Devaneios tolos... a me torturar.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

E só se entra de BMW no Reino dos Céus

Oi geeente!

Tenho uma péssima notícia para vocês! Só se entra de BMW no céu.

Sinto muito, meus queridos. Procurem a concessionária mais próxima, parcelem em trocentas vezes, passem fome, mas comprem logo sua BMW. Sem ela, não há Reino de Deus.

Estava há um tempo atrás saindo de uma missa (sim, também rezo pelo perdão dos meus pecados) quando duas “beija-banco” comentavam que pouca gente tinha prestigiado o velório de “fulano”. Elas diziam que o tal era tão influente, bem posicionado, rico, e que o velório não tinha sido um episódio social muito concorrido.

Hã?! Agora até depois de morto você precisa ser popular? Até para bater as botas é preciso aparentar ser o mais amado, idolatrado e cheio de seguidores, como no Twitter?

Por God, não apareçam no meu velório! Mesmo eu sendo essa colunista das colônias tãaao famosa (haha). Venham me visitar enquanto eu estiver viva. Venham rir comigo. Quero pessoas ao meu redor em vida. E não fazendo social ao redor do meu caixão! Me poupem das aparências.

O que é o mundo em que vivemos? Porque as pessoas amam quem é magro, rico, bem relacionado, festivo e de preferência com algum problema emocional que o torne um rebelde sem causa?

Jogue suas mãos para os céus e agradeça se acaso tiver alguém que realmente te ame e preze sua companhia se você engordar 20 quilos, se não tiver nenhum amigo descolado, e não possuir um pila no bolso.

Não importa a quantidade, importa a qualidade de quem está ao seu lado, nos bons, mas principalmente nos maus momentos.

Valorize o amigo que ajuda você a empurrar seu fusca. E dispense aqueles que querem andar na sua BMW desde que todos os vidros estejam abertos, em um frio de -2 graus, só para aparecer.

Como diz a Priscila, qualquer pobretão pode pagar um carnê em mil meses para ter um carrão. Agora nem todo mundo consegue arrastar atrás de si pessoas que o admirem pelo que você é, pelo que você faz e pelo modo como você pensa.

Carisma não se vende em prestação. Admiração não se compra em concessionária. Beleza interior não se consegue com cirurgião plástico. Riqueza de espírito não se acumula em contas bancárias.

Pra fechar, vou contar a história do Bambu Chinês: Depois que você planta a semente do arbusto, não vê nada, por aproximadamente cinco anos, exceto o lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo. Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu. Porém, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo construída. Então, no final do quinto ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.

A vida da gente pode ser comparada a este bambu. Ricos e belos são aqueles que têm raízes fortes em princípios e valores. Pobres, feios, são aqueles, que apesar de tão formosa aparência, tão valiosos bens materiais, não têm estrutura nenhuma. Desabam sozinhos, ao primeiro vendaval. Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento.

Acho que acumular bens, ter uma vida confortável, enriquecer a base de trabalho e dedicação é o sonho de todos nós (meu inclusive). Mas o que vejo é muita gente valorizando isso. E, as vezes sem condições, passam por cima de qualquer coisa para aparentar o que não são. Idolatram a aparência física, as roupas, os carros, o luxo. Mas em casa, falta o principal: paz de espírito e amor.

Afinal, quando morrer, o que você vai levar desse mundo mesmo?

Esqueça a casca. A aparência. Valorize a essência. Somente o que é de verdade sobrevive aos mais terríveis temporais. E o que é de verdade, tem raízes profundas, e não se pesa em balança. É tão grandioso... mas cabe no diminuto espaço do coração.

                Beijos meus amores! Até a semana que vem!

10 comentários:

  1. Miche! Esse teu post de hoje é como o que estão fazendo com a morte da Amy. É o culto ao mito.

    Cultua-se tudo aquilo que almejamos ser e não conseguimos. Cultua-se a futilidade pois, o ego se alimenta e se fortalece.

    Só que, na nossa região, o culto ao mito se dá na escala mais cômica que possa existir, ou seja, cultua-se o rico, o poderoso e não o verdadeiro, o simples, o sincero.

    Olha, estudar o culto ao mito é bem interessante pois, passa-se a entender um pouco sobre o Ser Humano.

    Deixa te falar: ontem a Mel bateu com os seus dentes sem querer no meu nariz. Já pensou se tinha ficado roxo... claro Miche, eu tinha apanhado de alguém né?! kkkkkk

    Bjo sua LINDA!! Adorei o post!

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  2. Primeira passada pelo blog.....depois do "comercial" no facebook...muito bom!!!!

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  3. :) Volte semnpre, mas venha de Porshe! hauhuahuahauhaua

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  4. Miche, passei rapidamente para te parabenizar pela riqueza deste teu post! Beijos garota!

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  5. Amiga maravilhosa como sempre em tdos os textos!!! Parabens e sucesso sempre te adooooro bjs

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  6. Oi querida.
    Claro q eu volto sempre a ler seus posts, mas infelizmente de "expresso Canelas". Bjão, se eu merecer o céu vai ser pela pessoa q sou, carater e humildade, pois felizmente não cultuo muitos bens materias e posses. vida , saude, e felicidade, sempreeeeeeeeeee.

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  7. Vou contar uma historia, recente e real. Seguinte, um rapaz, irmão de uma funcionaria minha, muito saudável, viajava pelo país de caminhão, sempre trabalhando e tudo o mais. Do nada começou a se sentir mal e logo a vomitar sangue. Semana passada ele fez uns exames e sábado descobriu que estava com Leucemia. Todos entraram em desespero, e ele foi no mesmo momento internado. Na segunda-feira, ligaram pra minha funcionaria dizendo que ele havia piorado, então, ela e toda a sua família foram até a cidade que ele estava internado. Segunda-feira de noite ele morreu.

    Passamos a nossa vida toda guardando dinheiro, trabalhando como uns loucos querendo ter tudo do bom e do melhor. Damos tanto valor ao dinheiro, que esquecemos de viver. E então, fim, game over, acabou tudo, o dinheiro de nada mais vale, e tu foi pro saco.

    Um amigo meu comprou um carro legal, não era uma BMW (hehe) porém confortável e dentro de suas condições financeiras. Ele me disse assim: "O carro pra mim é como se fosse um aluguel, eu pago mensalmente pra ter um pouco de conforto, e quando eu puder/quiser, eu troco novamente por um outro, melhor, ou pior."

    Então, eu de escort, ok? Nada popular e nem bonito. Ele anda, me leva onde eu quero, leva inclusive a gente dar uma "bandinha no bobódramo", vamos as festas, etc... Se eu quero um carro melhor? Obvio! Porem por enquanto é o suficiente. Só acho ridículo quando olham pra mim, de dentro da BMW e me acham chinela. Pelo menos eu sou honesta e tenho meu nome limpo, ao contrário da maioria (não todos, é claro) que tem BMW e saem por aí satisfeitas, por terem amigos de mentira.

    PS: Miche, tentei não por indignação no comentário, não sei se obtive exito hehe... não me chinga xD

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  8. haha Pê, indignação às vezes é bom. Concordo contigo. Não é dor de cotovelo, todos nós queremos conforto, viver bem, poder comprar nossos sonhos de consumo. Mas não precisamos vender a alma pra isso. E também não precisamos nos frustrar e sentir inferiores quando a grana fica curta! Fala sério né, pra que fingir ser o que não se é?

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  9. ADOOOREEIIIIIIIIIIII!!!!

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  10. Andréia Visentin28 de julho de 2011 08:32

    Qto a Igreja Católica, a ultima vez q entrei lá foi num casamento de uma amiga e pelas lindas palavras do padre (não vamos citar nomes) vou demorar muito pra voltar, isso eu garanto.
    Q venham me cobrar o tal de centésimo, dízimo, sei lá...

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