Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Caminhos

Às vezes você culpa os outros por atravessarem seu caminho, e só depois percebe que, na verdade, era você quem estava na estrada errada.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

República Dominicana: gostos, cores e impressões



Oi geeeente!!!


Um olá especial aos viajantes!!! Estou de volta das férias, torrada pelo sol do Caribe (que é o mesmo que o nosso haha), e cheia de novidades para contar! O sonho da minha vida é ser uma repórter que viaja e apresenta o mundo para seus leitores, mas enquanto o I.R. não tem um caderno “Viagem”, e se seu pedir pro Adão para criar algo assim, ele é  capaz de me mandar pro Camping do Carreiro narrar a Operação Golfinho, eu me contento em dividir com vocês as minhas aventuras de férias.
Desta vez, amigos, o destino escolhido foi a República Dominicana, uma ilha cheia de coqueirais, banhada pelo Mar do Caribe de um lado e pelo Atlântico do outro. Um lugar de povo alegre, hospitaleiro, bom de dança, e bom de copo!
Primeiro, Punta Cana é um dos destinos mais procurados pelos turistas do Canadá, Estados Unidos e diversas partes da Europa. E claro, há muitos, muuuuitos brasileiros por lá. Se fala espanhol e também muito francês. O inglês também está presente. 


Bavaro Beach


Quem busca  uma cidade, não vai encontrar. O complexo turístico é formado por uma enorme rede de hotéis, resorts, que são verdadeiras cidades. Cada hotel possui vários restaurantes, lojas, mini-shoppings, casas de shows, bares e toda a estrutura que o visitante precisar. O sistema é “tudo pago”, ou seja, você compra o pacote com tudo incluído, e isso quer dizer MUITA comida e MUITA bebida. Prepare-se para engordar. Você entra sereia, e sai baleia. Mas vale a pena ganhar uns quilinhos, e tontear à beira mar com o famoso rum! Sim, a bebida dos piratas, é conhecida como Vitamina “R”. E ela está presente nos coquetéis de várias cores e sabores que os bares servem. O meu preferido foi o “Côco Lôco”. Da última vez que contei, tinha tomado 253 coquetéis. Aí, fiquei bêbada e me perdi na contagem.


A bebida típica se chama Mama Juana, um composto de folhas, mel, canela e vinho ou rum. Dizem que é afrodisíaca, além de excelente digestivo. É uma delícia!


Tudo está incluído no pacote que você encontra nas agências de turismo, com os preços mínimos na casa dos R$ 4 mil reais.


Mas chegando lá, os passeios precisam ser comprados por fora, e aí, a vaca torce o rabo. São caros, porém, se pagam! Conhecer os cenários onde foi filmado “A Lagoa Azul”, ter uma tarde só sua em uma praia deserta (cuidado com os mosquitos, a Brooke Shields Paraguaia aqui, resolveu fotografar na praia deserta, no meio dos coqueiros, e levou 152 picadas de mosquitos estranhos, e terminou o dia petit-poá e coçando até o... dedo do pé), passear de lancha no mar caribenho, com direito a banho em uma piscina natural, cheia de estrelas do mar, passear de helicóptero sobre aquele mar azul turquesa, e claro, dançar merengue com os nativos não tem preço!





Os passeios geralmente saem da zona hoteleira, e aí você se depara com a realidade local. As pessoas ganham pouco, e passam por muitas dificuldades. As casas, por exemplo, não têm água encanada. Imagine uma cidade com mais de 140 mil habitantes, com caixas d’água em cada casa, abastecidas uma vez por semana, ao preço de 10 dólares. Pois é. O salário mínimo gira em torno de R$ 400 reais. É muito pouco.

Porém, o turismo está trazendo desenvolvimento, e os nativos dizem que as coisas estão, aos poucos, melhorando. Eu não vi miséria extrema, nem pedintes, ou crianças sem teto. Mas sim, vi pessoas humildes e muito trabalhadoras. A maioria da população trabalha nos hotéis.


Os demais dedicam-se à cultura da cana de açúcar (os canaviais são imensos), à produção de fumo (os charutos competem com os cubanos) e à produção de café (um dos melhores cafés do mundo é o dominicano).



A República Dominicana é apaixonante e ritmada. A música dá o toque especial ao país. Não há como não treinar uns passos. Eu bem que tentei! É um passeio inesquecível, um mergulho na cultura caribenha, um rejuvenescimento para a alma!



Recomendo a todos esta incrível viagem, única em gostos, cores, impressões e diversão!





















Já estou com saudades...

Beijos meus lindos, e boa viagem!

domingo, 27 de janeiro de 2013

O melhor (e o pior) de mim



Oi geeente!


Mal cruzo a porta de casa e já vou logo me desmontando, literalmente. Tiro a roupa, a sandália, as bijus, a maquiagem. Faço um rabo de cavalo, tiro as lentes, me meto em meus óculos de grau, e em dois minutos estou a bordo do meu chinelo, vestindo meu pijama de verão. Não consigo ficar ‘arrumadinha’ dentro do meu sweet home. Impraticável.
Fico tão largada, que, não raro, evito abrir a porta para visitas que não “marcaram hora com a Michele”. Sim, porque definitivamente, eu mesma, não sou a mesma que vocês enxergam na rua, por aí. Não duvido que vocês batam à minha porta, eu atenda, e vocês perguntem: - A Michele está?
Eu tenho um vício, uma necessidade de sair sempre arrumada. Penso na roupa, não dispenso maquiagem, e perco bons minutos arrumando os cabelos. Se sair sem óculos de sol me sinto pelada, e não passo pela porta sem meus penduricos em forma de anéis, pulseiras e acessórios.
Não que eu seja fresca (tá, eu sou fresca- mas pelo menos não mato e não roubo!), mas odeio que me vejam no meu estado, digamos assim, primitivo.
Não sou do tipo abençoada por Deus e bonita por natureza. Sem meu corretivo de olheiras, viro a prima-irmã do panda e sem uma boa chapinha, sou praticamente gêmea do leão da montanha. Gosto de produção.
Sou do tipo que 99% da beleza sai com água e sabão, e me peçam pra tirar a roupa, mas não pra tirar a maquiagem em público. Faço 97 mil fotos e só me gosto em uma. Que sempre escolho para o facebook. Detesto alguns ângulos e não fico nada bem em flagrantes desprevenidos (tipo falando). Geralmente saio mais torta que o Corcunda de Notre Dame. Vocês podem achar que é exagero, mas não é. Morro de inveja de quem fica linda de cara lavada. Mas isso não me pertence.
Onde eu quero chegar com esse tro-lo-ló todo, é que só me sinto completamente à vontade, com quem tenho (muita!) intimidade.
Boa parte de nós precisa da aprovação dos outros, pela aparência. É como quando você começa um relacionamento e morre de vergonha de comer na frente do outro, de aparecer de calça larga de moletom, ou toda suada na saída da academia, tirar o tênis com chulé, tomar banho de piscina, secar ao sol e virar o Valderrama, e por aí vai.
É fácil amar você na festa, toda produzida e engraçada, esforçando-se para parecer culta, descolada e divertida. Difícil é aturar seu mau-humor matinal e seu péssimo hálito depois de uma pizza de alho e óleo.
É fácil falar sobre como você é culta, viajada e fashion. Difícil é aguentar o azedume quando chega a conta do cartão de crédito e você precisa se virar nos 30 para conseguir dar a volta no mês. Contar moedas é uma coisa deprimente.
É fácil te achar linda quando está com sua base acetinada, sua sombra metalizada, seu rímel que triplica o volume dos cílios e seu batom vermelho. Difícil é encarar sua cara de ressaca depois de uma noitada, a maldita espinha que (mesmo tendo tanta pele em seu corpo) nasce bem na ponta do nariz, e as celulites que lembram toda a hora que Coca-Cola é bom, mas engorda.
Uns são mais preocupados com a aparência, outros (louvados sejam!), são menos. Mas todos nós, com mais ou menos intensidade, queremos mostrar para a sociedade o nosso melhor ângulo.
Não é com qualquer pessoa que você divide sua intimidade, suas neurozes, seus complexos, seus traumas, suas dívidas, seus fracassos, sua unha encravada, o joanetes do seu pé esquerdo, o furúnculo, as olheiras, a TPM, a cara limpa, a alma lavada.
Ser você mesmo, sem máscaras, diante de alguém, exige muita empatia, muita amizade, e muito amor.
Porque amor de verdade, sobrevive a essas pequenas tragédias diárias.
Porque amor de verdade é aquele que ama quem você é, e não como você está!
É por isso que, amor incondicional, verdadeiro, vai além da aparência, dos quilos a mais ou a menos. Vai além das marcas de expressão deixadas pelo tempo. Acha na verdade um charme os fios brancos que aparecem em seu cabelo, e salva você de sorrir na frente dos outros, com alface no dente.
Amor de verdade, gosta de te ver linda, mas te enxerga linda, sempre, de qualquer jeito!
Amor de verdade é aquele que te olha, e vai além de seus lindos olhos maquiados, mergulha bem dentro dos seus sentimentos, e consegue ver o quão única no mundo você é, com ou sem seu indefectível batom vermelho!
Um viva a todos que acham que o nosso melhor lado, é o de dentro!





terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Patuá

Inveja é a admiração vestida pelo lado avesso.

Sobre o medo

... medo é aquilo que derruba você, mesmo antes da tentativa de voo.

sábado, 12 de janeiro de 2013

O que cabe no hoje

Por maior que seja uma mudança, ela se realiza entre a lua e o sol. Acontece no instante em que você decide. E cabe exatamente no hoje.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Pernas pra que te quero!

Oi geeente!

Primeira semana de 2013, e eu garanto que você, assim como eu, também pensou em fazer algo para ficar melhor no Ano Novo.

Eu estava caminhando contra o sol, com aquelas bermudinhas curtas (quem aguenta o calor infernal em Guapohell?), quando reparei nas minhas coxas. Estavam cheias de ondinhas, irregularidades que o capeta chama de celulite, flacidez ou qualquer outra denominação horrenda de se dar a algo tão comum em pernas femininas. Imediatamente corri para a sombra, essa amiga, que já não destacava mais as imperfeições da pele.

Sempre fui magra sem esforço, o que para 99% das mulheres já seria um sonho. Mas nem as magras escapam da ação do tempo. As pernas durinhas, bem torneadas e lisinhas, são coisas que praticamente todas nós dizemos adeus ao cruzar a terrível fronteira dos 30 anos. QUASE todas.

Como eu não tinha nenhuma resolução de início de ano, resolvi que teria as pernas da Graciane Barbosa no período de 12 meses. Viraria 2013 podendo substituir a Cláudia Raia no espetáculo Cabaret!

Nada nesse mundo vem fácil (para o pobre!). Então, fui buscar meios para a realização de meu projeto verão!

Começando pela nutricionista, passando pela dermatologista, e pelo personal trainner, caindo num centro de estética, e depois me matriculando em uma academia, calculei que acabaria com as pernas da Raia, e com a conta bancária de um mendigo. Ser linda, custa caro, my people.

Além disso, anunciaram em alto e bom tom que eu precisaria renunciar à picanha com borda de gordura, à massa do Pavoni, à pizza da Sapore, aos bombons de Canela, as tortas Martha Rocha (não por nada ela tinha centímetros a mais na cintura quando concorreu ao Miss Universo), ao refrigerante, à minha amada cerveja preta. Ao invés de encher o pandeiro com as amigas, no tradicional Happy Hour, eu estaria levantando 50 quilos em cada perna, treinando pesado feito o Anderson Silva, correndo como o Vettel (só que à pé pela avenida) e abandonando de vez meu vício de comer um pacote de ruffles assistindo novela.

Adeus macarronada. Alô alface.

Adeus espumante moscatel. Alô água mineral.

Adeus poltrona confortável. Alô academia!

Oras! Glúteos, coxas, panturrilhas definidas! Esse meu corpinho não lhes pertence.

Com certeza, usando de muita dedicação e abrindo mão de muitas coisas que eu amo fazer, teria as pernas dos sonhos.

Mas aí me pergunto, valeria a pena?

No final do meu devaneio, olhei bem para as minhas perninhas e concluí: até que não está tão mal assim. E pernas não significam nada diante de uma conversa interessante. Mulher que precisa falar com as coxas, merece um homem que zurra.

Moral da história: Podemos conquistar tudo o que quisermos, podemos ser mais do que somos. Mas toda a mudança exige sacrifícios. Toda a escolha exige renúncias. Em 2013, você pode ser o que quiser, conquistar o que quiser. Mas (falando de coisas realmente importantes) você precisa saber se vale a pena percorrer o caminho para chegar lá. Muitas vezes, o que você perde, vale muito mais do que o que você quer ganhar!

No final de toda essa história, abri uma coca-cola bem gelada, com duas rodelas de limão, tomei um gole com tanta vontade, que parecia um camelo no deserto, e concluí:

Em 2013, quero ser menos pobre.

Menos pobre de espírito!

Vamos viver a vida com alegria, leveza. Vamos ficar mais “de pernas pro ar”!

Beijos meus amores!

Admiro: quem malha, cuida do corpo. Conheço pessoas que sentem prazer nisso. Sou a favor da atividade física e da salada. Apenas fico abismada com as pessoas que deixam de viver em detrimento do “corpo perfeito”.

Lá pelas tantas: ninguém evita as pelancas. Relaxa!

Atividade física tem que ser prazerosa: uma caminhada ao cair da noite, dança; academia, qualquer atividade que você curta, deve ser praticada.