Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Errar é aprender...

Oi geeente!


Não é por nada que existe aquele ditado: o peixe morre pela boca. Quem fala o que quer, ouve o que merece. Concordo plenamente com isso. Outro dia, recebi um e-mail de um leitor que escreveu: Michele, nessa tu perdeu a oportunidade de ficar calada.

Às vezes perdemos mesmo a oportunidade de ficarmos calados. Às vezes não. Porque é exatamente quando nos equivocamos em nossas colocações, que aprendemos. Ninguém evolui só acertando. E ninguém acerta sempre.

Estava eu, montada no cavalo branco de minha infinita sapiência, discutindo sobre a presença de prostitutas em um evento da cidade, dizendo que lá não era o lugar delas. Imediatamente uma leitora (que tem contato direto com essas mulheres) escreveu-me, colocando-me em meu devido lugar. Quem sou eu para dizer onde alguém deve estar? Porque uma freira poderia estar lá, e uma prostituta não?

Neste momento percebi que o preconceito existe em nós, e está enraizado de forma que nem mesmo percebemos. O que eu queria dizer, na ocasião, era que aquele não era o local para determinados comportamentos femininos. Não era local de joguinhos sexuais e provocações. Porém, ao usar o termo “prostitutas”, acabei dando a entender que todas essas profissionais se comportam assim. Ledo engano. Qualquer mulher, e muitas aliás, têm esse tipo de comportamento inadequado. Enquanto prostitutas de profissão, não raro, dão exemplo de comportamento público e de caráter. Eu, que jurava não ter esse tipo de preconceito, fui traída pela minha boca, porque usei termos errados para definir um pensamento.

Em outra ocasião, baixei o sarrafo naquela musiquinha “Ai se eu te pego”, afirmando que homens que agem só pegando as mulheres, são homens “Michel Teló”. Gente, a P-R-I-M-A do Michel Telo é minha leitora (pausa, caiu meu queixo)!! Ela prontamente e muito educadamente escreveu, falando sobre as raízes simples de Teló, em Anta Gorda, sobre o cantor e suas origens. Aí me dei conta novamente, de que o que o cantor canta, não tem relação nenhuma com o que ele é. E outra, suas letras divertidas não têm termos baixos e chulos como alguns funks e músicas sertanejas que deveriam ser abolidas do universo musical. O problema é quem leva ao pé da letra e executa o que o Teló canta. Tóin pra mim!

Entenderam o que eu quis dizer? A forma como colocamos alguns pensamentos dá margem para diversas interpretações. E se a gente não dá o balão, não leva o puxão de orelha, não aprende, e não se torna mais cuidadoso no futuro.

Pense você mesmo: quantas vezes se equivocou no julgamento de uma pessoa? Quantas vezes tirou conclusões erradas sobre determinadas situações? Quantas vezes apontou o dedo sem conhecer? Escreveu alguma baboseira em redes sociais e causou o maior auê? Fez uma piada sem graça, um comentário desnecessário?

O que me deixa mais feliz, é que, em todas as ocasiões que fui questionada sobre minha forma de ver as coisas e pensar, acabei fazendo amigos, ampliando horizontes, abrindo a mente e evoluindo.

O que pra nós é considerado bizarro... Do outro lado do mundo é absolutamente normal. Depende da cultura. É muito bom ouvir o outro. Analisar seu ponto de vista. Ser compreensivo e ser flexível. Se não concordar, respeite.

Quem se acha, vive se perdendo.
E ainda não me apresentaram o dono da verdade absoluta.

Eu adoro aquela música do Skank que diz: “Tudo tem três lados. E a noite arremessará outros dados”.

Pensemos nisso. Vamos analisar todos os ângulos possíveis. E vamos deixar a vida jogar os dados. O inimigo de hoje, é o aliado de amanhã. Você pode precisar da pessoa que mais desprezou. Você pode odiar quem amou, e amar quem odiou.

Sentimentos petrificados, unilaterais e pensamentos radicais apenas fazem você ficar preso a pré-conceitos. Sem errar, sem se equivocar, sem admitir que errou, você não evolui.

Bom, meus amores, acertando, errando, agradecendo, pedindo desculpas, vou indo em frente...
E quanto a você, vai ficar aí parado?
Beijos, seus LINDOS!

2 comentários:

  1. Errar é humano. Aprender também. Infelizmente algumas pessoas não estabelecem conexão entre essas duas qualidades. Esse sim é um grande erro. Na verdade, o erro só é erro quando não é percebido. Quando é, torna-se aprendizado. Sem essa percepção, correm-se dois riscos: o de repetir erros sem aproveitá-los para evoluir e o de parar de tentar por medo de errar.
    Quer um atalho? Ele existe: aprenda com o erro dos outros. De preferência daqueles que acabaram acertando no final. Esse atalho pode ser encontrado no estudo, na leitura e na interação com outras pessoas, especialmente os mais velhos. Hein, o do cubo, escreveu um curioso poema a respeito de sua invenção e da filosofia do erro:

    O caminho para a sabedoria

    Bem, é direto e simples de expressar:

    errar,

    errar

    e errar novamente...

    Mas menos,

    menos

    e menos...

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  2. Nossa Beta!! Tava inspirada hein!!!
    Amei!
    Muito
    muito
    muito...

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