Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A primeira pessoa do singular

Oi geeente!!!
Vou começar com uma constatação que fiz, ao longo desses anos escrevendo nesse espaço:

Muitos me criticam porque escrevo os textos geralmente em primeira pessoa. Enquanto outros elogiam a coragem de expor o que penso e sinto.

Escrever assim não foi uma decisão minha. Aconteceu.

Primeiro, porque quando escrevia em terceira pessoa, logo achavam que eu estava falando de fulano ou beltrano.

E segundo... porque quando você começa a contar uma história sua, as pessoas têm a curiosidade despertada.

Li uma crônica na Zero Hora, de uma das colunistas que dizia que os melhores e os piores textos são escritos na primeira pessoa: EU.

Mas que de qualquer maneira, bons ou ruins, estes textos atraíam a atenção de todos, mesmo que por apenas uns segundinhos.

É o olho da fechadura. Aquela espiadinha na vida alheia.



Ninguém gosta de dar a cara a tapa. Mas todo mundo gosta de bisbilhotar a vida dos outros. Guaporé tem muito disso.
Há pelo menos 10 anos trabalho em rádio, e já entrevistei muitos políticos da cidade. Tenho que confessar (só entre nós), que não gosto muito daqueles que não conjugam o verbo usando eu.

Se tratam em terceira pessoa, como se estivessem falando de terceiros, e não deles mesmos. É claro, no fundo no fundo, não se comprometem de verdade, não assumem seus atos. Se escondem, nos discursos e na prática.

Jogadores de futebol fazem muito isso: Ronaldinho outro dia, em entrevista, afirmou:

- Ronaldinho agora é flamengo! (Ronaldinho o personagem, o jogador, o marqueteiro? E quanto à pessoa Ronaldinho, ele é o que mesmo?)

Acho que teria diferença, se ele dissesse: - EU sou flamengo!

Gostaria que tivéssemos mais coragem para nos assumirmos. O que gostamos, o que não gostamos, o que fazemos, como pensamos, como agimos.

Ou então... que pelo menos, demonstrássemos mais interesse pelo coletivo. Pelo NÓS.

-Nós vamos assumir este compromisso.

-Nós vamos mudar.

- Nós vamos agir.

- Nós vamos assumir nossos erros.

Esse individualismo mostra um pouquinho do que é a sociedade. Cada um por si, uns de dando mal, outros torcendo contra, e muitos se divertindo com a desgraça alheia....

 
Ó céus, ó vida.

4 comentários:

  1. Oi! É o conhecido "nós majestádico". Gente que se acha. Abç!

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  2. Eta sociedade que adora um "pluralzinho" que não os atinja singularmente e propriamente em primeira pessoa!

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  3. ta legal mas eu nao perguntei nada disso ta bom seu indiota sue burro vai pra merda eu odeio primeira pessoa segunda a porra toda entao vai to mar no cu

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