Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A lição da raposa

A Lição da Raposa...

Fico observando (e claro que já senti na pele) a facilidade com que as pessoas passam um bom verniz na cara e começam a ganhar nossa confiança oferecendo amizade, amor, companhia, carinho, cuidado.

No mundo e na sociedade em que vivemos, sem percebermos nos sentimos carentes de cuidado e atenção. Em meio a turbulência do dia a dia, às crises nas relações, a falta de dinheiro, e a política do cada um por si, é natural que baixemos nossas barreiras e que deixemos o inimigo entrar. Geralmente este tipo de pessoa vai ganhando sua confiança, seu amor, sua dedicação... mas na verdade quer apenas se aproveitar de você de alguma forma. Levar você pra cama. Ser promovido no trabalho. Provar que pode ganhar seu coração. Mostrar para os outros como é bom de lábia. Usufruir de seu círculo social.

Não vou ficar citando quantas pessoas cativaram meu coração e depois viraram as costas me deixando no abandono.

Mas vou sugerir que você leia “O Pequeno Príncipe”, de Saint Exupéry. Aqui vai uma provinha do texto eternizado, porém pouco posto em prática hoje em dia:

“-Bom dia, disse a raposa.
-Bom dia, respondeu o principezinho.
-Quem és tu? És tão bela.
- Uma raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste.
- Eu não posso brincar contigo. Não me cativaram ainda.
- Que quer dizer “cativar” ?
- É uma coisa esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços". Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim ÚNICO no mundo. E eu serei única para ti.
Minha vida é monótona. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.
Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.
E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil.
Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste!
Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo... - Por favor... cativa-me! - disse a raposa.
-Bem quisera, disse o principezinho. Mas tenho pouco tempo e amigos a descobrir e coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa.
Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo pronto na lojas. Mas como não existem lojas de amigos, eles não tem mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me !
- Que é preciso fazer ?
- É preciso ser paciente. Sentarás primeiro longe. Eu te olharei e tu não dirás nada. A linguagem é fonte de mal-entendidos. Mas cada dia sentarás mais perto... E virás sempre na mesma hora. Se tu vens às 4, desde às 3 eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às 4 horas, então, eu estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade.
Assim, o principezinho cativou a raposa.
Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho. Eu não queria te fazer mal, mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis.
- Mas tu vais chorar !
- Vou.
-Então não sais lucrando nada!
- Eu lucro, por causa da cor do trigo. - Eis o meu segredo: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
Assim, o principezinho cativou a raposa.
Os homens esqueceram essa verdade, mas não a deves esquecer: Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Portanto, não te esforces para conquistar alguém, para depois deixar de importar-se com o sentimento que foi despertado. As pessoas que circulam por aí, são comuns e iguais. Mas as pessoas que cativam você se tornam únicas e importantes em seu coração.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Missquece

Oi geeente!

Estou me candidatando a Miss! Missquece 2012!

Depois de um certo amadurecimento, e de alguns tombos e aprendizagens, a vida mostra que ninguém precisa estar numa vitrine, mostrando o quanto é feliz, bem sucedida, bem resolvida, gostosa, enfim, uma pessoa perfeita. Pessoas bem resolvidas, são felizes sem precisar mostrar nada para ninguém.

O povo confunde sucesso com fama, e faz de tudo para estar na mídia, que, nas cidades pequenas significa estar em todas as baladas, nas colunas sociais, e, na boca do povo.

Fico observando a necessidade das mulheres sentirem-se publicamente reconhecidas, geralmente pelos atributos físicos.

Isso seria natural, afinal todo mundo gosta de ser admirado. Porém, o nível de exagero, beira o ridículo.

Procurei no Google, e há pelos menos dois concursos de Musa, para cada mulher do planeta.

Se o popozão é bonito, e a cara é a tormenta do inferno, tem o Miss Raimunda 2012 (feia de cara, boa de bunda). Se, o corpitcho for caprichado, mais faltarem dois dentes na boca, tem o Musa da Ponte Móvel. Se não deu pra ganhar o título de Soberana das Piscinas, tem o Musa Caixa D’água. E assim por diante.

Elas disputam Concurso da Laje, Miss Tacaoca, Musa do Piri, Gata da Ferrovia, e assim por diante.

Se jogam nos trilhos do trem com uma calcinha mal recortada, fazendo cara de sedução que mais parece dor de barriga crônica, e postam na capa do Facebook esperando mil “curtir” da galera.

Nada contra, não me entendam mal. Se elas estão felizes, o melhor é colocar a faixa, a coroa, e correr pros fotógrafos fazendo biquinho, estilo pura sedução.

Mas, meus queridos, os melhores atributos de uma mulher não são exatamente as partes de seu corpo. As meninas esquecem de trabalhar o cérebro.

E vamos concordar, que, de todas nós, poucas têm chances de virar uma Gisele Bundchen. E essas, que realmente teriam a chance, acabam desistindo de concursos importantes e respeitados, porque acham que participar deles é denegrir a imagem.

Acho que ovelha não é pra mato, e lambari não é baleia. Então, acredito que concursos sérios como Miss Brasil, Garota Verão, e tantos outros, precisam ser resgatados e valorizados, e que realmente seja uma honra participar deles.

Escolha de soberanas de municípios, concursos culturais, merecem candidatas lindas, inteligentes, e que bem representem a nós, mulheres mortais, que não medem 1,75, nem pesam 55kg.

Não precisamos estar nas passarelas, nem disputar o título de mais gostosa da balada, para provar que temos nossas qualidades, que nos tornam únicas. Um bom papo, um sorriso contagiante, bom humor, inteligência, bom gosto, cultura, ainda são nossas melhores armas na conquista de importantes títulos.

Beleza, vazia, não vale nada depois dos primeiros cinco minutos. É preciso mais!

Parece que, o tempo todo, nós mulheres estamos disputando algo. Disputamos popularidade entre os homens, competimos entre amigas, estamos sempre descontentes com nossa aparência. Vivemos num mundo onde todos precisam sentir-se na passarela. Mas acreditem, há vida na plateia também. Talvez muito mais feliz, e verdadeira.

Mulher de verdade não precisa provar nada pra ninguém. E justamente quando relaxa, e deixa de representar um papel, é que recebe reconhecimento pela pessoa que realmente é.

Para as gatas, há o concurso Miss Brasil. Para todas as outras, existe Semancol. Faça bom uso!

Um beijo minhas musas e meus musos! Até a semana que vem!



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Viver às vezes sangra

Seria até uma ofensa ao sol, ao céu azul, e a esse dia lindo, acordar triste. É necessário abrir os olhos para a infinidade de opções que o mundo oferece a cada manhã, para perceber que o livro está novamente em branco. Basta escrever. Há quem tema o arame farpado e não aguente os arranhões, para desfrutar das flores. Viver, às vezes sangra. Mas deixar de viver é o que nos mata.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Riqueza

Posso estar completamente enganada, mas uma pessoa rica, pra mim, é aquela que acumula experiências de vida enriquecedoras, e transformadoras, e não dinheiro. Quero morrer milionária, sem um real no banco.


Dente em galinha...

A grande maioria das coisas têm razões simples e explicações práticas. Porém, a grande maioria das pessoas, vive a procurar cabelo em ovo. E geralmente encontram. Por isso, complicam tudo.


sábado, 21 de julho de 2012

Borboletas no estômago

Sou um colecionador.
Passei a vida a colecionar raras borboletas de estömago.

Pare. Repare.

Repare. Não quando olho para a multidão, mas quando desvio o olhar perdido, ou atento por algo que prendeu minha atenção. Repare, não no riso solto, mas nas tantas tristezas que a boca esconde e o olhar revela. Repare, no tom da voz. Identifique o que ela quer dizer quando falha, quando se altera, quando sussurra. E principalmente, quando se cala.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Força interior

Oi geeeente!


Fênix era uma elefantinha que, cedo, foi roubada da mãe, e levada ao circo. Debaixo do lonão, cercada de outros bichos conformados, dóceis e adestrados, Fênix não reconhecia os cheiros, nem os sons que a acompanharam até então. Longe da natureza e da liberdade, Fênix, durante muito tempo lutou contra os grilhões que mantinham seus pés presos, amarrados a uma estaca de ferro, que diariamente, depois do treino, seu domador fincava no chão, com golpes de marreta.

Talvez tenha perdido a conta das tantas vezes, que com toda sua força, tentara arrancar a estaca do chão do circo e correr rumo a seu verdadeiro destino.

Sabia, apesar de gostar dos aplausos, do carinho das crianças, que a vida que merecia, e que lhe pertencia, era outra. Porém, acostumara-se àquele cenário. O cheirinho do caramelo da maçã do amor, o barulho da pipoca estourando para receber o respeitável público. Chegava a gostar daquela realidade.

Até poderia ser bom, se algum dia, tivessem lhe perguntado, se era lá mesmo que gostaria de estar, por livre e espontânea vontade. Mas ninguém havia feito isso. Sentia-se prisioneira de escolhas que nem tinham sido dela.

As pessoas olhavam para Fênix, agora crescida, dona de sua tonelada, de suas imensas orelhas cinzas, de sua tromba engraçada, e não acreditavam em como uma gigante mantinha-se presa àquela corrente frágil em seu pé direito, que por sua vez estava presa à estaca de sua infância, no chão do circo.

Na verdade, Fênix tentara tanto, e em vão libertar-se, no passado, que pensava que todo o esforço seria inútil no presente. Estava presa à vida que possuía.

Até o dia do incêndio.

Acordou com os macacos aos gritos, com a jaula das feras em alvoroço e com o cheiro de fumaça por todos os cantos. O fogo se alastrava no feno, e chegava perigosamente perto de onde Fênix se encontrava. Os funcionários do circo, do outro lado das labaredas, abriam jaulas e gaiolas a seu alcance e Fênix sentia que não chegariam a tempo.

Não pensou. O pavor fez com que se erguesse sobre duas patas, puxando em uma só vez o pino que a prendia ao solo. Fênix lembra-se de ter corrido, sem rumo, sem amarras para longe do fogo e do circo. Correu, com toda sua força, rumo à liberdade... A partir daquele dia, seria dona de suas escolhas.

Queridos, a história de Fênix cabe a qualquer um de nós. Nós, que acorrentados a muitas coisas, sentimos que não temos forças para mudar a realidade.

Muitos, só encontram essa força em um momento de desespero. Diante de uma calamidade, de uma dificuldade, de uma doença, uma perda, ou uma mudança brusca, as pessoas percebem que são muito mais fortes do que imaginavam. Que acabaram se deixando domar pelo comodismo, conforto, pela rotina, ou pelo conformismo. Muitas têm medo da mudança, e tem medo da liberdade.

Ninguém pode afirmar se Fênix realmente não sabia da força que tinha, ou se sabia, mas não queria usá-la.

E mais: ninguém sabe se a liberdade, depois da fuga do circo, foi o melhor caminho para a elefanta.

O que há do outro lado da liberdade? O que nos espera depois da mudança?

Precisamos ir até lá para ver.

Talvez, Fênix tenha voltado ao circo, aos aplausos, à pipoca, ao algodão doce e às crianças. Talvez, finalmente ela esteja feliz, e sentindo-se em casa.

Mesmo que seja para voltar, algumas estradas para a liberdade precisam ser percorridas. Porque caminhar, é aprender.

Um beijo meus amores, a té a semana que vem!

sábado, 14 de julho de 2012

Tristeza

... e algumas mágoas estão tão arraigadas, que quando nos perguntamos quando isso começou, não conseguimos identificar o ponto de partida. Existem tristezas que, parece, nasceram com a gente.

A voz do coração



As pessoas esperam que você aja exatamente como mandam os preceitos sociais. Não para manter costumes, ou antigos padrões de relações. É por conformismo. A sua infelicidade, acaba servindo de consolo, para a infelicidade delas... Viva de acordo com a lei do seu coração. Esta é a única regra que não vale a pena ser quebrada.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mea Culpa

Oi geeente!


Triste vida de bode expiatório. Porque, em cada canto tem um. A sábia filosofia de Homer Simpson diz:

"Existem duas frases curtas que levarão sua vida adiante:

-Não diga que fui eu!

-Já estava assim quando cheguei."

A maioria das pessoas adora tirar o corpo fora e achar alguém pra colocar a culpa. Para eu me tornar o legítimo bode expiatório, só me falta o cheiro, o bigode, e o chifre. (Há controvérsias haha)

Sou campeoníssima de levar a culpa pra casa. E você?

Um ditado popular afirma que errar é humano, mas colocar a culpa em alguém é estratégico. Acho que estamos vivendo uma época de tanta pressão e tanto perfeccionismo, que as pessoas temem admitir que erraram, para não serem julgadas incompetentes, incapazes, burras e substituíveis.

Porém, a grande verdade, é que é humanamente impossível acertar o tempo todo.

Mesmo que em um primeiro momento, mascarar seus erros possa livrar sua cara de um xingão do chefe, de uma crise em seu relacionamento, ou de um estremecimento em sua amizade, no fundo no fundo, você terá de se enfrentar, quando estiver na frente do espelho.

A falta de comprometimento com a responsabilidade de cada um no trabalho, no relacionamento amoroso e ou no meio familiar acaba gerando uma legião de pessoas que não assumem suas deficiências, não conseguem se enxergar, e no final das contas, acabam acreditando realmente que são perfeitas.

O casamento fracassou porque ele deixou de dar atenção a ela. (E ela, em que momento deixou de ser interessante? De ser engraçada, companheira, compreensiva, amiga e amante?)

A equipe de trabalho não funciona porque os funcionários são desinteressados, pouco produtivos e descomprometidos. (E o chefe, consegue ser exemplo a ser seguido, motivador de sua equipe, admirado e competente?)

Obviamente existem erros individuais, em todos os níveis, e em todas as relações. Mas, na maioria das vezes, os erros são coletivos. Se cada um assumir onde falhou, e ao invés de acusar, se o erro servir de aprendizagem, ao invés de válvula de escape para prejudicar o outro, se nos analisarmos antes de apontarmos o dedo para o outro... viveremos relações mais verdadeiras, ambientes de trabalho mais saudáveis, e obteremos resultados mais eficazes.

A competência não pode ser avaliada pela quantidade de erros cometidos, e sim, com o aprendizado obtido em cada erro.

São muito mais interessantes os imperfeitos, os que metem os pés pelas mãos, os que erram na tentativa de acertar, os que se atrapalham, desviam-se do caminho, mostram-se humanos, reais. São mais bonitos aqueles que admitem suas carências, porque estendem a mão com humildade em busca de ajuda.

Os perfeitos acabam sozinhos, porque não há quem consiga equiparar-se a eles. Proclamam-se pequenos deuses, inatingíveis.

Já os imperfeitos caminham juntos, mãos dadas, evoluindo, a cada tropeço.

Erramos sim, sempre e muito. Mas é compreensível, se for na tentativa de acertarmos. Perdoem os outros por suas falhas. Mas, antes de mais nada, perdoem a vocês mesmos.

O julgamento do outro pouco importa, quando estamos conscientes de quem somos, de nossos defeitos e de nossas infinitas qualidades.

Um beijo, meus amores!



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Desejo

Não são as asas que te permitem voar. É o desejo... que faz com que o chão suma debaixo de teus pés. A segurança do voo, depende da forma como cederes a ele.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pétalas

Dizer adeus é arrancar pedaços de si mesmo...

Argila

Liberte quem você ama, de você mesmo, de suas neuras, de seus dramas. Ninguém merece, em nome do amor, ser argila, moldada a nosso favor.