Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O ano que não passou...

Oi geente!
Como estão, nesta época do ano?
Eu estou levando tudo a ponta de faca.
Tô o cão chupando limão azedo; se bobear eu mordo.



Parece que meu corpo já não comporta mais todos os compromissos que acumulei ao longo dos meus 30 anos de vida. Grande obra, essa nossa, de trabalhar feito camelo no deserto, e conseguir arrecadar, na bagagem, uma vida engessada por contas a pagar, horários a respeitar, explicações a dar.

Estou vivendo todos os dias como se fosse o último dia da minha vida. Chego em casa morta, e percebo que só cumpri uma rotina. Ei... Quero fazer a diferença! Quero ter uma ideia brilhante! Quero, em uma sexta feira qualquer, ver o sol se pôr de frente para as Pirâmides do Egito!! Ou simplesmente ver o sol morrer atrás do Cristo, em Guaporé, curtindo um momento raro de paz total.

O acúmulo de trabalho, todas as preocupações e uma coleção de fatos estressantes transbordam de mim por todos os poros. Sou a verdadeira bomba relógio ambulante. Se você me olhar estranho, eu choro.

Será que é possível voltarmos no tempo, ao invés de avançarmos? Meus amigos de infância se tornaram empresários, e agora precisamos agendar com a secretária, um espaço na agenda apertada, para 2011...

Nós, que embarcávamos em um carro abarrotado rumo ao Planeta Atlântida, agora temos casa da praia, e um caseiro tomando conta dela. Por que não temos tempo para desfrutar.

Tomávamos banho de rio, passávamos os domingos no Bíscaro, e agora construímos nossas piscinas, que servem somente para dar o trabalho de mantê-las limpas.

O que nós fizemos com nossa liberdade?

Trocamos por milhões de telefonemas a dar, visitas a fazer, clientes a conquistar, bens de consumo a pagar... e esquecemos de viver.

Vejo minhas amigas empenhadas em suas profissões, trabalhando além do horário normal, aos sábados, domingos, feriados.
Já não passamos mais finais de semana juntas. Ninguém consegue conciliar horários.


É difícil crescer, amadurecer. Queremos tanto nossa independência financeira, e o que fazemos com ela? Nos escravizamos.

Listas imensas de compromissos. Um ou outro, momento de despreocupação e lazer.

Se pudesse pedir algo ao Papai Noel, pediria que me desligasse da tomada.

Por favor, me desconectem, me sequestrem e me levem para uma ilha paradisíaca, onde só haja, sol, mar, uma rede e muuuita comida. ( E eletricidade pra eu fazer chapinha no cabelo... tá e uma gilette, pra depilar, senão viro a macaca Xita!)

Não quero ir para 2011. Me nego. Quero voltar lá para a década de 80, quando era uma adulta de brincadeira, com uma linda casinha no meio do mato, e brincava que crescer... seria tão mais fácil!

Por favor, se alguém quiser ficar comigo, aqui mesmo em 2010, me avise. Adoraria brindar acompanhada, o ano que não passou!



3 comentários:

  1. O jogo é duro. Provoca insônia e angústia. Quando me dei conta disso, avisei que não queria brincar mais. Eles me olharam meio estranho, e voltaram a jogar, sem se importar muito comigo. Hoje meu esporte favorito é ver o sol se pôr de frente nas Pirâmides do Egito. Se soubessem como é divertido... Abç!

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  2. Um dia quero sentar do lado do Dr então. Uma felicidade dividida, se multiplica.

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  3. Os dias estão um corre corre e eu sempre correndo atras da maquina mas estou aqui para brindar com vc os bons acontecimentose apreenderemos com "as possiveis decepções" que venha 2011 cheio de muitas coisas boas para nós, amada! Um Brinde a amizade e ao amor verdadeiros, que apesar de todos os nossos compromissos sempre estejamos presentes aos nossos amigos nem se for com um Simples Oi lembrei de vc! Bjs te adoroooooooooooooo!

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