Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Todos os verbos do mundo!

Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo

E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo

Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo

E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo ...


Zélia Duncan

Pra frente é que se anda...

Oi geeeeente linda e antenada!

Adeus Guaporé Caranguejo!

Caranguejo é um bicho esquisito. Acha que andando pra trás se vai pra frente. O jeito esquerdo de se movimentar, acaba deixando algumas pessoas confusas, achando que podem fazer o mesmo.
Sem a habilidade, a destreza e a rapidez do caranguejo, essas pessoas vão de ré, andam em círculos, se movimentam sim, mas não saem do lugar. ( E acham que estão abalandooo!!)

Abordo este assunto, porque, meus queridos e idolatrados leitores: tem coisas que depois que você abre, não voltam mais ao tamanho original! (danadinho... pensou besteira né?!).
Falo do conhecimento, das experiências que abrem a mente, expandem as ações e acabam nos tornando grandiosos, maiores do que poderíamos supor.

Assim foi a INTIMASUL FASHION FAIR. Tenho sinceramente, medo, que não consigamos acompanhar o passo tão grande dado neste ano. Juro, me sentia em um grande centro, com celebridades, badalação, imprensa com suas câmeras, seus note books, suas gravações e transmissões.

Cenário digno de um evento grandioso, como grandiosa é nossa indústria, e grandiosos são nossos empreendedores.

Quando via a Neura Gomes correndo de um lado pro outro, pensava: Deus é sábio. Ela é pequenininha, mas tem uma energia sem fim! Se ela tivesse dois metros de altura, com mais energia, essa mulher teria a força de uma bomba atômica!

Com ela não tem tempo feio, não tem “não posso”, não tem “não dá”. Ela já chega “situando” as pessoas, de que aqui não é terra de índio. Que somos profissionais, importantes e precisamos nos dar valor.

Aquela “japa” da Sabrina Sato, que fez o maior papelão dando o cano, vai ficar com os olhinhos puxados “bem abertos”, porque aqui, as pessoas têm respeito e responsabilidade.

Mas isso não tirou o glamour da feira. Pelo contrário. Fernanda Vasconcellos tem muito mais categoria e gabarito. Paulo Zulu foi um espetáculo de beleza, simpatia e simplicidade. Ganhamos uma miss na passarela, com a Natália Anderle. E pra quem gosta de um corpo perfeito... a Samambaia arrasou!



Mas a Intimasul nos deixa uma grande responsabilidade: a profissionalização e a qualidade. Acabou o tempo da calcinha barata e bagaceira. Acabou o tempo da foto mal feita, no fundo do quintal, com câmera digital 5 mega pixels. Acabou o amadorismo.
Desde os produtos, aos catálogos, passando pelas feiras e eventos, Guaporé precisa manter a qualidade apresentada na Intimasul Fashion Fair. Fruto do trabalho e dedicação de muitos. Orgulho de todos!

Parabéns! “Me caiu o queixo da cara”! Amei este evento!

Mudando de assunto:

Que horror! Por isso que as vezes penso que virar lésbica é a única solução. Outro dia, uma amiga minha, já senhora, linda e vaidosa perguntou a um senhor sincero:

- Que idade o senhor me dá?
-Bem... pelos cabelos, dou-lhe vinte anos, pelo olhar, dezenove, pela sua pele, dezoito, e pelo seu corpo, dezessete anos!
- Hummm, mas como o senhor é lisonjeador!
- Nada disso, sou sincero... agora espere, que vou fazer a soma...

Falando muito sério:

Isso aconteceu em uma boate aqui da cidade. Um amigo meu, estava na dele, com amigas, dançando e se divertindo. Quando um “machão local” chegou na rodinha e soltou a seguinte pérola:

-“Ou esse gay sai da roda ou quem sai sou eu.”

Guaporé é terra de gringo preconceituoso e homofóbico. Sério. As pessoas estão vivendo a vida do jeito delas, sem agredir ninguém, e vem os donos da moral e dos bons costumes, achando que são exemplo para alguém. Respeitar as diferenças. Essa é a regra número 1 da vida em sociedade. Mas meu amigo tem sabedoria e dignidade. Deixo um desabafo, que vale pra todos nós:

“Não sou nenhum monstro e tenho o direito à liberdade. Se pra ti ser “gay” é algo feio ou coisa que não te faz bem, me desculpa, mas acredito que tu não deverias viver nesse planeta. A liberdade de expressão de muitos, afeta a ignorância e a incapacidade de outros. Peço desculpas se te incomodo, é uma pena, porque eu realmente não posso fazer NADA, e jamais mudaria ou sairia de um ambiente que estou com os meus amigos, para agradar a uma pessoa de mente pequena e que fala porque tem boca. É preferível ser do jeito que sou a me esconder atrás de uma máscara e mostrar ao outros o que eu REALMENTE NÃO SOU, que é o teu caso. A tua falta de sabedoria, reflete na pessoa que és, acredito que não preciso falar mais nada, afinal, todos enxergam o que um tolo é capaz de fazer.”

segunda-feira, 26 de julho de 2010



Prazer, mulher indecisão.

Decidir é excluir. Optar é dizer sim, esquecer... o porque não?

Escolher é admitir um nunca mais... e dar adeus a um talvez.

Decidir é amadurecer. Ou será que é se esconder?

Atrás de uma escolha apenas, deixando de lado a multiplicidade da vida...

Mulher indecisão.

 Porta entreaberta.

Vento pelo vão da janela.

Presa na pergunta eterna...

O que quer da vida

Quem quer na vida

O que fazer da vida

Como viver a vida

Levar a vida, ou deixar a vida...

Decidir sozinha... seu rumo e direção.
Prazer mulher indecisão,

Eternamente presa... entre um sim, ou um não.


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eu era virgem...

"Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos!"



 
Ontem perdi a virgindade. (Eu sei, que você aí, danadinho, deve estar arregalando os olhos e pensando: - Tá! E eu sou o Bozo!). Mas perdi mesmo. Mais uma vez.

Aliás, é depois de uma certa idade que você perde a virgindade, mesmo. E isso não tem nada a ver com essa coisinha que você tem no meio das pernas.

Perder a virgindade pode acontecer no trabalho, com amigos, com namorado, marido, na rua, na balada, em qualquer lugar. E acontece o tempo todo.

Muitos meninos fazem sexo pela primeira vez com prostitutas pagas. E juro, eles perdem neste momento a noção de que mulher é um ser especial, que precisa ser conquistado, amado. E não comprado e pago.

Eles perdem a virgindade aí! Ao perceberem que o prazer é vendido. Que o corpo da gente é mercadoria.

As meninas, que leram muitos contos de fadas, perdem a virgindade com meninos, que completamente alienados ao sentido real do sexo, as tratam como objetos.

A sujeira do sexo pago não está no dinheiro. Está no descarte.

-Obrigado por me satisfazer, agora, cai fora!

E a partir daí, passamos a perder a virgindade todos os dias. Quando perdemos a inocência, quando as pessoas não nos valorizam, quando nos sentimos descartáveis, quando nos decepcionam. Quando descobrimos que alguns sonhos são apenas utopias. Que nosso amor não é perfeito. Que nosso ídolo é corrompido. Que nosso político é corrupto. Que nosso patrão é carrasco. Que nosso amigo é falso.

Que mentira nos contaram quando disseram que perder a virgindade era fazer sexo pela primeira vez. Quando você faz sexo por amor a alguém, você é eternamente virgem, porque é sempre como se fosse a primeira vez.

Perder a virgindade é perder a inocência. E nos tempos de hoje, nos estupram, sem dó nem piedade. E a cada dia nos mostram que a sociedade é tão hipócrita, tão fingida, tão suja. Falsos moralismos, regras e conceitos ultrapassados.

Perdemos a virgindade quando nos dizem que devemos ser o que desejamos, devemos nos assumir e correr atrás de nossos sonhos. Depois nos discriminam por sermos diferentes, nos ridicularizam, nos perseguem, nos apontam, nos julgam e riem de nossos sonhos.

Se perder a virgindade é perder a pureza...

Queria ser virgem a vida toda.

Queria acreditar sempre, nas pessoas.

Hoje em dia, os cirurgiões plásticos devolvem a virgindade física a você. Mas a inocência... uma vez roubada... não volta nunca mais.

“O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas.” – Cazuza

De inveja não morro. Mas mato um bocado.
(Franklin M.)

sábado, 10 de julho de 2010



Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever.

Clarice Lispector

E o cordão dos puxa-sacos...


Oiiiii geeeente!
Amados meus! Nesta semana vou falar de uma profissão promissora, que cresce a cada dia: a carreira de PUXA-SACO.
Eles estão aí para deixar o saco de qualquer um enooooorme.
Vou contar uma historinha:

Em uma cidadezinha chamada Saco Grande do Norte, o prefeito Jacinto Pinto fez uma reunião de Secretários no início da tarde. Mas Jacinto Pinto havia se empanturrado de chucrute no almoço de correligionários, que aconteceu em uma capela do interior. Jacinto já sentia aqueles gases comuns, oriundos de tal iguaria da culinária alemã. Estavam os Secretários Municipais concordando com todas as ideias que o administrador dava, quando seu Jacinto soltou aquele “pum” fenomenal, e pior: em alto e bom som. E aquele aroma invadiu o ambiente.
O Secretário de Indústria e Comércio, que era jardineiro, disse: - Que cheirinho de flores do campo.
O Secretário de Obras, que era comerciante, disse: - O cheiro veio de fora, passou o caminhão do lixo.
O Secretário da Saúde, que era eletricista, disse:- Não estou sentindo nada...
E por aí foi...
Mas o Secretário da Agricultura, que era engenheiro agrônomo, torceu o nariz e disse:- Isso é repolho podre, minha gente!
Houve um desconforto geral na reunião. Como poderia aquele Secretário despreparado, que não entende nada de política, falar a VERDADE? E na cara do Prefeito, o chefe maior?
Quando tudo parecia perdido, eis que o Oficial de Gabinete salva a Pátria, gritando:- Fui eu!

Queridíssimos! Identifiquem no texto, os “puxa-sacos”.

Eles são uma espécie comum em qualquer lugar. Geralmente despreparados para a função que assumem, estão aí para delatar colegas de trabalho, babar nos ovos do chefe, fingir que trabalham, e claro... receber o salário no final do mês.

Na política, são os “assessores dos assessores dos assessores”, ou aqueles “incômodos companheiros”, que só fizeram campanha, esperando uma tetinha.

Precisam ser “colocados” em algum lugar, para que não “virem a casaca” na próxima eleição.

São aqueles que sobem na empresa, não porque fizeram Pós, Especialização, MBA, ou qualquer coisa do tipo... Mas sim, porque todo chefe que não sabe liderar sua equipe, precisa de cães de guarda, fiéis e geralmente burros, para cuidar da vida alheia.



Não têm formação específica para a função, não entendem nada com coisa nenhuma, e geralmente, se acham donos da razão e competentíssimos.



Nunca vão ser exterminados, porque são extremamente úteis. Alguns são inteligentes, e são pessoas de formação exemplar, mas que “por falta de oportunidade melhor”, se sujeitam a ocupar cargos de puxa-sacos, somente para conseguir um bom salário.



O que quero dizer, com isso tudo, é que desta forma, ninguém vai para frente. O puxa-saco não evolui e nas crises de consciência percebe sua completa falta de amor próprio e honra. Os perseguidos pelo puxa-saco se desmotivam no trabalho. A qualidade do serviço prestado cai. E claro, a falta de alguém que discorde do chefe e traga ideias novas, acaba estagnando a empresa, o comércio, a administração municipal e a gestão de um político.

O requisito para assumir qualquer função não deveria ser partido político ou submissão, deveria ser: qualificação.

E não estou escrevendo esse texto para ninguém em especial, muito menos para pessoas de Guaporé. Muito embora, sempre tem alguém que use o chapéu.

Estou escrevendo para os líderes, para os governantes, para os empregadores. Eles sim, precisam deixar de contratar puxa-sacos. Somente desta forma, finalmente, no verão, os altos índices de puxa-sacos mortos, serão zerados.

Afinal, é só o amado patrão entrar na água acima da cintura, que o puxa-saco morre afogado, pois está lá, pendurado, com unhas e dentes... naquele lugar que vocês estão imaginando...

Beijos meus lindos, e não precisam ficar puxando meu saco (saco virtual, ok), podem escrever, falando exatamente o que pensam:

Michele@tl.com.br

E a frase da Copa, afinal, mulher entende tudo de futebol: Não importa o tamanho da vuvuzela. O importante é ter alguém para soprá-la...

sábado, 3 de julho de 2010

Patinho feio...



Quando eu era pequena e estudava no Scalabrini, a gente tinha que pedir para a professora um colar, para poder ir para o banheiro. Tinha uma colega que vivia pedindo o tal colar do banheiro, e apelidaram-na de mijona.

Eu, que queria passar bem longe de qualquer apelido maldoso, bem me lembro aquele dia em que me aguentei o quanto pude, sem ir ao banheiro. Me lembro de sentir o xixi escorrendo pelas minhas pernas e molhando minha calça de lã do uniforme azul marinho. Por sorte, estava vestindo lã, e a calça absorveu todo o xixi. Fiquei lá, mijadíssima, até a hora de ir para casa. Acho que ninguém sequer percebeu.

Mesmo depois, quando adolescente, bem recordo que na minha sala tinha a paraíba masculina, a colona da roça, o bichinha, o rolha de poço, a neguinha bombril... e por aí vai.

Eu, magrela que era, com medo de ser a Olívia Palito, vivia com meia calça de lã por baixo do uniforme, para ficar com as pernas mais grossas. Colocava algodão nos peitos, porque nós, “despeitadas”, éramos chamadas de “bergamotinhas”.

São marcas que carregamos para a vida toda. E olha, que apesar de desagradável e constrangedor, esse tipo de perseguição, ainda é o menos grave. Há problemas ainda maiores: crianças que apanham dos colegas, que são obrigados a carregar cartazes colados nas costas com os dizeres “chute aqui”, e até mesmo são obrigados a pagar “pedágio”, ou seja, dar dinheiro a colegas mais velhos para poderem entrar na escola. Com o uso da internet, espalham-se fotos, vídeos e comunidades perseguindo minorias.
Hoje em dia, isso se chama Bullyng. E uma pesquisa com 382 alunos da escola Bandeirante mostrou que 25% dos entrevistados sofrem algum tipo de constrangimento.
Aí, realizam campanhas e mais campanhas, para acabar com este problema, cujo início está na raiz da humanidade. Só os mais fortes sobrevivem. É preciso se adaptar para sobreviver.
Não foi isso que você aprendeu nas teorias da evolução, na escola?

Queridos, os magrelos, os feios, os homossexuais, os gordos, os que usam óculos, os que são cdfs, os que são negros, todos sobrevivem. Mas a que preço?

Nascemos e somos criados por nossos pais para sermos iguais. Nos enquadrarmos nas regras. Coitados dos diferentes. Se você, assim como eu, faz parte destes 25% que de alguma maneira não eram o “estereotipo da beleza”, não eram chefes de torcida, nem a mais bonita da escola, muito menos o mais forte... então você sabe o quanto esse tal “bullyng” incomoda e atrapalha sua adolescência.

O quanto você se sente o patinho feio. Não sei até que ponto eu me sentir “diferente” me ajudou ou me prejudicou nos tempos da escola. Só sei que superei isso, com alguns resquícios, claro.

E sabe, o que me serve de lição? A gostosona da escola, hoje, vive escrava dos remédios para emagrecer. O que só levava vantagem às custas dos outros, colava nas provas, não fazia os trabalhos, até hoje é sustentado pelos pais, e “não descobriu o que quer da vida”. O riquinho da turma, tinha de tudo. E como não precisava lutar por nada, hoje luta pra se livrar das drogas. E assim vai.

Você não pode hoje, olhar para um adolescente mirradinho, feinho, que não se destaca, e prever o que ele vai se tornar. O casulo da borboleta ainda não permitiu a metamorfose, mas ela vai chegar.

Vocês devem ter lido nos jornais quantos casos de bullyng terminam em suicídio. Uma menina, obrigada a tirar a roupa e deixar que “colegas” da escola a tocassem e filmassem, acabou por tirar a própria vida, por vergonha e humilhação. Outra, perseguida pela filha da vizinha no site de relacionamento “My Space”, se enforcou no quarto, com um cinto. Aos 13 anos.
A grande maioria sobrevive. Mas com que sequelas?

Não sou psicóloga, psiquiatra, pedagoga, professora, mas se fosse mãe, não criaria meus filhos para serem iguais, criaria meus filhos para serem FELIZES.
Beijos meus lindos, e recebi de uma amiga, a frase da semana:

“Homem não mente para a esposa, ele apenas transforma a verdade em algo aceitável para a mulher.”