Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Existem provas de amor. Não existe o amor... (Titãs)


Oi geeente!

Queridos homens, hoje quero conversar com vocês, francamente.
Talvez nenhuma mulher tenha admitido (porque admitir falhas não faz parte dos nossos hábitos), mas a maioria de nós, nasce com um grave defeito de fábrica. Nos achamos o máximo.
Talvez este pequeno defeito seja a razão do imenso sofrimento de vocês, pesarosos homens. Permitam que me explique.

Nós que somos incríveis, não podemos admitir que vocês troquem nossos papos inteligentes pelas conversas de pouco intelecto que pautam as mesas dos bares e restaurantes, onde reúnem-se os homens. Não conseguimos acreditar que vocês troquem a companhia de pessoas sensíveis, que fazem charme mexendo no cabelo, ou sorrindo languidamente, por seres brutos que palitam os dentes, deixando o pobre roliço da marca Gina, depositado por horas no canto da boca.

Não entendemos como é possível que nos dispensem, em uma sessão cinema em casa, abraçadinhos no sofá, por um corpo a corpo cheio de suor e coxas, na peladinha do sábado à tarde.
Por sermos criaturas tão perfeitas, merecemos suas atenções 24 horas por dia. Ligações, SMSs, e claro, mensagens no facebook. Queremos que curtam nossas postagens românticas e enigmáticas, e não a piada horrenda do Carlão. 

Se passamos horas nas lojas e nos corredores dos shoppings é para que vocês percebam nosso bom gosto e estilo, e se o cartão de crédito não lhes permitir gastos exorbitantes conosco, o mínimo que vocês podem fazer é comprar um lenço, um acessório ou um livro para demonstrar a devoção que merecemos.

Nos entediamos com facilidade, e na nossa opinião, é dever de vocês perceberem nosso tédio e proporem viagens, jantares, cruzeiros transatlânticos ou uma aventura no deserto do Atacama. Se nós mulheres conseguimos ser tão brilhantes e criativas, porque o máximo que vocês conseguem é sugerir uma picanha na churrasqueira da sacada do apartamento? (- Muié, enquanto eu espeto a carne, traz uma gelada?)

Eu sei, vocês estão pensando: as mulheres estão ficando insuportáveis. Queridos, na verdade sempre fomos, mas antes não tínhamos como nos sustentar sozinhas, então aguentávamos o vosso ronco, vossos amigos tomando cerveja em nossos sofás e vossos programas sem nossa companhia.
Sim, nós mulheres sofremos de egocentrismo agudo. Na verdade, deveríamos casar com gays. Gays reparam em nossos cabelos, palpitam sobre coloração, sugerem alisamento, percebem quando o corte da roupa não nos favorece, e nos ajudam na dieta, pois sabem: embarangou, tá perdida.
Não precisaríamos dar a desculpa que estamos com dor de cabeça para nossos maridos gays, porque eles não iriam nos importunar enquanto queremos assistir nossa novela, ou ler o sétimo livro de Games of Thrones. 

Toda a mulher deveria ser muito feliz casada com um gay. Deveria ser. Mas não seria. Porque no fundo, no fundo, o que move a felina mulher é o prazer da caça e tentativa de submissão de seu macho alfa. O lance é tentar provar até morte, que ela é muito mais interessante que a partida de futebol, que o acampamento, que a pescaria, que a cerveja e que o costelão.
Ora, se o mundo gira em torno de nossos umbigos, o homem também deveria girar. E nesse ponto trocamos os pés pelas mãos. Na ânsia de desentortar o torto homem.

Tanto enchemos o saco, que acabamos fazendo com que o esgotado homem nos aplique um belo chute no traseiro.
E ainda assim, nos mulheres, chutadas por justa causa, saímos feito cachorrinhas de madame depois do petshop: de cabelo lindo, escovado e rabinho balançado.

E ainda temos o desplante de pronunciar em alto e bom tom:
Aquele homem não me merecia!
(Por nós mulheres, cada dia mais independentes, misteriosas, lindas e insuportáveis, pedimos: Senhor, rogai por nós!)

Beijos, seus lindos!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O lobo-mau desdentado

Oi geeeente!



Agora o lobo mau usa dentadura, e anda de carrão, caçando a chapeuzinho.

Na última semana, depois de apresentar um evento, no clube, portanto a 100m de onde moro, voltava a pé pra casa, amaldiçoando quem inventou a elegância e o salto alto.

Enquanto meu pé latejava por ter passado horas no palco, com postura ereta, pra manter a pose, um senhor, de idade já avançada se aproximou, a bordo de um carrão, sorrindo.

Achei o velhinho simpático, e sorri de volta.

E ele diminuiu a velocidade, quase parando. Eu segui olhando para as vitrines sem dar muita atenção à nobre figura.

Porém, ele fez a volta na quadra, voltando ao ponto onde me encontrava e dessa vez me olhando com olhar sedutor. (Pensei: daqui a pouco ele larga a sonzeira “cachorro, safado, perigoso, carinhoso e louco pra te dar amor”).

Eu já não aguentava mais o véio, eu não aguentava mais meus pés. Estava começando a ficar revoltada.

Caminhando feito uma garça renga, perdi completamente a elegância e precisei tirar o sapato, já quase em frente ao meu prédio.

Nisso, o nobre senhor para o carro, e diz, com aquela voz rouca de tosse contínua, de quem já não tem mais idade pra pegar sereno: - A cinderela perdeu o sapatinho?

Um conto de fadas moderno passou pela minha cabeça e imaginei a cena: Eu, no auge da falta de paciência, virando naquele momento e enfiando meu salto 15 de cristal na cabeça do lobo mau desdentado.

Mas me segurei, com medo da manchete: Colunista agride idoso com sapatada na cabeça. (Definitivamente, não ia ser um bom marketing para minha imagem).

Ignorei aquele senhor, entrei pelo portão de casa, e olhei pro céu, agradecendo ter tido na minha vida, a honra de conviver com vovôs de antigamente, aqueles que, nas noites estreladas, ao invés de estarem bancando os ridículos, ficavam em casa com suas senhoras, contando histórias para seus netinhos!

Meus queridos: não sou preconceituosa. Amo casais com diferença de idade. Casais do mesmo sexo. Gente que não quer formar casal, e aderiu à solteirice convicta. Cada um que ame como quiser amar!

Só não suporto os sem noção. Os tarados e os adolescentes tardios. Aquele tipo que não se enxerga.

Graças a Deus nunca presenciei uma senhora da nossa sociedade, a bordo de seu carrão, em plena atividade de caça noturna. Ainda bem, nós mulheres somos mais dignas e discretas.

Que coisa feia esses senhores embarcando menininhas por aí, ou dando uma de Tarcísio Meira das colônias, bancando os galãs de cemitério.

Respeito é bom e todo mundo gosta, e algumas atitudes caem muito mal, depois de passada certa idade.

Isso vale para todos nós. Não precisamos deixar de viver nada, por causa do passar dos anos. Mas há uma linha muito tênue entre manter a juventude e ser uma eterna paquita adolescente.

Para os homens de meia idade, existe o charme natural que os cabelos brancos e a experiência trazem com o tempo.

Para os taradões sem noção, existe o papel de ridículo e a mêscola da polenta pra dar bem no meio do lombo.

Beijos, meus amores!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Felicidade sem receita

Rir de si mesmo. Lambuzar-se comendo doce. Chorar para aliviar a dor. Sorrir. Receber amor. É simples ser feliz. Nem são necessárias fórmulas matemáticas ou livros de receita. Basta ter sensibilidade para escolher as sementes, e aproveitar a colheita.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Eu, robô.





6h. O despertador toca.

Hora de começar.

Levanta, arruma a cama. Coloca a água pra esquentar.

Banheiro, xixi, chapinha no cabelo, maquiagem pra disfarçar.

Roupa escolhida na noite anterior. Café na corrida.

Segue pro trabalho. Digita, digita, digita.

Pisca. Meio-dia. Sem tempo pra almoçar.

Sanduíche com presunto e queijo, ou um prato feito, pra variar.

Uma da tarde: reunião.

Duas: horário estranho pra malhar.

Três: corre pra redação.

Quatro: vontade de se matar.

Anoitece. Sequer olhou pro céu. Hora de regressar.

A casa uma bagunça, os cachorros pra acarinhar.

Banho morno, alívio. Hora de relaxar.

Come qualquer besteira, pijama largo, chinelo e rabo de cavalo.

Ainda há do que tratar: responde e-mail. Acessa o face. Tempo de socializar.

Espia o relógio, ele voa. Liga a Tv, a novela tá boa.

Talvez dê tempo de te ligar.

Duas ou três palavras rápidas, afinal, a ligação é cara.

Relação de verdade é coisa rara.

Tudo é tão descartável, perdeu, coloca outra no lugar.

Beijo mecânico, amor platônico, carinho com hora pra acabar.

Quem somos nós? Pra onde vamos? Que estranho jeito de amar!

Movidos pela pressa do relógio, presos em compromissos mercadológicos, parece que vamos pirar.

Estamos ficando rasos, estamos ficando escravos, desse tique-taque sem parar.

Sem profundidade, não há compreensão, não há entendimento, não há dor.

Sem profundidade querida, sinto muito, não há amor.

Segue teu ritmo mecânico, veja no espelho impiedoso, o que o tempo te roubou.

Se foi tua juventude, beleza sem plenitude, veja o que te restou.

Talvez devesse desacelerar, deixar muita coisa pra lá, valorizar quem te valorizou.

Mas já é tarde, o tempo urge, a noite passou.

6h. O despertador tocou.

Beijos meus queridos. Até a semana que vem!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Nada como uma noite bem dormida

E num momento de inspiração, Deus criou a mulher. Para ser uma flor delicada de seu jardim. Ser regada e cuidada com carinho pelo jardineiro. O diabo criou o desejo de igualdade. E a mulher quis ser a semente, a flor, o jardineiro. Plantar,...colher e comercializar. E Deus, lhe deu essa capacidade. E o diabo, criou o stress. A mulher começou a encarar jornada tripla, pra dar conta da semente, do jardim, do pqp do adubo, do corte, da comercialização das flores e da administração do negócio. Mas Deus, em sua infinita bondade, ainda lhe manteve o perfume, a delicadeza e a beleza. E o diabo, invejoso, fez as rugas, a bunda caída, as celulites e o cabelo ruim. E Deus, espertinho, deu a mulher a capacidade de manter a beleza só pelo olhar. Mas o diabo, ardiloso, deu a insatisfação, a neurose, a crise de nervos e a choradeira desenfreada. Deus, no último golpe de misericórdia, deu uma boa cama e uma noite de sono.

domingo, 12 de agosto de 2012

Às vezes, é mais fácil sentir-se confortável dentro de um sapato de salto 15,  do que dentro da minha própria pele. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mar aberto

               Se partir, melhor içar velas. O mar da indecisão só provoca naufrágios.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Língua de fogo

Oi geeeente!


Fico extremamente impressionada com a capacidade das pessoas de achar dente em galinha, em tirar leite de vaca morta, entre outras ações, praticamente inacreditáveis que demonstram a destreza dos contadores de histórias locais.

Acredito que cada um deveria ocupar seu tempo livre, que deve ser muito, para escrever livros de contos, ou histórias extraordinárias.

Juro que vou começar a ficar violenta com aquelas pessoas que se aproximam da gente, emitem um comentário maldoso, e no final acrescentam a célebre frase: - Aí tem!

Vou tentar explicar como pensam essas inteligências raras, que muito provavelmente, o trabalho mais intelectual que tenham é assistir novelas:

Está cantarolando uma música romântica: Deve estar de rolo com alguém.

Posta no face uma música triste: Deve ter levado chifre.

Viram seu carro estacionado em um lugar diferente de seu roteiro habitual: Foi encontrar-se com um amante.

Recebeu uma promoção no trabalho: saiu com o chefe.

Foi demitido: roubou.

Enriqueceu: virou traficante.

Brigou com o namorado: ele tinha outra.

Foi no médico: doença em estágio terminal.

Enjoou: grávida.

Olheiras: teve uma noite de sexo selvagem.

Caminhada até o autódromo: quer se exibir para os homens.

Conversa com homens: oferecida.

Posta uma foto com um amigo no face: gay.

Gays: precisam de tratamento psiquiátrico.

E assim por diante.

Poderia buscar uma explicação científica, ou talvez tentar entrar em contato espiritual com Freud, para decifrar a mente insana de toda essa gente. Mas só tenho uma explicação:

“Cabeça vazia, oficina do diabo”.

Queridos e queridas cuja língua bifurca-se na ponta: A grande maioria das coisas têm razões simples e explicações práticas. Porém, as pessoas, vivem a procurar cabelo em ovo. E geralmente encontram. Por isso, complicam tudo.

Apesar da vida de vocês ser monótona, do trabalho de vocês ser chato, do relacionamento de vocês ser frio, e da vida de vocês ser sem graça, vocês estão perdoados pelo que dizem.

Vocês são pessoas que sofrem.

Porque realmente, comentários maldosos, fofocas infundadas, e o péssimo hábito de cuidar da vida dos outros, só demonstra o quanto vocês são pobres de espírito, e tristes.

Escrevam um folhetim e mandem para o SBT.

Quem sabe vocês não se tornem escritores de novela mexicana de sucesso, consigam uma graninha pra ir pra Conxinxina, e larguem do pé de quem tem mais o que fazer?

Quem vive a própria vida, quem paga o preço por suas escolhas erradas e quem desfruta da alegria das escolhas certas, coleciona altos e baixos, risos e dor, como qualquer pessoa desse mundo. Quem não sabe viver, apesar de não ter nada que lhe macule a imagem, está apenas passando em branco pelos dias.

Viver, às vezes sangra. Mas deixar de viver é o que nos mata.

Beijos, meus lindos! Até a semana que vem!