Oi geeente!!!
Vou começar com uma constatação que fiz, ao longo desses anos escrevendo nesse espaço:
Muitos me criticam porque escrevo os textos geralmente em primeira pessoa. Enquanto outros elogiam a coragem de expor o que penso e sinto.
Escrever assim não foi uma decisão minha. Aconteceu.
Primeiro, porque quando escrevia em terceira pessoa, logo achavam que eu estava falando de fulano ou beltrano.
E segundo... porque quando você começa a contar uma história sua, as pessoas têm a curiosidade despertada.
Li uma crônica na Zero Hora, de uma das colunistas que dizia que os melhores e os piores textos são escritos na primeira pessoa: EU.
Mas que de qualquer maneira, bons ou ruins, estes textos atraíam a atenção de todos, mesmo que por apenas uns segundinhos.
É o olho da fechadura. Aquela espiadinha na vida alheia.
Ninguém gosta de dar a cara a tapa. Mas todo mundo gosta de bisbilhotar a vida dos outros. Guaporé tem muito disso.
Há pelo menos 10 anos trabalho em rádio, e já entrevistei muitos políticos da cidade. Tenho que confessar (só entre nós), que não gosto muito daqueles que não conjugam o verbo usando eu.
Se tratam em terceira pessoa, como se estivessem falando de terceiros, e não deles mesmos. É claro, no fundo no fundo, não se comprometem de verdade, não assumem seus atos. Se escondem, nos discursos e na prática.
Jogadores de futebol fazem muito isso: Ronaldinho outro dia, em entrevista, afirmou:
- Ronaldinho agora é flamengo! (Ronaldinho o personagem, o jogador, o marqueteiro? E quanto à pessoa Ronaldinho, ele é o que mesmo?)
Acho que teria diferença, se ele dissesse: - EU sou flamengo!
Gostaria que tivéssemos mais coragem para nos assumirmos. O que gostamos, o que não gostamos, o que fazemos, como pensamos, como agimos.
Ou então... que pelo menos, demonstrássemos mais interesse pelo coletivo. Pelo NÓS.
-Nós vamos assumir este compromisso.
-Nós vamos mudar.
- Nós vamos agir.
- Nós vamos assumir nossos erros.
Esse individualismo mostra um pouquinho do que é a sociedade. Cada um por si, uns de dando mal, outros torcendo contra, e muitos se divertindo com a desgraça alheia....
Ó céus, ó vida.

Oi! É o conhecido "nós majestádico". Gente que se acha. Abç!
ResponderExcluirEta sociedade que adora um "pluralzinho" que não os atinja singularmente e propriamente em primeira pessoa!
ResponderExcluirta legal mas eu nao perguntei nada disso ta bom seu indiota sue burro vai pra merda eu odeio primeira pessoa segunda a porra toda entao vai to mar no cu
ResponderExcluirNão é INdiota... é idiota :D
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