Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

No Ano Novo, um espelho para cada um de nós!

Oi geeente!
Enquanto as pessoas fazem pedidos e resoluções de final de ano, eu só gostaria que cada um comprasse um espelho. Você se enxerga?

Às vezes você não se pega pensando: Será que essa pessoa não percebe que o problema é ela e não os outros?


Tem aqueles que reclamam do excesso de trabalho. Não conseguem dar conta de nada. Acumulam papeis sobre a mesa, atrapalham o andamento da equipe, e ainda acham que estão trabalhando por si e pelos demais. De cara, você vê que o que falta, é organização.

Tem aqueles que pedem para conhecer uma pessoa legal, pois já sofreram demais no amor. E, invariavelmente, procuram o mesmo perfil de homem ou mulher, que os fez sofrer. Querem provar a si e ao mundo que vão transformar o solteiro convicto no melhor pai de família do universo. E obviamente, em 99% dos casos, falham em sua missão. Quando você começa algo com alguém, já com a intenção de modificar essa pessoa, quem está precisando de mudança, é você!

E aqueles que afastam todo mundo? “Em 2012, quero amigos verdadeiros”. Hã? Amigos verdadeiros seriam aqueles que precisam suportar todas as suas variações de humor, principalmente seu mau humor e seus ataques? Sua falta de disponibilidade e sua mania de só falar de você o tempo todo? E quando você se transformará em um amigo verdadeiro?

E o chefe, que só reclama da equipe? Os funcionários, além de desenvolverem úlcera, duram apenas seis meses na empresa. E a culpa é de quem? Cobranças que extrapolam, diminuir a capacidade do outro, cobrar resultados sobre os pontos fracos de alguém, ao invés de valorizar os pontos fortes, são coisas bem comuns em chefes que sabem mandar, mas não sabem liderar. O bom líder é o exemplo a ser seguido. Não é uma questão de ser bom, ou mau. É uma questão de ser justo. Quem se sente injustiçado, sobrecarregado, fatalmente, será mais um funcionário de baixo rendimento, e o primeiro a pular do barco. As pessoas não irão trabalhar com amor para ver um chefe ou uma empresa crescer. Irão trabalhar para crescer junto. Este é o segredo.

E o que dizer da esposa que desconta as frustrações no parceiro? “Sofrenildo, seu inútil! Você sabia que o marido da vizinha comprou um carro novo? E o marido da minha prima que deu de presente pra ela a cozinha nova! E você, seu fracassado, você não sai do lugar, não tem ambição!” Você já ouviu esse tipo de discurso? Pois é. São palavras de alguém frustrado. Não conseguiu alcançar seus objetivos profissionais ou pessoais e transfere para o outro, a obrigação de realizar os seus sonhos. Na verdade, ninguém é responsável por realizar nossos projetos, a não ser nós mesmos. Construir juntos é uma coisa. Esperar que alguém construa por você, é outra, bem diferente.

E o político? Outro dia ouvi um falando: “Fulando da rádio tal que se cuide. Se continuar entrevistando a oposição, vai se dar muito mal”. Ué? Se o problema dele é com a oposição, porque armar sua vingança contra a emissora de rádio? Será que ele não sabe se defender em frente aos microfones? Será que não sabe respeitar quem pensa diferente dele? Não tem argumentos que invalidem as acusações do outro? Porque, achando-se injustiçado, irá, em nome da justiça, armar uma cama de gato para alguém? Quem tem razão nesta história?

Nós somos assim. Todos já acusamos o outro de ser o problema, quando na verdade, o problema éramos nós. É mais fácil jogar a culpa no vizinho e não nos analisarmos. Geralmente não fazemos o que é certo. Fazemos o que é mais confortável. O que nos convém.

Existem, ao meu ver, três tipos de pessoas:


As que realmente não se enxergam. E sofrem de verdade por se acharem certas em um mundo onde todos são errados.

As que se enxergam, sabem exatamente quem são, e continuam fingindo que não veem.

E as que se enxergam, e com persistência e paciência, tentam se corrigir. Estas, sim, fazem a diferença.

Portanto, um espelho para cada um de nós. É disso que precisamos para começarmos 2012. Só assim, transformaremos o mundo, a partir de nós mesmos.

Um beijo meus amores, Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Desencontro de Natal

O melhor encontro de Natal que não aconteceu




Neste ano eu fiquei muito feliz. Não consegui rever meus amigos e amigas na tradicional confraternização de Natal. Eu sei, você deve estar pensando: ou essa aí é uma amiga da onça, ou é anti-social.

Mas eu explico.

Tínhamos combinado de jantar juntos. Mas o desencontro foi total, e eu agradeci a Deus por isso.

Muitas vezes nos queixamos e realmente não conseguimos passar o tempo que desejamos com quem amamos, mas isso também pode ser bom. Entenda.

É que a Raquel não pode vir desta vez. Nosso encontro caiu bem no dia da apresentação do TCC dela na faculdade. Tirou 10. Eu sabia que ela chegaria lá.

Bom, o Rodrigo, esse nunca vem mesmo. Da última vez estava com a mochila nas costas cruzando o Atacama.

A Patrícia não conseguiria nem erguer o copo para o brinde. Recém saiu da mesa de cirurgia. Finalmente conseguiu turbinar os peitões.

E o que falar da Paula e do Hique? Depois de tantas idas e vindas se acertaram. A Marina, que nasceu há dois dias comprova isso.

A maluquinha da Jaque, depois de tatuar o nome do namorado no braço, viu o gato virar “ex”, destatuou e curtiu a maior fossa. Mas na véspera do tal jantar, ligou dizendo que não poderia ir ao nosso encontro porque finalmente um novo romance estava começando. E precisava desesperadamente de momentos a dois. Um jantar a 10, estava fora dos planos.
O Marco ainda não voltou da viagem de negócios. Está abrindo mercado nos Estados Unidos.

Eu, estava apresentando um evento, aliás, tenho praticamente todas as noites tomadas até 2012.

Só a Cecília conseguiu ir. Logo ela, que diz estar ocupadíssima. Que afirma que essa história de reunir amigos só serve para que a gente cuspa nossos fracassos e frustrações um a um. Logo ela, que se acha tão bem sucedida, feliz, e que nem precisa de tipos como a gente, que mata um leão por dia pra viver e realizar sonhos. Ela foi. Na verdade, ninguém lembrou de avisar ela que o jantar não seria possível, porque todos nós estávamos ocupados demais sendo felizes.

Mas depois o garçom, que é meu amigo, disse que ela ficou lá, bebendo caipirinha. E que acredita que a Raquel tenha saído com um professor pra ter tirado 10. Que o Rodrigo é um cara que não tem futuro, sempre com o pé na estrada, e sem construir nada. Bom, ela também chamou a Paula e o Hique de irresponsáveis, que não conseguem nem cuidar de si, e ainda colocam filho no mundo. Disse que a Patrícia deveria siliconar o cérebro. Que a Jaque só pode ser drogada. Que o Marco viaja tanto assim porque não suporta ficar em casa com a mulher. E que eu, fico apresentando de missa a velório, porque não tenho competência para chegar ao Jornal Nacional.

Disseram que ela ficou lá, um bom tempo. Esperando. Sozinha. E que assim como chegou saiu. Nariz empinado, depois de ter empinado todos os copos.

Pensando bem, fiquei muito feliz em saber que meus amigos não puderam se encontrar porque estão ocupadíssimos realizando sonhos. Pessoas que nos amam e querem nosso bem, estão perto da gente, mesmo que do outro lado do planeta. Podem não estar disponíveis todos os dias. Mas estarão lá quando precisarmos.

Mas aliviada mesmo fiquei em não precisar encontrar com a Cecília. Se ela se livrasse da nuvem negra da inveja, que a acompanha diariamente, certamente estaria sendo tão feliz quanto nós.

A realização pessoal e profissional não está nas grandes conquistas. Está nas conquistas verdadeiras.

Um beijo meus amigos.
Feliz Natal a todos que trazem a verdadeira amizade no coração!

Um brinde às pessoas que se querem bem.

Tim-Tim!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Porta trancada. Luz apagada.

Às vezes viramos as costas. Batemos a porta. Mas esquecemos que é o destino quem possui todas as chaves. Por isso mesmo, não acho que seja sábio dizer... nunca mais. Quando você menos espera, encontra novamente a porta entreaberta. E não há como prever o que virá através dela.

Quanto você vale?

Existem mulheres baratas. Existem mulheres caras. E existem mulheres que não tem preço. É só saber observar, e identificar o valor de cada uma delas.


Tempo da mudança

Um belo dia percebemos o quanto estamos diferentes. Muito tempo passou, e atribuímos a ele as principais mudanças. Mas não é o tempo que nos transforma. São as pessoas. Elas nos endurecem. Primeiro, elas entram em nossa vida e nos deixam frágeis. E a partir daí, encontramos nossa força. Não haveria força, sem antes ter havido fragilidade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sem calcinhas e sem dignidade...




Oi geeeente!



Nos últimos dias fez um calor infernal. O capeta abriu as portas do submundo, e nós aqui, começamos a torrar vivos, suando em bicas. Foi numa dessas noites que algo estranho aconteceu comigo.

A gente não dorme bem em noites de calor excessivo. Eu estava sozinha em casa e tive todo o tipo de pesadelos. Quando o sino badalou as seis da matina, entre sonho e realidade, fui despertada por uma forte cãibra na perna direita. A dor era grande e eu saltei da cama num pulo só, pra fixar o pé no chão e esticar a perna.

A dor passou.

Mas aí veio aquela tradicional e incontrolável vontade de fazer xixi. Porque de manhã cedo, invariavelmente, a bexiga está cheia.

Lá fui eu fazer xixi, e com as calcinhas na altura dos joelhos, o mundo começou a girar.

A manhã escureceu e eu só me lembro de ter pensado: preciso puxar as calcinhas pra cima e correr pra cama, ou caio aqui mesmo.

Acordei um tempo depois. Caída no tapete do quarto, olhando pro teto, com o queixo machucado, a cabeça latejando. Tropecei em um baú, bati o rosto, e capotei.

Minha cachorrinha lambia minha mão quando voltei a mim. Foi a sensação mais estranha da minha vida. Não é como ir dormir, ficar inconsciente e acordar, sabendo onde está. Não é como receber uma anestesia. É outra coisa.

É a sensação de que algo saiu do seu controle, aconteceu sem ser planejado. De repente, do nada, sem aviso prévio, você é desconectado do seu corpo e fica literalmente fora do ar.

No intervalo entre o vaso sanitário e o despertar, não lembro de nada. Tive uma síncope (nome chique para desmaio). E juro, me bateu um medo enorme de ter morrido. Acordei no chão e não lembrava como havia parado aí. Jurava que estava na minha cama.

O coração continuou batendo, eu estava respirando, mas simplesmente, havia perdido a consciência.

E isso é terrível.

Minha síncope me serviu de lição. Não foi nada grave, levantei rápido demais, tive uma queda de pressão. Mas aprendi que:

- Na vida, não podemos apenas respirar e deixar o coração bater. Precisamos estar conscientes de tudo o que está ao nosso redor. Precisamos sentir, nos envolver, participar. Há quem passe anos a fio apenas respirando. Anestesiado por uma perda, uma frustração ou sensação de fracasso.

- Nós não somos os maestros da nossa orquestra. Achamos que estamos no comando, mas a qualquer momento, podemos sair de cena. É bom que a peça de teatro tenha valido a pena. Planejar muito o amanhã e esquecer o hoje, pode ser um grande risco.

- Cuidar da saúde é uma precaução que devemos ter, em qualquer idade. Mas ainda assim, surpresas desagradáveis podem acontecer. O que nos leva a valorizar ainda mais a incrível e frágil máquina chamada corpo humano.

- Jamais, mesmo diante da mais inesperada situação... seja pego com as calças na mão. Aprenda a agir com rapidez e sensatez. E toda a vez que estiver fazendo algo de que possa se envergonhar, lembre-se: você pode ser pego no flagra. Portanto, pense nas consequências antes de contar com a sorte.

- Por último: Não use lingeries velhas, feias e furadas. Afinal, se algo acontecer, você não iria gostar de ser resgatada assim! (Você homem, ó céus, que mico, aquela sua cuequinha bege, cavadinha, sem elástico, já manchada e furada hein?)

Meus queridos: Precisamos viver, com a maior intensidade possível, e saber, que para morrer, basta estar vivo. Consciente disso, aja de modo a se orgulhar de quem você é e do que você fez. Não deixe a vida matar  você sem calcinhas, e sem dignidade.

Um beijo!