Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O desafio da felicidade



Oi geeente!


Que calor insuportável, né? Não vejo a hora que esfrie.
Nossa, o sol tá torrando os miolos. Quando vai chover?
Queixas como essas são comuns nas redes sociais, porque são queixas comuns entre nós, ranzinzas de plantão.
Se chove, é porque chove, se faz sol, porque faz sol. No verão, queremos inverno, no inverno, verão.
Será que conseguimos passar um dia inteiro sem nos queixarmos de algo? O cabelo, a roupa, o carro, a casa, o latido do cachorro do vizinho, a comida, o trabalho... tudo é motivo de reclamação.
E sem nos darmos conta, nos tornamos chatos, para não dizer ingratos.
Sempre achamos algo que nos estraga o dia, que nos tira o bom-humor, que nos deixa estressados. Mas o contrário também pode acontecer? Pode e deve.
Um novo aplicativo que faz sucesso na internet propõe exatamente isso: que possamos identificar pelo menos um momento de felicidade por dia. E mais que isso, além de identificá-lo, precisamos registrá-lo.
Ao final de 100 dias, os mais criativos ganham um álbum com as fotos postadas impressas.
Parece fácil, mas não é.
É complicado encontrarmos felicidade em dias extremamente tristes. Mas ela está lá.
Lembro-me, por exemplo, de um Natal muito triste, que passei em família. Na noite do dia 24 de dezembro, minha avó materna faleceu. Ela já estava doente há tempos, e nós tentávamos nos preparar para sua partida. Mas nunca estamos preparados para o adeus da morte. E quando ele chega, traz consigo uma tristeza enorme. Porém, em muitos e muitos anos, aquele foi o primeiro Natal que conseguimos reunir toda a família. Veio gente de perto e de longe, para a despedida. Tenho certeza de que ela ficou feliz, e houve beleza, em meio à dor.
Essa é a proposta, a grande sacada do tal aplicativo. Ter pelo menos um motivo por dia para agradecer.
São cem desafios diferentes!
Um arco-íris, o sorriso do bebê, o tempero da comida da nossa mãe, o sorvete numa tarde escaldante, um trabalho concluído com sucesso, o encontro com o amigo, a lambida do cachorro, o pôr-do-sol, a flor que desabrochou, um mergulho na piscina, o mar.
Uma roupa nova, um presente para alguém, uma boa ação, um obrigado, um abraço apertado, uma festa, um beijo apaixonado, finalmente cair na cama e dormir sossegado, brincar com a criança, andar de pés descalços...
Tantos e infinitos momentos bons podem ser fotografados.
E você não precisa ter computador, internet, smartphone, nem câmera fotográfica. Basta ter sensibilidade, mente aberta, coração leve.
Saber agradecer é algo que precisamos aprender. Ver a beleza das coisas comuns é o caminho para ser feliz.
Ao final dos 100 dias, você vai perceber que, mesmo que suas férias no Caribe tenham sido inesquecíveis, mesmo que o prazer de comprar o seu carro novo tenha sido inigualável, mesmo que a formatura tenha sido um momento único na sua vida, ainda assim, revivendo suas memórias por uma centena de dias, você terá certeza, caro leitor, que a felicidade mora nos momentos que julgamos comuns.
Preste mais atenção neles, e nunca faltarão motivos para sorrir. Até mesmo quando aquela lágrima teima em escorrer.
A felicidade está nas coisas mais simples da vida! E que, no fundo, são as essenciais!

Beijos, meus amores!


Acesse: http://100happydays.com/pt/ e participe do desafio dos 100 dias.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Barriga negativa e a ditadura dos padrões



Oi geeente!

“Agora a moda é barriga negativa”- Penso eu,com uma colher de doce de leite uruguaio na boca.
Qual será a próxima moda?
Alguma coisa bem maluca, que todos nós, em maior ou menor grau, ficaremos tentados a seguir.
Não percebemos que quando somos “seguidores” de algo, deixamos de ser “ditadores” de algo.
Fulana ditou moda. E lá vamos nós, cordeiros do Senhor, correr atrás do prejuízo. A moda é ser magérrima? Costuramos a boca. A moda é ser sarada? Corremos para a academia. A moda é ser loira? Água oxigenada nas madeixas. A moda é mecha californiana? Bora, tingir metade das melenas, sem nunca ter pisado nos Estados Unidos.
Todos concordam que a palavra ditadura nos remete à falta de liberdade. Então, porque nos escravizamos, por livre e espontânea vontade?
Outro dia, no Facebook uma gata sarada comemorava o presente: uma caixa de suplementos. E na legenda: “Bora atingir os objetivos”.
Enquanto isso eu comemorava a tele-entrega de massa e picanha do Pavoni. Lembro bem da recomendação que fiz quando pedi: Capricha na borda de gordura.
Valha-me Deus! Como vou entrar na moda da barriga negativa?
Antigamente, quando a divindade que reinava absoluta na Terra era a natureza, Deus, era mulher.
Ou seja: A Deusa era louvada por sua fertilidade. A terra farta, a árvore frondosa, cheia de frutos. A mulher de ancas largas, capaz de gerar muitos filhos.
Se uma magricela barriga negativa aparecesse, seria desprezada por todos os homens de plantão.
Mas... quando o mundo deu voltas e Deus passou a ser uma figura masculina, a pobre mulher passou ao estado de submissão, que a acompanhou por séculos (e ainda a acompanha em muitos casos), e ela já não era mais sagrada, deixou de ser a divindade, passou a ter papel secundário, e até mesmo suas arredondadas formas, começaram a ser submetidas a novos padrões de beleza.
Ou seja, sempre precisamos nos submeter: antes as magras eram discriminadas. Agora, as gordinhas é que são.
Onde quero chegar com meu blá blá blá?
Não estou aqui para defender gordinhos, nem para criticar magérrimas, muito menos para descer o sarrafo nos sarados, nem para fazer campanha a favor ou contra os suplementos, academias e fotos ‘selfie’ com gente encolhendo a barriga e prendendo a respiração na frente do espelho até ficar roxo. (Putz! Daqui a uns dias, no noticiário, teremos a manchete: Morreu por falta de ar, fazendo pose pro Facebook!)
Estou aqui comendo e sonhando com o tempo em que seremos livres para ditarmos a moda de nossas vidas, sem sofrermos pressões.
A verdade é que quem sai dos padrões ditados pelas modinhas passageiras precisa de coragem e de uma dose certa de Olina (lembram?), porque certamente ficarão mal do estômago.
Os grupos de amigas são padronizados: vestem-se igual, têm a mesma cor de cabelo, falam as mesmas gírias, gostam dos mesmos garotos e quase sempre excluem quem é diferente. É assim desde a infância, e não muda na vida adulta. Somos sempre pequenos camaleões, nos adaptando ao meio. Será que algum dia o meio irá se adaptar a nós?
Enquanto esse dia não chega, compro um modelador Yang dois números menores que meu manequim e saio com a barriga puxada pra dentro. E vou me endividando para comprar a bolsa da moda, o sapato da moda, o cabelo da moda, o biquíni da moda.
Será que conta bancária negativa também está na moda? Oremos!
 
Beijos, meus amores!

Admiro de verdade aquelas pessoas que se dedicam ao corpo, mas de forma saudável. Praticam exercícios com prazer, adoram esporte, comem corretamente. Minha vaia vai para quem deixa de ser feliz para ser magro. Ou para quem é magro e vive reparando no corpo dos outros. Ou ainda quem é gordinho e vive a falar mal dos magros. Deixe cada um ser como é, sem exageros e sem críticas excessivas.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Gostos, cores, amores...



Oi geeeente!



Eu assisto o Big Brother (Esperem, contem até dez antes de começar o apedrejamento...).
Eu confesso: assisto porque odeio. Detesto aquela gente, detesto os discursos do Bial, não suporto aquelas peitudas sentando no sofá do confessionário e dizendo: - Vou votar na fulana, mas por questão de afinidade. Ou aqueles homens com muito músculo e pouco cérebro dizendo, quando precisam defender sua permanência na casa: - Eu quero ficar porque tô sendo eu mesmo. (Peraê, como é que a pessoa deixa de ser ela mesma? Me ensinem, quero passar uma semana sendo a Gisele Bundchen).
Mas ao contrário do que parece, essa não é uma coluna sobre o Big Brother. É uma coluna sobre a contradição.
Eu assisto porque odeio. Assisto pra me irritar. Acho a maioria das pessoas desinteressantes. Sem conteúdo. Tenho pena das boazudas burras.
Outro dia, a participante Tatyelli Polianna disse que seu namorado Roni (até que é gato!) era metrossexual porque fazia a ‘sombrancelha’.
Socorroooooooo!!! De que adianta ser gostosa se quando abre a boca é uma catástrofe? Eu tenho celulite, gordura localizada (dor de cotovelo), mas não falo ‘sombrancelha’,‘imbigo’, nem falo ‘amídolas’.
Então é isso: assisto pra ver aquele povo fofocar, fazer intriga, mostrar o pior do ser humano. Assisto para vê-los bebendo demais nas festas, fazendo fiasco, falando errado, rebolando bundas, exibindo silicone. Assisto porque sou curiosa. E apesar de criticar, assisto porque todas essas coisas mesquinhas fazem parte do ser humano. Espiar os outros também.
Aí leio intelectuais criticando abertamente quem assiste novela, quem assiste Big Brother, quem assiste Faustão.
Eu acho que o que difere gente culta de gente burra não são os gostos. São as atitudes.
De que adianta ler Maquiavel, ouvir Mozzart, adorar os filmes de Tarantino, se você não consegue respeitar o outro?
Deixa o cara assistir BBB e vai fazer sua Yoga.
Respeitar o gosto do outro, por pior que seja -na sua opinião-, é a maior prova de inteligência. Mesmo porque, sua opinião não vai mudar nada. Se isso fizesse diferença, eu teria acabado com todos os sertanejos do universo.
A verdade é que todos nós temos um lado que ama o que odeia. Você está numa festa, bebe todas, e quer dançar. Vai balançar mais ao som de Milton Nascimento ou de Michel Teló? Você odeia a ex do seu atual, mas não resiste a cuidar da vida dela e vasculhar seus perfis nas redes sociais.
Pois é. Escondido, a gente faz o que diz que odeia.
A breguice, por exemplo, me incomoda. Mas, geralmente, o brega é feliz, animado, original. Já muito intelectual por aí é intragável, prepotente, dono da verdade, com o rei na barriga.
Montados em nossa inteligência, por vezes, sentimos inveja dos simplórios. Eles são tão felizes com o que possuem! Se encantam com as coisas simples, se contentam com o que a vida oferece.
De que adianta ser intelectual e ser chato, monótono, excessivamente crítico, insatisfeito?
Eu acho o BBB um pavor. Mas quando estou jogada no sofá, cansada de um dia de trabalho, juro que me divirto vendo aquela patacoada toda.
Oras! Eu poderia estar roubando, matando, ou cuidando da vida do vizinho pela janela. Tem muita gente culta que gasta o tempo a falar mal dos outros.
E quer saber? A tal Tatyeli Pollianna com esse nome e falando errado está lá, na Globo. Vai ser capa da Playboy, e vai faturar uma grana alta como convidada em festas e eventos.
E eu, aqui, comprando no crediário em 24 vezes. Quem é mesmo a esperta e quem é a burra?
Beijos, meus amores!

Por toda minha vida...

Oi geeeente!


Eu sempre tive muitas teorias sobre o amor. Porém, mordi a língua e mudei de ideia sobre a grande maioria delas. A última certeza que caiu por terra, era o fato de eu acreditar que o amor deveria ser uma troca. Quando você acredita que amor é troca, automaticamente faz as coisas pensando no que vai receber.
Amor não é troca. Amor é doação.
Em dezembro, passei por uma experiência que mudou minha vida. Eu sempre fui egocentrista. Minha vida era voltada a mim mesma. Adorava me arrumar, comprar coisas para mim, sair sem hora pra voltar, viajar. Trabalhava para conseguir realizar meus sonhos, pagar pelos meus caprichos e manter minhas mordomias.
Não que prejudicasse alguém, com essa vida de mulher independente, centrada em mim mesma. Mas também não me doava por inteiro.
Agora, não sou mais quem eu era.
Nunca mais tive uma noite de sono ininterrupto. Não cosigo sequer ir ao banheiro sossegada. Banho de uma hora, não me pertence mais. Não raro, saio voando do chuveiro, cheia de condicionador no cabelo. Falando em cabelo, adeus horas fazendo chapinha. Adotei a técnica do “vai como pode”. O bom é que agora a moda é democrática, e todo tipo de cabelo está na moda. (Cabelo feio também? Porque o meu tá horrível!!!)
Outro dia consegui me maquiar antes de sair. Pena que consegui maquiar apenas um olho. Lancei moda: olho com sombra, olho sem sombra. Nem me dei conta.
Passei os primeiros dias, depois da mudança radical, me sentindo um extraterrestre. Não sabia como agir, não conseguia desligar, andava feito um zumbi, sem dormir. Vi meu mundo virar de cabeça pra baixo, e das 24 horas do dia, não sobrava uma sequer pra mim. Todos os minutos eram dedicados ao meu amor.
E quanto mais eu me dedicava, mais precisava me dedicar. Amor é superação.
Às vezes, por mais que me dedicasse, tudo que eu recebia em troca era choro e reclamação. Amor também é incompreensão.
Mas... quando o dia amanhecia e meu amor me olhava e sorria, eu erguia os olhos para o céu e agradecia. Amor é oração.
Cuido, com todo o zelo do mundo, de um lindo bebê de apenas um mês, que Deus me deu como filha. A menina acorda pra mamar, mama pra dormir, e no intervalo faz quilos e quilos de caca nas fraldas. Se cocô de criança é bento, eu logo serei canonizada. Estou abençoada.
Ela requer atenção, carinho e paciência durante todos os minutos do dia. E eu me doo de coração, sem esperar nada em troca. Eu amo. Amo muito. E isso pra mim já basta.
Quando ela me dirige um sorriso banguela, meu mundo é muito mais colorido. Ela é o sol dos meus dias. A luz da minha vida. Como eu pude viver tanto tempo sem ela? O fato dela existir, é a minha recompensa. Se ela for feliz, eu também serei feliz. A dor dela é a minha. O riso dela é o meu.
Minha mãe perguntou se eu sentia falta da minha antiga vida. Eu respondi que sentia sim, mas que jamais voltaria atrás na decisão de ter um filho.
Porque amor verdadeiro é generoso.
Onde há egoísmo, definitivamente, não há amor.
E isso vale para todo o tipo de relacionamento. Inclusive para o seu. Se você ama, você se doa. Se a recíproca for verdadeira, receberá amor também. E sem cobranças.
Quem ama, se entrega por inteiro. Não existe meio amor.
Pense nisso.
Beijos meus amores!