Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eu não presto...


Oi geeente! Vou publicar nessa semana mais uma confissão íntima.

EU NÃO PRESTO!

Eu sei que vocês devem estar pensando... “Eu já sabia.”

Na verdade todo mundo sabe. Meus pais, perceberam desde cedo. Meu namorado sacou na hora. Meus amigos, aos poucos vão descobrindo...

E quer saber, eu sempre soube.

Nunca prestei pra ser alguém comum. Sempre quis ser alguém especial. E quem não quer?

Nunca prestei pra burra. Por isso sempre soube observar tudo e todos, e estudar. E continuar estudando a vida toda.

Nunca prestei pra dona de casa. Até tentei, mas precisei queimar muito arroz e comer muito ovo frito nos tempos da faculdade pra descobrir que não era minha praia. Gostaria de ser mais talentosa.

Nunca prestei para ser sustentada, bancada, escorada, ou coisa parecida. Acho que quando você tem uma boa profissão, quando você se sente útil, e seu trabalho serve de ponte para a realização dos seus sonhos, isso deixa você se sentir livre. Aí sim, você está pronto para dividir a vida com alguém.

Ah... nunca prestei pra motorista. Infelizmente.

Nunca prestei pra ser mal educada, grossa, ou desagradável com as pessoas. Muitas pessoas já me humilharam e eu revidei com um sorriso.

Nunca prestei pra santa. Não nasci pra Virgem Maria.

Nem presto pra prostituta. Jamais conseguiria deixar alguém encostar em mim sem sentir algo especial.

Não presto pra ser feita de boba. Se alguém me faz, é durante o tempo exato que durar minha cegueira. Mas ao abrir os olhos, sei ser fria e racional para terminar com qualquer tipo de relação. Mesmo que o corte me doa na carne.

Não presto pra mentirosa. Já menti, feio e bastante. Mas a mentira me incomodou tanto, que passei a não gostar de mim mesma e a me condenar, antes que alguém o fizesse.

Eu sou meu próprio Juiz. E sei que ninguém é perfeito. Nunca prestei para a perfeição.

Mas também não presto para ser taxada disso ou daquilo. E há muito deixei de taxar as pessoas.

Queridos meus, amados leitores, vou dizer uma coisa pra vocês: Eu não me presto a nenhum tipo de papel que meus princípios não concordem.

E sei, que nessa cidade, tem um montão de mulheres e de homens que não prestam, assim como eu.

E afirmo com certeza: as pessoas que não prestam... SÃO AS MELHORES!

Escrevi sobre isso, porque infelizmente ainda hoje, nas rodas, nas reuniões de amigos, na esquina da praça, na missa, e onde quer que seja que as pessoas se reúnam, ainda ouço muita gente falando sobre o que não sabem e rotulando quem não conhecem. Seria um grande passo para o desenvolvimento de Guaporé se isso acabasse.

Mas como não vai acabar nunca... pelo menos que aprendamos a não nos deixar atingir pelas más línguas dos outros.

Porque só assim seremos mais felizes... porque para a felicidade... NÓS PRESTAMOS!

10 comentários:

  1. Te falei que tu presta pra escritora! E aí tuto bene?

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  2. ADOREI... Acho que no fundo eu TAMBÉM NÃO PRESTO PRA MUUUUITA COISA!!!!
    Bom só tem um "Não presto" que tu devia rever: quanto a ser MOTORISTA, hahaha... Olha só: eu fiz auto escola com 18 anos, sabia dirigir bem direitinho... no dia de fazer a prova: travei e não fui... NUNCA mais peguei um carro, até meus 24 anos, quando meu amado namorado, na época (quando estávamos prestes a dividir o mesmo teto) pensou: se eu der um carro pra ela, ela não vai ficar me enchendo o saco na sábado á tarde pra ficar de taxi levando pra lá e pra cá... Daí me vi com um carro e um trauma IMENSO de dirigir (até hoje não sei o porquê, pois eu sabia: aos 18, fazia até baliza com 100% de aproveitamento!!!)... Aí, aos 24 anos, peguei o carro, minha irmã (Corajosa!!!) e fui rodar pela cidade, gastando literalmente um tanque de gasolina, indo parar em cada "biboca" que Deus me guarde...
    Depois desse dia, nunca mais dependi de ninguém (ao menos pra rodar pra lá e pra cá)... Porém só fui ter coragem de fazer a auto-escola e a prova depois de 3 anos... Ou seja: fiquei na ilegalidade todo esse tempo, mas indo onde bem queria...
    Hoje te digo: uma das coisas que mais gosto de fazer é dirigir... Me sinto livre, corajosa... Boto um som bem alto no rádio e viajo, muitas fezes sem nem passar do trevo de Guaporé!!! E graças, minha filhota me acompanha: imagina a cena... duas louquinhas dentro do carro, com o som a toda, cantando alto... FELIZES DA VIDA!!!

    Acho que você devia rever seus "conceitos"sobre isso... Olha o incentivo: minha mamy com 50 anos está fazendo auto-escola (já passou na prova teórica!!!!) de tanto eu insistir e dizer pra ela que a senação de liberdade que dirigir dá é indescritível!!!
    Depois de um tempo, você nem percebe mais, sai, dirige e pronto... Mas, naqueles dias em que chove, justo na hora em que você tem que sair pro trabalho, me lembro dos tempos em que eu sonhava (sonhava meeesmo, á noite, dormindo inclusive) com o dia em que eu iria ter um carro pra ir e vir como desejasse, fizesse chuva ou fizesse sol!!!

    Beijos (e pensa nisso!!!)
    Que pra isso, confesso: "EU DESCOBRI QUE PRESTO"!!!!

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  3. ERRATÄ: Ops, tem uma parte em que eu escrevi "fezes" em vez de vezes...

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  4. Fezes é o que eu faço quando dirijooo!hahaha Fiz carteira, dirigi um ano e agora não consigo mais, que raivaaa, dor de cabeça, suor, tremedeira, tudo!!! Vou procurar uma psicóloga, só pode ser coisa da minha cabeça pirada esse bloqueio!

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  5. Adorei mtooo o texto! Belas reflexões!Tb não presto para um monte d coisa, mas infelizmente as pessoas vivem a nos "dar" aquilo q não somos... E o q fazer? TEmos q fazer como vc, revidar com um sorriso!Mas tem outras coisas pra q me presto, cozinhar, dirigir... Beijos e um lindo findi

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  6. "Cidade pequena, inferno grande", diz um amigo meu. Para uma descrição magistral da mediocridade provinciana não há nada melhor do que os primeiros capítulos do romance O Vermelho e o Negro, de Stendhal. Confiram, e vejam se não é um retrato perfeito.

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  7. ah... vou procurar e ler!!!! Principalmente para não cair na mediocridade sem perceber!!!!!

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  8. rsrsrsrs Não por favor! É que quando me deixam braba, a cabeça funciona melhor!

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