Devaneios tolos... a me torturar.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Eu arco-íris...

Lágrimas pelo rosto, gotas no vidro da minha janela.
Madrugada chuvosa.


Raio de luz, brilho de esperança.
Manhã ensolarada.


E eu, entre madrugadas e manhãs, arco-íris.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Nós, mulheres....



Oi geeeente!

Meus queridos, na noite da terrinha a gente vê CADA COISA!!!

Observando, percebi o comportamento cada vez mais liberal das mulheres. Com a revolução sexual, a luta pela igualdade, comportamentos de homens e mulheres estão cada vez mais parecidos. Quase iguais.

As meninas que começam a sair para as baladas estão infinitamente mais antenas e espertas que os meninos da mesma idade, o que demonstra o que alguns estudiosos sempre afirmaram: o amadurecimento da mulher se dá muito antes que o dos homens.

Mas a partir daí, o lado positivo de toda essa liberdade, também começa a dar margem para o lado negativo: o comportamento de degradação física e sexual das mulheres.

Jogadas em um mundo onde tudo é possível, muitas de nós se deparam com um grande vazio. Com liberdade e grana, com uma infinidade de opções descartáveis de companheiros para as noites de festa, nós mulheres acabamos por nos sentir objetos sem valor algum.

Com nossas conquistas de liberdade de comportamento, não é incomum bebermos mais que os homens nas festas e nos apresentarmos BEM mal. E um dado que me chamou atenção e que é a mais pura verdade aqui, ali e acolá: o aumento do consumo de drogas por mulheres.

A droga mais feminina é a cocaína, que as pessoas pensar estar servindo de ponte de libertação dos desejos reprimidos das mulheres, para livrar-nos da timidez e como um caminho para a diversão sem preconceitos.

Não sou eu quem está inventando isso. Pesquisas comprovam e o Rio Grande do Sul vive esse problema em uma crescente. Porque depois do “barato”, as mulheres pagam caro.

São mais propensas a vivenciar com mais rapidez o lado negro dessa droga, se afundam em depressão, caem na promiscuidade, e lá pelas tantas se enterram em lama até os cabelos.

E pra sair dessa, não é nada fácil. Mesmo porque, a mulher que tem esse tipo de comportamento, infelizmente, ainda hoje sofre muito mais preconceito do que o homem. São poucos os que sobram para dar a mão quando uma mulher não consegue voltar à superfície para respirar.

Celebridades internacionais envolvidas com drogas e álcool como Kate Moss, Amy Winehouse, Britney Spears, entre outras, devem servir de exemplo. Mas de exemplo para não ser seguido. A geração Amy, da pobre menina de sucesso e revoltada com a sociedade não está com nada. É pura degradação.

Às vezes tenho medo do lugar onde nós mulheres modernas vamos chegar. Caminhamos a passos largos para a solidão. O desamparo. O desamor. Quantas de nós chega em casa de uma festa super e deita a cabeça no travesseiro se julgando o mais solitário dos seres do universo?

A maior conquista de uma mulher ainda é o amor. Todas nós ainda precisamos de amparo. De lealdade. De companheirismo. Precisamos de respeito. Não somos tão auto-suficientes assim.
Liberdade, se mal aproveitada, é uma faca de dois gumes. E você acaba escrava suas próprias escolhas. Pensemos nisso.



Mudando de assunto...

Um amigo me convidou para sua festa de 25 anos de casado, e me contou uma história bonita, uma lição de amor de uma mulher madura. Ele chegou e disse para a esposa: “ - Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas. Mas, todas as noites, eu dormia com uma mulher de 25 anos. Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super King Size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo…

A esposa, uma mulher muito sensata, disse então: - Saia de casa e ache uma mulher de 25 anos que queira ficar com você. Com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.

- Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais!”

Não falei? Nós mulheres, no fundo, somos o MÁXIMO! Cuide bem da sua!

Beijos! Escrevam: Michele@tl.com.br

Frase da semana: Se soubesse que tinha mandado um idiota fazer isso, tinha ido eu mesmo.

* Seu Madruga

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sutileza...

Eu rezo todas as noites para entender as pequenas mudanças. São elas as duradouras. Vem chegando de mansinho e quando percebemos... se instalaram em nossa vida. Esquecemos o que passou. Partimos para outra jornada. De repente, viramos a página. Não foi fácil, foi tão doloroso, e quando olhamos com atenção, aconteceu. 
A suavidade da grande metamorfose. 
A sutileza das pequenas coisas, as mais importantes. 
As mais caras. As definitivas.

Rezo para perceber a grandiosidade do que realmente importa, por mais simples que seja.



Se você consegue entender a gota de orvalho,
não tem necessidade de entender o oceano — você já o entendeu.
(Osho)

* Inspiração do blog da Fabi: Coisas que aprendi.

sábado, 17 de abril de 2010

Sucesso!


Oi geeeeeente!!!!

Tudo? Visitaram a Serra Grife?

Acredito ser uma obrigação de todos nós prestigiarmos as coisas boas promovidas em nossa cidade. Inspirados em eventos de sucesso, outras pessoas se motivam a promover coisas diferentes, e todos nós ganhamos com opções culturais, de lazer e entretenimento. Não basta exigir eventos. É preciso prestigiar.

Mas falando em sucesso... uma leitora deste espaço me escreveu comentando o texto publicado na coluna do Eduardo sobre vencedores (na semana passada).

Ela me contou que da noite para o dia, a amiga de infância deu tão certo na vida, que enquanto ela ainda planejava férias em Capão da Canoa (Atlântida, que é mais chique né amiga), a outra ia fazer um cruzeiro pelas ilhas gregas.
Isso é muito interessante em Guaporé. Porque em pouquíssimo espaço de tempo muita gente ganhou muito dinheiro com o “boom” das empresas de joias e lingerie. Mas nem todo mundo pode ficar rico ao “mesmotempoagora”.

Sucesso financeiro, grandes empreendimentos, glamour e glória não são distribuídos a todos os meros mortais. Há muita gente boa, competente, qualificada, que passa a vida inteira trabalhando pra caramba, estudando muito e o final do mês é apertado. Acontece isso com a grande maioria das pessoas.

Porque o sucesso financeiro está ligado também à oportunidade e sorte, além da competência, claro. Se a oportunidade certa não aparecer, talvez o grande pulo do gato não aconteça. Se você não tiver um pouquinho de estrela, a estrela da sorte, talvez você não tope por acaso com aquele grande negócio batendo à sua porta.

Isso não quer dizer que você não seja uma pessoa de sucesso. Inteligência, intelectualidade, competência, felicidade não estão estreitamente ligados a grandes carreiras, grandes contas bancárias e grandes conquistas.

Nem todos podem ser o melhor jogador do mundo. O empresário do ano. A Fátima Bernardes. O Eike Batista. O Barak Obama. A Angelina Jolie (se bem que com essa eu pareço muito haha).

Mas podemos sim, ter sucesso em nossas vidas, sabendo fazer do limão a limonada e alcançando satisfação pessoal e felicidade.

Há uma frase que diz que as coisas mais caras da vida, não podem ser compradas. Conheço pessoas que trabalharam feito camelos, sem muito estudo, venceram uma série de dificuldades e construíram impérios. Então, mandaram os filhos para as melhores escolas e universidades, treinaram-nos para receber e administrar seus negócios de sucesso, e os mesmos colocaram tudo a perder. Os herdeiros do império sentiam-se extremamente insatisfeitos e infelizes. Dinheiro nem sempre traz felicidade. (Mesmo que compre um pouquinho...)
Nem todos podem se tornar grandes empresários da cidade, como Cracco, César Presotto, Eliane Magnan... etc, etc, etc...

Mas você pode ser o maior empresário do seu mundo, administrando a grande empresa que é sua vida.

Seja feliz, isso é sucesso. E é o sucesso mais invejado e buscado do mundo! Pare de olhar para o vizinho achando sempre que você é injustiçado. Concentre seu foco em você mesmo e as coisas começarão a acontecer!


Para ver:

“Sempre ao seu lado” chegou às locadoras, com Richard Gere, mas a estrela é Hachiko. O filme, que conta a história baseada em fatos reais de um homem e seu fiel amigo, um cão da raça Akita, toca profundamente o coração de gente, e ensina uma lição de lealdade que dificilmente encontramos nas pessoas. É uma história maravilhosa, e todos deveriam sentar no sofá, pegar a pipoca, o lencinho e assistir.


Para ler: A Débora me emprestou “ O mundo pós aniversário”. Quantas vezes nós nos encontramos em uma encruzilhada: seguir o coração e enveredar por caminhos completamente novos e desconhecidos, ou seguir “sentado na poltrona no dia de domingo”. Toda ação implica em uma reação. O livro conta duas histórias paralelas: uma mulher que largou uma união estável por uma grande paixão. E a mesma mulher que deixou passar a grande paixão pelo amor estável. Os lucros e prejuízos dessas duas opções são surpreendentes. E a grande lição: no final, bem no final de sua vida, a morte vai vir nos buscar na solidão. Ninguém vai poder nos acompanhar na grande viagem. Então é bom que a vida tenha valido a pena. Leiam!!!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Saudade

Saudade... descobri o barulhinho que ela faz...

tic-tac-tic-tac-tic-tac

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A força do amor.

Acredito que todo o bem que se deseja a alguém, se desejado de forma sincera, reverte um dia a você. Somente a força do amor pode mudar o mundo. Tudo o que se sente de bom ou de ruim, retornará. Escolha o que você vai colher no futuro, através do que você semeia hoje.

"Pagai o mal com o bem, pois o bem é vitorioso no ataque e invulnerável da defesa."
* Lao Tsé.


sábado, 10 de abril de 2010

“Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos.
Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.”
 

Clarice Lispector

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Terra de porco espinho...


Oi geeeeeeeeeente!


Gente, eu sou uma negação na cozinha. NUNCA consegui fazer nada prestável pra comer, a não ser massa com atum (latinha de atum + massa= minha especialidade).

Eu e minha cachorrinha Sol temos uma paixão por castanhas (aquelas que cozinhamos na água e cujo recheio é um espécie de farinha amarela), e em um final de tarde estávamos varadas de fome, e na falta do que comer, resolvemos cozinhar castanhas.
Coloquei a panela no fogão e fui tomar banho. Do banho, pulei pra frente do computador. Fiquei com sono. E dormi.
De repente acordo com a Sol latindo feito louca, e uns estouros bem altos vindos da cozinha. Pensei:

-Meu Deus, chama o BOPE porque os traficantes invadiram a favela e é tiro pra todo lado!

Pulei da cama e corri pra cozinha (o que dá no máximo seis passos, dado o tamanho do meu apê) e percebi que a água havia evaporado, as castanhas estavam torrando na panela, e a pressão que se formou dentro delas com o calor, fazia com que elas explodissem e espalhassem uma poeira amarela por toda a cozinha. Parecia o reveillon em Copacabana!
Diante da calamidade pública que eu mesmo havia causado em minha casa, sai para comer alguma coisa fora. Mas a pessoa que me atendeu no local onde fui buscar comida me tratou de tal maneira, que enfiei o rabo entre as pernas e até a fome passou.

Aí pensei: - Nunca mais volto pra esse lugar!

Mas voltei. E volto sempre, mesmo que não seja bem tratada. Porque amo aquela comida.

Na vida da gente, é necessário, em qualquer área, engolirmos alguns desaforos. Convivermos com pessoas diferentes de nós. Batermos de frente com opiniões opostas às nossas.

Quem nunca foi mal atendido, ou nunca foi por um momento mal educado com outra pessoa?

Quem não se irrita às vezes com o marido (esposa) ou namorado (namorada) e não deseja que ele (ela) tivesse um botãozinho liga-desliga?

Quem não precisa aturar o colega de trabalho ou o chefe de mau humor, ou querendo desmerecer seu trabalho, ou subir na profissão usando você como degrau?

Quem não tem vontade de dizer aquela verdade para a melhor amiga de infância?

Quem não detestou alguém por, do nada, se enfiar no seu caminho, roubar seu namorado, ficar na sua frente no concurso público?

Que ódio, a gente vive sendo espetado por espinhos! E a gente vive espetando os outros!

Um leitor certo dia comentou que não lia essa coluna porque aqui só escrevíamos abobrinhas. (Me deu uma espinhada legal bem na bunda!)

Há uma semana o mesmo veio pedir para que publicássemos um recado, porque o que escrevíamos aqui, era formador de opinião pública.

E aí? Saltei de plantadora de abóboras selvagens para formadora de opinião em curto espaço de tempo. Sabem porque?

Porque me tornei útil para o interesse daquela pessoa.

Sim, meus amados. Somos todos interesseiros, pessoinhas pequenas às vezes, tão medíocres de vez em quando. Todos nós.

Mas também temos tantas qualidades. Somos tão gigantes às vezes, sabemos ser generosos também.

Apesar das pisadas, das patadas que damos e recebemos, precisamos das pessoas.

Ninguém é uma ilha.
Fiz essa volta toda querendo dizer a vocês que somos todos porcos espinhos. Espinhando aqui, sendo espinhados acolá.
Para dar a boa e velha lição de moral de hoje, na pretensão mais de aprender do que ensinar, vou contar a história dos porquinhos:

“ Durante rigoroso frio, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram se juntar em grupos, assim se aqueciam e se protegiam mutuamente.

Mas os espinhos de cada um, feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso, os porcos tornavam a se afastar uns dos outros.

Voltaram a morrer congelados.

Perceberam então, que precisavam fazer uma escolha: ou desapareciam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.

Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. Sobreviveram.”

MORAL DA HISTÓRIA: O melhor grupo não é aquele que reúne membros perfeitos, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue perdão pelos próprios defeitos. Sabemos da importância do texto acima em nosso trabalho e na nossa vida. Espero que saibamos utilizá-lo em nosso dia a dia.

Pra finalizar: nem todos em Guaporé pensam da mesma forma, agem da melhor maneira, ou são amigos uns dos outros. Mas a verdade, doa a quem doer, é que enquanto não trabalharmos em conjunto, aguentando firme os defeitos dos outros, não vamos chegar onde queremos e merecemos chegar.

Temos muito a crescer. E cresceríamos muito mais rápido se todos caminhassem para a mesma direção!!!!

Beijos meus porquinhos queridos. Desculpem as espinhadas voluntárias e involuntárias.
Vamos em frente, que é preciso evoluir sempre, para sobreviver.

Escrevam: michele@tl.com.br

Meu blog: michelunardi.blogspot.com

E a frase da semana:

Nunca brigue com um porco. Ambos vão acabar enlameados. A diferença é que o porco irá adorar.

terça-feira, 6 de abril de 2010

El Douradón!



As minorias querem ser aceitas, validadas, ter o direito de existir e de participar da sociedade. É um direito incontestável, exceção feita àquelas que pregam a violência e o caos. Não é, claro, o caso dos homossexuais, talvez a minoria mais perseguida de todos os tempos. A necessidade de pertencer e de não sofrer discriminação levou os homossexuais a terem uma política, uma política de afirmação e de respeito às diferenças. Mas às vezes erram, como todos os políticos.

Um dos grupos mais ativos pelos direitos dos homossexuais, o Arco-Íris, ao retratar como homofóbico o vencedor do BBB, Marcelo Dourado, errou feio. Dourado pode ser um ignorante, mas sua conduta está longe de ser homofóbica. O que incomodou foi o jeitão dele, hetero até o último fio de cabelo, o protótipo do macho, personalidade altiva e com atitude. Pronto: ativistas da causa gay vislumbraram seu inimigo da vez, e utilizaram o conhecido mecanismo de projeção ("eu som bom, o mau é ele"). Além de fazerem injustiça com o rapaz, foi um tiro no pé. Não colou a imagem de homofóbico em Dourado e de quebra ainda acabaram suspeitos de heterofobia. O grupo Arco-Íris quis concertar a barberagem tentando, no Domingão do Faustão, fazer as pazes com o vencedor do BB e convidando-o para ser um ativista dos homossexuais. Uma bobagem leva à outra.

Eleger inimigos imaginários é tática surrada de muitas minorias. Quando o inimigo é real e perigoso, justifica-se, é questão de sobrevivência. Mas dar tanta importância ao Dourado, rotulá-lo como inimigo gay, francamente ...


O texto é do Dr. Luis Fernando De Campos Velho! Eu adorei as considerações dele, e francamente, nunca fui das mais apaixonadas pelo Dourado, mas diante de tanta incoerência, em entrevista ao Faustão, ele se mostrou muito coerente com relação à homofobia.
Aliás, o tempo todo nós mesmos confundimos conceitos, sentimentos, julgamos atitudes. O preconceito existiu também com relação ao próprio Dourado, por sua postura de hetero "macho" até debaixo dágua. E sua própria ignorância com relação a alguns assuntos levaram algumas pessoas a julga-lo mal também.

Ninguém é puro anjo ou demônio. Nem eu, nem ele, nem você.
A diferença é que neste momento, ele está com 1 milhão e meio de reais na conta... que diga-se de passagem, diante do programa em si, julgo ser ele merecedor.

sábado, 3 de abril de 2010

Duelo de Silêncio


Duelo do silêncio.

Este com certeza é o maior dos problemas conjugais. Quando o casal não conversa mais, limitando-se a dar respostas monossilábicas, o casamento chegou ao seu final. O cotidiano está cheio de casados assim. Olhares distantes, preguiça de bater papo, falta de assunto, corpos presentes e pensamentos longínquos. A televisão com suas imagens e fantasias é o refúgio para ambos.

Noticiários, novelas e filmes ajudam a tolerar a presença do outro até que o sono venha em socorro. Depois a busca pelo entretenimento pessoal sem a participação do companheiro(a). São grupos solidários de mulheres viciadas no baralho, longe dos maridos e varando as madrugadas. Voltam para casa com o cheiro acre do cigarro e com fadiga física. Uma rotina que as conduz para a sublimação do sexo e até aversão pelo mesmo. A inevitável anorexia sexual.

Os homens só encontram prazer na companhia dos amigos. São churrasquinhos aqui e ali, muita cerveja e gargalhadas. São gozações, piadas e ironias que em casa não são permitidas. Diálogos vazios e improdutivos. Apenas jogam conversa fora como diz o jargão em voga. Fora de casa se sentem confortáveis.

Vale a pena manter um relacionamento assim? No sexo, cuja prática vai ficando meramente ocasional e cada vez mais raro, desaparece o prelúdio, somem as carícias, sonegam-se os beijos. Uma coisa mecânica. Ele com inapetência, ela com fastio. Quitam-se tão somente do débito conjugal, sem o prazer da entrega.

Nelson Rodrigues dizia que tanto o homem quanto a mulher devem optar: ou são felizes em casa, ou são felizes na rua, em ambas é impossível. Homens agrupados em bares ou clubes com reiterada frequência e mulheres reunidas em salões de beleza, todos movidos pelo combustível da inconfidência, longe dos seus parceiros, são pessoas insatisfeitas com a vida. Sobrevivem socialmente, mas sob abismos existenciais.

Sofrem lambendo as feridas em silêncio, enganando a si mesmos e aos outros para manter uma relação falida, corroída pelo tempo e pela mesmice. Falta-lhes a coragem de romper as convenções, de quebrar as algemas da aparência hipócrita, de libertarem-se da opressão dos filhos, dos amigos, da tradição, do medo, da igreja.

Quem busca ser feliz, permitindo ao outro que também o seja, não está fazendo nada de errado. No duelo do silêncio não há vencedor!

* Desconheço o autor, se souberem, please, me digam!

A solução, não o problema...


Oi geeeeeeeeeeeente!

Lindos e amados!!!! Mulher é bicho danado, sempre tem um problema existencial.

E o pior, toda a vez que surge um problema, para resolve-lo, a gente cria outro problema ainda maior. Eu sou assim. E se você, macho alfa, que lê essa coluna, tem em casa uma mulherzinha que não cria problemas... erga suas mãos para os céus!

Vou contar pra vocês, que quando acontece algo errado comigo e eu fico triste, eu tenho que COMPRAR. Não importa o que. Eu compro. Aí o que acontece: eu acabo com um monte de porcarias de que não preciso, e com um monte de dívidas inúteis.

Estava conversando com algumas mulheres, e as coitadinhas sofrem do mesmo mal que eu. Acho que vou contratar aquele goleiro Bruno ( que tem certamente um retardo mental), do Flamengo, que acha que bater em mulher é normal, pra me dar um soco e me deixar nocauteada toda a vez que saio alucinada pra gastar dinheiro em porcarias.

Amigas sofredoras! Vamos fazer terapia em grupo, para controlarmos nossos impulsos! Achei interessante essa história que aconteceu com uma amiga nossa:

Uma guaporense foi desesperadamente procurar uma psicóloga porque estava com sérios problemas.

- Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo.

Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluca!

- Deixe-me tratar de você durante dois anos. -diz a psicóloga.

- Venha três vezes por semana, e eu curo este problema.

- E quanto a senhora cobra? - pergunta a minha amiga.

- R$ 120,00 por sessão - responde a psicóloga.

- Bem, eu vou pensar - conclui ela...

Passados seis meses, elas se encontram no supermercado. - Por que você não me procurou mais? - pergunta a psicóloga.

- A 120 paus a consulta, três vezes por semana, dois anos =R$ 37.440,00, ia ficar caro demais, ai um sujeito num bar me curou por 10 reais.

- Ah é? Como? - pergunta a psicóloga.

Minha amiga responde:

- Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama...
Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples! Foque uma solução ao invés de ficar pensando no problema.