Não sei por onde começar. É incrível
não encontrar palavras, porque há coisas que só os olhos e o coração
conseguem transmitir com exatidão. Vou tentar traduzir. Embarquem comigo
para a Colômbia e esqueçam todo e qualquer preconceito contra esse
país. Embarquem no Vôo 051 da Avianca e vamos fazer conexões em Lima,
Bogotá e finalmente, San Andrés. Ou paraíso, como queiram. São 4h30min
até Lima. 2h45 min até Bogotá. 1h40 min até a ilha. Há 2 horas e 30
minutos mais ou menos de diferença de fuso horário no destino final,
você ganha mais de duas horas de sol na chegada!
A ilha!
Disputada entre Nicarágua e Colômbia, até finalmente ser decretada
colombiana oficialmente. De colonização espanhola e inglesa em sua
maioria. Muitos escravos também desembarcaram por lá. Como por todos os
lugares, triste parte de nossa história. Tem 26 km quadrados,
literalmente um pedacinho do paraíso. Um pedacinho bem pequeno.
O povo: nativos que falam o espanhol, um pouco de inglês, e entre si,
tantas vezes o Crioulo. É fácil de se comunicar e se fazer entender,
muito embora não seja um povo muito falante e cheio de informações como
as comunidades turísticas profissionais que conhecemos.
Porém, como tudo lá é muito simples e muito perto, em um dia, você já se sente em casa.
O destino: por estar situada no mar do Caribe (muita gente pensa que
caribe é um país. E muita gente ainda não sabe que há muitos países
banhados pelo mar do Caribe) você já sabe o que vai encontrar: um mar de
azul cristalino e de uma natureza exuberante e bela. Mas a ilha de San
Andrés tem um charme a mais. Não sei dizer exatamente o que, mas já
naveguei por outras águas caribenhas, em outros países e nada me
encantou de tal forma.
O “Mar Del Siete Colores”, como é
conhecido, tem muitas matizes mais. É um abraço quente, um mergulho
renovador, um afago na alma e um convite a deixar todos os problemas
para trás. Tudo fica no avião. Para a ilha, você só leva encantamento.
Sim, é uma comunidade pobre. O trânsito caótico é extremamente
divertido, porém apesar do perigo e da gritaria, não presenciei um
acidente ou incidente. Milhares e milhares de motos, carrinhos de golfe,
táxis, mulheres com seus bebês de poucos meses, a tiracolo, famílias
inteiras em uma moto, e nada, nada de capacetes não.
As casas
ao redor da ilha ou têm influência da arquitetura inglesa, ou são feitas
de madeira e muitas folhas de coqueiros para garantir a sombra. Cor.
MUITA cor. As cores da Colômbia adornam os coqueirais, os divertidos
bares à beira mar e tudo o que se possa imaginar. É uma miscelânea tão
grande que do caos, até que podemos chamar de arte.
O centro é
bem mais organizado e moderno. Área livre de impostos é um imenso free
shop com todas as grandes marcas que você sonhar. E preços que você nem
sonha.
É chamado “Caribe que você pode pagar”. E realmente você pode.
San Andrés é encantador porque é original. Apesar de possuir a rede de
resorts Decameron, com seus cinco hotéis, e alguns outros poucos nomes
famosos, a ilha ainda é do seu povo.
Encontramos pousadas
charmosas e acolhedoras administradas por colombianos. Restaurantes de
cozinheiras de mão cheia, nativas daquela terra. Bares e locais
pitorescos, passeios de barco e lancha rápida, administrados pelos
locais e extremamente baratos. MUITO! Evite as grandes redes, os preços
são em dólar e pouco convidativos.
Não tem o glamour de Punta Cana, nem o show de uma Las Vegas em Cancun, mas tem natureza pura, selvagem, inigualável.
Na ilha, você aluga uma moto (R$ 70,00) e durante um dia vai parando de
praia em praia para curtir cada cenário deslumbrante. São praias de
areia branca e fina, de rochas afiadas, de corais. De ondas ou sem uma
onda sequer. Azuis, verdes, brancas. Com peixes, iguanas, gaivotas.
Dois passeios são obrigatórios (não deixe de fazê-los!):
Jhonny Cay- Uma pequena ilha de mar fluorescente e digno de cenário de
Piratas do Caribe. São 10 minutos em lancha rápida, e o preço por pessoa
é de R$ 15,00. Mais R$ 5,00 para entrar na ilha- taxa de preservação.
Aí você passa o dia todo. Os passeios partem a partir das 8h30 e voltam
às 15h30. Depois a ilha fica completamente vazia.
A comida na
ilha também é deliciosa e super acessível. Peixe, arroz, fritas e salada
por R$ 25,00. Lagosta por R$ 60,00. Para duas pessoas. Os coquetéis
variam de R$ 10,00 a R$ 15,00 e a água custa R$ 3,00.
Aquário-
Esse lugar é o mais bonito que já estive na vida. Duas pequenas ilhas. A
primeira é um banco de areia onde os corais formam piscinas naturais.
Você precisa ter um snorkel e um sapatinho para caminhar entre os corais
(aluga a partir de R$ 10,00 na própria ilha, ou compra antes pelo mesmo
preço. Os mais profissionais estão R$ 25,00). A segunda ilha é um
gramado cercado de coqueiros que te convidam para o descanso à sombra
entre um banho de mar e outro. O mar.... ah o mar!!! Você atravessa de
uma ilha a outra a pé. Entre peixes, ouriços e arraias.
Esse
passeio custa R$ 15,00 por pessoa. É feito em lancha rápida também.
Nessa ilha não há muita opção de comida. É possível levar seu próprio
lanche.
Dica: Não faça os dois passeios juntos. As agências
costumam vendê-los num único dia. Mas vira um corre-corre sem fim. Faça
um passeio por dia. 90% dos turistas deixam a ilha em uma hora e você
fica com aquele paraíso todo para você! Até partir a última lancha.
Hotéis: a rede hoteleira é variada e os preços também. Então você pode
pagar a partir de R$ 180 reais por dia, até mais de R$ 1.000 por dia com
all inclusive, e passar bem de todas as formas. Conforme seu orçamento
permitir.
Esse passeio foi organizado pela Navetur, e com todo
carinho preparado para ser uma experiência única e econômica. Meus
gastos foram muito inferiores a qualquer pacote para o Nordeste ou Santa
Catarina.
Pagamos tudo na moeda local, o peso colombiano. Está
variando entre R$ 90 centavos por mil pesos colombianos a R$ 76
centavos por mil pesos colombianos, dependendo de onde você trocar.
A água na ilha é artigo raro. Não há água potável. Em quase todos os
locais a água das torneiras é um tanto salobra. Eles investiram em
processos de dessalinização da água dos poços e do próprio mar. Então
para beber, como diz Carlinhos: olha a água mineral! Ou a cerveja
colombiana! A Aguia foi nossa preferida, ao custo de R$ 3,50 a latinha.
Como vocês podem perceber, San Andres realmente é acessível. 80% do
turismo lá é feito pelos próprios colombianos. Mas nós brasileiros,
cansados de tanta exploração, estamos começando a embarcar para este
lugar inigualável e acessível.
Viajar sempre é um investimento.
Nos torna mais felizes, mais cultos, mais empáticos, mais humanos e
mais ricos. Ricos em cultura. Foi um imenso prazer estar neste lugar
desenhado a pincel fino por Deus! Foi um sonho que durou 6 dias e cinco
noites, rendendo lembranças felizes por uma vida toda!
Obrigado Colômbia!






















