Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Muito prazer, Lilith



Muito prazer, sou Lilith.

A primeira mulher de Adão.
Talvez não seja tão famosa quanto Eva. Talvez você nunca tenha ouvido falar de mim. Mas meio anjo, meio demônio, estou aqui desde o paraíso.
Tudo bem, talvez você me conheça como serpente. Ou tentação.

Também fui criada por Deus, e dele ganhei o dom do livre arbítrio. Não nasci da costela de Adão, e sim do mesmo pó que o Criador utilizou para cria-lo.
Nunca me conformei em ficar por baixo. Nem em importância. Nem em na hora do amor.
Por muito tempo fui discriminada, mas talvez tenha sido a pioneira das mulheres de hoje.
Talvez a história não me dê páginas de glória, e o censo populacional não realize a contagem de quantas são as minhas filhas por aí.
Mas... somos muitas. Diria que somos maioria.

 
Mulheres que não aceitam a história contada de forma a nos condicionar a seres inferiores, subjugados. Sexo frágil.
Nossos caminhos não são certos, ou errados, são apenas caminhos livres, cheios de encruzilhadas, onde optamos por ditar nossas regras, amar sem limites, nos sentirmos amadas. Não somos perfeitas. Somos humanas, pagando o preço por nossos caminhos tortos.
Nós, Liliths somos os demônios que habitam o imaginário de todos os homens que desejam e sonham com mulheres donas de si. E por isso mesmo, jamais dominadas.
Seu julgamento não nos atinge. Muito menos seu olhar acusador.

Sabemos bem... que  todo o homem finge desprezo, por aquilo que não pode possuir.



* Lilith é referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai81:455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido.

No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, chegando depois a ser descrita como um demônio.

Ela é também associada a um demônio feminino da noite que se originou na antiga Mesopotâmia. Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes a denominação screech owl, ou seja, como coruja. Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos assimilam ela a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas.

5 comentários:

  1. *------------*, nada é mais interessante que as história e teorias da bíblia a afins. Eu conheço outra história de Lilith que diz que ela é a mãe dos vampiros, que seduziu os dois anjos que vieram para falar com ela em nome de Deus para que ela ficasse subjugada a Adão, e com isso Deus a transformou em vampiro (vampiro é apenas um termo), ouvi de fonte segura que existem documentos sobre esta história na biblioteca do Vaticano.
    Com perdão da palavra: Lilith é foda!

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  2. Pois é, eu não conhecia essa história, me pediram pra escrever um texto sobre isso e estudei o assunto. Fascinante mesmo. E entre Eva e Lilith, acho a segunda opção mesmo mais interessante!
    beijo

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  3. Oi, Miche!
    Lilith é uma mulher MEL & PIMENTA!
    Adorei!
    Beijos

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  4. Submeter-se ou impor-se? Eva ou Lilith? Incrível como essa ambiguidade ainda é atual. Hoje em dia, a mulher é incentivada a assumir cada vez mais papéis, além da maternidade: trabalho, carreira, compromissos socais. Parece esperado que seja uma Eva e uma Lilith ao mesmo tempo... Abç e um Feliz 2011!

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  5. Adaptando aquele velho (e machista) ditado: todo homem sonha com uma Eva ao seu lado na soceidade, e com uma Lilith em sua cama. Êita!
    Feliz 2011!

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