Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Quero ser Naomi Campbell. Mas quero AGORA!

Oi geeente!




Jesus amado! O verão chegou e com ele, todas as aberrações e neuroses femininas.

Eu vou contar para vocês a saga de uma guerreira.

Lindas e lindos: É só a temperatura subir um pouco, que o povo se anima. E a gente quer virar gata!!

Invariavelmente é assim, todo o verão.

Eu, uma famosa boca de ouro, encho a pança o inverno inteiro e quero virar a Naomi Campbel em 15 dias: magra feito um poste e pretinha feito carvão.

Definidos os dois objetivos máster de minha vida (emagrecer e dourar) parti para a guerra:

Para conseguir perder os quilos adquiridos no período de hibernação do inverno, comendo muito mondongo, resolvi comprar uma esteira. Desacreditada por meus amigos e familiares, insisti que usaria o equipamento diariamente.

E claro, todos discordaram. Pois todos os dias eu faço lá meus 20 minutos, e corro pelo menos uns 10. Resultado: pernas da Valeska Popozuda, um aumento significativo na retaguarda e um quilo a mais na balança. FALA SÉRIO! Eu queria ficar magra e pequena e não virar uma lutadora de sumô!

Bom, para ficar cor de chocolate, resolvi me deitar no sol. Resultado: fui fritada literalmente pelo alto índice de radiação. Desconfio que o buraco na camada de ozônio esteja localizado bem EM CIMA do meu quintal. Virei um pimentão de perna grossa.

Então, nessa minha saga para ficar morena-magra-gata, o que me acontece? Virei uma pernuda estilo mulher melancia, lutadora de sumô, cor de camarão, com bolinhas pretas espalhadas pelo corpo, resultado das manchinhas deixadas pelo sol. Ainda bem que o poá está na moda no verão!

Ser mulher é MUITO difícil.

Gente, o que quero dizer com toda essa história trágica: a moda de ser magra e bronzeada nos escraviza, nos emburrece e faz com que tomemos umas atitudes ridículas.

Vi muitas meninas vermelhas feito peru por aí! E muitas das minhas amigas estão se alimentando de energia solar e tomando suco de luz, para emagrecer.

Porque nos escravizamos com padrões? Porque não nos aceitamos e amamos como somos? Porque a estética vem antes da saúde?

O verão é o máximo, lindo, cheio de vida! Mas também é cheio de calças suplex brancas, micro saias, gente torrada de sol, gente que bebe demais achando que está arrasando, e gente que chega a beijar os postes das ruas, de tanta vontade de “se dar”.

Nós mulheres esquecemos de curtir o melhor da estação, pensando nos quilinhos a mais e na gordurinha localizada...

Enquanto os homens barrigudinhos tomam aquela cerveja gelada, comendo picadinho de salame, queijo e pepino, se divertindo horrores enquanto observam nós, mulheres, levarmos nossa bunda para passear na Silvio Sanson!

Quer saber? Agora, vou sentar na sacada do clube, pedir um filé a parmegiana beeem caprichado, rir com minhas amigas tomando uma cerveja preta beeem gelada, que adoro... e aproveitar o verão feito um macho! (hahaha)

E que se dane!

E a esteira? Bom... vai virar um belo cabide de bolsas.

Falando sério: pesquisas indicam que as mulheres brasileiras estão entre as mais insatisfeitas com seus corpos. Se tem pernas grossas, querem finas. Se tem finas, querem grossas. Seios grandes? Querem pequenos. Seios pequenos? Silicone neles. Somos as que mais gastam dinheiro com cirurgias estéticas. E no índice das mulheres mais felizes do mundo, infelizmente, não estamos entre as mais bem colocadas. O que precisamos para sermos felizes está dentro, e não fora. Somos o que habita nosso corpo, e não nosso corpo em si. Para que as pessoas percebam e valorizem isso, primeiro, nós precisamos perceber e valorizar!

Um beijo pra vocês! Me escrevam:
Michele@tl.com.br

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O que querem as mulheres?


Oi geeeente!



Lindos, amados, sarados e idolatrados homens! Vocês aí do time de futebol. Vocês da sacada do clube. Vocês aí, no autorama da Best... na frente da Ditália...

Respondam para mim...

Afinal... o que querem as mulheres?



Sério gente, essa pergunta não tem resposta. As mulheres querem paixão. E paixão é desejo. Desejo termina quando o que é desejado é conquistado. E as mulheres passam a desejar outra coisa.

Mas... nesse momento, por exemplo, o que eu quero?
- Brigadeiro quentinho pra comer de colher.

Ah... um sonho de consumo?
- Dinheiro suficiente para conhecer o mundo. Os lugares mais lindos e exóticos.

Para minha vida?
Paz, saúde e muito amor.

Para os desafetos?
A fogueira.

Para quem amo?
O melhor que se pode desejar.

Assim somos nós mulheres. As pessoas mais felizes do mundo em um shopping. As mais infelizes do mundo em uma desilusão de amor.

Temos asas e elas nos levam ao mais alto do céu, e ao mais profundo do inferno. O que queremos de verdade? Ser felizes.


Costumo dizer que homens são cães. Mulheres são gatos.

Homens felizes abanam o rabo. Homens enfurecidos, mostram os dentes. Homens tristes fazem cara de coitados. Homens arrependidos, enfiam o rabo no meio das pernas e nos lambem os pés.

São fáceis de decifrar e o que sentem, claramente fica estampado em suas expressões faciais. Mentira de homem tem perna curta. Mentira de mulher pode durar uma vida inteira. E até mais.

As mulheres são felinos.

Nunca sabemos realmente o que se passa no interior delas. Por fora, a calmaria de um lago. Por dentro, a fúria de um tsunami.

Gatos e mulheres são seres independentes, muito embora possam parecer completamente ligados a seus donos. Gatos são imprevisíveis, e podem liberar instintos ferinos a qualquer momento. Acredito que nenhum gato é completamente domesticado. Podem torna-lo dócil, mas jamais irão roubar sua alma livre, seu espírito selvagem.

Felinos são assim. Mulheres também. Gatos se lambem ao tomar banho em cima do muro em uma noite de luar. As mulheres também lambem suas feridas, curam seus males, dão a volta por cima e ressurgem, após seus dramas, independentes, misteriosas, donas de si, e indecifráveis.


Somos a esfinge. Decifra-me, ou te devoro.


E vocês, homens dos nossos corações... são invariavelmente devorados. Quer por nosso amor... quer por nosso desprezo.

O que querem as mulheres? Na verdade nem nós sabemos.


Mas continuem tentando descobrir...



“E ninguém tem o mapa da alma da mulher.”
Zé Ramalho

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


Um ponto final também é um ponto de partida. Basta dar um passo à frente.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Inimiga íntima



Oi geeente!


Quero confessar que me sinto muito à vontade com vocês. Sério, considero todos meus amigos de verdade. A ponto de contar uma coisa que às vezes, tendo esconder de mim mesma.

Tem uma mulher aqui em Guaporé que me odeia. E é incrível a força que ela tem para influenciar na minha vida. Vou citar só alguns exemplos das maldades que ela faz, e o pior: se julga dona da razão.

Se estou contente, porque alguém elogiou meu trabalho, ela já critica, dizendo que meus textos são ruins, minhas ideias são erradas, e as pessoas de modo geral, pensam que eu só escrevo para aparecer.

Se gostei de uma roupa, ou me achei bonita em alguma ocasião... Lá vem ela criticando o vestido, a maquiagem, o cabelo. Lembrando que eu engordei, que minha pele está péssima, que minhas olheiras parecem dois socos, um em cada lado do rosto. E que eu nem deveria sair mais de casa.

Se alguém fala mal de mim, ela já vai logo dizendo que sim, é verdade, as pessoas tem razão de falar. Afinal, com certeza eu não presto, sou maldosa, linguaruda, fútil, e me meto onde não sou chamada.

Se alguém me elogia, lá vem ela dizendo que provavelmente só recebi o elogio porque sou oferecida, não me dou ao respeito, ou a pessoa quer alguma coisa em troca. Elogio sincero, com certeza eu não mereço.

E assim, de influência negativa em influência negativa, essa criatura mina a minha auto-estima e me joga na cama por uma semana, sem querer ver nada, nem ninguém.

É ela quem me manda não ir à festa. Não aceitar o convite para jantar. Não encarar o novo desafio profissional. É ela, essa sem-vergonha, que me planta no chão. Não me deixa voar.

Sério, eu sei que este é um sentimento muito ruim. Mas eu detesto essa criatura. Queria que ela sumisse, evaporasse, tomasse veneno, morresse. Não ia fazer falta. Falta nenhuma.
Eu sei que muitas pessoas podem não gostar de mim. Mas essa inimiga íntima me o-d-e-i-a. E o pior: conhece todos os meus pontos fracos e atinge cada um deles de forma mortal e certeira.

O nome dela? Michele Lunardi.



Eu saio de casa todos os dias de armadura de aço e lança na mão para vencer o mundo. E não consigo derrotar meu lado excessivamente crítico. Não consigo vencer a MIM MESMA!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A arte de iludir


Oi geeeente!!! Tudo?


Gente amada. Fique espantada com uma plaquinha que li aqui na cidade.

Estava passando em frente a um templo, enfim, um lugar onde as pessoas se reúnem para rezar e li, em letras garrafais:

Afaste-se do mal. Cure as doenças. Dores da alma, problemas nos negócios, em família, no amor. Curamos câncer, AIDS, depressão. Venha se salvar.”


Hã?

Meus queridos, quem colocou aquela cartaz, no mínimo deveria ser preso. E quem segue os rituais para se curar da AIDS, também.

Acredito em Deus, respeito todos os cultos e credos. Se você acredita em uma pedra, e a fé empurra você pra frente. Ótimo.

Agora, enganar o povo prometendo resolver todos os problemas em um passe de mágica, é coisa para a polícia resolver. Cadeia neles.

É incrível como nos iludimos e nos apegamos às mais doidas soluções para os problemas. Eu, quando adolescente, era apaixonada pelos Menudos (lembra daquilo? Eles estavam fazendo um show quando caiu o meteoro que acabou com a era dos dinossauros... sim, sou daquele tempo...).

Bom, mas meu sonho era casar com o Ricky Martin. Fui à cartomante, macumbeira e pai de santo. Li cartas, búzios e tarô. Claro que o Ricky Martin não ia cair no colo de uma adolescente magrela, com cabelo Chitãozinho e Xororó e que ainda tinha bigodinho. (Bendita depilação a laser, senão eu seria a Frida Kahlo guaporense haha)

E o pior: se todas as simpatias que fiz para atrair o Ricky Martin para os meus braços dessem certo... hoje eu teria um gato, lindo e G-A-Y do meu lado. Viram? Tudo que vem fácil demais sempre tem um preço. Eu adoro os gays, mas eles são apenas amigos das mulheres.

O que estou querendo dizer é que nossas paixões nos arrastam para coisas absurdas.

No amor, tem gente que passa a vida toda vivendo de migalhas, se apegando nos raros bons momentos de uma relação, sem enxergar o todo. Sem ver a realidade.

Outros, são apaixonados pela vida, pela sede de viver, e na iminência da morte, desesperados, muitas vezes interrompem tratamentos sérios, apostando em curandeirismo, em rezas e cultos para se livrar de doenças, que sabemos, precisam da medicina e não de rituais macabros. Creio que, nesses casos, a ciência é o braço de Deus.

A fé remove montanhas, os milagres existem. Eu acredito nisso. Mas é preciso dar uma mãozinha para que eles aconteçam.

É muito triste, e muito cruel se aproveitar da dor e da ignorância das pessoas. Usar de suas fragilidades e doenças. De suas paixões e fraquezas.

E não estou falando só dessa igreja que “cura” a Aids. Estou falando de todos nós, que usamos nosso poder de sedução para atrair nossas vítimas e nos aproveitar delas. Usamos o amor do outro em benefício próprio, sem respeitar o sentimento alheio.

Agora, no caso de manipulação em massa, como fazem líderes religiosos fanáticos, políticos corruptos e ditadores, aí, já é demais. Na minha humilde opinião...
Ninguém pode brincar de ser Deus.

“Quanto maior a mentira, maior é a chance de ela ser acreditada.”

A frase, de Adolf Hitler, nos mostra como as promessas e mentiras podem iludir e motivar os atos mais irracionais.

Falando nisso, tem alguma igreja que cure a conta bancária vermelha? haha

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Se você vem...

"Se tu vens às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz."

O Pequeno Príncipe