Devaneios tolos... a me torturar.

sábado, 9 de março de 2013

Com que roupa eu vou?

Oi geeente!


A temperatura caiu pra 13 graus na última quinta-feira, e desesperadamente corri para meu guarda roupa em busca de algo para vestir. Tenho que dividir com vocês minha experiência:

Um buraco negro abriu-se e no lugar de minhas roupinhas havia um nada absoluto. Imaginem meu desespero. Nada, absolutamente nada pra vestir.

Ou melhor, algumas peças horríveis! Tentei vestir uma calça jeans, fiquei gorda. Tentei colocar um casaquinho, fiquei cafona. Vesti uma blusa de manguinha, estava descosturada debaixo do sovaco. Nada me agradou.

Pulei dentro de um vestidinho de verão, calcei minhas sandálias, e enfrentei o frio fingindo que a temperatura era de 30 graus. Cheguei no trabalho com os lábios roxos, e disse que era a última tendência de cor de batom em Paris.

Agora, sofredoras amigas que entendem meu drama: porque nós, mulheres, nos sentimos nuas a cada troca de estação?

Eu criaria o Bolsa Verão, Bolsa Primavera, Bolsa Outono e Bolsa Inverno, com um bom crédito para toda a mulher sair às compras no que a temperatura começa a mudar. Acho digno.

Sei que os homens que estão lendo, neste momento me comparam com suas mulheres, suas noivas, irmãs e amigas, e pensam: mulher é mesmo um bicho esquisito. Eles têm razão.

Claro que exagerei na dose, pra dar um ar dramáaaaaatico ao nosso pequeno problema. Mas até a menos fútil de todas as mulheres já ficou pelo menos uma vez na vida traumatizada por “não ter o que vestir”.

Fico observando a delegada Helô, da novela Salve Jorge, que é consumista compulsiva e creio que esta é a doença que atinge a mulher moderna. Felizes das que estão vacinadas contra isso, mas eu não estou.

Às vezes, comprar um esmalte novo já me satisfaz. Mas PRECISO comprar algo.

Parece que o melhor remédio para depressão, mal de amor, problema no emprego, briga com o vizinho, fofoca a seu respeito é comprar uma blusa linda, uma calça que te deixe gostosa e um sapato que te deixe poderosa.

É uma válvula de escape, mas parece que funciona.

Não sou nenhuma psicopata alucinada que faz qualquer negócio por compras. Sou ‘normal’ e controlada. Sei dos meus limites. Mas como conclusão, acredito que nós mulheres estejamos sendo completamente vitimadas pelo poder da mídia, da cultura do consumo e da aparência.

Você assiste a um filme, abre uma revista, vê um comercial de TV e o que se apresenta são mulheres inatingíveis, perfeitas, sorridentes, elegantes, magras, cabelos sedosos, roupas incríveis, pele de porcelana.

E, na sequência, anúncios do creme milagroso, da nova técnica de lipoaspiração sem corte, do tratamento capilar que promete revolucionar seus crespos indomáveis, entre outras coisas. Tem solução pra tudo!

Outro dia mesmo a anta aqui comprou pela internet a pílula anti-celulítica de R$ 175 e passou um mês comendo pílula e tomando coca-cola.

Resultado: um quilo mais gorda, a bunda dez vezes mais furada, e 175 reais mais pobre.

É triste admitir, mas até aquela pessoa que se julga inteligente, numa dessas se transforma em um asno de rímel e batom.

Pela saúde mental das mulheres... Rogai por nós, Senhor!



Beijo minhas lindas, nos encontramos nas lojas!

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