Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 30 de março de 2013

Vingança

Oi geeente!



Ando sempre com minhas parabólicas ligadas e conectadas a tudo ao meu redor. Estiquei uma das minhas orelhas pra conversa da mesa ao lado, e escutei uma amiga que conversava com a outra dizer o seguinte:

-Fulana traiu minha confiança, mas não tem problema. Eu não preciso fazer nada. A vida vai se encarregar de mostrar.

A companheira de conversa incitava uma vingança, enquanto a outra bebericava seu suco, sem se preocupar com isso.

Sabem de uma coisa? Concordo com a opinião da primeira mulher: Nós cavamos, com nossas próprias mãos, o buraco aonde vamos nos enfiar.

Não acredito em ira divina, nem em praga, maldição, trabalho ou macumba. Mas acredito em causa-consequência e em destino. E explico de que forma acho que cada um se manifesta em nossa vida.

Sabe quando saímos gastando mais do que ganhamos? Achamos que sempre vamos conseguir dar a volta, que no mês que vem recuperamos o prejuízo desse mês, e vamos, aos poucos, acumulando dívidas. Um financiamento aqui, tapa um furo alí. Uma renegociação lá, tapa um furo acolá. Mas um dia a casa cai. E a conta vem. E você precisa parar de gastar, mudar seus hábitos de consumo, e pagar a conta. Ou, perde o crédito em todo o lugar.

Na nossa vida, chamo isso de consequência. Se erramos com um, pisamos na bola com outro, mentimos para um terceiro, enganamos um quarto, um belo dia, teremos que pagar a conta. É a lei da vida. A lei do retorno. Ou há uma mudança comportamental, uma mudança de consciência, ou há uma consequência.

Cedo ou tarde, o mau caráter termina só.

Já destino, é aquele primo mais novo, o pestinha da família, que adora assustar todo mundo. Do nada, ele pula de trás de um armário, salta na sua frente, chega sem se anunciar e: BU! Causa o maior susto.

É o tropeçar no meio-fio, bater a cabeça. É o acidente de trânsito. É o não planejado, jamais esperado. São as surpresas, por vezes doces, por vezes tão azedas da vida.

Acredito na lei do retorno, mas nem toda desgraça é merecida na vida dos outros (e na nossa).

Pessoas que são boas, decentes, de ótima índole, sofrem tristes surpresas do destino, sem jamais merecê-las.

Em nossa caminhada, na maior parte do tempo colhemos o que plantamos, mas também há sementes jogadas em nossa terra por pássaros em migração, que nascem sem que esperássemos por elas.

O que plantamos são nossas escolhas, o que não plantamos, mas que nasce em nossa terra, chamo destino.

Ninguém planta apenas boas sementes. Em algum momento de nossas vidas, cada um de nós planta um pouco de joio, em meio ao trigo. E o preço das más sementes, chamo de consequências.

Com as consequências de nossos maus passos aprendemos a ser melhores. Se não aprendermos, a conta vai aumentando. E um dia, vem a vida, e ensina. Na marra.

Portanto, em resumo, concordo com a mulher que tomava um suco dizendo que ela não precisava se incomodar em planejar uma vingança contra quem a prejudicou. Não precisa mesmo. A vida já é vingativa o suficiente.

Nós não precisamos ser.



Beijos meus amores!



quinta-feira, 28 de março de 2013

Luz e sombra

O modo como você se posiciona diante da luz e das trevas dimensiona os monstros que você cria, e que você mesmo enfrenta.

O resto é terra seca

Na vida, somos ao mesmo tempo jardim, jardineiro e semente. Só floresce em nós o que cultivamos com amor. O resto, é terra seca.

terça-feira, 26 de março de 2013

Originalidade


Quem disse que estou aqui pra parecer bonita? Estou aqui pra parecer eu mesma. E essa é a tarefa mais difícil de executar. As pessoas não passam de cópias mal feitas, umas das outras. Originalidade é artigo em extinção.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Re- Criar- Se

Aprender também é desaprender. Desprender-se de todas as crenças que julgamos imutáveis. Até as pedras mais duras mudam de forma com o bater das ondas do mar. Sabe aquilo em que você acreditou durante toda sua vida? Desafie-se a desacreditar. E encontre novas verdades. Talvez muito mais convincentes.
Viver é abandonar-se, perder-se e recriar-se, todos os dias. Só quem caminha abre caminhos.


sexta-feira, 22 de março de 2013

É proibido proibir

Oi geeente!


Nas últimas semanas as redes sociais e locais de encontro de jovens tiveram um assunto comum em pauta: a última moda de curtir o final de semana no Autódromo, com som automotivo, bebida e diversão.

Sentindo-se “acuados” pelas novas normas que definem horário de fechamento de casas noturnas, com uma série de restrições nas ruas centrais, cujos postes ostentam placas proibitivas com relação ao som, eles decidiram partir para um local mais isolado.

Porém, atrás de si, muitas vezes deixavam rastros de sujeira, garrafas quebradas, copos plásticos, e muito, muito lixo. Quem passou por lá num dia pós-festa, questionou se o lugar desses “porquinhos”, não seria dentro dos currais do Parque de Rodeios.

E aí, claro, reclamações e mais reclamações na comunidade. E novamente, os jovens perderam o direito a extravasar toda sua energia.

Outro ponto que gerou muito debate foi o som automotivo, agora proibido nas dependências do Autódromo. Som, só do ronco dos motores.

Novamente protestos, gente esperneando de um lado, gente esperneando de outro.

Compreendo a posição dos moradores das proximidades do Autódromo. Muitos, ainda são agricultores, despertam cedo para um dia de trabalho árduo, e têm direito ao sossego e descanso de uma boa noite de sono. São famílias que aguentavam até o amanhecer músicas de gosto duvidoso, ecoando em um raio de até três quilômetros, e fazendo as vaquinhas de leite dançarem ao ritmo de “Camaro Amarelo”.

Resumo da ópera: proibição.

Se você leitor, que não faz parte do grupo de jovens que curtia um som no Autódromo com os amigos, não mora nas proximidades do local das festas, e não é um dos tradicionalistas que precisam limpar a sujeira após as festas, fatalmente se posicionará no meio do tiroteio.

Pensará no adolescente que tem em casa, cheio de energia, buscando diversão, reunir amigos e curtir uma das fases mais belas e despreocupadas da vida.

Pensará nos fãs de som automotivo, apaixonados que literalmente montam boates ambulantes em seus veículos automotores.

Pensará nos tradicionalistas que encontram o lugar onde desenvolvem suas atividades, transformado num chiqueiro.

Pensará nas pessoas que têm direito a uma noite de sono tranquilo.

E, no final, refletirá: tem que haver uma solução que satisfaça a todos.

Obviamente que nossos jovens não devem ser tratados como bandidos, trancafiados em casa sem direito a cumprirem seu papel: serem jovens!

Precisamos encontrar meios de promover eventos e locais adequados para que extravasem sua juventude, sua sede de viver.

Cadê cinema, cadê cultura, cadê diversão?

Ser jovem não é pecado, e sinceramente, tenho uma pontinha de inveja desses malucos que veem a vida como um verdadeiro parque de diversões. Sobre eles, sei que uma coisa é certa: vão crescer.

E quando não cometemos todas as “burradas” na idade certa, deixamos para cometê-las na idade errada.

Que não tenhamos jovens que aos 40, resolvam fazer tudo que lhes foi proibido aos 16.

Mas... por outro lado, não podemos passar a mão na cabeça daqueles que cometem excessos. Diversão não rima com anarquia, com selvageria, com falta de respeito, com falta de consciência.

Os maus deveriam ser punidos, os bons recompensados. Mas, infelizmente, em todos os aspectos, vivemos em uma sociedade em que os bons pagam pelos maus.

Até quando?

sábado, 16 de março de 2013

Amar

(x) AMAdurecer.
Sem endurecer.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Viver exige CORAGEM!

Oi geeente!




Num sábado desses, no programa de entrevistas que apresento na rádio Aurora, entrevistei a enfermeira Regina Fin, aqui da cidade, sobre o programa “Fique Sabendo”. Trata-se de um programa do Governo Federal que garante a realização de testes gratuitos de praticamente todas as doenças transmissíveis, incluindo Aids.

Diante das argumentações, decidi fazer o que todo mundo deveria fazer pelo menos uma vez por ano: um check up geral. Desde o fio do cabelo ao dedinho do pé.

Procurei minha médica, a Dra. Magáli, que prontamente enumerou exames de laboratório que mapeavam tudo, até mesmo a saúde da conta bancária da pessoa (a minha estava morrendo, por sinal!). Brincadeiras a parte, ela solicitou todos os exames possíveis e imagináveis, inclusive o HIV.

Eu nunca tinha feito este exame antes, e como todos nós, tinha certeza de que não estava contaminada com o vírus. Tinha certeza? Bom... todos achamos que não. Mas na hora de pegar o resultado do exame, cada um de nós tem uma dúvida diferente: “E se daquela vez que fiz sexo sem camisinha? E se meu parceiro me traiu e me contaminou? E se depois daquele acidente, na transfusão de sangue... e se, e se, e se, e se.”

Como diz a enfermeira, para ter certeza, é preciso fazer o teste. Quando abri o meu, e apareceu o resultado negativo, obviamente comemorei o fato de não ter nenhuma doença grave, mas lembrei de uma palestra que participei há muitos anos, com uma moça portadora de HIV.

Ela contou que evitou fazer o teste até o ponto que a doença se manifestou. E ainda com o resultado positivo em mãos, preferiu sofrer calada e em silêncio por muito tempo, antes de buscar ajuda.

Por quê?

Porque tinha medo da reação dos OUTROS! Ela colocou de lado a saúde, a vida, por medo do julgamento alheio. Da discriminação. Dos olhares e comentários maldosos. Do estigma.

Vocês já repararam como a opinião dos outros influencia a nossa vida? No caso dela, ao ponto de colocar em risco a própria vida.

Ela contou que com a ajuda de profissionais, superou o trauma e resolveu partir Brasil afora ajudando outras pessoas. E nos mostrou que ao negarmos um problema, não conseguimos fazer com que ele desapareça. A vida, meus queridos, exige de nós CORAGEM.

Cheguei à conclusão de que não adianta fugir: precisamos saber! Saber se estamos bem de saúde, saber se estamos sendo amados, saber se estamos a beira de perder o emprego, saber se as pessoas que estão ao nosso redor são sinceras, ou nos enganam. SABER!

Outra lição é que nós, considerados “saudáveis e normais”, precisamos APRENDER. Aprender a respeitar.

Já repararam como identificamos as pessoas pelas suas deficiências?

“Conhece fulano, aquele que é cego. A moça, aquela, que é surda. O menininho que tem Síndrome de Down. O rapaz que sofreu o acidente e amputou a perna”...

Dificilmente nos referimos aos outros por suas qualidades. Destacamos suas dificuldades. Nós, que não passamos por grandes perdas, grandes dramas, grandes batalhas pela vida, quase não possuímos cicatrizes. E achamos que as cicatrizes dos outros são defeitos. Mas não são. São troféus de batalhas. Para fechar, deixo um trecho do livro “Pequena abelha”, para todos aqueles que carregam cicatrizes da vida, para que se orgulhem delas:

Peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos. Mas você e eu temos de fazer um acordo e desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto.

Uma cicatriz, significa: Eu sobrevivi”.

Chris Cleave

sábado, 9 de março de 2013

Com que roupa eu vou?

Oi geeente!


A temperatura caiu pra 13 graus na última quinta-feira, e desesperadamente corri para meu guarda roupa em busca de algo para vestir. Tenho que dividir com vocês minha experiência:

Um buraco negro abriu-se e no lugar de minhas roupinhas havia um nada absoluto. Imaginem meu desespero. Nada, absolutamente nada pra vestir.

Ou melhor, algumas peças horríveis! Tentei vestir uma calça jeans, fiquei gorda. Tentei colocar um casaquinho, fiquei cafona. Vesti uma blusa de manguinha, estava descosturada debaixo do sovaco. Nada me agradou.

Pulei dentro de um vestidinho de verão, calcei minhas sandálias, e enfrentei o frio fingindo que a temperatura era de 30 graus. Cheguei no trabalho com os lábios roxos, e disse que era a última tendência de cor de batom em Paris.

Agora, sofredoras amigas que entendem meu drama: porque nós, mulheres, nos sentimos nuas a cada troca de estação?

Eu criaria o Bolsa Verão, Bolsa Primavera, Bolsa Outono e Bolsa Inverno, com um bom crédito para toda a mulher sair às compras no que a temperatura começa a mudar. Acho digno.

Sei que os homens que estão lendo, neste momento me comparam com suas mulheres, suas noivas, irmãs e amigas, e pensam: mulher é mesmo um bicho esquisito. Eles têm razão.

Claro que exagerei na dose, pra dar um ar dramáaaaaatico ao nosso pequeno problema. Mas até a menos fútil de todas as mulheres já ficou pelo menos uma vez na vida traumatizada por “não ter o que vestir”.

Fico observando a delegada Helô, da novela Salve Jorge, que é consumista compulsiva e creio que esta é a doença que atinge a mulher moderna. Felizes das que estão vacinadas contra isso, mas eu não estou.

Às vezes, comprar um esmalte novo já me satisfaz. Mas PRECISO comprar algo.

Parece que o melhor remédio para depressão, mal de amor, problema no emprego, briga com o vizinho, fofoca a seu respeito é comprar uma blusa linda, uma calça que te deixe gostosa e um sapato que te deixe poderosa.

É uma válvula de escape, mas parece que funciona.

Não sou nenhuma psicopata alucinada que faz qualquer negócio por compras. Sou ‘normal’ e controlada. Sei dos meus limites. Mas como conclusão, acredito que nós mulheres estejamos sendo completamente vitimadas pelo poder da mídia, da cultura do consumo e da aparência.

Você assiste a um filme, abre uma revista, vê um comercial de TV e o que se apresenta são mulheres inatingíveis, perfeitas, sorridentes, elegantes, magras, cabelos sedosos, roupas incríveis, pele de porcelana.

E, na sequência, anúncios do creme milagroso, da nova técnica de lipoaspiração sem corte, do tratamento capilar que promete revolucionar seus crespos indomáveis, entre outras coisas. Tem solução pra tudo!

Outro dia mesmo a anta aqui comprou pela internet a pílula anti-celulítica de R$ 175 e passou um mês comendo pílula e tomando coca-cola.

Resultado: um quilo mais gorda, a bunda dez vezes mais furada, e 175 reais mais pobre.

É triste admitir, mas até aquela pessoa que se julga inteligente, numa dessas se transforma em um asno de rímel e batom.

Pela saúde mental das mulheres... Rogai por nós, Senhor!



Beijo minhas lindas, nos encontramos nas lojas!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Encontro

Não importa quantas vidas cruzam nosso caminho, nem quanto tempo permancemos neste cruzamento. Importa em quantas vidas deixamos nossa marca para sempre, depois do encontro.
 

sábado, 2 de março de 2013

O tombo que antecede a glória

Oi geeeente!



Você foi medido. Você foi pesado. E foi considerado insuficiente.


A frase aí em cima é do filme ‘Coração de Cavaleiro’, e obviamente o considerado ‘insuficiente’, no final, mostra para quem o mediu e o pesou, que jamais podemos subestimar a força de alguém.

Abordo esse assunto, primeiro porque fui jurada do Garota Verão local, e segundo porque acompanhei o processo de escolha do Garota Verão Regional, sediado por Guaporé. Um concurso de beleza resume, em poucas horas, nossa luta de uma vida toda: mostrar para quem nos julga, que somos os melhores.

Primeiro, julgar a beleza de alguém, é tarefa ingrata. A beleza é diferente aos olhos de cada um. Claro que se uma candidata não tiver os dois dentes da frente, fica fácil. Mas dada a perfeição das meninas, a única alternativa viável, é achar-lhes defeitos.

Essa tem a unha do dedinho encravada, aquela está dois gramas acima do peso, aquela outra tem o dente molar torto, o cílio daquela lá está virado para o outro lado.

É horrível julgar. Mas, diante de tanta beleza, mais de 20 meninas concorrendo a duas vagas, a tarefa dos jurados é essa.

O que eu quero dizer com isso, é que nem sempre a nossa grande oportunidade está em determinada ocasião.

Na maioria das vezes, nossas chances não chegam quando esperamos. Elas chegam no MOMENTO CERTO.

Quantas meninas que hoje são milionárias modelos internacionais receberam um sonoro ‘não’ de uma agência? Quantos testes, quantos desfiles, quantas portas se fecharam, até a porta certa se abrir?

Na minha opinião, a maior vitória está na coragem e perseverança de correr atrás do sonho, sem desistir fácil.

Perseverar, essa é a palavra.

Nos concursos de beleza e na vida, somos julgados o tempo todo. Pesados, medidos e considerados insuficientes, muitas vezes. Desde o tempo em que éramos meros espermatozóides, estávamos em competição. Daquela vez ganhamos, mas...

Quem nunca:
Perdeu uma vaga de emprego ou um amor para outra pessoa? Quem nunca recebeu um não em uma seleção, ou foi derrotado na disputa dos 500m rasos ?

Quem nunca:
“Ganhou” uma disputa de amor, de salto em distância, uma vaga de emprego ou uma promoção?

Se olharmos por esse lado, somos julgados o tempo todo. Mas precisamos entender que cada um de nós é único em beleza, talento, personalidade. E que nossas características acabam nos conduzindo ao nosso lugar no mundo.

Aí, aparece a oportunidade certa, a porta certa, a vaga de trabalho certa, a pessoa certa.

Você não foi julgado insuficiente. A oportunidade é que era insuficiente para você. Ela, naquele momento, pertencia à outra pessoa.

Cair todo mundo cai, mas é preciso saber como levantar-se para alcançar o sucesso.

Basta ter competência, preparo, dedicação, sinceridade e paciência, para aguardar a SUA vez. E a oportunidade feita sob medida para você sempre chega!

Beijos meus amores!