Oi
geeeente!!
21.12.12
Hoje
o mundo termina.
De repente, o fim.
Apesar de ser um fim
anunciado há muito tempo (desde os Maias), ainda assim, sinto que não estou
preparada.
Aliás, nem comprei uma
calcinha nova. Meu lingerie de hoje está péssimo. Velho, e bege. (Se eu sobreviver ao fim, vou pagar mico.
Minha mãe sempre diz: jamais saia de calcinha velha. Se você tiver um mal
súbito, e precisar ir ao hospital, eu não mereço a vergonha de ter uma filha
relaxada.)
Eu poderia ter juntado todas
as minhas economias e ter um fim mais digno. De calcinha nova, em Santorini, na
Grécia, vendo o mundo acabar de uma janelinha azul, com vista para o
Mediterrâneo.
Só
que não!
É o fim, e eu nem fiz um
empréstimo monstruoso no banco, só para morrer feliz, acreditando ter me
vingado por todas as vezes que paguei os juros exorbitantes do cheque especial.
Não tive tempo de fazer a
cirurgia de orelha de abano. Se alguém construir a nova Arca de Noé,
provavelmente eu sobreviva, me disfarçando de elefante.
Não tive um filho, não
escrevi um livro, não plantei uma árvore.
Porque
eu adiei tantas coisas que deveria ter feito... ontem?
Não pedi perdão na hora
certa, não elogiei quando devia, não ajudei quem precisava, não fiz minha parte
para salvar o planeta.
Poderia ter feito bem mais.
Por mim. E pelos demais.
Se
a Terra tremesse neste dia 21 de dezembro, pegando a gente (os
descrentes do fim), com as calças na mão, além de nos “borrarmos” todos,
garanto que passaríamos a ver a vida de outro jeito.
Quem sofreu um acidente
grave, superou uma doença terrível, passou por um fio pela morte, sempre,
depois do susto, afirma que passou a ver a vida com outros olhos. Valorizando o
que realmente tem valor.
E
aí eu me pergunto: Será que precisamos quase morrer para
aprender a viver?
Diante desta descoberta
maravilhosa, de que podemos ser melhores mesmo que o mundo não acabe, já decidi
como vai ser meu fim:
Vou convidar as pessoas que
amo para um jantar. O traje não vai ser gala. Quero todo mundo descabelado, de
pijama velho, sem maquiagem e bem à vontade. (Exatamente como ficamos quando
nos largamos em casa!)
Não teremos espumante importando,
nem wisky envelhecido. Vamos tomar uma cerveja bem gelada. E nada de caviar. Batata
frita, pizza, filé a parmegiana, massa, picanha, buchada e ovo no vinagre.
Vamos cantar um sertanejão
de zona, rir até a barriga doer, beber até cairmos tortos no sofá.
Vai ser um fim do mundo bem
brasileiro, bem popular, e bem povão.
No
dia seguinte, se o mundo não acabar... No máximo, vamos precisar
administrar a ressaca!
Curtam
do jeito mais simples e mais divertido que existe: ao lado das pessoas que nos
amam e que amamos!
Se
for pra morrer, que seja de amor!
“Queria
ter me preocupado menos, com problemas pequenos.Ter morrido de amor.” (Titãs, Epitáfio)

Perfeito!!!
ResponderExcluirMuito bom... Parabéns!!!
ResponderExcluirMe convida para o fim...
Alcir Sbabbo
;)
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