Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

21.12.12



Oi geeeente!!


21.12.12
Hoje o mundo termina.
De repente, o fim.
Apesar de ser um fim anunciado há muito tempo (desde os Maias), ainda assim, sinto que não estou preparada.
Aliás, nem comprei uma calcinha nova. Meu lingerie de hoje está péssimo. Velho, e bege. (Se eu sobreviver ao fim, vou pagar mico. Minha mãe sempre diz: jamais saia de calcinha velha. Se você tiver um mal súbito, e precisar ir ao hospital, eu não mereço a vergonha de ter uma filha relaxada.)
Eu poderia ter juntado todas as minhas economias e ter um fim mais digno. De calcinha nova, em Santorini, na Grécia, vendo o mundo acabar de uma janelinha azul, com vista para o Mediterrâneo.
Só que não!
É o fim, e eu nem fiz um empréstimo monstruoso no banco, só para morrer feliz, acreditando ter me vingado por todas as vezes que paguei os juros exorbitantes do cheque especial.
Não tive tempo de fazer a cirurgia de orelha de abano. Se alguém construir a nova Arca de Noé, provavelmente eu sobreviva, me disfarçando de elefante.
Não tive um filho, não escrevi um livro, não plantei uma árvore.
Porque eu adiei tantas coisas que deveria ter feito... ontem?
Não pedi perdão na hora certa, não elogiei quando devia, não ajudei quem precisava, não fiz minha parte para salvar o planeta.
Poderia ter feito bem mais. Por mim. E pelos demais.
Se a Terra tremesse neste dia 21 de dezembro, pegando a gente (os descrentes do fim), com as calças na mão, além de nos “borrarmos” todos, garanto que passaríamos a ver a vida de outro jeito.
Quem sofreu um acidente grave, superou uma doença terrível, passou por um fio pela morte, sempre, depois do susto, afirma que passou a ver a vida com outros olhos. Valorizando o que realmente tem valor.
E aí eu me pergunto: Será que precisamos quase morrer para aprender a viver?
Diante desta descoberta maravilhosa, de que podemos ser melhores mesmo que o mundo não acabe, já decidi como vai ser meu fim:
Vou convidar as pessoas que amo para um jantar. O traje não vai ser gala. Quero todo mundo descabelado, de pijama velho, sem maquiagem e bem à vontade. (Exatamente como ficamos quando nos largamos em casa!)
Não teremos espumante importando, nem wisky envelhecido. Vamos tomar uma cerveja bem gelada. E nada de caviar. Batata frita, pizza, filé a parmegiana, massa, picanha, buchada e ovo no vinagre.
Vamos cantar um sertanejão de zona, rir até a barriga doer, beber até cairmos tortos no sofá.
Vai ser um fim do mundo bem brasileiro, bem popular, e bem povão.
No dia seguinte, se o mundo não acabar... No máximo, vamos precisar administrar a ressaca!
Curtam do jeito mais simples e mais divertido que existe: ao lado das pessoas que nos amam e que amamos!
Se for pra morrer, que seja de amor!

“Queria ter me preocupado menos, com problemas pequenos.Ter morrido de amor.” (Titãs, Epitáfio)
 

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