Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Amor é outra coisa...

Oi geeeeente!



Ok. Vocês, com certeza, já acompanharam a entrevista de alguma atriz em fase de composição de personagem. Os bandidos vão para os presídios “sentir a real” da vida de um proscrito. As psicopatas vão para sanatórios. Os mocinhos comem muito açúcar para ficarem bem docinhos.

Eu tive uma experiência dessas. Resolvi descobrir como é ser solteira em Guaporé.
Numa dessas noites em que pipocam os programas noturnos de nossa big city, resolvi sentir qual é o clima da pegação.

Primeiro passo, pensar como uma mulher solteira. Mas não como uma solteira qualquer. Como uma solteira que quer deixar de ser solteira. (Se é que vocês me entendem).

Meu perfil:
Mulher de 30 anos, emprego estável, cachorro, algumas manias, algumas celulites, já não aguenta ficar muito tempo de salto, olheiras, conta bancária no limite (no limite de uma explosão nuclear), bem humorada (às vezes com um senso de humor meio cretino, mas ninguém é perfeito), disposta a conversar e sem frescuras.

Procura:

Homem. (Uma mulher nessa situação, aceita levar até injeção na testa. Não pode ser frescurenta de querer homem isso, homem aquilo. Tem que focar no objetivo: HOMEM).

Ok. Definida a meta, vamos partir para a produção. Já estou meio sem prática, mas acho que preciso de um vestido tubo (vestido tubo já mudou de nome, passou a ser vestido TUDO).

Lá vou eu pular no meu vestido TUDO de bom, TUDO de sexy, TUDO de curto, e que obviamente marca TUDO. Inclusive as malditas gorduras localizadas. Mas tudo bem, sou esperta, já tinha meu super modelador Tabajara.

Asfixiada em meu tubo, a galope em cima do meu salto alto (que saudade da minha bota montaria), fiz uma mega produção capilar e coloquei minha máscara de Gisele Bundchen. Passei um creme que rejuvenesce 10 anos e fui pra luta.

Ok. Cheguei no Trip Bar. Três grupos distintos de mulheres e um gostosão. Os três grupos contém membros que já saíram com o gostosão e que se odeiam entre si. O gostosão nunca me pegou. Sou carne nova (nem tão nova, mas o creme e o modelador funcionam bem). E ele vem pra cima de mim. Oba! Vou conseguir, com toda minha inteligência, namorar o gostosão. Óbvio, por mim ele vai se apaixonar.

Resumo da noite: Não peguei o gostosão. Mas todas as ficantes dele me pegaram no banheiro. A olheira virou olho roxo. Me mandei pra Psy.

Ok. Agora minha noite vai dar certo. Mas vou ao banheiro passar um corretivo no meu olho roxo. Encontro uma amiga bêbada e vomitada. Desilusão amorosa. Antes de ser peguete, sou solidária. Ela chora, porque o bofe dela foi pro Trip, e o pior: ficou com outra. Quase morro quando descubro que o cara por quem minha amiga chora, é, ninguém menos, que o gostosão. Quase ganho um olho roxo e perco uma amiga. Saio da Psy e levo minha amiga pra casa, faço um café, choro um pouco lembrando que também já fui traída. E despacho a bebum pra cama.

Rumo ao Texas. Música sertaneja e eu já aproveito e troco meu salto por uma botinha de cowboy. A festa já está terminando, chego na hora do “pegue quem puder”. Uma turma de homens (HOMENS, meu objetivo), já está pra lá do Velho Oeste e sequer consegue identificar se eu tenho dois olhos ou um, se aproxima. Não entendo nada do que eles falam, escolho um deles, o menos feio, e vamos para uns beijinhos perto do bar. Ele já vem cheio de mãos, antes de pedir meu nome, e (droga), de cara já vem apertando e descobre que uso modelador. Gentilmente ele pergunta: - Isso aqui é pra disfarçar as banhas, gata? Não, porque eu sou da Academia Muito Músculo, Pouco Cérebro, e sabe, se tu quiser, tenho umas bombas aí que vão te ajudar a recuperar a massa muscular.

Hã?!
- Querido, a minha massa muscular eu até consigo recuperar. Mas massa cinzenta ainda não está à venda no mercado.

Despacho o mal educado e resolvo passear de carro por aí.
Alguns homens estão caçando, um até tentou me seguir. Mas desistiu. Encontrou uma menininha de 15 anos, na calçada.

Desiludida, penso em comer um Xis no Cachorrão do Baixinho. Mas termino a noite no Gulosão. Lá, algumas amigas que tiveram o mesmo destino que eu, contam algumas situações do resumo da noite.
- Fulana era minha amiga, mas ficou com meu ex.
- Fulano não ligou no dia seguinte.
- Acho que vou começar a procurar fora de Guaporé.
- Achei que siclano me amava. Já estamos saindo há alguns meses, mas hoje, na festa ele só me deu oi. Saiu com outra.

E assim por diante.

Meu olho roxo lateja, o xis não me caiu bem. Decido encerrar minha busca inglória por um homem. Chego em casa, e tomando um Eno Guaraná ao lado da minha cachorrinha, chego à seguinte conclusão: o erro foi o foco. Saí procurando qualquer homem. Mas não sou qualquer mulher.

Sou especial, inteligente, sou segura de mim, sou ótima companhia, sou excelente amiga. Adoro conversar, rir, passear, viajar. Sou uma pessoa que ama de verdade e dedica seu tempo e atenção à quem ama. Uma pessoa como eu, não merece qualquer homem. Merece um homem especial. Único, maravilhoso, companheiro, amigo, engraçado, amoroso e gentil.

E é por isso que tantas mulheres estão na mesma situação. Porque não se deram conta disso. Uma mulher que aceita qualquer um, se torna qualquer uma.

E amor não se encontra em fim de festa, nem em caçadas noturnas, não se disputa aos tapas e arranhões com amigas e inimigas, não se conquista com um micro tubo ou com espartilho.

Isso é desvalorização da mulher. Amor, gente... amor é outra coisa.

E tenho dito!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

E só se entra de BMW no Reino dos Céus

Oi geeente!

Tenho uma péssima notícia para vocês! Só se entra de BMW no céu.

Sinto muito, meus queridos. Procurem a concessionária mais próxima, parcelem em trocentas vezes, passem fome, mas comprem logo sua BMW. Sem ela, não há Reino de Deus.

Estava há um tempo atrás saindo de uma missa (sim, também rezo pelo perdão dos meus pecados) quando duas “beija-banco” comentavam que pouca gente tinha prestigiado o velório de “fulano”. Elas diziam que o tal era tão influente, bem posicionado, rico, e que o velório não tinha sido um episódio social muito concorrido.

Hã?! Agora até depois de morto você precisa ser popular? Até para bater as botas é preciso aparentar ser o mais amado, idolatrado e cheio de seguidores, como no Twitter?

Por God, não apareçam no meu velório! Mesmo eu sendo essa colunista das colônias tãaao famosa (haha). Venham me visitar enquanto eu estiver viva. Venham rir comigo. Quero pessoas ao meu redor em vida. E não fazendo social ao redor do meu caixão! Me poupem das aparências.

O que é o mundo em que vivemos? Porque as pessoas amam quem é magro, rico, bem relacionado, festivo e de preferência com algum problema emocional que o torne um rebelde sem causa?

Jogue suas mãos para os céus e agradeça se acaso tiver alguém que realmente te ame e preze sua companhia se você engordar 20 quilos, se não tiver nenhum amigo descolado, e não possuir um pila no bolso.

Não importa a quantidade, importa a qualidade de quem está ao seu lado, nos bons, mas principalmente nos maus momentos.

Valorize o amigo que ajuda você a empurrar seu fusca. E dispense aqueles que querem andar na sua BMW desde que todos os vidros estejam abertos, em um frio de -2 graus, só para aparecer.

Como diz a Priscila, qualquer pobretão pode pagar um carnê em mil meses para ter um carrão. Agora nem todo mundo consegue arrastar atrás de si pessoas que o admirem pelo que você é, pelo que você faz e pelo modo como você pensa.

Carisma não se vende em prestação. Admiração não se compra em concessionária. Beleza interior não se consegue com cirurgião plástico. Riqueza de espírito não se acumula em contas bancárias.

Pra fechar, vou contar a história do Bambu Chinês: Depois que você planta a semente do arbusto, não vê nada, por aproximadamente cinco anos, exceto o lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo. Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu. Porém, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. Então, no final do quinto ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.

A vida da gente pode ser comparada a este bambu. Ricos e belos são aqueles que têm raízes fortes em princípios e valores. Pobres, feios, são aqueles, que apesar de tão formosa aparência, tão valiosos bens materiais, não têm estrutura nenhuma. Desabam sozinhos, ao primeiro vendaval. Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento.

Acho que acumular bens, ter uma vida confortável, enriquecer a base de trabalho e dedicação é o sonho de todos nós (meu inclusive). Mas o que vejo é muita gente valorizando isso. E, as vezes sem condições, passam por cima de qualquer coisa para aparentar o que não são. Idolatram a aparência física, as roupas, os carros, o luxo. Mas em casa, falta o principal: paz de espírito e amor.

Afinal, quando morrer, o que você vai levar desse mundo mesmo?

Esqueça a casca. A aparência. Valorize a essência. Somente o que é de verdade sobrevive aos mais terríveis temporais. E o que é de verdade, tem raízes profundas, e não se pesa em balança. É tão grandioso... mas cabe no diminuto espaço do coração.

                Beijos meus amores! Até a semana que vem!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Não importa a verdade. Importa o circo.

Retirei do blog de uma pessoa que admiro e cujos textos me ensinam muito. Recomendo: http://ass-livre.blogspot.com/

Infelizmente o mundo não valoriza a verdade, apenas o espetáculo, o circo. E cada um inventa um personagem, e é praticamente obrigado a encara-lo até o fim.



“Numa série de posts num blog no ano passado, quando Amy Winehouse veio ao Brasil, escrevi que o melhor que a talentosa cantora britânica, encontrada hoje sem vida, em Londres, poderia fazer era ir para casa e se tratar. Eram visíveis os sinais, mesmo à distância, de que estava seriamente doente. Opinei que os produtores deveriam ter cancelado seus shows, à época, imediatamente. Mas não o fizeram. Ao contrário, o mainstream teceu louvores à artista e fez graça de seus problemas. 
Essa irresponsabilidade tem um nome e uma causa: complexo industrial cultural e dinheiro. Exploraram-na até a morte, e sua obra renderá somas enormes por muito tempo ainda. Pedir ética num ambiente em que muitos buscam sucesso, fama e riqueza a qualquer preço pode parecer utópico, mas pelo menos que nos seja lícito assinalar o cinismo. E, no dia de seu falecimento, as reportagens exibidas sobre o trágico epílogo de Winehouse estão centradas em seus dramas, como se ela fosse a única responsável. Infelizmente, mais uma vez, o espetáculo não soube e não pôde parar- Dr. Luis Fernando de Campos Velho ”.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eu vejo flores em você!

Oi geeente!
Eu vejo flores em você!


Vou começar cantarolando aquela música que eu adoro: De todo o meu passado, boas e más recordações, quero viver meu presente, e lembrar tudo depois... Nessa vida passageira, eu sou eu, você é você... isso é o que mais me agrada. Isso é o que me faz dizer... Que vejo flores em você!

No que você repara primeiro? Nas flores ou nos espinhos?

Uma das atitudes mais positivas que adotei nos últimos tempos ( e nem precisei de muitos livros de auto-ajuda pra isso) foi a postura de observar primeiro as flores. Depois as flores. E depois, as flores também.

Obviamente, na maioria das vezes, distraída com as flores do caminho, sou surpreendida por alguns pontiagudos espinhos. Me machuco, verdade, mas é melhor assim. Conseguir olhar as pessoas e os fatos pelo melhor ângulo possível torna a vida mais leve.

Mas boa parte das pessoas que eu conheço faz exatamente o contrário.

Uma amiga, há um tempo atrás, estava se preparando para uma entrevista de emprego, e comentou comigo que estava apavorada. Que ouvira dizer que a empresária era autoritária, mal humorada, e perfeccionista. Uma megera do tipo “O Diabo Veste Prada”. A pobre foi armada até dos dentes para conversar com a futura chefe. Pois o tempo mostrou que o perfeccionismo levou a empresária ao topo, o autoritarismo foi um escudo criado para conseguir dominar uma equipe, onde muitos não cumpriam com suas obrigações e o mau humor era resultado da falta de competência, dedicação e interesse de boa parte de seus funcionários. Pessoas moles, endurecem os chefes. Mas pessoas interessadas, prestativas, empreendedoras, conquistam na chefia, a confiança, a admiração e o companheirismo. Hoje, essa minha amiga é um dos braços direitos da empresária. E ama o cargo que ocupa.

Todas as pessoas, mesmo as mais ranzinzas e difíceis, têm um lado bom. Felizes os que são capazes de encontrá-lo. Esses vão conseguir tirar sempre dos demais, o perfume das flores.

Quantas vezes você já ouviu a frase: Como você consegue ser amiga de fulano?

O problema é que nossos defeitos nos precedem. Quer ver como? Sou amiga da Ana e da Maria. E não gosto da Joana. Então, não permito que Maria e Ana gostem de Joana.

Joana não fez nada para as outras duas. Porém, por influência minha, de graça, Joana ganhou dois desafetos.

É assim nos “bolinhos” da cidade. Grupos heterogêneos. E não ouse se misturar. Não é à toa que, às vezes, você se pergunta porque alguns torcem o nariz quando você passa na rua.

Então, automaticamente, você ativa o modo DEFESA PESSOAL ON TURBO, e começa a torcer o nariz para quem não conhece, evita se infiltrar em grupos diferentes, deixa de mostrar os dentes a qualquer pessoa, se fecha em copas. Vira uma ostra.

Mas você pode quebrar esta corrente. Nadar conta a maré. Deixando de influenciar-se por julgamentos de terceiros, você pode partir de coração aberto para o mundo. Você pode conhecer gente diferente, tão fascinante!

Se observar as flores de cada um, você terá a chance de cultivar um jardim gigantesco de amizades. Pessoas diferentes, que tornarão você tão múltiplo, tão melhor! Escolha relacionar-se com o que as pessoas têm de melhor. Perdoe os pequenos, os médios, e vamos lá, perdoe também os grandes defeitos.

Tenha rosas, orquídeas, tenha margaridas e violetas no seu jardim. Tenha aquela pequena florzinha selvagem e livre. E tenha exuberantes hortênsias. Tenha flores exóticas, elas são raras e de beleza única.

Cultive. Receba os outros com seu melhor sorriso. Misture-se. Enxerte-se. Ajude. Desculpe. Ame aqueles que são diferentes de você.

Pessoas fechadas, estranhas, mal humoradas, deprimidas, podem estar precisando de um bom jardineiro.

Mas seja um bom observador. Existem sim, pragas que podem acabar com toda uma plantação.

Seja bom, mas não seja bobo. Cultive muitos amigos, mas seja um amigo de verdade, e não apenas um relações públicas.

Saiba que os bons são maioria. Mas os maus não existem apenas nas novelas e livros. Veja flores, mas não esqueça da existência dos espinhos.

Um beijo, meus amores!


“Pego meu melhor sorriso e vou à luta. Com ele, já perdi muitas batalhas. Mas nunca uma guerra”.

FELIZ DIA DO AMIGO!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Gosto de pessoas sinceras. Mas amo as pessoas gentis.

Oi geeente!!



Me engana, que eu gosto!!

Criticamos tanto a falta de sinceridade que muitas vezes nos esquecemos de que se todos falassem tudo o que pensam, já teria sido decretada a Terceira Guerra Mundial há tempos.

Hoje quero agradecer aqueles que nos enganam. Para o nosso bem!

Estava em uma loja esperando para ser atendida quando saiu do provador uma mulher esturricada dentro de um vestido 10 números menores que o dela. Se a pobrezinha respirasse, aquilo tudo ia estourar e ela seria presa por atentado violento ao pudor. Mas ela estava amando o visual!  Talvez orientada pelos donos da loja, ou por puro bom senso, a vendedora apoiou a ideia da mulher de levar o vestido, afinal, ela já havia decidido de qualquer maneira, que aquela seria a roupa da noite.

E que noite!! Encontrei ela na festa, com o vestido novo, estilo Madonna nos tempos de Like a Virgen, com um cabelo Cindy Lauper e polainas Flash Dance. Estava se divertindo muito, e até curtindo uns beijinhos com um menino estilo Restart.

Provavelmente ninguém a criticou, e ela teve uma festa memorável, ao passo que poderia ter ficado em casa se sentindo gordinha, pouco sexy, solitária.

Há uns dois anos, cortei meu cabelo bem curtinho, e quando cheguei em casa toda entusiasmada, meu pai olhou e disse:  -Uma galinha depenada é mais bonita do que tu com esse cabelo. (Me senti o Telmo Martins, completamente careca, e corri fazer um mega hair). Eis que há algumas semanas, cortei o cabelo de novo. E adorei. O problema era encarar meu pai, o fanático pelos cabelos arrastando no chão. E não é que desta vez, ele não elogiou, mas pelo menos, não criticou! Obrigado senhor!!!

Uma amiga minha, naquele adeus derradeiro de um relacionamento, pediu para o bofe, que já estava de malas prontas: - Você me amou, pelo menos? E ele: - Eu ainda te amo. (Ele foi embora de qualquer jeito, mas ela não se sentiu tão rejeitada assim, por fim.)

Por isso afirmo, a não ser que seja para algo realmente importante, procure exercer mais a gentileza, do que a sinceridade. Super sincero só é engraçado em seriado de televisão!

Adoro um texto da Martha Medeiros que diz:

“ Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: faz de conta que eu te odeio.

Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: faz de conta que eu te amo.

Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: faz de conta que eu dou conta do recado.

Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: faz de conta que eu não quero.

Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: faz de conta que eu não sofro.

Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: faz de conta que eu entendo...”

A gente faz de conta, finge que está tudo bem. A gente disfarça, tanto para os outros, quanto para nós mesmos. Por um lado isso é bom. Não precisamos estampar em outdoors nossos fracassos e fraquezas. Nem os nossos, nem os de ninguém! Se lambemos nossas feridas recolhidos em casa, porque enfiar o dedo na ferida dos outros?

Muitas pessoas têm uma sinceridade tão excessiva, que no fundo, no fundo... é puro despeito!
“Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.”

Beijos meus amores!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Você é burro feito um sapo?

Oi geeente!

Você é burro feito um sapo?



Não sei se já contaram essa história, e nem sei se isso é realmente verdade, mas desconfio que seja. Muito embora (crianças) se vocês matarem um sapo por conta disso, eu mesma vou até aí puxar a orelha de vocês!

De qualquer forma, se essa parábola não se aplica aos sapos, se aplica direitinho a muitos de nós, inclusive a muitos políticos, empresários, e pessoas influentes da nossa sociedade. Se aplica a muitos casais, e pessoas que vão morrendo dia após dia, toda a vez que fecham os olhos para as inevitáveis mudanças.

Reza a lenda que se você pegar um sapo em um brejo, com uma quantidade de água do local onde ele vive, e colocar em uma panela, em cima do fogão, o pobre sapo vai morrer cozido sem sequer se dar conta disso. Ficará lá, naquela água que conhece desde sempre, sem perceber que aos poucos a temperatura vai subindo, até cozinhá-lo inteiro. Ele fica olhando, parado, aquilo tudo lhe acontecer, parecendo não dar-se conta.

Agora:
Se você colocar um sapo em uma panela de água fervendo, ele tentará pular para fora da panela imediatamente.

De acordo com as explicações científicas, no primeiro caso, se colocar a panela no fogo e aumentar gradativamente a temperatura, acontecerá uma coisa bastante interessante. Quando a temperatura aumentar de 20 para 30 graus, o sapo não se mexerá. Na verdade dará sinais de que está gostando. Porém, à medida que a temperatura for aumentando gradativamente, o sapo ficará cada vez mais tonto, não será mais capaz de sair da panela, até ser escaldado.


Por quê?
 
Porque, nos sapos, o mecanismo interno que detecta as ameaças à sobrevivência é regulado para identificar mudanças súbitas do meio ambiente, mas não mudanças lentas e graduais.

E você, consegue se salvar das mudanças lentas ou graduais?

Muitas pessoas sobrevivem, não sem dor, a mudanças bruscas, grandes tragédias. Perdas irreparáveis. Elas se recompõem. Se reconstroem. Retomam a felicidade.

Outras, alimentam todos os dias relacionamentos que estão naufragando, se mantém em empregos medíocres, colecionam amizades fúteis. Morrem em vida. E não fazem nada para mudar isso.

Nas cidades, ocorre o mesmo. As pessoas queixam-se dos políticos. Reclamam dos empresários. Falam mal dos promotores de eventos.

E votam sempre nos mesmos políticos. Não abrem seu próprio negócio, apostando no empreendedorismo, não inovam em seus cargos no trabalho, não sugerem mudanças. Quanto aos eventos,  sequer promovem um chá para as amigas.

E assim... o desenvolvimento se arrasta. A indústria fica estagnada. Os grandes eventos não chegam nunca.

Você já reparou como algumas coisas nunca mudam em Guaporé? E que vão morrendo aos poucos, por falta de modernidade, inovação, ousadia? Já reparou como muitas coisas nasceram grandiosas e morreram medíocres?

Outras não. Há muitas iniciativas que se renovam a cada ano, evoluem, crescem, alcançam outras fronteiras, renascem.

Ufa! Graças a Deus, nem todos são sapos!

Mas há um brejo grande por aqui...

E eu mesma, sinceramente, já começo a coaxar!
As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.”