Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Não civilizados somos nós!

Oi geeente!




Há uma tribo africana que tem um costume muito bonito. Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo a rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez. A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro. Eles se unem, então, para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele perceba totalmente a verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: “Eu sou bom”.

(Eduardo Galeano- Livro dos Abraços)



Lendo esse texto, me dei conta de quantas pessoas passaram por mim, gritando por socorro. E justamente quando elas precisavam reencontrar a si mesmas, eu virei as costas.

A maior parte de nós faz isso. Mesmo sem querer.

Nos afastamos das pessoas “difíceis”. Das pessoas “complicadas”. Das pessoas “erradas”.

A cada afastamento, jogamos mais uma pá de terra, no buraco onde essa pessoa se enterrou.

Acompanhamos aqueles que trabalham com presidiários, dependentes químicos, depressivos, e admiramos neles a coragem e a bondade que por vezes, nós, tão certinhos, não possuímos.

É muito fácil lidar com gente feliz, de bem com a vida, sem grandes crises existenciais.

Pessoas com problemas reais trazem à tona nossos próprios problemas, que tentamos esconder num cantinho do coração. E para fugir de nós mesmos, fugimos do outro, sem oferecer a mão.

É mais fácil afastar, isolar ou ignorar a pessoa que se tornou um “problema”.

Poucos são aqueles que acreditam, até o fim, na recuperação de alguém que se perdeu pelo caminho.

Fazemos parte da sociedade perfeita, onde os que não seguem as regras ficam à margem.

Condenamos os que erram, caem, são fracos. Para não lembrar que nós também erramos, caímos e fraquejamos.

Geralmente os mais lindos exemplos vêm de povos “não civilizados”, que conseguem manter a essência básica do amor, que é a solidariedade, a compaixão.

No mundo animal, muitas e muitas vezes encontramos mais humanidade que em nossos semelhantes.

Não somos uma sociedade que acolhe. Somos uma sociedade que julga.

Julgamos, com medo de sermos julgados.

Muitas vezes viramos as costas para quem realmente precisa de nossa ajuda, e ajudamos quem nos vira as costas.

Ingratidão, soberba, individualismo. Isso temos de sobra.

O resto, que é essencial, é o que mais nos falta.

“As pessoas boas merecem nosso amor, as pessoas ruins precisam dele”

(Madre Tereza)





quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Estação Saudade

Quase embarcando em 2013, levo a saudade de tudo e de todos que ficarão em 2012. Aos que viajam comigo, muitos sonhos a realizar. Aos que ficam, lembranças que o tempo não apagará jamais. Na memória da gente, o ontem é sempre um tempo presente. Basta revisitá-lo com o coração.



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

21.12.12



Oi geeeente!!


21.12.12
Hoje o mundo termina.
De repente, o fim.
Apesar de ser um fim anunciado há muito tempo (desde os Maias), ainda assim, sinto que não estou preparada.
Aliás, nem comprei uma calcinha nova. Meu lingerie de hoje está péssimo. Velho, e bege. (Se eu sobreviver ao fim, vou pagar mico. Minha mãe sempre diz: jamais saia de calcinha velha. Se você tiver um mal súbito, e precisar ir ao hospital, eu não mereço a vergonha de ter uma filha relaxada.)
Eu poderia ter juntado todas as minhas economias e ter um fim mais digno. De calcinha nova, em Santorini, na Grécia, vendo o mundo acabar de uma janelinha azul, com vista para o Mediterrâneo.
Só que não!
É o fim, e eu nem fiz um empréstimo monstruoso no banco, só para morrer feliz, acreditando ter me vingado por todas as vezes que paguei os juros exorbitantes do cheque especial.
Não tive tempo de fazer a cirurgia de orelha de abano. Se alguém construir a nova Arca de Noé, provavelmente eu sobreviva, me disfarçando de elefante.
Não tive um filho, não escrevi um livro, não plantei uma árvore.
Porque eu adiei tantas coisas que deveria ter feito... ontem?
Não pedi perdão na hora certa, não elogiei quando devia, não ajudei quem precisava, não fiz minha parte para salvar o planeta.
Poderia ter feito bem mais. Por mim. E pelos demais.
Se a Terra tremesse neste dia 21 de dezembro, pegando a gente (os descrentes do fim), com as calças na mão, além de nos “borrarmos” todos, garanto que passaríamos a ver a vida de outro jeito.
Quem sofreu um acidente grave, superou uma doença terrível, passou por um fio pela morte, sempre, depois do susto, afirma que passou a ver a vida com outros olhos. Valorizando o que realmente tem valor.
E aí eu me pergunto: Será que precisamos quase morrer para aprender a viver?
Diante desta descoberta maravilhosa, de que podemos ser melhores mesmo que o mundo não acabe, já decidi como vai ser meu fim:
Vou convidar as pessoas que amo para um jantar. O traje não vai ser gala. Quero todo mundo descabelado, de pijama velho, sem maquiagem e bem à vontade. (Exatamente como ficamos quando nos largamos em casa!)
Não teremos espumante importando, nem wisky envelhecido. Vamos tomar uma cerveja bem gelada. E nada de caviar. Batata frita, pizza, filé a parmegiana, massa, picanha, buchada e ovo no vinagre.
Vamos cantar um sertanejão de zona, rir até a barriga doer, beber até cairmos tortos no sofá.
Vai ser um fim do mundo bem brasileiro, bem popular, e bem povão.
No dia seguinte, se o mundo não acabar... No máximo, vamos precisar administrar a ressaca!
Curtam do jeito mais simples e mais divertido que existe: ao lado das pessoas que nos amam e que amamos!
Se for pra morrer, que seja de amor!

“Queria ter me preocupado menos, com problemas pequenos.Ter morrido de amor.” (Titãs, Epitáfio)
 

Eu, brisa

E eu, que já fui feita de fortes ventos, sou feliz em ser brisa.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Eu te vejo.

Bonito mesmo, é quando alguém para tudo, não pra te olhar, mas para realmente te ver.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Eu te perdoo por me traíres


Eu te perdoo por me traíres.

Perdoo, mas não sigo mais ao teu lado.

Porque, mesmo antes de me traíres, eu já havia me traído. E isso sim, é imperdoável.

Obviamente que tu não mereces uma mulher que se trai.

Quando me perdi, acabei perdendo-te também.

E procurastes em outros rostos, outros olhos, outras bocas, o que antes encontravas aqui.

Eu te perdoo, porque já consegui me perdoar.

Já não caminhávamos em busca de um mesmo objetivo, apenas caminhávamos, lado a lado, sem nos darmos as mãos.

Éramos tão parecidos, e tão distantes.

Percebi que o amor não acontece entre iguais, mas sim entre diferentes, com sonhos em comum.

Já não sonhávamos juntos. Aliás, já nem sonhávamos mais.

Eu te perdoo por me traíres, mas só se prometeres que, a partir de agora, tu também não te trairá mais.

Felizes separados, em detrimento da infelicidade, lado a lado.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Semente, flor e fruto.

Às vezes, duvidamos da sabedoria do tempo. E questionamos seus métodos. Até que dias, meses, anos, ou décadas depois, percebemos, que ele tem um tempo certo para tudo. E que sempre, invarialmente tem razão. Há que ser semente, flor, e fruto. Exatamente nesta ordem.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Todo mundo já...

Oi geeeente!!!

Todo mundo já...

Todo mundo já teve dor de garganta, de barriga, ou dor de amor.

Todo mundo já fez algo que não devia, contou uma mentira. Provocou alguma dor.

Quem nunca ficou sem dinheiro, acordou se achando feio, quem nunca chorou, trancado no banheiro?

Existem coisas na vida, pelas quais todos nós passamos. Outras coisas, que mesmo que não aconteçam conosco, mexem profundamente com a gente.

Aquilo que acontece com quem amamos.

Hoje em dia, nenhum de nós passará batido por acontecimentos, que preferíamos, que nunca tivessem acontecido. Outras vezes, atitudes, comportamentos ou sentimentos, quando bem pertinho de nós, fazem com que cresçamos, amadureçamos e que percamos velhos (e bobos) preconceitos.

Todo mundo conhece alguém que...

Bebeu além da conta, sofreu um acidente de trânsito, brigou com o vizinho, usou drogas, engravidou sem planejar, foi abandonado pelo marido, traiu a mulher, foi pego em flagrante fazendo o que não devia.

Tem um gay, uma lésbica na família (Ora pois, isso é normal!). Uma prima namoradeira, uma tia fofoqueira, um primo tarado, um pai desnaturado.

Engordou, emagreceu, tentou o suicídio. Fez escândalo, desceu do salto, rodou a baiana, foi roubado. Cometeu um pecado.

Todo mundo guarda um esqueleto no armário.

O filho, o enteado, o primo, o cunhado, a amiga, a mulher, o marido, o namorado...

Nenhum de nós está amarrado aos preconceitos que ditavam as normas sociais do passado. Praticamente tudo está liberado.

Toda família tem um podre. Uma briga. Uma fofoca. Uma intriga.

Pare, pense bem. Você deve ter também.

As pessoas não se casam com a infelicidade, até que a morte os separe. Por isso, a cada dia, tentam desesperadamente encontrar um jeito de encontrar a paz.

Nesta desenfreada corrida para ser feliz, muitos metem os pés pelas mãos, em algum trecho do circuito.

Erram. Caem. Tropeçam. Desanimam.

Acertam. Levantam. Recomeçam.

Antes de falar mal de fulano, beltrano, sicrano, dê uma volta ao redor do seu quintal. Analise seus próprios pecados.

Respeite as escolhas do próximo. Não julgue para não ser julgado. Não jogue pedra no telhado ao lado, tendo o seu teto de vidro.

Ame mais, apesar de nossas imperfeições, nossas mancadas. Apesar de todas as nossas escolhas tortas e erradas.

Viver é aprender.

Procure ser menos rígido em seus princípios, perdoe os defeitos, mas jamais aceite a maldade.

As pessoas que mais se aproximam dos anjos não são as que se intitulam perfeitas, mas sim aquelas que são verdadeiramente humanas. Tão humanas, que apesar dos seus defeitos, carregam em si algo divino.

Talvez, seja a bondade.

Seja bom, consigo e com os demais. O resto, é resto.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Felicidade, é o que desejo a você!

Oi geeeente!!!


 
Hoje eu vou escrever para aquela pessoa que não gosta de você. Para aquela pessoa que você magoou, atravessou o caminho, “roubou” o amor, a promoção no emprego.

Para aquela pessoa que acha que você não merece o que tem, as coisas que conquistou. Vou falar para aquela pessoa que não perde a oportunidade de falar mal de você, plantar intrigas no seu círculo de amizades, aumentar astronomicamente seus defeitos e ignorar suas qualidades.

Vou escrever para quem te odeia:

“Que você encontre seu caminho. Que encontre o verdadeiro amor. Que descubra que aquilo que desejamos, quase nunca é o que realmente precisamos.

Que o que não está mais na sua vida, não era necessariamente para permanecer nela.

O que passou, serviu de aprendizado, mesmo que tenha causado dor. Com certeza, você ficará bem.

Que você encontre prazer nas coisas verdadeiras, que descubra que beleza é futilidade e que o essencial é invisível aos olhos.

Que saiba que, inevitavelmente, assim como pessoas atravessaram seu caminho, causando dor, você também cruzou o caminho de outras pessoas, deixando estragos atrás de si.

Que você encontre a paz, o discernimento, a tranquilidade.

Que você encontre plenitude e felicidade.

Que você consiga superar a inveja (mesmo que velada), das pessoas felizes ao seu redor.

Que você perca esta necessidade de ser melhor que o outro. Conforme-se. Até mesmo alguém mais feio que você, mais pobre que você, menos talentoso, ou na sua opinião, mais burro que você, poderá conquistar algo que você não conseguiu.

Isso não é o fim. É apenas a vida. Olhe ao seu redor e valorize as suas conquistas!

As coisas são como são. Um dia se ganha, outro dia se perde.

Um dia magoamos, no outro somos magoados.

Não julgue os diferentes, aqueles que não têm os mesmos hábitos e gostos que você.

Tenho pra mim, que aqueles que por teimosia só gostam do amarelo, nunca provaram o gosto do azul.

Eu desejo que você sinta a força libertadora de um perdão. E mesmo que não esqueça, que você consiga perdoar, do fundo do coração.

Desejo, sinceramente, que você seja imensamente feliz”.



Meus queridos: Eu torço para que todos os que não gostam de nós, sejam felizes. Gente feliz não incomoda, não deseja o mal. Não persegue, não inveja. Gente feliz vive a vida. Não tem tempo pro ódio, pra cuidar da vida alheia.

Felicidade é aquilo que faz uma pessoa se sentir inteira, completa, tão cheia de vida, que transborda, e não cabe em si!

Só os infelizes têm tempo para guardar rancor.

(Não seja um deles!)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Liberdade da alma

Não testo a temperatura da água, nem a profundidade do mergulho. Me responsabilizo por traumas, pelos choques térmicos, e consequências de, por vezes, dar de cara com o raso. Viver é isso. Caminhar no escuro. Tatear com o instinto. Voar com as asas do coração. Perder a razão. Saborear a liberdade da alma.


sábado, 1 de dezembro de 2012

O fim do mundo, e o recomeço.

Oi geeeente!!!




Vou confessar um dos meus pecados favoritos: a gula! Escrevendo essa coluna contabilizei o que comi no dia de hoje. Comecei com dois sonhos de valsa e café preto, de manhã. Meu pai fez churrasco ao meio-dia. Minha mãe fez sagú de laranja e pudim. De tarde, torta de seda. Depois, um saco de ruffles e coca-cola. À noite, uma pizza. E agora, antes de dormir, enquanto digito, como um chocolate e tomo guaraná.

Andei pensando sobre o fim do mundo, e sinceramente, uma das coisas que gostaria de fazer se fosse verdade, seria sair devorando até os paralelepípedos das ruas! Comer sem culpa!

Obviamente minhas atitudes teriam suas consequências, e a principal delas seria a celulite, que acumularia em quilos até dia 21 de dezembro. Minha bunda teria mais crateras que a lua! Só fim do mundo daria jeito!

Mas o que quero dizer, com esse papo de fazer o que se tem vontade, é que o mundo acaba muitas vezes, para cada um de nós, ao longo da vida. E ainda assim precisamos encarar o dia seguinte.

Acredito no poeta que diz que cada um de nós é um universo. E, às vezes, nosso universo entra em colapso, e dos restos mortais, construímos um mundo novo.

É assim quando enterramos um sonho, um ente querido, ou um amor.

Nosso mundo termina quando as mudanças acontecem. “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”, canta Lulu Santos. E eu escuto a canção e penso: o segundo que acabou de acabar, jamais voltará. Que pelo menos, ele tenha valido a pena!

O segredo de sobreviver ao fim do mundo, é fazer com que cada final seja inesquecível, ou educativo. E saber aproveitar cada recomeço.

É simples, bem mais simples do que pensamos.

O mundo renasce a cada sol que nasce, posterior àquele dia horrível que tivemos.

A cada janela que se abre, depois que uma porta se fecha.

A cada amor novo que surge, depois que um amor morre de tédio, incompreensão, desamor ou abandono.

Para cada perda, um ganho.

Agora mesmo, há alguém morrendo. Mas há um choro de criança chegando ao mundo.

Há empresas fechando, há pessoas chorando, há famílias se desfazendo. Mas há projetos nascendo, há gente sorrindo, há um novo amor surgindo. Nada renasce, antes que se acabe. (Mais uma frase que eu amo!)

Mais abraço, mais perdão, mais carinho, mais diversão, mais amor, mais tempo livre, mais cuidado, mais compreensão, mais liberdade, mais igualdade, mais paixão, mais amizade.

Menos intriga, menos briga, menos dor, menos indiferença, menos desamor, menos rancor.

Mais sim, menos não.

Celebre cada vez que seu mundo renascer. E ele renasce todos os dias. Deixe para trás as coisas que pesam no seu universo, torne sua vida mais leve, mais prazerosa, menos preconceituosa.

No final das contas, o que vai realmente valer, são os amigos que você cativou, quem você amou, os mundos que cultivou, e que se misturaram ao seu.

Somos cada um, um universo, diferente em sonhos e em necessidades, mas uma coisa é certa: não deixe que seu universo seja uma ilha isolada no oceano.

Porque o fim do mundo, é o fim da fé. É quando você deixa de acreditar!

Não se deixe endurecer. A vida é breve demais para não ser doce!

Um beijo meus amores, feliz fim do mundo! Realize seus desejos, permita-se mais! E no dia seguinte, se o mundo não acabar, nos encontramos na academia!!

Beijooo!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Anjos

As pessoas que mais se aproximam dos anjos não são as que se intitulam perfeitas, mas sim aquelas que são verdadeiramente humanas. Tão humanas, que apesar dos seus defeitos, carregam em si algo divino. Talvez, seja a bondade.

Te desejo felicidade que transborda

Eu torço para que todos os que não gostam de nós, sejam felizes. Gente feliz não incomoda, não tem tempo de desejar o mal. Gente feliz vive a vida. Não tem tempo pro ódio, pra cuidar da vida alheia. Felicidade, é aquilo que faz uma pessoa se sentir inteira, completa, tão cheia de vida, que transborda, e não cabe em si! Só os infelizes têm tempo para guardar rancor.




terça-feira, 27 de novembro de 2012

A lição do café

E então, chegou o café. Eu amo café. O cheiro, o gosto, a temperatura. Gosto tanto que tomei devagar, aos poucos. Queria que ele não acabasse nunca. Que tolos somos, em querer tornar o que gostamos perene. Tudo tem sua duração exata, até o café. Se você não bebe enquanto é tempo, o café esfria. Café frio já não tem o mesmo gosto. E café requentado, então, é pior ainda. Beba a vida de um gole só, todos os dias, porque economizar vida, é como tomar café frio, não tem graça nenhuma!




sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Tão óbvio

Quando precisares dizer uma verdade que queres esconder, simplesmente confirme o óbvio. As pessoas nunca acreditam nele.

Mentiras

O fato de todo mundo acreditar, não torna uma mentira verdade.

Esse mala sou eu!

Oi geeeente!!


 
Tenho me divertido m-u-i-t-o com as versões que leio no Facebook, sobre a música do Roberto Carlos, Esse mala, ops, Esse Cara sou Eu!

O cara a que o Roberto Carlos se refere, é o típico mala-pegajoso-chato, que toda mulher detesta! Há tempos desconfio que nós, mulheres, temos lá nossas quedinhas pelos cafajestes. Admitamos: eles têm charme.

Homem doce demais causa hiperglicemia! Vocês querem (mesmo) um cara assim?

O cara que pensa em você toda hora. (Obsessivo!)
Que conta os segundos se você demora. (Possessivo!)
Que está todo o tempo querendo te ver. (MALA!)
Porque já não sabe ficar sem você. (Dependente!)
O cara que pega você pelo braço. (Violento!)
Esbarra em quem for que interrompa seus passos. (Ciumento!)
Está do seu lado pro que der e vier. (Então paga meu cartão, bonitão!)
E no meio da noite te chama. (Hã!?)
Pra dizer que te ama. (Ah, vai dormir!)
Esse cara sou eu! (Esse cara não existe!!)


Me desculpem as românticas de plantão! Aquelas que esperam o príncipe encantado! Homem bom é aquele que precisa ser conquistado todos os dias!

Aquele que mesmo te amando, e estando ao seu lado, jamais será totalmente seu, porque antes, ele é dele mesmo.

Homem apaixonante é aquele que tem vida própria, amigos, programas divertidos, e ainda assim, tem tempo para você.

É aquele que não banaliza declarações, que diz uma palavra bonita quando você precisa, e que acima de tudo, ama a liberdade que você possui.

Homem de verdade é aquele que, antes de mais nada, permite que você se ame, que tenha seu espaço, que tenha seu círculo de amizades, que tenha sua profissão e sua independência, e que ainda assim, você não viva sem ele.

Desconfio dos casais que vivem única e exclusivamente um para o outro, que dividem tudo, desde a cama até o perfil na rede social, não acho saudável. Desconfio de muito beijo e muito abraço, e até desconfio do amasso, que o casal precisa demonstrar. Amor de verdade é silencioso, compreensivo e espaçoso, você cabe inteiro nele, sem sufocar. Amor de verdade não precisa ser gritado aos quatro ventos, pois fala em silêncio, depende só se um olhar.

Outro dia observava um casal caramelo (daqueles que passa o tempo inteiro de mãos dadas, beijos na boca e apelidinhos melosos). Eu, sozinha, comia uma torrada enquanto os dois comiam juntinhos um sanduíche. Ele dava um pedacinho na boca dela, e ela na boca dele, e os dois se beijavam, e se mordiam e riam, e se beliscavam e se chamavam de “mor”. Eu fiquei com vontade de enfiar aquele cacetinho inteiro na boca dela e gritar bem alto: todo esse grude na frente dos solteiros chega a seu bullying!

Ah, ninguém merece! Eu sei que pode parecer dor de cotovelo (e de repente seja!!!), mas quase todos os casais que eu conheço e que deram certo não precisaram fazer do relacionamento um circo público.

O amor precisa estar lá na hora certa, não o tempo todo. Precisa ser conquistado e reconquistado. Precisa ser julgado perdido, pra ser reencontrado. Precisa pulsar e precisa vibrar. Precisa ter altos e baixos, pra mostrar sua força.

Muito nhê-nhê-nhê pra mim não é amor, é necessidade de sentir-se amado. Por isso acredito que o amor não viva de declarações públicas. Nem de muito mel.

Açúcar demais enjoa!

Amor vive da verdade, supera as dificuldades e se fortalece entre quatro paredes, no dia a dia.

Mas se um dia vocês me enxergarem por aí, chamando alguém de ursinho, por favor, me internem! Ou fiquei louca, ou definitivamente, me apaixonei!


Será que o Roberto Carlos é mesmo o CARA, e a ERRADA sou eu?


Beijos meus loves!



Homens românticos: são tudo de bom! Não interpretem mal minha coluna. Só fico com um pé atrás diante de certos exageros. E vejo muito disso por aí. A felicidade não precisa ser postada no facebook, precisa ser vivida e preservada.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fale!

Fale.


Sabem qual é o maior de todos os problemas que criamos ao longo da vida? Os silêncios que nos impedem de dizer a verdade.

A grande maioria das pessoas têm medo de se expor demais, ao falar abertamente sobre desejos, sensações e sentimentos.

Somos envergonhados natos.

Lembro da minha infância, quando a turma da escola ganhava picolé dos pais conselheiros, e os primeiros, os falantes, os desinibidos de suas vontades saiam em disparada gritando: eu quero de chocolate, eu quero de morango, eu quero de creme.

Pra mim, sobrava o picolé de jiló.

Outro episódio clássico: Quer repetir a sobremesa?

- Não obrigado. (Sorriso amarelo e a lombriga fazendo a festa na barriga da pessoa).

Sei que boa parte de nós consegue, logo de cara, expressar-se. Mas eu me doutrinei a pensar muito mais do que falar. E isso, ao longo do tempo, foi se tornando um problema.

Acalmava brigas calando-me, deixando para discutir questões importantes, quando já era tarde.

Para não ferir quem eu amava, deixava de falar verdades fundamentais. E criava ao meu redor feridas pequenas, profundas e constantemente dolorosas demais. Sofríamos todos, em silêncio.

Verdades, aquelas que necessariamente precisam ser ditas, têm a precisão de um bisturi afiado na mão de um cirurgião competente. Cortam profundamente, mas arrancam o mal pela raiz. Permitindo cicatrização.

Meias verdades, e atitudes que apenas “deixam no ar” o que deveríamos esclarecer de vez, são como um câncer que aos poucos, vai se espalhando pelas células saudáveis.

Verdades foram feitas para serem ditas. Mas primeiro precisam ser aceitas por quem as diz. Para depois serem aceitas por quem as recebe.

Defina-se em palavras. Conte seus desejos. Abra seus sentimentos. Ridículo é sofrer sozinho e mudo.

Há quem seja feliz e quem finja ser. Mas a verdade bate a porta, geralmente na calada da noite, pegando você completamente vulnerável e desprevenido.

As nossas verdades são implacáveis conosco.

Aprenda a expressar-se.

Eu te amo.

Eu não te amo.

Eu quero.

Eu não quero.

Eu tenho medo.

Eu preciso.

Eu desejo.

Os silêncios transformam-se em equívocos.

Equívocos geram desencontros.

Desencontros espalham dor prolongada.

Às vezes o que você silencia, é o que fala mais alto.

E abismos intransponíveis se formam, onde as palavras serviriam de pontes...




Beijos meus amores.

Sejam sinceros. E sejam felizes.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Abismos

Às vezes o que você silencia, é o que fala mais alto. E abismos intransponíveis se formam, onde as palavras serviriam de pontes...

Vivendo, errando, aprendendo, acertando.

Permita-se errar inúmeras vezes nas decisões provisórias. Assim você aumenta suas chances de acertar em suas decisões definitivas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Quero ser macho neste verão!

Oi geeente!!



Nesse verão eu quero virar macho!

Calma, não vou fazer nenhuma cirurgia de mudança de sexo. Mas desesperadamente quero passar a ver a vida como um macho.

Desses aí, que reúnem a turma de amigos na sexta, no sábado e no domingo, com um belo barril de chopp e com salsichão no espeto. Esses que saem de bermuda velha, cabelo desgrenhado, cara vermelha de sol, ouvem música de gosto duvidoso, mas que se divertem pra caraaaaaamba!

Quero simplesmente estar com pessoas de bem com a vida, sem lembrar que existe trabalho, cabelo ruim, contas pra pagar, e alguém para esperar.

Admiro a incrível capacidade dos homens de esquecer a fome da África, a passagem do furacão Sandy e as eleições nos Estados Unidos, e simplesmente curtirem um papo furado numa tarde feliz de domingo.

Eles não precisam do mar azul do caribe, nem do glamour da Champs Élysées pra saírem bem na foto. Eles só precisam reunir-se e curtir a pescaria, o futebol, o jantar da quinta-feira. Gostam de falar da gostosa, do time, da balada, contam piada, enfim, gastam o tempo com pequenas futilidades fundamentais para a felicidade.

Eles não são burros, ou desinteressantes. Não é isso. Eles têm a incrível capacidade de desligar o botãozinho do trabalho, do relacionamento, do stress do dia-a-dia e curtir o momento, sem preocupação.

Não raro, chegam atrasados para os compromissos com as namoradas, esquecem de mandar sinal de vida para as ficantes, ou simplesmente nem lembram se tem ficantes, namoradas, esposas ou amantes. Eles nos enlouquecem!

Sim, porque infelizmente, nós mulheres, mesmo que estejamos no meio do mato, num acampamento na floresta amazônica, estamos preocupadas com o cabelo, se a chapinha venceu, se vai chover e a gente não têm guarda-chuva, se a base já não esconde mais a olheira, se a unha descascou, se a roupa não está legal, e se a foto pro facebook nos flagrou num péssimo ângulo.

Preocupadas demais com tudo ao nosso redor, nos esquecemos de aproveitar o momento. Não raro, reunimos as amigas e não paramos de espiar o celular, conferir as redes sociais, e retocar o batom.

Enquanto fingimos que estamos curtindo a reunião das luluzinhas, queremos ser mosquinhas para saber o que os homens estão fazendo naquele exato momento em que não estamos com eles. Usamos nossa imaginação fértil não para nos divertirmos, mas para imaginarmos todas as possíveis traições dos homens. Quase torramos nossos neurônios, enquanto o despreocupado homem simplesmente SE DIVERTE sem lembrar das nossas neuroses.

Mulheres são conectadas demais. Videntes demais. Atucanadas demais.

Quero ser macho neste verão. Aceito convite pra acampamento, pra costelão, pra disputar o Torneio do Boi em União da Serra.

Me ensinem a ver a vida com mais simplicidade, a desligar da tomada, a rir sem pensar em mais nada.

Vou parar de depilar a perna, vou esquecer a dieta, vou começar a chegar de porre em casa, e cair na cama roncando, completamente entregue ao sono sem pesadelos. Vou aprender a tocar algum instrumento musical e virar pagodeira.

Acho que se nós, mulheres, fossemos um pouquinho mais machos, seríamos mais agradáveis e leves, e quem sabe, até... seríamos convidadas para os programas deles!

Não, a gente nem ia querer participar do programinha meia boca deles... Os nossos programas iriam ser muito, mas muito mais animados!

Pela alegria das coisas simples, por menos preocupação estética, por mais momentos felizes com as amigas, por mais verdade na vida, e menos hipocrisia na internet, lanço a campanha: Verão das mulheres 2013!

O churrasco já está assando, enquanto a cerveja vai ficando gelaaaada! E vamos arrumar pelo menos dois times femininos, que hoje vai ter PELADA!



Beijo meninas!

Prece

Que a minha felicidade jamais seja motivo de tristeza para alguém. Que minha estrada não interfira no caminho de ninguém. Que eu tenha mais motivos para me orgulhar de mim, do que motivos para invejar o outro. Que eu aprenda com meus erros, e saiba valorizar meus acertos. Que Deus me proteja de tudo que me faz mal, e que cuide para que nenhum mal que me desejarem possa me atingir. Amém.

Gente bonita

Personalidade, inteligência, bom senso, bom humor. Gente bonita é gente interessante. Aquele tipo de gente, que fica cada dia mais linda, porque se reinventa, renasce, aprende, ensina e mostra uma faceta que encanta não aos olhos, mas a alma. Essa é a beleza que prende, aquela que tem conteúdo infinito, e que só aumenta com o passar dos anos. Gente bonita é gente de bem com a vida!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quando o sucesso incomoda

Oi geeeente!




Nesta semana, um texto chamou minha atenção. Ele diz assim: “Posso ser sincero? Não escute as pessoas negativas. Junte-se a quem enxerga a vida com bons olhos. Alie-se aos que lhe amam de verdade e curtem seu sucesso”.

O texto não tinha o nome do autor, mas a última parte reflete muito do que penso sobre as pessoas que estão ao nosso redor. Há os que morrem de inveja do nosso sucesso. É muito mais difícil encontrar amigos (de verdade) quando tudo está dando certo, do que quando está tudo dando errado.

Essa dificuldade de aceitarmos o brilho do outro se apresenta em maior ou menor grau em todos nós. Mas nas pessoas frustradas, infelizes e descontentes consigo mesmas, isso se torna um grande problema chamado: recalque, amargura, inveja.

Repare entre seus queridos. Comece pelos ex-colegas, primos, parentes, amigos. Sempre tem alguém perto da gente que parece que “nasceu com o bumbum virado pra lua”. Você lá, rala, batalha, tenta, se esforça e nada dá certo. E para a fulana ao lado, tudo acontece da melhor maneira possível.

Emprego maravilhoso, marido dos sonhos, roupas, cabelo bom, dinheiro no bolso, viagens, amigos. E você aí, ralando peito, chamando urubu de meu loro, e contando as moedas, porque sobra mês e falta dinheiro. Realmente parece que para certas pessoas, a vida é mais fácil.

Só parece. Todos, invariavelmente, tem dramas, problemas e momentos de felicidade e infelicidade. Agora, se você invejar demais a vida do outro, é porque a SUA vida passa por sérios problemas. Você precisa focar naquilo que pode conquistar, ao invés de lamentar-se pelo que não possui, e sua melhor amiga tem de sobra.

Talvez ela tenha sido mais inteligente, tenha feito escolhas melhores, e pode ser que ela apenas seja uma BAITA de uma sortuda. Tudo bem. Ela é ela, você é você. Arregace as mangas, vá à luta.

Ao meu redor, vejo muitas pessoas em melhores ou em piores condições que eu. Sobre elas, nada posso fazer. Mas a meu respeito, posso tudo.

A vida, no meu entendimento, pode ser comparada a uma casa com muitas portas. Você está lá, no meio de uma sala vazia, com as portas ao seu redor. Você precisa abrir uma, e escolher um caminho desconhecido. Quando se ultrapassa uma porta, ela se fecha, e jamais conseguimos voltar atrás.

As portas são nosso passado. Nossas escolhas. O passado é imutável. O futuro nos pertence. Por mais que escolhamos portas erradas, a vida jamais deixa de nos oferecer uma janela. Sempre haverá uma saída, pelo menos uma. E enquanto houver uma possibilidade, haverá pelo que lutar.

Precisamos ser espertos em nossas escolhas e sábios nos nossos caminhos. Precisamos contar com um pouco de sorte, mas também com um muito de coragem.

As portas que os outros abrem, pertencem à casa que eles possuem. Precisamos encarar, de frente, as nossas portas. Precisamos fazer delas, passagens para a felicidade. E a felicidade está na forma como vemos a vida. Garanto a vocês que as portas que levam pelos caminhos mais simples, são aquelas mais importantes. Há portas que nos conduzem a coisas. E há portas que nos conduzem a pessoas. Há portas que nos trazem dinheiro, sucesso, glamour. E há portas que nos trazem paz, verdade, aconchego e felicidade.

Não inveje a alegria alheia. Porque parado, olhando para a casa do vizinho, você estará deixando de cuidar da sua. Ouse, abra portas e janelas. Deixe as ideias arejadas, e principalmente, o coração aberto. Aí quando menos esperar, não precisará sentir inveja de ninguém. E o sucesso do outro apenas será visto como um impulso, para você ganhar fôlego e correr atrás do seu! Todos nós temos nossa estrela. Cabe a cada um fazê-la brilhar!

Eu fico feliz com o sucesso das pessoas que amo. Torço de coração por elas. E sei, que os que me amam de verdade, estão lá, dedos cruzados, torcendo por mim!

Beijo, meus amores!





quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Doce novembro

Novembro: eu desejo que você seja especial e inesquecível. Que seja delicado, doce, mas forte. E que tudo de bom que não aconteceu até então, chegue junto com sua chegada.




sábado, 27 de outubro de 2012

Equilíbrio

Equilibrar-se na ponta dos próprios pés é o segredo para passar com leveza pela vida. Não deixe acumular peso em teus ombros, nem mágoas no teu peito. Caminhe na ponta dos teus pés, e encontrarás o equilibrio entre o que te prende ao chão, e o que te faz flutuar.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

De que cor você vai pintar?

O céu ganha as cores do seu estado de espírito. Faça chuva ou faça sol.




Constrangimentos

Oi geeente!!!




Tem coisas que me deixam nervosa. Ir ao banco e dirigir, por exemplo. Sou péssima na direção das finanças e uma catástrofe na direção de um veículo automotor. Sou uma negação.

Mas, a cada morte de Papa, preciso me dirigir a uma agência bancária. Onde me deparo, com outra coisa que me deixa nervosa: a porta giratória.

Estão lá aqueles milhares de clientes, uns sentados, outros de pé, outros saindo, mas a sensação que tenho é que todos estão cuidando minha chegada triunfal, e o momento em que vou dar de cara com a porta de vidro, batendo invariavelmente o (pequeno) nariz nela, quando automaticamente ela trava apitando.

Dizem que pensamento tem força. E deve ter. Porque aquela monstra de porta SEMPRE trava comigo. Vou contar uma para vocês:

Momento agência bancária guaporense: é a terceira vez que tento entrar (desarmada) em uma agência local e a porta trava, apita, berra e o "seu gualda" vem me socorrer.

Na primeira vez, eu tinha um milhão em moedas na bolsa.

Na segunda, uma chave apenas.

Na terceira, nem bolsa eu tinha! Jesus! O gualda já me encarava, questinando-se: -Essa deve usar calcinha de ferro. Coitada!

Claro que isso acontece com muita gente, e quem está acostumado com este esquema (mais que necessário) de segurança, simplesmente deixa o 38 com o guarda e entra no banco. Mas vocês já repararam como algumas coisinhas simples nos deixam MUITO constrangidos?

Pareço legal, mas morro de vergonha, por exemplo, de fazer aniversário e ser o centro das atenções. Queria que a terra me engolisse todas as vezes que um homem bonito me olha nos olhos. Desvio o olhar na hora! (Se você me olhar nos olhos e eu não desviar o olhar, você é feio! Haha! Brincadeirinha.)

Odeio entrar em lugares pela primeira vez, principalmente em restaurantes e afins, porque sinto-me um peixe fora d’água. Parece que todo mundo sabe como se portar, menos eu. Almoçar sozinha em um restaurante também me deixa péssima. Parece que sou uma “forever alone”.

Sinto vergonha também de ser observada comendo um xis. Se escapar um pedaço de tomate, ou eu babar um pouco de maionese, tenho ganas de morrer!

Tropeçar na rua. Fazer uma pergunta idiota nas minhas entrevistas de rádio. Estar entre pessoas desconhecidas. Ir para uma balada sem namorado (o que faço com as mãos?). Fazer xixi em banheiro de shopping, com toda aquela mulherada fazendo xixi junto. Encontrar alguém com a mesma roupa na festa! Dar de cara com o ex, e ele com sua nova namorada, e você encalhada!

Meu Deus, existem muitas coisas constrangedoras no mundo! E muitas pessoas que, por se constrangerem além da conta, acabam sofrendo de uma certa fobia social, e praticamente vivem o mais isoladas possível. (EU!)

Medo de passar vergonha, de ser o centro das atenções, de cometer gafes, enfim, os medos nossos de cada dia não podem nos bloquear. E por vezes bloqueiam. Eu mesma não dirijo, e confesso, essa é a maior frustração de toda minha humilde existência.

Vou propor que passar vergonha seja considerado chique! Deveria ser a última moda em Paris! Assim, pagaríamos todos os nossos micos de bem com a vida, e até tombo com a mão no bolso no meio da multidão iria ser fashion!

“Não tenha vergonha nem medo de ser ridículo, e os ridículos envergonhados invejarão a sua coragem”.

Tales Stocchi Somensi



Beijos meus lindos!

A.M.A.R

Respirar junto. No mesmo ritmo. Isso é o que vale.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Toma um chá que passa

Na vida e na bebida, quem vira uma página vira um livro inteiro. Quem vira um copo, vira a garrafa. Sabendo administrar, toda ressaca um dia passa.




sábado, 20 de outubro de 2012

Palavras

Palavras são adagas afiadas que usamos para atingir quem amamos. Mas quem sangra somos nós.
 
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Saber ganhar. Saber perder.



Oi geeente!
Saber ganhar e saber perder são duas grandes qualidades que só existem nas pessoas de sucesso.
Quem não sabe perder, agarra-se nas crinas da frustração, e montado no cavalo da vingança, aponta culpados, não perdoa os soldados caídos nos campos de batalha, e, o pior, engole aos poucos o veneno do rancor, que a todos contamina.
Os que não sabem vencer, são vencidos pela soberba. E pisando em suas próprias barbas, tropeçam em seus desmandos, achando-se donos do mundo. Humilham adversários derrotados, perseguem aqueles que pensam diferente, e não raro, despencam do andar mais alto do céu (que juram, lhes pertencer).
As pessoas de sucesso, (e não digo dinheiro, digo sucesso), são aquelas que aprendem com as quedas, fazem com que os tropeços os tornem mais cuidadosos no caminho, e praticam o exercício da humildade a cada vitória. Elas sabem que quando obtem uma conquista, precisam aprender, antes de mais nada, a lidar com ela.
Uma pessoa de sucesso sabe que por mais que tenha admiradores, por mais que tenha êxito em praticamente tudo o que faz, no fundo, bem no fundinho, assim como todos os meros mortais, precisa apenas ter a sensibilidade de continuar aprendendo, evoluindo.
Falo sobre isso, porque vivemos em uma sociedade que não sabe perder, tampouco sabe ganhar.
Em todos os segmentos de nossas vidas, vivemos em disputa: precisamos saber perder no amor, ou nos tornaremos os anjos da vingança, alados, mas mal amados. Se ganharmos no amor, precisamos saber que o outro não é um troféu para colocarmos em nossa estante. Amar é cuidar, conquistar diariamente, compreender e principalmente, completar o outro.
No trabalho, se não soubermos ganhar, nos tornaremos chefes intolerantes, e se não soubermos perder, colegas potencialmente perigosos, a puxar tapetes alheios, como cobras disfarçadas de gente, rastejando no ambiente profissional.
Na política, se soubermos ganhar, nos tornaremos líderes justos e amados. Se não soubermos, nos tornaremos apenas ditadores que comandam mentes já doutrinadas a simplesmente não pensar. Se não soubermos perder, seremos oposições burras, que nada somam para o desenvolvimento coletivo.
Cada um de nós, em todas as fases da vida, colecionamos perdas e ganhos. Perdas que nos dilaceram. Ganhos que fazem sarar as feridas e pulsar aos pulos o coração.
Somos a soma de erros e acertos, humanos, imperfeitos e mortais.
Cuidado, porque a vida é dura, e há quem se deixe endurecer por ela. Rezo, para que isso não ocorra com você.
Que na derrota você sutilmente saiba virar a página, anotando na folha que vem na sequência, os erros que cometeu, para não repeti-los.
Que na vitória, você também saiba sutilmente virar a página, anotando na folha que vem na sequência os  acertos que o fizeram chegar ao sucesso, buscando então, mais um desafio a ser vencido.
Evolua. Aprenda. Mas jamais deixe de lado a doçura, a amizade, o perdão, e o amor. 

E para refletirmos, deixo minhas frases preferidas de Nietzsche: “Quem luta com monstros deve velar para que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti”.
Friedrich Nietzsche



Beijos, seus lindos!