Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Não civilizados somos nós!

Oi geeente!




Há uma tribo africana que tem um costume muito bonito. Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo a rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez. A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro. Eles se unem, então, para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele perceba totalmente a verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: “Eu sou bom”.

(Eduardo Galeano- Livro dos Abraços)



Lendo esse texto, me dei conta de quantas pessoas passaram por mim, gritando por socorro. E justamente quando elas precisavam reencontrar a si mesmas, eu virei as costas.

A maior parte de nós faz isso. Mesmo sem querer.

Nos afastamos das pessoas “difíceis”. Das pessoas “complicadas”. Das pessoas “erradas”.

A cada afastamento, jogamos mais uma pá de terra, no buraco onde essa pessoa se enterrou.

Acompanhamos aqueles que trabalham com presidiários, dependentes químicos, depressivos, e admiramos neles a coragem e a bondade que por vezes, nós, tão certinhos, não possuímos.

É muito fácil lidar com gente feliz, de bem com a vida, sem grandes crises existenciais.

Pessoas com problemas reais trazem à tona nossos próprios problemas, que tentamos esconder num cantinho do coração. E para fugir de nós mesmos, fugimos do outro, sem oferecer a mão.

É mais fácil afastar, isolar ou ignorar a pessoa que se tornou um “problema”.

Poucos são aqueles que acreditam, até o fim, na recuperação de alguém que se perdeu pelo caminho.

Fazemos parte da sociedade perfeita, onde os que não seguem as regras ficam à margem.

Condenamos os que erram, caem, são fracos. Para não lembrar que nós também erramos, caímos e fraquejamos.

Geralmente os mais lindos exemplos vêm de povos “não civilizados”, que conseguem manter a essência básica do amor, que é a solidariedade, a compaixão.

No mundo animal, muitas e muitas vezes encontramos mais humanidade que em nossos semelhantes.

Não somos uma sociedade que acolhe. Somos uma sociedade que julga.

Julgamos, com medo de sermos julgados.

Muitas vezes viramos as costas para quem realmente precisa de nossa ajuda, e ajudamos quem nos vira as costas.

Ingratidão, soberba, individualismo. Isso temos de sobra.

O resto, que é essencial, é o que mais nos falta.

“As pessoas boas merecem nosso amor, as pessoas ruins precisam dele”

(Madre Tereza)





quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Estação Saudade

Quase embarcando em 2013, levo a saudade de tudo e de todos que ficarão em 2012. Aos que viajam comigo, muitos sonhos a realizar. Aos que ficam, lembranças que o tempo não apagará jamais. Na memória da gente, o ontem é sempre um tempo presente. Basta revisitá-lo com o coração.



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

21.12.12



Oi geeeente!!


21.12.12
Hoje o mundo termina.
De repente, o fim.
Apesar de ser um fim anunciado há muito tempo (desde os Maias), ainda assim, sinto que não estou preparada.
Aliás, nem comprei uma calcinha nova. Meu lingerie de hoje está péssimo. Velho, e bege. (Se eu sobreviver ao fim, vou pagar mico. Minha mãe sempre diz: jamais saia de calcinha velha. Se você tiver um mal súbito, e precisar ir ao hospital, eu não mereço a vergonha de ter uma filha relaxada.)
Eu poderia ter juntado todas as minhas economias e ter um fim mais digno. De calcinha nova, em Santorini, na Grécia, vendo o mundo acabar de uma janelinha azul, com vista para o Mediterrâneo.
Só que não!
É o fim, e eu nem fiz um empréstimo monstruoso no banco, só para morrer feliz, acreditando ter me vingado por todas as vezes que paguei os juros exorbitantes do cheque especial.
Não tive tempo de fazer a cirurgia de orelha de abano. Se alguém construir a nova Arca de Noé, provavelmente eu sobreviva, me disfarçando de elefante.
Não tive um filho, não escrevi um livro, não plantei uma árvore.
Porque eu adiei tantas coisas que deveria ter feito... ontem?
Não pedi perdão na hora certa, não elogiei quando devia, não ajudei quem precisava, não fiz minha parte para salvar o planeta.
Poderia ter feito bem mais. Por mim. E pelos demais.
Se a Terra tremesse neste dia 21 de dezembro, pegando a gente (os descrentes do fim), com as calças na mão, além de nos “borrarmos” todos, garanto que passaríamos a ver a vida de outro jeito.
Quem sofreu um acidente grave, superou uma doença terrível, passou por um fio pela morte, sempre, depois do susto, afirma que passou a ver a vida com outros olhos. Valorizando o que realmente tem valor.
E aí eu me pergunto: Será que precisamos quase morrer para aprender a viver?
Diante desta descoberta maravilhosa, de que podemos ser melhores mesmo que o mundo não acabe, já decidi como vai ser meu fim:
Vou convidar as pessoas que amo para um jantar. O traje não vai ser gala. Quero todo mundo descabelado, de pijama velho, sem maquiagem e bem à vontade. (Exatamente como ficamos quando nos largamos em casa!)
Não teremos espumante importando, nem wisky envelhecido. Vamos tomar uma cerveja bem gelada. E nada de caviar. Batata frita, pizza, filé a parmegiana, massa, picanha, buchada e ovo no vinagre.
Vamos cantar um sertanejão de zona, rir até a barriga doer, beber até cairmos tortos no sofá.
Vai ser um fim do mundo bem brasileiro, bem popular, e bem povão.
No dia seguinte, se o mundo não acabar... No máximo, vamos precisar administrar a ressaca!
Curtam do jeito mais simples e mais divertido que existe: ao lado das pessoas que nos amam e que amamos!
Se for pra morrer, que seja de amor!

“Queria ter me preocupado menos, com problemas pequenos.Ter morrido de amor.” (Titãs, Epitáfio)
 

Eu, brisa

E eu, que já fui feita de fortes ventos, sou feliz em ser brisa.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Eu te vejo.

Bonito mesmo, é quando alguém para tudo, não pra te olhar, mas para realmente te ver.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Eu te perdoo por me traíres


Eu te perdoo por me traíres.

Perdoo, mas não sigo mais ao teu lado.

Porque, mesmo antes de me traíres, eu já havia me traído. E isso sim, é imperdoável.

Obviamente que tu não mereces uma mulher que se trai.

Quando me perdi, acabei perdendo-te também.

E procurastes em outros rostos, outros olhos, outras bocas, o que antes encontravas aqui.

Eu te perdoo, porque já consegui me perdoar.

Já não caminhávamos em busca de um mesmo objetivo, apenas caminhávamos, lado a lado, sem nos darmos as mãos.

Éramos tão parecidos, e tão distantes.

Percebi que o amor não acontece entre iguais, mas sim entre diferentes, com sonhos em comum.

Já não sonhávamos juntos. Aliás, já nem sonhávamos mais.

Eu te perdoo por me traíres, mas só se prometeres que, a partir de agora, tu também não te trairá mais.

Felizes separados, em detrimento da infelicidade, lado a lado.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Semente, flor e fruto.

Às vezes, duvidamos da sabedoria do tempo. E questionamos seus métodos. Até que dias, meses, anos, ou décadas depois, percebemos, que ele tem um tempo certo para tudo. E que sempre, invarialmente tem razão. Há que ser semente, flor, e fruto. Exatamente nesta ordem.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Todo mundo já...

Oi geeeente!!!

Todo mundo já...

Todo mundo já teve dor de garganta, de barriga, ou dor de amor.

Todo mundo já fez algo que não devia, contou uma mentira. Provocou alguma dor.

Quem nunca ficou sem dinheiro, acordou se achando feio, quem nunca chorou, trancado no banheiro?

Existem coisas na vida, pelas quais todos nós passamos. Outras coisas, que mesmo que não aconteçam conosco, mexem profundamente com a gente.

Aquilo que acontece com quem amamos.

Hoje em dia, nenhum de nós passará batido por acontecimentos, que preferíamos, que nunca tivessem acontecido. Outras vezes, atitudes, comportamentos ou sentimentos, quando bem pertinho de nós, fazem com que cresçamos, amadureçamos e que percamos velhos (e bobos) preconceitos.

Todo mundo conhece alguém que...

Bebeu além da conta, sofreu um acidente de trânsito, brigou com o vizinho, usou drogas, engravidou sem planejar, foi abandonado pelo marido, traiu a mulher, foi pego em flagrante fazendo o que não devia.

Tem um gay, uma lésbica na família (Ora pois, isso é normal!). Uma prima namoradeira, uma tia fofoqueira, um primo tarado, um pai desnaturado.

Engordou, emagreceu, tentou o suicídio. Fez escândalo, desceu do salto, rodou a baiana, foi roubado. Cometeu um pecado.

Todo mundo guarda um esqueleto no armário.

O filho, o enteado, o primo, o cunhado, a amiga, a mulher, o marido, o namorado...

Nenhum de nós está amarrado aos preconceitos que ditavam as normas sociais do passado. Praticamente tudo está liberado.

Toda família tem um podre. Uma briga. Uma fofoca. Uma intriga.

Pare, pense bem. Você deve ter também.

As pessoas não se casam com a infelicidade, até que a morte os separe. Por isso, a cada dia, tentam desesperadamente encontrar um jeito de encontrar a paz.

Nesta desenfreada corrida para ser feliz, muitos metem os pés pelas mãos, em algum trecho do circuito.

Erram. Caem. Tropeçam. Desanimam.

Acertam. Levantam. Recomeçam.

Antes de falar mal de fulano, beltrano, sicrano, dê uma volta ao redor do seu quintal. Analise seus próprios pecados.

Respeite as escolhas do próximo. Não julgue para não ser julgado. Não jogue pedra no telhado ao lado, tendo o seu teto de vidro.

Ame mais, apesar de nossas imperfeições, nossas mancadas. Apesar de todas as nossas escolhas tortas e erradas.

Viver é aprender.

Procure ser menos rígido em seus princípios, perdoe os defeitos, mas jamais aceite a maldade.

As pessoas que mais se aproximam dos anjos não são as que se intitulam perfeitas, mas sim aquelas que são verdadeiramente humanas. Tão humanas, que apesar dos seus defeitos, carregam em si algo divino.

Talvez, seja a bondade.

Seja bom, consigo e com os demais. O resto, é resto.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Felicidade, é o que desejo a você!

Oi geeeente!!!


 
Hoje eu vou escrever para aquela pessoa que não gosta de você. Para aquela pessoa que você magoou, atravessou o caminho, “roubou” o amor, a promoção no emprego.

Para aquela pessoa que acha que você não merece o que tem, as coisas que conquistou. Vou falar para aquela pessoa que não perde a oportunidade de falar mal de você, plantar intrigas no seu círculo de amizades, aumentar astronomicamente seus defeitos e ignorar suas qualidades.

Vou escrever para quem te odeia:

“Que você encontre seu caminho. Que encontre o verdadeiro amor. Que descubra que aquilo que desejamos, quase nunca é o que realmente precisamos.

Que o que não está mais na sua vida, não era necessariamente para permanecer nela.

O que passou, serviu de aprendizado, mesmo que tenha causado dor. Com certeza, você ficará bem.

Que você encontre prazer nas coisas verdadeiras, que descubra que beleza é futilidade e que o essencial é invisível aos olhos.

Que saiba que, inevitavelmente, assim como pessoas atravessaram seu caminho, causando dor, você também cruzou o caminho de outras pessoas, deixando estragos atrás de si.

Que você encontre a paz, o discernimento, a tranquilidade.

Que você encontre plenitude e felicidade.

Que você consiga superar a inveja (mesmo que velada), das pessoas felizes ao seu redor.

Que você perca esta necessidade de ser melhor que o outro. Conforme-se. Até mesmo alguém mais feio que você, mais pobre que você, menos talentoso, ou na sua opinião, mais burro que você, poderá conquistar algo que você não conseguiu.

Isso não é o fim. É apenas a vida. Olhe ao seu redor e valorize as suas conquistas!

As coisas são como são. Um dia se ganha, outro dia se perde.

Um dia magoamos, no outro somos magoados.

Não julgue os diferentes, aqueles que não têm os mesmos hábitos e gostos que você.

Tenho pra mim, que aqueles que por teimosia só gostam do amarelo, nunca provaram o gosto do azul.

Eu desejo que você sinta a força libertadora de um perdão. E mesmo que não esqueça, que você consiga perdoar, do fundo do coração.

Desejo, sinceramente, que você seja imensamente feliz”.



Meus queridos: Eu torço para que todos os que não gostam de nós, sejam felizes. Gente feliz não incomoda, não deseja o mal. Não persegue, não inveja. Gente feliz vive a vida. Não tem tempo pro ódio, pra cuidar da vida alheia.

Felicidade é aquilo que faz uma pessoa se sentir inteira, completa, tão cheia de vida, que transborda, e não cabe em si!

Só os infelizes têm tempo para guardar rancor.

(Não seja um deles!)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Liberdade da alma

Não testo a temperatura da água, nem a profundidade do mergulho. Me responsabilizo por traumas, pelos choques térmicos, e consequências de, por vezes, dar de cara com o raso. Viver é isso. Caminhar no escuro. Tatear com o instinto. Voar com as asas do coração. Perder a razão. Saborear a liberdade da alma.


sábado, 1 de dezembro de 2012

O fim do mundo, e o recomeço.

Oi geeeente!!!




Vou confessar um dos meus pecados favoritos: a gula! Escrevendo essa coluna contabilizei o que comi no dia de hoje. Comecei com dois sonhos de valsa e café preto, de manhã. Meu pai fez churrasco ao meio-dia. Minha mãe fez sagú de laranja e pudim. De tarde, torta de seda. Depois, um saco de ruffles e coca-cola. À noite, uma pizza. E agora, antes de dormir, enquanto digito, como um chocolate e tomo guaraná.

Andei pensando sobre o fim do mundo, e sinceramente, uma das coisas que gostaria de fazer se fosse verdade, seria sair devorando até os paralelepípedos das ruas! Comer sem culpa!

Obviamente minhas atitudes teriam suas consequências, e a principal delas seria a celulite, que acumularia em quilos até dia 21 de dezembro. Minha bunda teria mais crateras que a lua! Só fim do mundo daria jeito!

Mas o que quero dizer, com esse papo de fazer o que se tem vontade, é que o mundo acaba muitas vezes, para cada um de nós, ao longo da vida. E ainda assim precisamos encarar o dia seguinte.

Acredito no poeta que diz que cada um de nós é um universo. E, às vezes, nosso universo entra em colapso, e dos restos mortais, construímos um mundo novo.

É assim quando enterramos um sonho, um ente querido, ou um amor.

Nosso mundo termina quando as mudanças acontecem. “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”, canta Lulu Santos. E eu escuto a canção e penso: o segundo que acabou de acabar, jamais voltará. Que pelo menos, ele tenha valido a pena!

O segredo de sobreviver ao fim do mundo, é fazer com que cada final seja inesquecível, ou educativo. E saber aproveitar cada recomeço.

É simples, bem mais simples do que pensamos.

O mundo renasce a cada sol que nasce, posterior àquele dia horrível que tivemos.

A cada janela que se abre, depois que uma porta se fecha.

A cada amor novo que surge, depois que um amor morre de tédio, incompreensão, desamor ou abandono.

Para cada perda, um ganho.

Agora mesmo, há alguém morrendo. Mas há um choro de criança chegando ao mundo.

Há empresas fechando, há pessoas chorando, há famílias se desfazendo. Mas há projetos nascendo, há gente sorrindo, há um novo amor surgindo. Nada renasce, antes que se acabe. (Mais uma frase que eu amo!)

Mais abraço, mais perdão, mais carinho, mais diversão, mais amor, mais tempo livre, mais cuidado, mais compreensão, mais liberdade, mais igualdade, mais paixão, mais amizade.

Menos intriga, menos briga, menos dor, menos indiferença, menos desamor, menos rancor.

Mais sim, menos não.

Celebre cada vez que seu mundo renascer. E ele renasce todos os dias. Deixe para trás as coisas que pesam no seu universo, torne sua vida mais leve, mais prazerosa, menos preconceituosa.

No final das contas, o que vai realmente valer, são os amigos que você cativou, quem você amou, os mundos que cultivou, e que se misturaram ao seu.

Somos cada um, um universo, diferente em sonhos e em necessidades, mas uma coisa é certa: não deixe que seu universo seja uma ilha isolada no oceano.

Porque o fim do mundo, é o fim da fé. É quando você deixa de acreditar!

Não se deixe endurecer. A vida é breve demais para não ser doce!

Um beijo meus amores, feliz fim do mundo! Realize seus desejos, permita-se mais! E no dia seguinte, se o mundo não acabar, nos encontramos na academia!!

Beijooo!