Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

No Ano Novo, um espelho para cada um de nós!

Oi geeente!
Enquanto as pessoas fazem pedidos e resoluções de final de ano, eu só gostaria que cada um comprasse um espelho. Você se enxerga?

Às vezes você não se pega pensando: Será que essa pessoa não percebe que o problema é ela e não os outros?


Tem aqueles que reclamam do excesso de trabalho. Não conseguem dar conta de nada. Acumulam papeis sobre a mesa, atrapalham o andamento da equipe, e ainda acham que estão trabalhando por si e pelos demais. De cara, você vê que o que falta, é organização.

Tem aqueles que pedem para conhecer uma pessoa legal, pois já sofreram demais no amor. E, invariavelmente, procuram o mesmo perfil de homem ou mulher, que os fez sofrer. Querem provar a si e ao mundo que vão transformar o solteiro convicto no melhor pai de família do universo. E obviamente, em 99% dos casos, falham em sua missão. Quando você começa algo com alguém, já com a intenção de modificar essa pessoa, quem está precisando de mudança, é você!

E aqueles que afastam todo mundo? “Em 2012, quero amigos verdadeiros”. Hã? Amigos verdadeiros seriam aqueles que precisam suportar todas as suas variações de humor, principalmente seu mau humor e seus ataques? Sua falta de disponibilidade e sua mania de só falar de você o tempo todo? E quando você se transformará em um amigo verdadeiro?

E o chefe, que só reclama da equipe? Os funcionários, além de desenvolverem úlcera, duram apenas seis meses na empresa. E a culpa é de quem? Cobranças que extrapolam, diminuir a capacidade do outro, cobrar resultados sobre os pontos fracos de alguém, ao invés de valorizar os pontos fortes, são coisas bem comuns em chefes que sabem mandar, mas não sabem liderar. O bom líder é o exemplo a ser seguido. Não é uma questão de ser bom, ou mau. É uma questão de ser justo. Quem se sente injustiçado, sobrecarregado, fatalmente, será mais um funcionário de baixo rendimento, e o primeiro a pular do barco. As pessoas não irão trabalhar com amor para ver um chefe ou uma empresa crescer. Irão trabalhar para crescer junto. Este é o segredo.

E o que dizer da esposa que desconta as frustrações no parceiro? “Sofrenildo, seu inútil! Você sabia que o marido da vizinha comprou um carro novo? E o marido da minha prima que deu de presente pra ela a cozinha nova! E você, seu fracassado, você não sai do lugar, não tem ambição!” Você já ouviu esse tipo de discurso? Pois é. São palavras de alguém frustrado. Não conseguiu alcançar seus objetivos profissionais ou pessoais e transfere para o outro, a obrigação de realizar os seus sonhos. Na verdade, ninguém é responsável por realizar nossos projetos, a não ser nós mesmos. Construir juntos é uma coisa. Esperar que alguém construa por você, é outra, bem diferente.

E o político? Outro dia ouvi um falando: “Fulando da rádio tal que se cuide. Se continuar entrevistando a oposição, vai se dar muito mal”. Ué? Se o problema dele é com a oposição, porque armar sua vingança contra a emissora de rádio? Será que ele não sabe se defender em frente aos microfones? Será que não sabe respeitar quem pensa diferente dele? Não tem argumentos que invalidem as acusações do outro? Porque, achando-se injustiçado, irá, em nome da justiça, armar uma cama de gato para alguém? Quem tem razão nesta história?

Nós somos assim. Todos já acusamos o outro de ser o problema, quando na verdade, o problema éramos nós. É mais fácil jogar a culpa no vizinho e não nos analisarmos. Geralmente não fazemos o que é certo. Fazemos o que é mais confortável. O que nos convém.

Existem, ao meu ver, três tipos de pessoas:


As que realmente não se enxergam. E sofrem de verdade por se acharem certas em um mundo onde todos são errados.

As que se enxergam, sabem exatamente quem são, e continuam fingindo que não veem.

E as que se enxergam, e com persistência e paciência, tentam se corrigir. Estas, sim, fazem a diferença.

Portanto, um espelho para cada um de nós. É disso que precisamos para começarmos 2012. Só assim, transformaremos o mundo, a partir de nós mesmos.

Um beijo meus amores, Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Desencontro de Natal

O melhor encontro de Natal que não aconteceu




Neste ano eu fiquei muito feliz. Não consegui rever meus amigos e amigas na tradicional confraternização de Natal. Eu sei, você deve estar pensando: ou essa aí é uma amiga da onça, ou é anti-social.

Mas eu explico.

Tínhamos combinado de jantar juntos. Mas o desencontro foi total, e eu agradeci a Deus por isso.

Muitas vezes nos queixamos e realmente não conseguimos passar o tempo que desejamos com quem amamos, mas isso também pode ser bom. Entenda.

É que a Raquel não pode vir desta vez. Nosso encontro caiu bem no dia da apresentação do TCC dela na faculdade. Tirou 10. Eu sabia que ela chegaria lá.

Bom, o Rodrigo, esse nunca vem mesmo. Da última vez estava com a mochila nas costas cruzando o Atacama.

A Patrícia não conseguiria nem erguer o copo para o brinde. Recém saiu da mesa de cirurgia. Finalmente conseguiu turbinar os peitões.

E o que falar da Paula e do Hique? Depois de tantas idas e vindas se acertaram. A Marina, que nasceu há dois dias comprova isso.

A maluquinha da Jaque, depois de tatuar o nome do namorado no braço, viu o gato virar “ex”, destatuou e curtiu a maior fossa. Mas na véspera do tal jantar, ligou dizendo que não poderia ir ao nosso encontro porque finalmente um novo romance estava começando. E precisava desesperadamente de momentos a dois. Um jantar a 10, estava fora dos planos.
O Marco ainda não voltou da viagem de negócios. Está abrindo mercado nos Estados Unidos.

Eu, estava apresentando um evento, aliás, tenho praticamente todas as noites tomadas até 2012.

Só a Cecília conseguiu ir. Logo ela, que diz estar ocupadíssima. Que afirma que essa história de reunir amigos só serve para que a gente cuspa nossos fracassos e frustrações um a um. Logo ela, que se acha tão bem sucedida, feliz, e que nem precisa de tipos como a gente, que mata um leão por dia pra viver e realizar sonhos. Ela foi. Na verdade, ninguém lembrou de avisar ela que o jantar não seria possível, porque todos nós estávamos ocupados demais sendo felizes.

Mas depois o garçom, que é meu amigo, disse que ela ficou lá, bebendo caipirinha. E que acredita que a Raquel tenha saído com um professor pra ter tirado 10. Que o Rodrigo é um cara que não tem futuro, sempre com o pé na estrada, e sem construir nada. Bom, ela também chamou a Paula e o Hique de irresponsáveis, que não conseguem nem cuidar de si, e ainda colocam filho no mundo. Disse que a Patrícia deveria siliconar o cérebro. Que a Jaque só pode ser drogada. Que o Marco viaja tanto assim porque não suporta ficar em casa com a mulher. E que eu, fico apresentando de missa a velório, porque não tenho competência para chegar ao Jornal Nacional.

Disseram que ela ficou lá, um bom tempo. Esperando. Sozinha. E que assim como chegou saiu. Nariz empinado, depois de ter empinado todos os copos.

Pensando bem, fiquei muito feliz em saber que meus amigos não puderam se encontrar porque estão ocupadíssimos realizando sonhos. Pessoas que nos amam e querem nosso bem, estão perto da gente, mesmo que do outro lado do planeta. Podem não estar disponíveis todos os dias. Mas estarão lá quando precisarmos.

Mas aliviada mesmo fiquei em não precisar encontrar com a Cecília. Se ela se livrasse da nuvem negra da inveja, que a acompanha diariamente, certamente estaria sendo tão feliz quanto nós.

A realização pessoal e profissional não está nas grandes conquistas. Está nas conquistas verdadeiras.

Um beijo meus amigos.
Feliz Natal a todos que trazem a verdadeira amizade no coração!

Um brinde às pessoas que se querem bem.

Tim-Tim!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Porta trancada. Luz apagada.

Às vezes viramos as costas. Batemos a porta. Mas esquecemos que é o destino quem possui todas as chaves. Por isso mesmo, não acho que seja sábio dizer... nunca mais. Quando você menos espera, encontra novamente a porta entreaberta. E não há como prever o que virá através dela.

Quanto você vale?

Existem mulheres baratas. Existem mulheres caras. E existem mulheres que não tem preço. É só saber observar, e identificar o valor de cada uma delas.


Tempo da mudança

Um belo dia percebemos o quanto estamos diferentes. Muito tempo passou, e atribuímos a ele as principais mudanças. Mas não é o tempo que nos transforma. São as pessoas. Elas nos endurecem. Primeiro, elas entram em nossa vida e nos deixam frágeis. E a partir daí, encontramos nossa força. Não haveria força, sem antes ter havido fragilidade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sem calcinhas e sem dignidade...




Oi geeeente!



Nos últimos dias fez um calor infernal. O capeta abriu as portas do submundo, e nós aqui, começamos a torrar vivos, suando em bicas. Foi numa dessas noites que algo estranho aconteceu comigo.

A gente não dorme bem em noites de calor excessivo. Eu estava sozinha em casa e tive todo o tipo de pesadelos. Quando o sino badalou as seis da matina, entre sonho e realidade, fui despertada por uma forte cãibra na perna direita. A dor era grande e eu saltei da cama num pulo só, pra fixar o pé no chão e esticar a perna.

A dor passou.

Mas aí veio aquela tradicional e incontrolável vontade de fazer xixi. Porque de manhã cedo, invariavelmente, a bexiga está cheia.

Lá fui eu fazer xixi, e com as calcinhas na altura dos joelhos, o mundo começou a girar.

A manhã escureceu e eu só me lembro de ter pensado: preciso puxar as calcinhas pra cima e correr pra cama, ou caio aqui mesmo.

Acordei um tempo depois. Caída no tapete do quarto, olhando pro teto, com o queixo machucado, a cabeça latejando. Tropecei em um baú, bati o rosto, e capotei.

Minha cachorrinha lambia minha mão quando voltei a mim. Foi a sensação mais estranha da minha vida. Não é como ir dormir, ficar inconsciente e acordar, sabendo onde está. Não é como receber uma anestesia. É outra coisa.

É a sensação de que algo saiu do seu controle, aconteceu sem ser planejado. De repente, do nada, sem aviso prévio, você é desconectado do seu corpo e fica literalmente fora do ar.

No intervalo entre o vaso sanitário e o despertar, não lembro de nada. Tive uma síncope (nome chique para desmaio). E juro, me bateu um medo enorme de ter morrido. Acordei no chão e não lembrava como havia parado aí. Jurava que estava na minha cama.

O coração continuou batendo, eu estava respirando, mas simplesmente, havia perdido a consciência.

E isso é terrível.

Minha síncope me serviu de lição. Não foi nada grave, levantei rápido demais, tive uma queda de pressão. Mas aprendi que:

- Na vida, não podemos apenas respirar e deixar o coração bater. Precisamos estar conscientes de tudo o que está ao nosso redor. Precisamos sentir, nos envolver, participar. Há quem passe anos a fio apenas respirando. Anestesiado por uma perda, uma frustração ou sensação de fracasso.

- Nós não somos os maestros da nossa orquestra. Achamos que estamos no comando, mas a qualquer momento, podemos sair de cena. É bom que a peça de teatro tenha valido a pena. Planejar muito o amanhã e esquecer o hoje, pode ser um grande risco.

- Cuidar da saúde é uma precaução que devemos ter, em qualquer idade. Mas ainda assim, surpresas desagradáveis podem acontecer. O que nos leva a valorizar ainda mais a incrível e frágil máquina chamada corpo humano.

- Jamais, mesmo diante da mais inesperada situação... seja pego com as calças na mão. Aprenda a agir com rapidez e sensatez. E toda a vez que estiver fazendo algo de que possa se envergonhar, lembre-se: você pode ser pego no flagra. Portanto, pense nas consequências antes de contar com a sorte.

- Por último: Não use lingeries velhas, feias e furadas. Afinal, se algo acontecer, você não iria gostar de ser resgatada assim! (Você homem, ó céus, que mico, aquela sua cuequinha bege, cavadinha, sem elástico, já manchada e furada hein?)

Meus queridos: Precisamos viver, com a maior intensidade possível, e saber, que para morrer, basta estar vivo. Consciente disso, aja de modo a se orgulhar de quem você é e do que você fez. Não deixe a vida matar  você sem calcinhas, e sem dignidade.

Um beijo!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

É impossível ser feliz sozinho...

Oi geeente!



Final de ano é uma época em que todos nós de alguma forma, entramos em um período reflexivo e buscamos a companhia de quem amamos. Buscamos?

Duas pessoas conversaram comigo esta semana, e de alguma forma, me puseram a pensar.

O eterno velório: Uma delas falava sobre perda. Sobre morte. Mas não a morte real de alguém muito querido. E sim a morte em vida. Ela me disse: não consigo esquecer. Tirei a pessoa definitivamente da minha vida. Mas compareço ao velório dela todos os dias. Toda vez que a vejo, é como se tivesse que enterrá-la de novo. E isso dói. Há dois anos, diariamente, essa dor lateja como uma ferida aberta.

A solidão opcional: Outra pessoa me contava que se acostumou tanto a morar sozinha e a estar sozinha em casa, que sente muita dificuldade em ter que se relacionar, em dividir, em conviver. Que a solidão faz tão bem, que ela se basta.

Duas situações extremas, e na minha humilde e nada profissional opinião, duas situações que não podem trazer felicidade, não a longo prazo.

A primeira, ilustra direitinho uma desilusão amorosa. Quando tentamos nos libertar do sentimento, afastando a pessoa amada, sem na verdade conseguirmos curar nosso coração deste sentimento. Sofremos, perdemos o gosto pelas coisas. Nos anulamos e acabamos presos a algo que na verdade, não acabou. Ou atravessamos a longa fase negra, ou aprendemos a perdoar. E eu, sou sempre adepta à segunda alternativa. Se há possibilidade de recuperar a felicidade ao lado de alguém, se há arrependimento verdadeiro, se há intenção sincera de recomeçar, eu recomeço. Recomeço uma, mil, um milhão de vezes. E isso não vale apenas para as relações de envolvimento amoroso. Valem para todas as relações: amizades e família.

Conheço gente que enterra mãe viva, irmão vivo, melhor amigo vivo, pai vivo. Ficam décadas sem se falar, sofrendo e fazendo sofrer. Estão montados no cavalo negro do orgulho. Não sabem dar o braço a torcer. Fingem que não se importam. E muitos só conseguem dar o benefício do perdão diante de uma doença, na real iminência da morte. Eu me pergunto: pra quê?

Já a segunda situação nos remete aos tempos modernos. Estamos mais individualistas e aprendemos a reservar um espaço para desfrutarmos de um tempo conosco. Curtindo nossa companhia. Lendo um bom livro. Viajando sozinhos. Morando sozinhos. Isso é uma escolha saudável, desde que não vivamos sozinhos o tempo todo. John Cacioppo, psicólogo e um dos maiores especialistas em solidão, afirma que é possível ser feliz sozinho. Mas por um espaço de tempo. Durante seis meses, por exemplo, nos permitimos fazer tudo o que sempre sonhamos, sem a interferência de ninguém. Viajar, comprar, dormir até mais tarde, não ter hora pra voltar, nenhuma explicação a dar. Mas depois, inevitávelmente, precisaremos compartilhar e dividir. Ter alguém. Pode ser um amigo, pode ser a família. Pode ser um amor.

O casamento, segundo ele, não reflete a felicidade, nem a sensação de não estarmos sós.  “Podemos estar casados, ter uma família grande, estar em meio a uma multidão, e nos sentirmos sós. A solidão é uma condição psicológica caracterizada por uma profunda sensação de vazio”, diz ele.

Aí está o ponto. O buraco negro que por vezes se agiganta e engole solteiros, casados, viúvas, freiras, enfim, a todos nós.

Como preenche-lo? Acredito que abrindo nosso coração, perdoando, amando de verdade.

Precisamos do contato com as pessoas. E também precisamos de um tempo pra nós, somente em nossa agradável companhia. É uma balança. Pender demais para um dos lados é perigoso.

Fecho a coluna de hoje com um pensamento de Cacioppo:Para manter um bom contato com as outras pessoas, você precisa se distanciar delas de vez em quando. As pessoas não trazem apenas coisas boas. Trazem demandas. Às vezes você precisa dar um passo para trás, a fim de reequilibrar-se. Ficar sozinho não é o mesmo que ser solitário.”

Neste final de ano, não seja mais uma pessoa solitária a cultivar rancores. Perdoe. Procure companhia de gente que combine com você. Amigos e amores, mesmo que não estejam 24 horas ao nosso lado, precisam estar ao alcance das nossas mãos!

“A felicidade só é real quando é compartilhada”

A frase, que marca o fim do filme Na Natureza Selvagem (que me deixou dois dias sem dormir direito), mostra com exatidão o tamanho da importância de pessoas especiais na nossa vida. Não é necessário quantidade, e sim qualidade nas relações. E acima de tudo, é necessário compreensão, perdão, e amor.


Um beijo!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O avesso do bordado




Oi geeeente!

Estava contabilizando os amigos e contatos que tenho no Facebook, e lá vamos para quase três mil. Todos os dias novas pessoas nos adicionam.

Na vida real, dependendo das atividades que desenvolvemos, também somos apresentados a dezenas de novas pessoas de tempos em tempos.

A primeira vista, se o contato for amistoso, vemos o outro com bons olhos, analisamos-lhes a beleza, o sorriso, o jeito de falar, a maneira de pensar, de se vestir, de se portar.

É como quando somos presenteados com um lindo bordado. Os pontos, um ao lado do outro, formando belíssimas figuras perfeitas e coloridas. Analisamos somente o que está em nossa frente.

É a convivência que mostra realmente quem é quem. É o tempo que nos mostra o avesso do bordado.

O avesso jamais será tão belo. Se o bordado for de um profissional, terá pontos harmônicos e organizados. Porém, se for de um principiante, unirá um ponto aqui, outro acolá, com nós, emaranhados, fios soltos. O lado "de dentro", compromete o bordado inteiro.

Por isso acredito em amor a primeira vista, mas em relação após o primeiro ano.

Contatos na primeira semana, amizade após a primeira dificuldade.

Beleza ao primeiro olhar. Que pode se transformar em feiúra na primeira troca de palavras.

O avesso de muitas pessoas, apesar da beleza exterior, está desfigurado e mal cuidado.

Enquanto a sociedade valoriza a aparência, você realmente só conseguirá se relacionar de verdade com alguém, se reconhecer, que todos nós temos nosso lado avesso.
O amante apaixonado sofre por só conseguir ver perfeição no objeto de paixão. Perdoa todas as falhas, desvios de caráter e o sofrimento que o outro lhe impõe. Só consegue ver o seu avesso, não o do outro.

O cético e desiludido, por sua vez, só consegue ver o lado avesso de tudo. Ninguém presta, não é possível haver amor verdadeiro, amizade sem interesse.

O coerente sabe que é preciso haver uma balança entre o lado belo e o lado monstro. Que todos em algum momento, por algum motivo, irão nos decepcionar. Mas entre pesos e medidas, algumas falhas são dignas de perdão, porque afinal, também temos nosso avesso. E invariavelmente vamos errar.

Há casos ainda em que o avesso é tão mal feito, que o fio solto, com o passar do tempo, desfaz completamente a bela figura que outrora nos havia impressionado.

Desfaz-se o encanto. A magia. Desfaz-se a credibilidade. Desfaz-se a confiança. O amor se desfaz. A admiração também. A vontade de estar junto, de conviver.

Por isso muitas belas figuras andam sós pela vida. Sem ninguém que lhes suporte, a não ser por obrigação, ou por interesse.

Enquanto outros, nem tão belos, nem tão exuberantes, e nada perfeitos, são verdadeiramente amados, arrastam atrás de si muitas pessoas que os admiram, servem de exemplo a serem seguidos.

Bordados são nossas atitudes. O modo como agimos com os outros. A intenção por trás de nossas ações, e a verdade de quem somos são os fatores que vão determinando como será o nosso avesso.

Uma pessoa verdadeiramente bela torna praticamente insignificante seu avesso. E uma pessoa de alma pesada, torna imperceptível sua beleza.

Trabalhe seu bordado. A gente borda um pouco por dia. Durante toda a nossa vida. Capriche nos pontos que bordará hoje!
O amor construído sobre a beleza morre com a beleza.

Beijos meus amores!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Qual é o alter ego do seu Super-Herói?

O alter ego


Se perguntarem qual meu super-herói favorito, vou imediatamente dizer que é o Super Homem.
Pense nos super-heróis. Todos eles têm seu alter ego. O de Peter Parker é o Homem Aranha. Batman é o de Bruce Wayne.
Agora, o alter ego do Super Homem é Clark Kent. A roupa do Super Homem é vermelha e azul, com aquele “S”. Assim ele foi encontrado pela família Kent, que o criou.
A roupa de Batman foi inventada por ele, assim como a do Homem Aranha. Eles se fantasiam e incorporam seus super-heróis. Super Homem não, com ele, acontece o contrário. Ele é um herói de verdade, que se disfarça de humano, e ainda de um humano fraco e tímido. Ele não acorda Clark Kent. Acorda Super Homem.
Assistindo Kill Bill, de Quentin Tarantino, acompanhei esse diálogo e me dei conta de uma triste realidade: quem é herói de verdade, e quem se fantasia?
Quem é bom de verdade, e quem finge ser?
Repare nossos políticos. Existe algum Super Homem entre eles? Repare em suas decisões com base nos discursos “pelo bem do povo”, mas que no fundo beneficiam seus interesses, seus partidos e sua sede de chegar ou permanecer no poder. São eles realmente quem “aparentam” ser? Ouço, de todos os lados discursos inteligentes, bem elaborados. Quem não tem um pouco mais de sensibilidade, não percebe quem é o herói disfarçado de covarde, e quem é o covarde disfarçado de herói.
É bom começarmos a analisar melhor quem é quem.
E nas amizades? Quem é a amiga verdadeira, fiel, para todas as horas... e quem é a interesseira, amiga de ocasião, amiga de todos, sem ser verdadeiramente amiga de ninguém?
No trabalho? Quem é o verdadeiro colega, e quem é o sanguessuga? Quem é o que se dedica de verdade, e quem é o que se aproveita da dedicação do outro? Quem tem o talento e quem tem o dom de se aproveitar do talento do outro?
Quem é o personagem?
Na vida da gente, representamos muitos papéis. Não tenho medo de quem demonstra suas fraquezas e sua humanidade, através de suas imperfeiçoes e defeitos.
Tenho medo de quem se faz de herói, mas não tem bondade. Quem disfarça solidariedade, mas só trabalha em benefício próprio.
Tenho para mim, que há muitos heróis pelas ruas, escondidos nos locais onde moram e trabalham, longe dos holofotes. Pessoas de espírito leve e alma pura. Cuidam de idosos, ajudam crianças, recolhem bichos das ruas. Não pensam em recompensas. Porque o bem que fazem, faz bem para a alma.
Agora, há também muitos vilões fantasiados de super-heróis. Enquanto não adquirem super-poderes, até que são inofensivos. Porém, são potencialmente perigosos quando assumem cargos políticos, no Judiciário, na segurança pública, no Executivo, no Legislativo, cargos de chefia em empresas, associações, entidades.
Mandam e desmandam, fingindo ser os defensores da Lei e da Ordem. E seus desmandos acabam gerando grandes injustiças, dor, e infelicidade.
Você poderá me dizer: Michele, mas todos têm seus pontos fracos. Até mesmo o teu Super Homem.
E eu vou responder:
Melhor ter como ponto fraco a criptonita, do que a falta de caráter.

Beijos, até a semana que vem!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Errar é aprender...

Oi geeente!


Não é por nada que existe aquele ditado: o peixe morre pela boca. Quem fala o que quer, ouve o que merece. Concordo plenamente com isso. Outro dia, recebi um e-mail de um leitor que escreveu: Michele, nessa tu perdeu a oportunidade de ficar calada.

Às vezes perdemos mesmo a oportunidade de ficarmos calados. Às vezes não. Porque é exatamente quando nos equivocamos em nossas colocações, que aprendemos. Ninguém evolui só acertando. E ninguém acerta sempre.

Estava eu, montada no cavalo branco de minha infinita sapiência, discutindo sobre a presença de prostitutas em um evento da cidade, dizendo que lá não era o lugar delas. Imediatamente uma leitora (que tem contato direto com essas mulheres) escreveu-me, colocando-me em meu devido lugar. Quem sou eu para dizer onde alguém deve estar? Porque uma freira poderia estar lá, e uma prostituta não?

Neste momento percebi que o preconceito existe em nós, e está enraizado de forma que nem mesmo percebemos. O que eu queria dizer, na ocasião, era que aquele não era o local para determinados comportamentos femininos. Não era local de joguinhos sexuais e provocações. Porém, ao usar o termo “prostitutas”, acabei dando a entender que todas essas profissionais se comportam assim. Ledo engano. Qualquer mulher, e muitas aliás, têm esse tipo de comportamento inadequado. Enquanto prostitutas de profissão, não raro, dão exemplo de comportamento público e de caráter. Eu, que jurava não ter esse tipo de preconceito, fui traída pela minha boca, porque usei termos errados para definir um pensamento.

Em outra ocasião, baixei o sarrafo naquela musiquinha “Ai se eu te pego”, afirmando que homens que agem só pegando as mulheres, são homens “Michel Teló”. Gente, a P-R-I-M-A do Michel Telo é minha leitora (pausa, caiu meu queixo)!! Ela prontamente e muito educadamente escreveu, falando sobre as raízes simples de Teló, em Anta Gorda, sobre o cantor e suas origens. Aí me dei conta novamente, de que o que o cantor canta, não tem relação nenhuma com o que ele é. E outra, suas letras divertidas não têm termos baixos e chulos como alguns funks e músicas sertanejas que deveriam ser abolidas do universo musical. O problema é quem leva ao pé da letra e executa o que o Teló canta. Tóin pra mim!

Entenderam o que eu quis dizer? A forma como colocamos alguns pensamentos dá margem para diversas interpretações. E se a gente não dá o balão, não leva o puxão de orelha, não aprende, e não se torna mais cuidadoso no futuro.

Pense você mesmo: quantas vezes se equivocou no julgamento de uma pessoa? Quantas vezes tirou conclusões erradas sobre determinadas situações? Quantas vezes apontou o dedo sem conhecer? Escreveu alguma baboseira em redes sociais e causou o maior auê? Fez uma piada sem graça, um comentário desnecessário?

O que me deixa mais feliz, é que, em todas as ocasiões que fui questionada sobre minha forma de ver as coisas e pensar, acabei fazendo amigos, ampliando horizontes, abrindo a mente e evoluindo.

O que pra nós é considerado bizarro... Do outro lado do mundo é absolutamente normal. Depende da cultura. É muito bom ouvir o outro. Analisar seu ponto de vista. Ser compreensivo e ser flexível. Se não concordar, respeite.

Quem se acha, vive se perdendo.
E ainda não me apresentaram o dono da verdade absoluta.

Eu adoro aquela música do Skank que diz: “Tudo tem três lados. E a noite arremessará outros dados”.

Pensemos nisso. Vamos analisar todos os ângulos possíveis. E vamos deixar a vida jogar os dados. O inimigo de hoje, é o aliado de amanhã. Você pode precisar da pessoa que mais desprezou. Você pode odiar quem amou, e amar quem odiou.

Sentimentos petrificados, unilaterais e pensamentos radicais apenas fazem você ficar preso a pré-conceitos. Sem errar, sem se equivocar, sem admitir que errou, você não evolui.

Bom, meus amores, acertando, errando, agradecendo, pedindo desculpas, vou indo em frente...
E quanto a você, vai ficar aí parado?
Beijos, seus LINDOS!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Das curtas e certeiras...

"Paixões cretinas, equipamentos de ginástica milagrosos, bugigangas em geral. Você só percebe que não precisava disso depois que aquele trambolho for todo seu!" 

Ai, se eu te pego!

Oi geeente!


Procura-se homem inteligente.
Procura-se homem interessante, bem humorado, que tenha experiências para dividir, e ótimas histórias para contar. Que goste de apreciar as coisas boas da vida, que seja simples, e ao mesmo tempo, sofisticado nas ideias. Que seja a companhia ideal para envelhecer junto.

Procura-se homem que não existe. Será?
Existe sim. Mas é preciso que você também seja a mulher ideal para ele.

Mesmo que não se admita, a vida da gente gira em torno de relacionamentos. Por mais bem sucedido ou feliz que você seja no trabalho, é duro chegar em casa e desfrutar sozinho, do que você conquistou.

A vida é feita para ser dividida. Já diz a famosa frase: a felicidade só é real quando compartilhada.

Mas está ficando difícil encontrar alguém para compartillhar. A maioria das pessoas está em busca de uma relação apenas para sugar. Se aproveitar da posição social, dos bens materiais, do status ou do conforto.

Você compartilha de verdade suas alegrias com alguém? Há quem ria das suas piadinhas e de seu humor ácido? Há quem te abrace nos seus momentos de angústia? Há quem preencha o seu vazio existencial? Há quem te diga “relaxa, vamos dar uma volta, tomar um sorvete, que tudo passa? Há quem te apóie no “larga tudo e recomece”?

Sua vida é partilhada? Verdadeiramente partilhada?

Escrevo isso porque tenho visto uma legião de homens como a música de “Michel Teló”. Seus discursos? – Ai se eu te pego, ai... ai... se eu te pego.

PeloamordeJavé!!! Que mulher se submeteria a um gênio como este? Todo mundo canta a música “Delícia”, mas realmente, vocês já prestaram atenção naquela rebuscada letra? Merecia um prêmio da  Academia Brasileira de Letras.
Sábado, na balada. Encontrei a menina mais linda. Tomei coragem, comecei a falar: Delícia, delícia, assim você me mata. Ai se eu te pego, ai ai, se eu te pego”.

Pelamor! Coragem peço eu! Mas se é pra falar uma asneira dessas, cala a boca que é melhor. Nada contra a música, que é realmente contagiante e divertida. Mas o problema é que a realidade de muitas baladas reflete isso, a presença do que eu chamo de homem-asno. Não fala, ZURRA!

No Ensino Superior se formaram no curso “Cantadas de Caminhoneiros- Módulo III”. E só abrem a boca para soltar pérolas do tipo: Se você fosse uma caneta, me riscaria todo de você! Sua Linda! 

E essa modalidade de Homem-Jegue não tem idade pra se jogar na breguice. Tem o bando de tiozinhos que bateram nos 40 e voltaram pra adolescência, e agora pegam você num cantinho da boate com aquela frase que saiu do fundo do seu intelecto: Se meu filho não quiser, eu fico com você! Sua linda! 

É mole? E o pior... é que a mulherada cai!! Elas dão corda! O homem-Teló fica grandão e acha que vai conquistar o mundo.

Pois eu afirmo, e quero profundamente acreditar nisso: ninguém aguenta por muito tempo um homem assim só por causa do dinheiro. Impossível. Só se a mulher for muito, muito, muito interesseira, ou burra. Porque você até passa bem um tempo, desfruta, atura. Mas a rotina chega, o tempo passa, e entre uma viagem e outra, um jantar caro e outro, putz... você precisa conversar!!

E aí? Vai ligar para a amiga? Vai arranjar um amante? Vai conversar com o cachorro? Trocar ideias com a sua plantinha?

Por favor homens, seus lindos: cultivem mais seus cérebros, menos seus músculos e contas bancárias.

No fundo, no fundo, quando nada mais der jeito, nem mesmo o viagra... você também meu querido, vai querer apenas sentar na varanda, olhar pro horizonte, e bater um bom papo com quem está ao seu lado.

Vamos, todos nós, buscarmos menos aparência e mais conteúdo. Amém.

Beijos!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Saudações a quem tem coragem!


Oi geeeente!

Na vida, é preciso ter amor. É preciso ter inteligência. É preciso ter iniciativa.  Verdade? Não. Na vida, é preciso ter acima disso tudo, coragem.

Me explico:
Sempre fui péssima nas ciências exatas, e jamais serviria para trabalhar com números. Porém, sem perceber, acabei vivendo justamente com base no que menos sei fazer: calcular.
Não sei se a culpa é do signo (virginiana do cão), dos astros, do raio que me parta, mas a verdade é que faço tudo calculado o tempo todo.  Sou figuradamente (haha) uma “cagona”.

Tenho tudo mentalmente programado. Caso “der errado”.
Você acha que quem calcula cada passo, se entrega de verdade? N-Ã-O.

Conheço muita gente assim:
“Vou largar tudo e tentar uma vida nova em outra cidade. Mas apenas tirei férias de 30 dias do emprego, caso precise voltar”.
 “Vou começar um novo relacionamento, mas deixei o antigo em banho-maria. Caso der errado, tenho pra quem voltar”.
“ Não vou me apaixonar por ele. Assim não vou sofrer”.
 “Não vou dizer pra ela que ela é o amor da minha vida. Caso eu não seja o amor da vida dela, pelo menos não me humilhei por quem não devia”.
“Vou fazer geologia. Pra que arriscar me frustrar e ser reprovado em medicina”?
“Não vou fazer o exame preventivo. Quem procura, acha”.

Quem tem coragem não precisa fazer somente o que tem certeza que vai dar certo. Não tem sempre uma segunda opção. Quem tem coragem foca no objetivo. E como não tem escapatória, dá o melhor de si para que dê certo.

Se não der... Então inicia do zero, sem rusgas, sem uma bagagem de fracassos acumulados nas costas. Como você pode começar algo que vai mudar sua vida, se tem os grilhões do passado amarrados a seus pés?

"O homem que teme o sofrimento já está sofrendo pelo que teme."
( Michel de Montaigne )

Tenho uma amiga montada na grana, que não entra em avião porque tem medo de um desastre aéreo. O sonho dela é conhecer o mundo, vive falando dos lugares que conhece em revistas e documentários. Morrer em uma queda dos céus é que ela não vai. Mas é capaz de morrer de vontade de acordar em um hotel olhando o mar que banha as Ilhas Gregas.

Eu não posso falar de ninguém. Sou do tipo: Se chover, tenho meu mini guarda-chuva na bolsa, o tempo TODO. Não sou pega desprevenida, podem ter certeza. Mas a última vez que tomei banho de chuva foi com cinco anos de idade.

Vocês me entendem? Quem calcula tudo, não se joga. Quem não se joga, não corre o risco de estrebuchar no chão. Mas também perde a oportunidade de voar.

Então, pensando nisso, cheguei a conclusão de que para ter amor na vida, é preciso antes de mais nada, de coragem. Para permitir que alguém entre, sem restrições, no seu coração. Coragem de se entregar, sem medo de ser magoado, ou acabar só. Amar pela metade, calculando o que você faria se chegasse ao fim, é antecipar o amanhã, sem aproveitar o hoje.

Para ter inteligência também é preciso ter coragem. Conheço muita gente inteligente e inútil. Não tem coragem para realizar. Apenas pensa, não executa.

Para se ter iniciativa, é preciso ter coragem. Porque sem ela, a gente não dá o primeiro passo. Não ousa.

Quem não tem coragem, pede sempre o mesmo sabor de sorvete, anda sempre pelas mesmas ruas seguras, beija sempre comedidamente, ama sempre passivamente, vive sempre decentemente, trabalha sempre mecanicamente, e quando perguntado se é feliz, mente!

Quem tem coragem, vive. Quem não tem, se esconde.

"O sucesso e o amor preferem o corajoso."
( Ovídio )

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Anestesiadas...

Oi geeente!



E ninguém ligou no dia seguinte.

Não sei quanto a você, mas eu ainda sou do tempo de esperar a ligação no dia seguinte. E de fantasiar romances, e finais do tipo: Foram felizes para sempre...

Mas não sei em que escola estuda a Cinderela moderna. Só sei que nem é preciso de bruxa para estragar tudo, porque a própria heroína da nossa história está conseguindo fazer isso, com seu novo jeito de ser.

Agora é assim. A carruagem virou carro próprio, e o vestido do baile se transformou em alguns poucos panos que mais mostram do que tapam o que antigamente só aparecia na revista Playboy. Não há suspense, não há história de amor.

Como elas mesmas dizem...Quer romance, compra um livro”.

Elas começam a se “anestesiar” na quinta, e fecham o bar no domingo. Bem provável que tenham de segunda a quarta para se arrepender do papelão que desempenharam.

Bebem além dos limites do normal, e ficam espiando, fora de si, o que seus corpos fazem, já sem coordenação alguma, sem dor, sem sentimento, sem noção. Já cambaleando, saem à caça de uma presa, do sexo masculino, que muito provavelmente, na manhã seguinte mal lembrarão da fisionomia. Do nome então... só por milagre.

E elas vão até o fim. Ou seja, além de bebida e liberdade, também estão atrás de sexo sem compromisso, sem segurança, sem respeito.

Elas estão se violentando em nome do que chamam diversão.

Não pensem que falo do que ouço falar. Falo do que vejo. Agora são os homens que esperam a ligação no dia seguinte. E ela não vem.

Todos nós, em algum momento, bebemos demais, exageramos na dose, beijamos um desconhecido, saímos com a pessoa errada, ou nos rebaixamos para quem não merecia. O problema é que as Cinderelas Modernas bebem todos os dias, saem cada dia com uma pessoa errada diferente, e se rebaixam para elas mesmas.

Não sei como conseguem se olhar no “espelho, espelho meu” no dia seguinte.

O Príncipe Encantado já fugiu a galope faz tempo. E elas são verdadeiras abóboras que circulam em bando e usam óculos de sol gigantes.

Há desamor. Porque confundiram liberdade com libertinagem. Confundiram prazer com promiscuidade. Confundiram igualdade de sexo com depreciação da imagem feminina. E no final, não há felizes para sempre. Há apenas a máxima: Vou fingir ser feliz por hoje.

Anestesiadas. Assim estão muitas mulheres. Sem sentir nada.

Não admitem, é verdade. Mas, no fundo, só o travesseiro sabe do vazio que esta busca insana deixa, após cada final de festa.

Se fizessem isso e fossem felizes... pelo menos... Se a liberdade lhes escapasse pela boca, em um sorriso aberto de quem encontrou paz de espírito, alegria e felicidade... então ninguém poderia lhes apontar o dedo.

Mas no final do conto de fadas às avessas, elas encontram apenas a solidão.

Solidão, e fim.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Porque você não vai.... ver se eu tô na esquina?

Oi geeente!



- Oi Michele, tudo bem?
- Oi fulana. Tudo ótimo e contigo?
- Mais ou menos. E aí, me conta Miche, tu casou?
- Não.
- E tem filhos?
- Não.
- Mas porque tu não casa?
- Porque sou feliz assim. O importante é que uma relação seja boa, e não que esteja escriturada.
- E filhos? Ó... que depois dos 30, fica mais difícil, hein.
- Se eu ficar muito “velha” depois dos 30 e não conseguir engravidar, eu adoto um bebezinho.
- O que??? Tu não sabe dos problemas de crianças adotadas? E se tu adotar um marginal?
- Pôxa, tu deve ter feito uma pesquisa e deve ter descoberto que todos os traficantes, estupradores, ladrões, bandidos e assassinos são pessoas que foram adotadas. Ninguém que tenha bons pais (biológicos) descamba para o crime.
- Nossa Michele, não precisa ficar assim. Só não quero que quando tu tiver 60, 70 anos, tu seja uma pessoa sozinha.
- Engraçado, conheci uma senhora no asilo, que tinha três filhos, e no entanto, eles não a visitavam há 8 meses.
- Bom amiga... acho que eu vou indo.
- Sim querida, vai... vai ver se eu tô na esquina.

Quem nunca passou por uma situação como essa? Quem nunca foi metralhado por perguntas do tipo:
- Porque você não vai trabalhar em um grande centro?
- Porque você não compra um apartamento maior?
- Porque ao invés de viajar, você não guarda dinheiro?
- Porque você não corta esse cabelo?
- Porque você escolheu Direito, e não Medicina?
- Porque isso, porque aquilo...

Incrível como as pessoas têm a fórmula certa para nós. E esquecem de cuidar de suas próprias vidas. Casar na Igreja, ter filhos antes dos 30, guardar dinheiro no banco, ter um bom carro na garagem, uma casa enorme, onde a gente se perca, são apenas alguns dos conceitos considerados obrigatórios para sermos “normais”.

Só que muitas pessoas apenas seguem essas regras para não serem julgados pela sociedade, e acabam infelizes dentro do mundo de mentiras que criaram.

Não acredito em regras. Acredito em valores. Não seja guiado pelo senso comum, seja guiado pela voz do seu coração. Não pode estar errado quem busca amor e respeito na vida.

Outro dia, conversando com um amigo, eu dei os parabéns pelo casamento. Foi uma festa luxuosa, cheia de pompa e circunstância, que custou os dois olhos da cara.
Eu cheguei toda simpática: - Parabéns! E aí, está feliz, dividindo a vida com alguém?
E ele: - Sim, casei, mas se não der certo, eu separo.

Hã? Mas se pensa dessa forma, então porque casou?

Agora é assim: eu caso, se não der certo, separo. Eu tenho filho, mas se não der certo, eu largo pros avós cuidarem.

Parece que tudo isso está tão descartável! Pudera tantos divórcios. As pessoas não se comprometem, vão ao sabor do vento. Na primeira rajada mais forte, se desestruturam, abandonando o barco. E quem estiver nele que se afogue. Esperto é quem pega o colete salva-vidas e salta primeiro.

Precisamos tomar decisões importantes, quando estivermos prontos para elas. Escolher a faculdade, a carreira, o marido, quando ter um filho... etc, não deve depender de pressão social. Deve depender de um desejo sincero, vindo do fundo do coração.

A felicidade pode ser trilhada das mais diversas formas. É preciso respeitar o caminho que o outro escolheu, para que o outro também respeite sua estrada.

Pensemos nisso antes de lançarmos nossos intermináveis... “Porque você não...” questionando a vida alheia.

Cada um sabe dos motivos que o fizeram ser quem é. Cada um sabe das dores, das alegrias e das tristezas de cada escolha. Cada um sabe o que lhe custou cada um de seus fracassos. E cada um sabe da imensa alegria de seus sucessos. Vamos cuidar da nossa casa, do nosso coração, da nossa vida.

O mundo mudou, as relações mudaram. Não se prenda às convenções sociais.
Apenas seja feliz, a seu modo!


Beijos, meus amores!