Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Mea Culpa

Oi geeente!


Triste vida de bode expiatório. Porque, em cada canto tem um. A sábia filosofia de Homer Simpson diz:

"Existem duas frases curtas que levarão sua vida adiante:

-Não diga que fui eu!

-Já estava assim quando cheguei."

A maioria das pessoas adora tirar o corpo fora e achar alguém pra colocar a culpa. Para eu me tornar o legítimo bode expiatório, só me falta o cheiro, o bigode, e o chifre. (Há controvérsias haha)

Sou campeoníssima de levar a culpa pra casa. E você?

Um ditado popular afirma que errar é humano, mas colocar a culpa em alguém é estratégico. Acho que estamos vivendo uma época de tanta pressão e tanto perfeccionismo, que as pessoas temem admitir que erraram, para não serem julgadas incompetentes, incapazes, burras e substituíveis.

Porém, a grande verdade, é que é humanamente impossível acertar o tempo todo.

Mesmo que em um primeiro momento, mascarar seus erros possa livrar sua cara de um xingão do chefe, de uma crise em seu relacionamento, ou de um estremecimento em sua amizade, no fundo no fundo, você terá de se enfrentar, quando estiver na frente do espelho.

A falta de comprometimento com a responsabilidade de cada um no trabalho, no relacionamento amoroso e ou no meio familiar acaba gerando uma legião de pessoas que não assumem suas deficiências, não conseguem se enxergar, e no final das contas, acabam acreditando realmente que são perfeitas.

O casamento fracassou porque ele deixou de dar atenção a ela. (E ela, em que momento deixou de ser interessante? De ser engraçada, companheira, compreensiva, amiga e amante?)

A equipe de trabalho não funciona porque os funcionários são desinteressados, pouco produtivos e descomprometidos. (E o chefe, consegue ser exemplo a ser seguido, motivador de sua equipe, admirado e competente?)

Obviamente existem erros individuais, em todos os níveis, e em todas as relações. Mas, na maioria das vezes, os erros são coletivos. Se cada um assumir onde falhou, e ao invés de acusar, se o erro servir de aprendizagem, ao invés de válvula de escape para prejudicar o outro, se nos analisarmos antes de apontarmos o dedo para o outro... viveremos relações mais verdadeiras, ambientes de trabalho mais saudáveis, e obteremos resultados mais eficazes.

A competência não pode ser avaliada pela quantidade de erros cometidos, e sim, com o aprendizado obtido em cada erro.

São muito mais interessantes os imperfeitos, os que metem os pés pelas mãos, os que erram na tentativa de acertar, os que se atrapalham, desviam-se do caminho, mostram-se humanos, reais. São mais bonitos aqueles que admitem suas carências, porque estendem a mão com humildade em busca de ajuda.

Os perfeitos acabam sozinhos, porque não há quem consiga equiparar-se a eles. Proclamam-se pequenos deuses, inatingíveis.

Já os imperfeitos caminham juntos, mãos dadas, evoluindo, a cada tropeço.

Erramos sim, sempre e muito. Mas é compreensível, se for na tentativa de acertarmos. Perdoem os outros por suas falhas. Mas, antes de mais nada, perdoem a vocês mesmos.

O julgamento do outro pouco importa, quando estamos conscientes de quem somos, de nossos defeitos e de nossas infinitas qualidades.

Um beijo, meus amores!



Um comentário:

  1. Para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada.

    Elbert Hubbard

    Te cuida mas não te comporta.
    Bj

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