela atenta a mim. Cria-se uma ponte quase palpável entre nós. É quando nos comunicamos, sem a necessidade de palavras.
 A Olívia, tão pequena, tão frágil, tão sábia, me fez compreender que toda a vez que eu estou com ela de corpo presente, mas com a mente dispersa, essa ponte se rompe, e nos distanciamos.
O choro dela me alertou para isso.
Foi ela, que me fez perceber algo tão óbvio para todos nós e, no entanto, tão difícil de enxergarmos:
 A internet está nos conectando com o mundo, e nos desconectando do nosso mundo.
Está rompendo pontes, desfazendo laços, criando buracos, dificultando abraços.
Enquanto é tempo, voltemos ao olho no olho, a conversa ao pé do ouvido, às mãos dadas, e a conexão com quem está ao nosso lado, e que realmente faz a diferença na nossa vida.
Voltemos ao tempo em que a amizade era tão real, que podíamos tocá-la e que os amores eram tão presentes, que dormiam ao nosso lado.
Um beijo, meus amores!

Em tempo: é o exagero que faz o remédio virar veneno.

sábado, 10 de maio de 2014

Palavras

                                                 Palavras bem ditas. Palavras benditas.


                                                  Palavras mal ditas. Palavras malditas.

E, para o bem ou para o mal, a boca da gente é uma arma.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Feliz Dia das Mães!

Oi geeente!




Quem foi mesmo que escreveu que, na vida, precisamos plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro?

Eu, que até o ano passado nem árvore tinha plantado, estou aqui às voltas com o livro.

O livro da maternidade.

É o primeiro Dia das Mães que passo segurando a mãozinha da minha bebê.

E só tenho a agradecer. Se escrevesse meu livro, contaria o quanto ser mãe mudou minha vida.

Desde o momento que descobri estar grávida, comecei a me transformar em uma pessoa melhor.

Nos primeiros meses de gravidez, terríveis enjoos faziam com que levantar da cama fosse um suplício. Passei três meses correndo entre a cama e o vaso sanitário, sem conseguir segurar nada no estômago. Depois, veio o peso, e com ele as dores na barriga, nas costas, dificuldade para dormir, cansaço e inchaço. Não fui uma grávida que conseguiu curtir cada momento da gestação com bem- estar. Mas em nenhum momento deixei de ser feliz e agradecer a vida que crescia em meu ventre. Me coloquei totalmente em segundo plano, e tudo o que importava era a saúde da Olívia. Depois de ser mãe, deixei de ser egoísta.

Então, ela nasceu. As noites em claro, a adaptação, a atenção voltada a ela 24 horas, fizeram com que eu percebesse que ser mãe não era brincadeira. Passei a ser responsável.

Eu, que não tinha medo da morte, rezo todas as noites para que minha filha tenha saúde, vida longa, felicidade. Percebi o quanto a vida é frágil. Aprendi a zelar por ela.

No meu pequeno universo, entre fraldas e mamadas, o mundo ficou completo com o nascimento não só de um bebê, mas de um lar. Aprendi a valorizar a família.

Já não me importa se fulana se separou do ciclano, se beltrana está de carro novo, se esse está bem de grana, se aquele vai viajar para a Europa. A vida dos outros não me diz respeito. Aprendi a cuidar da minha.

Depois que minha filha nasceu, descobri o que é o amor sem medida. Reforcei minha fé em Deus e olho com esperança para o futuro. Aprendi a confiar.

Aprendi que ser mãe é ser guerreira, leoa, gigante, e ao mesmo tempo ser frágil, ser pequena, ser vulnerável. Aprendi a pedir ajuda.

Ouço receitas, lições de moral, técnicas de educação e de como criar um filho. E percebo que cada mãe abnegada faz o que pode, diante das condições que tem. E que nenhuma é melhor que a outra, são todas iguais, dando o seu melhor. Aprendi que não sou perfeita.



Ser mãe, é uma missão, uma linda jornada de aprendizado. A Olívia me ensina, eu ensino a Olívia.



O mundo dá medo, mas lutar por ela me traz coragem. Eu fiz morada naqueles olhinhos brilhantes e curiosos, que ainda não conhecem o perigo e a maldade. Ela é a prova de que anjos existem.



Hoje, na vida, já plantei árvore, já tive filho, e se escrevesse um livro, nas primeiras páginas, diria:



Depois que a Olívia nasceu, eu não virei mãe, eu virei gente!



Feliz Dia das Mães para todas nós!



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Crianças adulteradas



Acordei com o choro da minha filhinha de quatro meses, de madrugada. Ela acorda à noite esfomeada, pedindo através do lamento, meu peito, seu alimento. Suas fraldas estão molhadas, e depende de mim também, mantê-la limpinha e confortável. Aliás, ela depende não só do meu amor, mas principalmente da minha paciência e do meu cuidado, 24 horas por dia.

É totalmente vulnerável, frágil. Minha bebê depende de mim, neste comecinho de vida, para viver.

Mas minha responsabilidade de mãe, que já é enorme, vai muito além das necessidades vitais de outro ser humano. Eu preciso educar.

É minha responsabilidade ajudá-la a encontrar seu caminho. Que seja um caminho do bem, com felicidade, com respeito, com solidariedade, com justiça, com esperança, com dignidade.

Ser mãe para mim foi uma escolha. Uma escolha consciente, e ciente, de toda essa responsabilidade.

Sou mãe, antes de tudo, e diante de qualquer coisa. Nada, no mundo, é mais importante que o bem estar da minha pequena Olívia. Eu quero protegê-la, a todo custo, da maldade que há no mundo.

Sofro, e meu coração sangra pelos filhos sem mãe, sem pai.

Não me refiro àqueles que perderam seus genitores, e sim àqueles que têm como cuidadores, verdadeiros monstros, dentro de suas casas.

Os seus pais, seus heróis, que deveriam protegê-los dos fantasmas, do bicho papão, da bruxa malvada, são seus algozes. São seus vilões. São a inversão do amor.

Vocês acham que vou falar do pai do menino Bernardo, e também falo dele. Mas me aproximo mais da nossa realidade, e vou até o ProMorar, onde, nas últimas semanas, foram escritos capítulos tristes, de uma história batida, que para muitos, tornou-se banal: a prostituição.

Quando Guaporé ficou perplexa com a notícia da prisão de um senhor de 70 anos, que comprava sexo de uma menina de 13, muitos pensaram: “Essas gurias já são mais espertas que muitas mulheres. Fazem isso conscientes, e de inocentes não têm nada”.

Sim, vocês estão com a razão. De inocentes, elas não têm nada.

A inocência delas foi roubada há muito tempo. Quando bebês, foram criadas com desleixo, fraldas sujas, nariz escorrendo e fome. Fome de afeto.

O exemplo que têm em casa é o legado da pobreza, da ignorância, do vício, que passa de geração para geração nesse país. Mães promíscuas, pais violentos, irmãos marginalizados.

Abusadas, exploradas, adulteradas. Sim, já são mulheres, aos 14 anos.

Porque desde sempre foram acostumadas a pensar que é normal vender o corpo, ou a honra, por qualquer migalha, que muitas vezes compra a única passagem ao mundo dos sonhos: as drogas.

A menina, de 13 anos, que se deitava com o idoso por dinheiro, era forçada a isso pelos pais, desde os nove anos. Forçada a ganhar dinheiro para sustentar o vício do crack, de uso contínuo em sua casa, que nunca foi um lar.

Agora eu pergunto: uma criança de nove anos já sabe o que faz? Claro que não.

Essa jovem foi corrompida desde cedo, pelo mau exemplo, pela falta de proteção, pela falta de amor (amor próprio, e amor do próximo). Quem a ajudou a construir seu caminho, seu futuro?

Aliás, há futuro para o país da prostituição?

Enquanto houver um cliente que pague, haverá uma mãe vendendo a filha como chuchu em feira.

Infelizmente.

Beijo, meus amores.