Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quando VOCÊ é a vítima

Oi geeeente!!!

Eu sou do tipo que acha que nunca vai acontecer comigo. Mas aconteceu. Dessa vez não foi com o vizinho, com o colega de trabalho, com o conhecido. Foi comigo. E aí, quando acontece com você, a coisa muda de figura.

Preciso de uma sessão de descarrego, um banho de sal grosso. Um despacho. Sei lá. Ando atraindo coisas ruins. Uma maré de azar.

Estive no litoral gaúcho no final de semana e fui assaltada. Pela primeira vez. (Inesquecível).



Chegamos na casa onde estávamos e encontramos a janela da cozinha arrombada. Num canto, estava uma barra de ferro (provavelmente para dar na cabeça de alguém). E nossos quartos limpos. Lá se foram carteira, documentos, talão de cheques, cartões de banco e crédito. Óculos de sol, notebook, roupas. Enfim. Lá se foi tudo, inclusive a fé na humanidade.

Eu passei tão mal pelo susto, pela sensação horrível de impotência, que juro, achei que fosse desmaiar. Não pela perda material, mas pelo roubo da minha segurança, da minha total despreocupação, da minha leveza. Não sou mais a mesma. Me roubaram.

Aliás, nos roubam todos os dias. E nem percebemos.

Quando nos caluniam, nos traem, nos apunhalam pelas costas, se aproveitam de nossa ingenuidade. Nos roubam a confiança.

Quando nos puxam o tapete, nos intimidam, nos rebaixam, nos humilham, destroem nossos sonhos. Nos roubam a esperança.

Quando nos mostram que as pessoas não são tão boas assim, que são capazes de tudo, inclusive aqueles que mais amamos. Nos roubam a ingenuidade.

Esses roubos, ao longo da vida, nos transformam, e vamos endurecendo. Acabamos agindo igual a aqueles que nos fizeram sofrer. Pensamos em revanche, vingança. E essa corrente não acaba nunca.

Eu quero mesmo que aquele ladrão sem vergonha, que não conhece o trabalho, que não conhece o respeito, seja punido, se não pela lei, pela vida. Gostaria de arrancar suas unhas, seus cílios com uma pinça, um a um. Queria fazer uma depilação a cera nesse infeliz!

Quero que ele sofra muito, que tenha hemorróidas enormes!!!

(Nossa como sou malvada!)

Mas na verdade, eu quero é voltar a ser eu mesma. A de antes. A que andava tranquila, deixava a janela aberta para entrar a brisa da noite. A porta da casa sem trancar. A bolsa pendurada na cadeira do restaurante. Eu quero me sentir segura de novo.

Mas não dá mais. Só na última semana, mais bandidos de cara lavada, arma na mão, invadiram o comércio na nossa calma e tranquila Guaporé. Sem medo, sem pudor. Eles agora entram em nossas casas, nos amordaçam, ameaçam, sequestram e assaltam.

O que parecia coisa de noticiário de jornal, agora é vida real.
E parece filme de terror.

Que pena, roubaram nossa paz!


Gente amada e querida! Comerciantes compreensivos de Guaporé! Meus cheques precisaram ser sustados. Portanto, quem tiver um chequezinho meu por aí, me procure. Fui assaltada. Não virei caloteira. AINDA! Hahahahaha

Beijos meus lindos! E não fiquem de bobeira. Cuidados com segurança são fundamentais, mesmo que você tenha certeza que isso pode ter acontecido comigo, mas nunca irá acontecer com você!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A primeira pessoa do singular

Oi geeente!!!
Vou começar com uma constatação que fiz, ao longo desses anos escrevendo nesse espaço:

Muitos me criticam porque escrevo os textos geralmente em primeira pessoa. Enquanto outros elogiam a coragem de expor o que penso e sinto.

Escrever assim não foi uma decisão minha. Aconteceu.

Primeiro, porque quando escrevia em terceira pessoa, logo achavam que eu estava falando de fulano ou beltrano.

E segundo... porque quando você começa a contar uma história sua, as pessoas têm a curiosidade despertada.

Li uma crônica na Zero Hora, de uma das colunistas que dizia que os melhores e os piores textos são escritos na primeira pessoa: EU.

Mas que de qualquer maneira, bons ou ruins, estes textos atraíam a atenção de todos, mesmo que por apenas uns segundinhos.

É o olho da fechadura. Aquela espiadinha na vida alheia.



Ninguém gosta de dar a cara a tapa. Mas todo mundo gosta de bisbilhotar a vida dos outros. Guaporé tem muito disso.
Há pelo menos 10 anos trabalho em rádio, e já entrevistei muitos políticos da cidade. Tenho que confessar (só entre nós), que não gosto muito daqueles que não conjugam o verbo usando eu.

Se tratam em terceira pessoa, como se estivessem falando de terceiros, e não deles mesmos. É claro, no fundo no fundo, não se comprometem de verdade, não assumem seus atos. Se escondem, nos discursos e na prática.

Jogadores de futebol fazem muito isso: Ronaldinho outro dia, em entrevista, afirmou:

- Ronaldinho agora é flamengo! (Ronaldinho o personagem, o jogador, o marqueteiro? E quanto à pessoa Ronaldinho, ele é o que mesmo?)

Acho que teria diferença, se ele dissesse: - EU sou flamengo!

Gostaria que tivéssemos mais coragem para nos assumirmos. O que gostamos, o que não gostamos, o que fazemos, como pensamos, como agimos.

Ou então... que pelo menos, demonstrássemos mais interesse pelo coletivo. Pelo NÓS.

-Nós vamos assumir este compromisso.

-Nós vamos mudar.

- Nós vamos agir.

- Nós vamos assumir nossos erros.

Esse individualismo mostra um pouquinho do que é a sociedade. Cada um por si, uns de dando mal, outros torcendo contra, e muitos se divertindo com a desgraça alheia....

 
Ó céus, ó vida.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sexo Banal...

O que você faz quando ninguém te vê fazendo? O que você iria fazer, se ninguém pudesse te ver?




Oi geeente!

Comecei com a música do grupo Capital Inicial, porque outro dia tive que rir com um rapazinho aqui da cidade. Nem sei o nome dele, mas ele está sempre na rua. E achou uma namoradinha. Gente, sem mentira: já vi ele “encoxando” a menina em todos os muros de Guaporé. Um sol de 40 graus no lombo e os dois derretendo de amor, literalmente, grudados um no outro em um beijo sucção, aí na esquina da praça.

Abençoada seja a paixão!!!!

Mas... hoje eu quero falar justamente sobre sexo. Não sou preconceituosa nem puritana, mas dificilmente sou adepta das grandes demonstrações públicas de paixão. Tinha um casal de amigos meus que chegava dar nos nervos de “tanto amor”. Viviam se beijando, se adulando, se chamando por apelidinhos. Nunca me esqueço uma vez, que em meio a um jantar no clube, os dois resolveram se devorar mutuamente, enquanto eu, de frente pra eles, devorava meu filé. Depois do beijo ela olhou pra mim, como se nada fosse e perguntou: - E então Miche, quando vocês viajam?
Detalhe: do lado da boca dela tinha um pedaço de alface grudado. (Só não sei se os restos mortais da salada eram dele ou dela, porque naquele beijo, eles transformaram a comida no bolo alimentar...). Comecei a fazer mil gestos, dando a entender sobre a presença da alface, quando ele (écaaa), deu uma lambidinha e “limpou” a boquinha dela!

Affe! Isso não é coisa de Jesus! haha

Gente amada... tem algumas coisas que ficam muito mais gostosas se feitas escondidinho! Tem mais emoção. É mais romântico. Se seu relacionamento é ótimo, pra que entregar o ouro pro bandido? Guarda pro seu quarto. Nós não precisamos ficar acompanhando 24 horas de pegação. Valha-me Deus!

Falo isso porque assisto o Big Brother Brasil, e o sexo virou bagunça. Lá encontramos gays, lésbicas, bis, trans, enfim, todas as tribos. Por favor, não me tomem por preconceituosa. Não é isso. Independente de preferência sexual, algumas coisas precisam ser preservadas, para que sejamos respeitados. Naquela jaula do BBB, todos se pegam, se beijam, se lambem, se passam a mão. Se é esse o exemplo que temos que seguir, imagine você numa festa, no Trip, na Psy, na Better, e todos os seus amigos começarem a achar que podem te beijar na boca, te enfiar a língua no ouvido, e te passar a mão? E o pior: seu namorado resolva também pensar assim, e sair dançando agarradinho com sua melhor amiga? M-O-R-T-E! hahahaha

Liberdade em excesso acaba prejudicando as relações. Um pouco de respeito e privacidade não faz mal pra ninguém. A conquista, o romance... ainda estão na moda, na minha humilde opinião. Banalizar o sexo e as relações de amor vai acabar tornando tudo e todos descartáveis.

O sexo pode ser feito sem amor, só por desejo. Mas daí a sair desejando até sua vovozinha é demais! Um pouco de sentimento nunca fez mal pra ninguém. E principalmente para nós mulheres, ainda é FUNDAMENTAL!

Pensem nisso! Sexo com qualquer um, por qualquer motivo... não é legal!

Deixo um trechinho de uma crônica do Veríssimo sobre o Big Brother Brasil:

“A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB, é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.”

É verdade! Eu tinha ficado contente, porque achei que o programa iria acabar com uma série de preconceitos contra homossexuais. E poderia ter essa função. Mas, ao invés disso, a única mensagem que o tal BBB está passando é que as pessoas não têm mais comprometimento nenhum com o coração umas das outras. Só se comprometem com bundas, peitos, coxas e bíceps. Nada de cérebros também... Desse jeito, onde iremos parar?

Pra finalizar, vou de Lulu Santos:

“Talvez eu seja o último romântico... dos litorais desse Oceano Atlântico”



Alguém mais pensa como eu? Ou será que fiquei totalmente ultrapassada aos 30 anos?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Oi geeente!

Que saudade de vocês!!




Estive, durante as férias, conhecendo o Ceará.  A terra da luz. Terra das praias cor de esmeralda, e das lindas paisagens como Canoa Quebrada e Morro Branco.
Palco para a gravação de muitas novelas (lembram da Gruta da Açucena, em Tropicaliente?), seriados, especiais.

Nas falésias do Ceará, além da gravação de uma das aberturas históricas do Fantástico, também foram filmados outros programas da TV nacional e internacional. O local é mundialmente famoso e diferente de outros estados do Nordeste, onde o destaque fica para as areias brancas e muitos coqueirais. Em Morro Branco e Canoa Quebrada, o tom avermelhado das falésias, deixa um aspecto de deserto beijando o mar. É deslumbrante. Parece que estamos no Grand Canyon dos Estados Unidos, de braços dados com o Oceano Atlântico.
Eu, que sempre divido com vocês minhas viagens, recomendo.

Mas o que poucos sabem, é que para chegar a estes paraísos naturais, nem sempre é fácil. Do hotel, em Fortaleza, você roda 100, 200, 300 quilômetros até as praias mais bonitas. Nas praias, precisa alugar buggys ou quadriciclos para chegar bem pertinho de Deus, naquela imensidão de areia e mar. 

Percorrer as dunas gigantes a bordo de um quadriciclo, atravessando rios, chegando a lagoas de águas quentes, é divino. Vale todo o esforço e até mesmo algum cansaço. São cenários quase selvagens, onde foi gravado, por exemplo, a última edição de No Limite, da Rede Globo.

Quem ama aventura e natureza, deve sim, passar na agência mais próxima e reservar seu pacote. 

Mas o melhor de todos os lugares, não são os lugares em si. São as pessoas. Por onde passei, guardei no coração o melhor do povo de cada região. 

As mulheres são bonitas, mistura de índio, negro e branco. Esculturas, como a índia virgem dos lábios de mel, Iracema, de José de Alencar, outro patrimônio cearense.
Nosso guia, o Totonho, nos mostrou porque o Ceará é a capital do humor. E mais: do bom humor!

Trago na bagagem a lição de que precisamos ser cordiais, educados, prestativos sempre, como cidade turística que somos.

Mas o maior orgulho que tenho de morar no sul é o grau de cionsciênciade nossa gente. Fortaleza vai ser engolida pelo lixo. Muita sujeira, por todos os lados. Lixo acumulado nas ruas, nos canteiros, nas praças. Uma vergonha.

Ainda bem que aqui somos chatos e reclamamos a cada latinha encontrada na calçada depois dos finais de semana.

Ainda bem que somos verdadeiras pedrinhas no sapato dos políticos. Que reclamamos quando a obra está mal feita, que praticamente obrigamos, com nossa cidadania, nossos políticos a ficarem de olhos bem abertos para o desenvolvimento sustentável, infraestrutura básica e progresso planejado.

Que bom que somos esse bando de chatos!  No nordeste, desde as bocas de lobo entupidas, passando pelas calçadas mais baixas que as ruas, até chegarmos ao lixo acumulado em rios, córregos, arroios, tudo é motivo para que aconteça uma tragédia.

Estive em Fortaleza no quadrante de chuvas, ou seja, pra eles, lá hoje é inverno. Um dia de chuva não muito intensa, provoca o caos. Ruas viram rios, trânsito um inferno, casas alagadas, e muita, muita confusão.

Uma falta de estrutura que salta aos olhos.
Uma pena.

O homem sabe explorar, tomar posse, construir, urbanizar, lucrar... mas não sabe respeitar, preservar, valorizar.

E claro, um dia, a natureza, cobra seu preço.
Voltei, achando que moramos, realmente, no paraíso.

Como é bom, estar em casa!
Guaporé, apesar de não ter grandes belezas naturais, é um pedacinho do céu!