Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Quero ser macho neste verão!

Oi geeente!!



Nesse verão eu quero virar macho!

Calma, não vou fazer nenhuma cirurgia de mudança de sexo. Mas desesperadamente quero passar a ver a vida como um macho.

Desses aí, que reúnem a turma de amigos na sexta, no sábado e no domingo, com um belo barril de chopp e com salsichão no espeto. Esses que saem de bermuda velha, cabelo desgrenhado, cara vermelha de sol, ouvem música de gosto duvidoso, mas que se divertem pra caraaaaaamba!

Quero simplesmente estar com pessoas de bem com a vida, sem lembrar que existe trabalho, cabelo ruim, contas pra pagar, e alguém para esperar.

Admiro a incrível capacidade dos homens de esquecer a fome da África, a passagem do furacão Sandy e as eleições nos Estados Unidos, e simplesmente curtirem um papo furado numa tarde feliz de domingo.

Eles não precisam do mar azul do caribe, nem do glamour da Champs Élysées pra saírem bem na foto. Eles só precisam reunir-se e curtir a pescaria, o futebol, o jantar da quinta-feira. Gostam de falar da gostosa, do time, da balada, contam piada, enfim, gastam o tempo com pequenas futilidades fundamentais para a felicidade.

Eles não são burros, ou desinteressantes. Não é isso. Eles têm a incrível capacidade de desligar o botãozinho do trabalho, do relacionamento, do stress do dia-a-dia e curtir o momento, sem preocupação.

Não raro, chegam atrasados para os compromissos com as namoradas, esquecem de mandar sinal de vida para as ficantes, ou simplesmente nem lembram se tem ficantes, namoradas, esposas ou amantes. Eles nos enlouquecem!

Sim, porque infelizmente, nós mulheres, mesmo que estejamos no meio do mato, num acampamento na floresta amazônica, estamos preocupadas com o cabelo, se a chapinha venceu, se vai chover e a gente não têm guarda-chuva, se a base já não esconde mais a olheira, se a unha descascou, se a roupa não está legal, e se a foto pro facebook nos flagrou num péssimo ângulo.

Preocupadas demais com tudo ao nosso redor, nos esquecemos de aproveitar o momento. Não raro, reunimos as amigas e não paramos de espiar o celular, conferir as redes sociais, e retocar o batom.

Enquanto fingimos que estamos curtindo a reunião das luluzinhas, queremos ser mosquinhas para saber o que os homens estão fazendo naquele exato momento em que não estamos com eles. Usamos nossa imaginação fértil não para nos divertirmos, mas para imaginarmos todas as possíveis traições dos homens. Quase torramos nossos neurônios, enquanto o despreocupado homem simplesmente SE DIVERTE sem lembrar das nossas neuroses.

Mulheres são conectadas demais. Videntes demais. Atucanadas demais.

Quero ser macho neste verão. Aceito convite pra acampamento, pra costelão, pra disputar o Torneio do Boi em União da Serra.

Me ensinem a ver a vida com mais simplicidade, a desligar da tomada, a rir sem pensar em mais nada.

Vou parar de depilar a perna, vou esquecer a dieta, vou começar a chegar de porre em casa, e cair na cama roncando, completamente entregue ao sono sem pesadelos. Vou aprender a tocar algum instrumento musical e virar pagodeira.

Acho que se nós, mulheres, fossemos um pouquinho mais machos, seríamos mais agradáveis e leves, e quem sabe, até... seríamos convidadas para os programas deles!

Não, a gente nem ia querer participar do programinha meia boca deles... Os nossos programas iriam ser muito, mas muito mais animados!

Pela alegria das coisas simples, por menos preocupação estética, por mais momentos felizes com as amigas, por mais verdade na vida, e menos hipocrisia na internet, lanço a campanha: Verão das mulheres 2013!

O churrasco já está assando, enquanto a cerveja vai ficando gelaaaada! E vamos arrumar pelo menos dois times femininos, que hoje vai ter PELADA!



Beijo meninas!

4 comentários:

  1. Michele,

    Adorei. Me fez (re)pensar minhas demasiadas neuroses.

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  2. ;)
    Todas nós temos as nossas!
    Beijooooo

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  3. Você tem uma idéia meio estereotipada desses machos.
    Muita coisa aí é só irresponsabilidade, não tem nada a ver com macheza

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  4. Falo no sentido da liberdade de ser e estar. Sem preocupar-se com a aparência. Claro, que os exageros e as irresposabilidades fazem parte do universo masculino e também feminino. E não devem, nem podem, servir como padrão de comportamento!
    ;)
    Beijos!

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