Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Intimidade...

Oi geeeente!!!!

Estava trabalhando, quando uma leitora ligou. Disse que acompanhava e gostava do meu trabalho, mas que tinha uma crítica construtiva a fazer: o mau uso de uma palavra.

Eu falei, em uma coluna, que o silicone das minhas “tetas” tinha vencido. Poderia ter usado (com mais elegância, admito) o termo peito, ou seio. A leitora chamou minha atenção sobre isso.

Preciso me corrigir. Sou informal e meio desbocada. Porém, não foi isso que provocou uma reflexão mais profunda neste pensante ser. O que me deixou inquieta foi o fato de ela ter dito: o problema não foi o uso da palavra, mas a intimidade que ela carrega em si.

Usamos esses termos em casa, com os amigos, e não em páginas de jornal, disse-me. Alertou-me que eu poderia ser mal interpretada, porque nem todos que liam este espaço, tinham intimidade comigo.

Intimidade que (graças a Deus) ela teve. Porque, como os amigos fazem, deu-se ao trabalho de procurar o número do telefone do jornal e ligar. Ao passo que poderia, em uma roda de fofoqueiros de plantão, desancar o nome desta colunista peituda (em todos os sentidos), sem dó nem piedade.

É para pessoas como ela que eu escrevo. E por isso, me permito, sempre, falar sem pudor.

Palavras são facas de dois gumes. Você escreve uma coisa, e fatalmente o leitor interpretará de acordo com suas experiências, sua forma de pensar e suas intenções. Sei que há pessoas que não gostam do que escrevo. Outros não gostam de mim. Outros não gostam da minha bisavó, e outros não gostam do cachorro do dono do jornal (sem duplo sentido, ok?). Eu também não gosto de ler muitos colunistas, cronistas e escritores. E sabem o que eu faço? Não leio, oras. Por isso não levo em consideração aqueles que leem o Informativo só para falar mal.

Mas levo em consideração os que leem porque gostam. Quero que continuem gostando. Quero que sejam meus leitores, meus amigos, que sejam íntimos. Na vida da gente só ficam definitivamente as pessoas com as quais temos intimidade.

Amizade sem verdadeira intimidade é amizade de ocasião. Amor sem intimidade é ilusão. Relacionamento sem intimidade é só uma passageira paixão. Escritor sem intimidade com o leitor, é um canastrão.

Escrevo sobre mim mesma, sobre o que quero esconder e sobre o que me envergonha. Porque sei que minhas fraquezas são as suas fraquezas. Escrevo sobre os meus medos, dúvidas, defeitos. Porque automaticamente encontrarei pessoas que temem o mesmo que eu, e precisam transformar-se, como eu preciso.

Escrevo sobre a alegria de minhas conquistas, e sobre os meus balões fenomenais, porque junto comigo, você vai relembrar das suas conquistas, da sua felicidade e, claro, da vez que você tropeçou na escada e se esborrachou no chão, quebrando dois dentes (logo os atacantes!), bem na frente do seu paquera.

Escrevo e me exponho, porque quero sua amizade sincera. Quero que você tenha intimidade para ligar, criticar, corrigir, sugerir mudanças. Quero que você seja exatamente como a leitora que ligou. Porque todo mundo precisa de um puxão de orelha.

Seja sincero consigo, e com os seus. Valorize seu circulo íntimo. Eles conhecem você como ninguém, e apesar de tudo, ainda conseguem amá-lo(!!!).

Valorize a intimidade, só ela tem o poder de revelar a nossa alma, sem meias palavras... sem medo de errar. E se errar, saiba se desculpar, e aprender, com quem pode lhe ensinar.
Viva, de PEITO aberto!
Um beijo meus amores.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Saindo de cena...

Oi geeente!

“Nuca é tarde demais. Às vezes, é apenas cedo demais”.

A frase, segundo o Google (este sábio), é do Caio Fernando Abreu. Sábio Caio. Mas falar é fácil, difícil é saber a hora certa.

Seguidamente fico prestando atenção nos discursos dos pré-candidatos a prefeito de Guaporé. “Chegou a minha hora”. “É a minha vez”. “Estou pronto”.

Entre o tarde demais, e o cedo demais está o momento certo. Identificá-lo é que são elas. Precipitar-se, por vezes, pode colocar tudo a perder. Ainda mais em se tratando de política. Atrasar-se então, muito pior.

Acho que existe uma energia, uma combinação de talento, sorte, competência e talvez, destino, que conspira a favor de algumas pessoas, e contra outras.

Por mais que uns e outros sapateiem, por mais que se esforcem, parece que nada conspira a favor.

Como explicar o sucesso estrondoso e absoluto de algumas pessoas? No esporte, na política, na música, no cinema, no rádio, na televisão? Enquanto outros, não menos talentosos e capazes, passam a vida toda a nadar e morrer na praia?

Qual é o momento certo? Para se declarar, para terminar uma relação, para mudar de cidade, de emprego, de vida. Qual o momento certo para pedir aumento? Para assumir um cargo? Para encarar um novo desafio?

Não sei dizer. É preciso arriscar. Quando você tenta, estando preparado, tem mais chances de alcançar êxito. Então, prepare-se. E se não der certo, pense que não foi o momento ideal, mas que outra oportunidade virá.

As oportunidades se renovam, porque tudo muda, o tempo todo. O mundo gira, as peças se encaixam de forma diferente, e a roda do sucesso dá espaço para o novo.

E é aqui que eu quero chegar. Qual será o momento certo de deixarmos outro brilhar?

É aí que reside o grande erro das pessoas que chegam lá. Bebem do cálice do poder, do sucesso e não sabem a hora de parar.

Na política, não conseguem perceber que é preciso renovar. Na empresa, não se dão conta de que sangue novo significa evolução. No esporte, transformam-se em grandes problemas para seus clubes, porque não identificaram a hora de “sair por cima”.

Saber sair de cena é uma arte. Chegar ao topo e dar lugar ao próximo é uma habilidade de poucos. A maioria se agarra ao poder a ponto de fazer com que o mesmo se torne sua ruína.

Deixar a presidência da entidade. Aposentar-se do comando da instituição. Ceder lugar na diretoria do partido político. Deixar que reserva entre em campo é pura sabedoria.

Ser lembrado pelo sucesso e não pela derrocada. Sair do cargo aplaudido, e não vaiado.

Precisamos aprender a deixar o palco enquanto a plateia ainda está gostando do espetáculo.

Precisamos deixar SAUDADE.

Mas como é difícil... como é difícil.

Beijos, meus amores!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Pensando bem...

Pensando bem, existem coisas que só dão certo estando erradas, fora do lugar, descompassadas. Você tenta acertar tudo, e erra feio. Tenta endireitar, e é aí que entorta. Nem todas as estradas em linha reta levam na direção correta.
 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Tudo perde o prazo de validade. A começar pelas tetas.

Oi geeente!



Minhas tetas perderam o prazo de validade. Depois daquela polêmica envolvendo as marcas que utilizavam silicone industrial, todo mundo que tem os “titis” emborrachados passou a se questionar se carregava no peito uma bomba relógio. Inclusive eu.

Aquela dúvida começou a crescer na minha cabeça ao ponto de já sentir dores, achar que o silicone tinha vazado e que eu precisava urgentemente de uma cirurgia. Mas, do pensamento para a ação, foram pelo menos dois meses.

Só outro dia resolvi tomar coragem, ligar para meu médico e perguntar a marca da prótese. Para meu alívio, não era nenhuma das que apresentaram problemas. Porém, ele alertou que o silicone tem prazo de validade, e o meu, estava vencendo. Recomendou que fizesse exames para saber se a troca poderia esperar mais um tempo. E eis, que precisei procurar um ginecologista.

A sensação de você tirar a roupa e sentar naquela cadeira enquanto o profissional verifica como você está por dentro, entrando justamente pelo lugar que as mulheres (a maioria das mulheres) mais esconde, é constrangedora.

Cheguei nervosa (sério). Fui lá, me pelei, sentei na cadeira, e senti meu corpo se encolher. Quando a médica mandou eu esticar o braço para medir a pressão, automaticamente abri as pernas e coloquei a perna no lugar do braço, na cadeira. Ela começou a rir. Afinal, eu fui a única paciente que queria verificar a pressão arterial na coxa. (Afe!)

Ela percebeu que eu estava pouco a vontade e tratou de me fazer relaxar e encarar aquilo com naturalidade. Fiz os exames preventivos do câncer de colo de útero, ultrassonografia mamária e por aí vai. Quando ela questionou sobre a data de colocação da prótese, eu disse: 2005. Na minha ficha, constava 2003! (Ou seja, nem lembrava mais).

Saí de lá me achando um ogro pior do que o Schrek. Se eu não moro em uma caverna, leio, acompanho os noticiários, tenho contato com muitos profissionais da saúde em entrevistas... então, porque fazia três anos que não realizava um checkup completo? Porque não cuido de mim mesma? Porque tive vergonha de algo tão natural e que deveria ser rotineiro?

Porque somos cheios de pudores bobos. Ainda carregamos muitos constrangimentos da criação italiana. Lembramos da tia avó bigoduda que cobria até os olhos e nem pra tomar banho tirava a roupa. Sexo então... pecado terrível! Morreu virgem, a pobre.

Vivemos na cidade da calcinha, e temos vergonha de tirá-la na frente do médico.

Infelizmente, com o passar do tempo, não é só o silicone que perde a validade. Tudo vai perdendo o prazo. O corpo, esculpido e malhado, vai caindo e dando sinais de que precisa de uma oficina mecânica. A visão vai perdendo o foco. O cabelo vai ficando branco. A pele perde o viço. O coração precisa de cuidados...

Prevenção, essa é a palavra. Enquanto milhões de mulheres nunca fizeram um exame ginecológico e morrem de câncer de útero, enquanto muitas pacientes só procuram ajuda quando o câncer já tomou conta completamente do seio, enquanto tantos perdem a oportunidade de salvar suas vidas por medo, desleixo, vergonha... eu proponho que percamos nossos pudores desnecessários.

Na hora de mostrar a caverna do dragão pra quem não merece, as mulheres não têm vergonha. Na hora de mostrar para o médico, viram Madre Tereza de Calcutá. Os índices de câncer aumentam.

E você, mocinho, que está aí lendo e achando graça, deveria levar a sério e procurar um médico para realizar o exame da próstata.

Sejamos totalmente desavergonhados em se tratando de nossa saúde! Porque a sensação de alívio ao saber que você se ama e se cuida, supera qualquer constrangimento! Cuidamos tanto da nossa aparência, e muitas vezes somos completamente desleixados com a saúde. E ela é nosso maior tesouro. Porém infelizmente só percebemos isso quando a perdemos.
“A felicidade é como a saúde: se não sentes a falta dela, significa que ela existe”. Ivan Turgueniev
Beijos!

domingo, 11 de março de 2012

Nada como dormir tranquilo!

Oi geeente!



Você se preocupa com a concorrência?

Na festa, ela não sossega. Um olho no namorado, outro na piriguete. Bobeou, rola barraco. De noite, dorme com um olho aberto. Afinal, na vida tem que ficar esperto.

No trabalho, o chefe já contratou uma equipe espiã. A função é bisbilhotar o preço da concorrência.

Na produção da fábrica, o jeitinho é juntar as peças de sucesso da concorrência e lançar uma coleção, apenas com alguns “detalhes” originais.

Na prática, bom mesmo é torcer para que o outro quebre, vá mal, perca o namorado, se estrepe.

Afinal, onde está mesmo o problema? Em você, ou na concorrência?

Bom mesmo é dormir tranquilo. Dois olhos fechados, sem desconfiança, sem medo. Uma relação são dois em sintonia. Um soldado sozinho na guerra é suicídio. Quem não confia, não vive bem. A insegurança é um ácido corroendo o estômago. Vai minando a relação, até que antecipe seu fim. Se não é para viver bem, que cada um viva sua vida.  Mas não vamos confundir coragem de terminar uma relação que está naufragando, com leviandade. Amor não é descartável, e enquanto dois lutarem juntos para salvar um sentimento, ele brota até mesmo no chão árido do deserto.

Mas é preciso sintonia. O que é pra ser seu, será. E o que é para partir, partirá. Só assim o novo tem espaço para se instalar.

Já no trabalho, a concorrência não é inimigo. É alavanca. Quem tem competência, criatividade, amor ao que faz, preocupa-se com sua lavoura, e não com o milho do vizinho.

Tem o concorrente gafanhoto, que só pensa em estragar a plantação alheia.

Tem a colega de trabalho melancia quente, louquinha para fazer mal para alguém.

Tem o empresário Zeca Pimenteira, vive para secar o empreendimento alheio.

Podem até prosperar. Mas às custas de úlcera, noites mal dormidas e muitas inimizades.

Quem vê o concorrente como inimigo, geralmente perde o foco em si mesmo. Torna uma relação amorosa um campo minado. Torna o meio comercial uma praça de guerra. Torna o ambiente de trabalho o purgatório e vive constantemente no inferno.

Foque em você. Tenha prazer no que faz. Mantenha relações pessoais saudáveis e sinceras. Prepare-se, qualifique-se, inove, esteja à frente. Deixe que os outros o sigam e o imitem. Ninguém imita o feio, ninguém imita o burro, ninguém imita o incapaz.

Seja uma pessoa confiante, segura, e competente. Assim, será admirado (e até mesmo invejado), não deixará que os outros manipulem sua carreira, sua vida amorosa, ou pessoal.

Seja uma pessoa de valor. Seja sempre um diferencial. Deixe de lado a mesquinhez. Seja grande.

E a grandeza tem alicerces na humildade, na consciência de que evoluir, conquistar a felicidade e o sucesso, depende exclusivamente de caminhar de forma segura, com suas próprias pernas, sem se preocupar em quebrar a perna do outro.

Quanto não ganha em tranquilidade quem não se preocupa com o que o vizinho diz, faz ou pensa, mas apenas com os seus próprios atos”.

Beijos, meus amores. Confiem no seu taco. Ele é muito mais potente do que vocês imaginam!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Simples e sensacional!

Oi geeente!

                                                              (Foto Kis Piovesana)

Procurando dicas de livros, me deparei com O Livro do Sensacional, de Neil Pasricha, que celebra pequenos momentos da vida, que realmente a tornam incrível. É aquela conhecida “alegria de pobre”, que dura pouco, mas que é fundamental para uma vida realmente feliz.
Contaminados pela necessidade de viver coisas grandiosas e sermos autores de grandes proezas, temos uma necessidade absurda de nos projetarmos e nos destacarmos na multidão. Esquecemos de que as pequenas coisas, os pequenos sorrisos, aquela sensação de paz, fazem a grande diferença no dia a dia. O livro sugere que façamos listas de coisas simples e incríveis, que nos dão pequenos ou grandes prazeres.
Comecei a observar.
Entre as coisas que me deixam feliz, está o fato de eu poder, à noite, baixar a temperatura do climatizador em 16°C e dormir  fingindo que é inverno. (A felicidade dura até chegar a conta de luz.)
Comprar algo que eu quero, por um preço bem abaixo do esperado.
Ultimamente fico feliz quando pego a sinaleira do hospital verde.
Amo de paixão quando chove depois daquela tarde muito quente. Quando chego em casa e minha cachorrinha está esperando toda contente. Quando minha mãe faz uma comida especial pro almoço. Quando a família se reúne no churrasco feito pelo meu pai, no domingo.
Sou feliz quando viajo de férias, mas sou mais feliz quando volto pro meu canto. Sou feliz quando compro alguma coisa nova pro meu apartamento. Quando lembro que faz séculos que não uso aquele vestido. E quando, raramente, encontro dinheiro nos bolsos.
Sou feliz quando acordo em um raro dia de “cabelinho bom”. Quando consigo, com sucesso, colocar os cílios postiços. Ah, e quando acho alguma coisa muito engraçada. Quando rio até doer a barriga.
Sou feliz quando fico perto da minha afilhadinha. E quando alguém elogia meu trabalho.
Amo quando tem um programa legal no final de semana. E quando um amigo querido vem me visitar.
Amo comer um pote cheio de sorvete da Guri, com muito morango, cereja e chocolate. E quando como o filé a parmegiana do clube. Também adoro domingo com crepes da Oásis.
Amo a quinta-feira, que pra mim significa “hora de desacelerar”. E adoro as tardes de sábado, que significam “amanhã é domingo”. Adoro dormir até depois do meio dia.
Tem algo mais mágico do que, aquele raro momento, em que você se comunica com alguém só pelo olhar? Quando ouve exatamente o que gostaria de ouvir? Quando fala exatamente o que deveria falar?
Sei que não citei coisas muito, muito importantes, que são fundamentais, mas a ideia é essa: destacar coisas simples, e que tornam pelo menos uma parte de cada dia de nossas vidas, um momento mágico. Um momento de prazer singelo, de paz de espírito, de alegria por estarmos vivos e podermos sentir o gosto das coisas, o toque, o cheiro que elas têm.
Infelizmente crescemos e deixamos de perceber a magia. Vamos endurecendo e embrutecendo. Pensando no todo, esquecemos o detalhe, e diz o poeta... “os detalhes fazem toda a diferença”. Precisamos ser mais sonhadores, mais poetas, mais simples.
Somos feitos de carne e osso. Mas também de sonhos. Aquilo que habita na melhor parte de nós, e que chamam de ilusão. Eu amo o cheirinho da chuva. E o cheiro da primavera. Adoro o cheiro do bolo de chocolate saindo do forno. E do chá de maçã fervendo na panela. Gosto do cheiro, mais que do gosto. Porque posso imaginar o sabor que terá. Sei que às vezes, é só a ilusão do aroma, camuflando o amargo que a vida tem. Mas o que seria do paladar sem o olfato?
Por isso gosto tanto de sonhar... Toda a vez que eu perco uma ilusão, enterro um pouco de mim mesma. Mas, hoje vou sonhar que está frio e queimar lenha de liberdade na lareira. Vou ressuscitar todas as minhas ilusões, e voltar a me sentir inteira.
Faça isso você também!