Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Eu sei que você não presta também...



Oi geeente! Vou publicar nessa semana mais uma confissão íntima.
EU NÃO PRESTO!

Eu sei que vocês devem estar pensando... “Eu já sabia.”
Na verdade todo mundo sabe. Meus pais, perceberam desde cedo. Meu namorado sacou na hora. Meus amigos, aos poucos vão descobrindo...
E quer saber, eu sempre soube.
Nunca prestei pra ser alguém comum. Sempre quis ser alguém especial. E quem não quer?
Nunca prestei pra burra. Por isso sempre soube observar tudo e todos, e estudar. E continuar estudando a vida toda.
Nunca prestei pra dona de casa. Até tentei, mas precisei queimar muito arroz e comer muito ovo frito nos tempos da faculdade pra descobrir que não era minha praia. Gostaria de ser mais talentosa.
Nunca prestei para ser sustentada, bancada, escorada, ou coisa parecida. Acho que quando você tem uma boa profissão, quando você se sente útil, e seu trabalho serve de ponte para a realização dos seus sonhos, isso deixa você se sentir livre. Aí sim, você está pronto para dividir a vida com alguém.
Ah... nunca prestei pra motorista. Infelizmente.
Nunca prestei pra ser mal educada, grossa, ou desagradável com as pessoas. Muitas pessoas já me humilharam e eu revidei com um sorriso.
Nunca prestei pra santa. Não nasci pra Virgem Maria.
Nem presto pra prostituta. Jamais conseguiria deixar alguém encostar em mim sem sentir algo especial.
Não presto pra ser feita de boba. Se alguém me faz, é durante o tempo exato que durar minha cegueira. Mas ao abrir os olhos, sei ser fria e racional para terminar com qualquer tipo de relação. Mesmo que o corte me doa na carne.
Não presto pra mentirosa. Já menti, feio e bastante. Mas a mentira me incomodou tanto, que passei a não gostar de mim mesma e a me condenar, antes que alguém o fizesse.
Eu sou meu próprio Juiz. E sei que ninguém é perfeito. Nunca prestei para a perfeição.
Mas também não presto para ser taxada disso ou daquilo. E há muito deixei de taxar as pessoas.
Queridos meus, amados leitores, vou dizer uma coisa pra vocês: Eu não me presto a nenhum tipo de papel que meus princípios não concordem.
E sei, que nessa cidade, tem um montão de mulheres e de homens que não prestam, assim como eu.
E afirmo com certeza: as pessoas que não prestam... SÃO AS MELHORES

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Lábios de mel. Coração de fel.



Existe uma forma de mudar o mundo para melhor. É fazer uma viagem para dentro de si mesmo e recolher-se. Recolher-se e transformar-se.
Alguns, desiludidos com o mundo exterior, metem-se dentro de suas conchas, e jamais voltam à tona para mudar o mundo. É um risco que se corre. Afinal, dentro de nós existe um oásis de paz, harmonia e felicidade.

Mas se você viajar para dentro de si, e não contribuir para a mudança dos outros, pouca diferença fará na sociedade.

Tem uma frase famosa que diz que o problema não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.

Por aí, nas ruas, nos bares, nos locais públicos, o que se escuta aos gritos são pessoas, falando de outras pessoas. Criticando, julgando, inventando algumas histórias, aumentando outras. Estão com os dois olhos na janela da casa do vizinho, para não dirigir um olhar para dentro de sua própria casa.

Dentro desta, não há mobília, não há o fogo quente e aconchegante de uma lareira, nem a mesa farta, nem o riso saudável dos amigos, muito menos o conforto dos braços de um amor.

Há vazio e frio.

Sem mergulhar em seu próprio universo e sem tentar mudar seu mundo, se limitam a apontar o dedo para aqueles, que com sofrimento e aprendizado, trabalham duro para consertar suas casas. Erram, acertam, reformam e até mesmo, realizam uma verdadeira mudança, construindo do zero, um novo lar.

Você faz parte de qual desses grupos? Está nas rodas de conversas vazias, dedo em riste apontando os outros, sorrindo com lábios de mel e destilando o veneno do fel?
Ou faz parte do grupo daqueles que têm muito trabalho cuidando de si e daqueles que ama?

Às vezes falta esta auto-análise na vida de muitos. Do alto de suas razões e montados em sua moral, eles cavalgam pelas ruas, como se estivessem defendendo a pátria. Infelizmente, seus cavalos vão deixando um rastro de sujeira por onde passam.

E é por isso mesmo que a gente escuta, com o perdão da má palavra... tanta “M” por aí.

Curtas II

A borboleta sempre volta para quem sabe cultivar suas flores....



terça-feira, 23 de agosto de 2011

O que seria da minha vida sem você?

"Para quem me odeia

Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro.
É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.
Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.
Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado.
Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço.
Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.
E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos.
Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco.
Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando.
Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor.
E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.
Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.
Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.
Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.
Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais.

Com amor, da sua eterna."
Fernanda Young

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pensando bem...

Curtinhas

... Está aí uma lição que é boa de se aprender: Você se desarma com relação aos outros, e desarma os outros com relação a você!
... Estamos na vida para sermos felizes. Cada um usa as armas que tem. Pare de cuidar da batalha do outro. Ele está na luta. Você também.
... Às vezes é preciso deixar algumas pessoas para trás. Não por não se gostar mais. Mas porque elas não mudam. E olha, que não deveriam mudar por nós, e sim, por elas mesmas.
... Hoje aprendi: que posso escrever em menos linhas, e me fazer entender do mesmo jeito. E que, assim, mais pessoas vão ler. Que devo falar menos, ouvir mais. E mais pessoas vão me ensinar a escutar, e ouvirão com mais atenção, quando eu tiver algo importante a dizer. E principalmente, que para o amor, ou para o ódio, os olhos falam, o que a boca cala.
... O que é mais legal nesse mundo de Deus? Saber a cada manhã, que o sol nasce pra todos, embora algumas pessoas achem que ele só deva brilhar sobre elas.
... Meu Deus, sabe aquele dia que você não sabe se casa, compra um cavalo, pinta o cabelo de azul, compra um monte de porcarias que nunca vai usar, briga com alguém ou chora? TPM, segundo a Bíblia se chama APOCALIPSE.
... Pego meu melhor sorriso e vou à luta. Com ele já perdi muitas batalhas, mas nunca uma guerra.
... Construi meu teto de vidro, pra lembrar todos os dias de não jogar pedra no telhado dos outros.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Diga-me com quem andas. Não te direi que és.


Oi geeente!!!



Vocês já repararam que às vezes nosso santo não cruza com o de outras pessoas? Isso é muito comum...

Na escola: aquele grupo com o qual você nunca se identificou. Nunca fez trabalho em conjunto. Nunca ficou perto no recreio.
Nas festas: aquele bolinho do qual você nunca fez parte. Aquela turma que parece esquisita, fechada, nariz empinado, formada pelos que você considera piriguetes, nerds, fora da casinha, enfim.... Com hábitos diferentes dos seus.
No trabalho: aqueles com os quais você não consegue dividir experiências, nem se reúne para um bate papo na hora do lanche, não convida para um happy hour.

Nossa... se você for pensar... têm aqueles que não curtem a mesma música que você, aqueles que torcem pelo time contrário, aqueles que se vestem de forma diferente...

A questão principal não é o fato de você “não se misturar” com essas pessoas. Mas sim o fato de como você julga e age com essas pessoas. Eu mesma conheço muita gente, há anos, e nunca consegui ter uma amizade profunda. Ou vejo pessoas quase que diariamente e não consigo sequer trocar um “oi”.

Quando o santo não bate, não bate. Acredito que seja uma questão de química. Senão, como explicar o fato de às vezes, só de trocar um olhar com alguém, você já simpatizar e se sentir à vontade?

E aquele novo amigo, que em um passe de mágica se torna seu “melhor amigo de infância”?

Pois é... o contrário também pode acontecer. Mas a antipatia pelo estilo, pelo grupo de amigos, pelo gosto musical, esportivo... não pode e não deve ser motivo de ódios.

Identifique os grupos com os quais você “não se dá” na cidade. E passe a respeitá-los pelas diferenças. Para ser respeitado também!

Cada um no seu quadrado!

Com o tempo a gente amadurece e começa a ver as coisas de outra maneira. Se você não simpatiza, pelo menos não saia por aí julgando, crucificando, difamando.

As brigas por causa de namorado, de roupa, de time de futebol, disso, daquilo... se tornam tão insignificantes quando coisas realmente importantes passam a fazer parte de sua vida!

Aquela ou aquele que você detestava por este ou aquele motivo fútil, e que pelos mesmos motivos passou a detestar todo o grupo de amigos daquele indivíduo, lá pelas tantas vai seguir seu próprio caminho, deixar de cruzar sua estrada, e tudo vai passar.

Não cultive ódios.
Se ele gosta de vermelho e você de verde, e daí? Gostos, cores, amores, não se discutem.

E falando em amores... quando você se curar do amor não correspondido, nem vai querer saber o que ele vai estar fazendo da vida dele... porque estará vivendo a sua! E aquela lista negra de meninas ou meninos que ficaram com seu amor nem vai mais ter importância.

Diante desta realidade, passe a ter menos rancor, menos mágoa, menos inimigos, menos desafetos!!! Com certeza a única pessoa que vai sair ganhando com isso é você.

E tem mais: precisamos parar de julgar o outro pelas amizades. Nem sempre seu comportamento é igual ao de seu amigo. Se você se relaciona com usuários de drogas, não quer dizer que você use. Se você é amigo de alguém que bebe, não significa que você seja alcóolatra. Se sua amiga se relaciona com muitos homens ao mesmo, não quer dizer que você seja uma prostituta. Se seu amigo é um galinha, não quer dizer que você seja infiel.


Diga-me com quem andas... que não te direi quem és!

 (Obviamente, falo da vida adulta, porque, dependendo da idade, os amigos podem influenciar sim.)

"O diz-me com quem andas e eu te direi quem és não quer dizer nada. Judas andava com Cristo. E Cristo andava com Judas."
Millôr Fernandes

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

E para todo o resto, existe o photoshop


Oi geeente!!

Não sei se vocês leram a Revista Época, com uma reportagem sobre a inglesa chamada Naomi Jacobs.
Em uma noite, Naomi foi dormir com 32 anos. Na manhã seguinte, acordou com 15. Naomi tinha perdido 17 anos de memória em um caso raríssimo de amnésia. Quando despertou, pronta para encontrar as amigas e paquerar os meninos na escola, descobriu que tudo havia mudado. Horrorizou-se com o fato de ainda morar em Manchester, ter se tornado psicóloga e ser a mãe solteira de um filho de 11 anos, que não reconhecia.

Não tinha familiaridade com celular nem internet, não sabia que o mundo mudara depois do 11 de setembro. Acordou pensando estar no século XX e deparou-se com o século XXI. Despertou pensando que era jovem e tinha todas as possibilidades diante dela. E descobriu que a juventude tinha passado. Em suas palavras:  – Era como se eu tivesse dormido em 1992, como uma garota atrevida e autoconfiante de 15 anos, e acordado como uma mãe solteira de 32 anos.

Aos poucos, Naomi foi recuperando sua memória, e está escrevendo um livro sobre isso. Mas vocês já se imaginaram nesta situação?

Juro, à vezes, não raramente, também me sinto assim. Acordo pela manhã ainda com uma expressão cansada, e no espelho, minha alma de 15 não se reconhece mais.

Os últimos 10, 20 anos passaram voando e eu começo a refletir se me tornei realmente quem eu gostaria de ser.

Muitos dizem que nós fazemos as nossas escolhas, e nossas escolhas nos fazem. Em parte é verdade. Mas nem sempre temos o privilégio de escolher.

E se aquele menino que gostávamos no colégio tivesse realmente se apaixonado por nós? Como teria sido?

E se eu tivesse passado no vestibular para medicina, geologia, teologia? E se aquele acidente de trânsito que trancou a estrada tivesse permitido que eu realizasse aquela prova do concurso público em Porto Alegre? E se eu nunca mais tivesse voltado pra casa depois da faculdade? E se eu tivesse mesmo ido morar na Europa quando surgiu a oportunidade?

E se... E se... E se...

Até os 20 anos o mundo se abre diante de nós com as mais infinitas possibilidades. Lembro de receber conselhos de minha mãe, então com 40, e pensar: - Tá bom, daqui a um século eu vou ter 30.

Que nada, eu também fui dormir e acordei com 30. E o susto não é pela pele e pela carne, que começam a ficar diferentes, e se desprender dos ossos, balançando meio bobas debaixo dos braços e nas coxas. É por outra coisa.

Reparei que quando eu estou sorrindo, se formam, do lado da boca dois sinais em forma de ( ). Sim, duas covinhas em forma de parênteses. Estou sorrindo entre parênteses. Será que estou vivendo assim também?

Faz tempo que não ouço falar de mim mesma por aí. É que faz muito tempo que não saio à noite, não brigo com o namorado, não danço até o amanhecer, não dou gargalhadas no clube, não me meto em confusão entre grupos de amigas.

Ora, até que era divertido.

Vou dizer uma coisa para vocês, para todos vocês, que assim como eu, em várias oportunidades não se reconhecem ou acham que se perderam pelo caminho: ainda é tempo de se encontrar.

A gente se acomoda. E começa a ver a vida passar diante dos olhos e se conformar. Quando estudava jornalismo, tinha uma colega de 63 anos. E eu acho que não tenho mais tempo, nem ânimo para uma aula de inglês.

A idade, muitas vezes nos serve como muleta para deixarmos de correr atrás do que podemos ser, ou alcançar, mas temos medo de tentar pelo pavor da palavra fracasso.

Afinal, fracassar aos 30, 40, 50, é imperdoável. Não é?

Claro que não. Se a inglesa Naomi conseguiu recuperar sua história, sua memória, que tal nós mesmos retomarmos as rédeas das nossas?

Vamos lá. E a imagem da idade da alma está, na verdade, refletida nos olhos.

Para o resto... bom meus amores... para o resto existe photoshop.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Solidão a dois...



Oi geeente!!!

Você querida solteira, depois de ler a coluna da semana passada, teve que ouvir piadinhas das amigas comprometidas? Elas disseram a você que a vida de mulher casada, enamorada em Guaporé, é um oásis no deserto?  Mentira.

A Mariana era dessas que vivia na night, e não era dessas que se envolvia com qualquer um. Era exigente, como deve ser toda a mulher. Se vivesse em uma Taba, eu poderia dizer que praticamente todos os guerreiros da tribo disputavam o amor da princesa índia.

Mas chega um dia (geralmente perto dos 30), em que é preciso escolher. Alguns motivos são óbvios, mas o principal deles é que você começa a ter quase a obrigação de conquistar um homem mais pelo cérebro do que pela bunda.

A Mariana escolheu bem. Sinceramente, eu escolheria um cara como o dela. Engraçado, gostava de cuidar do corpo, mas nada exagerado. Adorava dançar, embora dançasse parecido com o “Coisinha de Jesus”. Ah, não tinha tempo feio em final de semana. Sempre um programa diferente. Passeios, viagens, conversas agradáveis até a madrugada chegar. E claro, ele sempre fez questão de demonstrar o quanto ela era sexy, desejada e linda. Era romântico, sem ser bobo. Era inteligente, sem parecer sabe-tudo.

Tudo bem, admito: casaria com o namorado da Mariana.

E foi o que ela fez. Casou.

Mas aí... o índio virou Cacique, né. E eu o apelidei de Cacique Touro Sentado.

Balada? O Touro Sentado estava fora. O negócio dele, no sábado de noite, era encher a pança de carne e depois dormir feito uma jibóia que engoliu um terneiro.

Nas ocasiões sociais, geralmente o Touro Sentado estava lá, com aquele mau-humor tradicional, olhando pro relógio, contando os segundos para ir embora.

Dançar? Coisa de boiola. (Touro Sentado começou a ter tendências homofóbicas.)

Receber as amigas de Mariana em casa? Nem pensar. Que chatice aquele bando de mulher tagarelando, rindo e falando besteira. Mariana, se quisesse, que fosse tomar um chá no Primo Café.

Mas, Touro Sentado ainda gostava de algumas coisas: futebol, videogame, carteado, automobilismo, e claro, adorava levantamento de copo. Se no início da relação ele largou a academia e parecia ter engolido uma azeitona, agora desconfiava-se que a azeitona virara uma melancia. O formato corporal de Touro Sentado era do Zepelin.

Touro Sentado, no início do namoro, adorava quando Mariana tomava um pilequinho. Agora, se chegasse com um leve bafo de amarula, era chamada de adolescente tardia, que não sabia mais como chamar a atenção e resolvia beber.

Virar a madrugada conversando? Só se fosse sobre a conta de luz, já que Mariana demorava demais no banho.

Pois bem. Touro Sentado, o príncipe encantado, desencantou. E levou o que merecia. Um belo pontapé no traseiro peludo.

Mariana teve seus motivos. Penso em todas as Marianas de Guaporé. Naquelas que ainda se perguntam porquê alguns homens mudam tanto (e para pior), depois que mudam o estado civil.

E o contrário também pode acontecer. Certa vez, Mariana me confidenciou que toda a noite, quando Touro Sentado a procurava, era tomada por uma “terrível enxaqueca”. E que deixou de cuidar de si, de ser vaidosa e se manter bonita dentro de casa. Virou ativista do Green Peace e resolveu abolir a depilação íntima, voltando a cultivar a mata atlântica.

O mais engraçado? Agora, separada, Mariana, que já não gostava muito de sexo, me ligou outro dia de um Clube de Streap Tease Masculino, e estava adorando!

Ah... e encontrei o Touro Sentado na balada, dançando até o dia clarear.

Uma pena. Se os dois tivessem se mantido exatamente como eram, quando solteiros, estariam  felizes e comprometidos. Até hoje.

FIM