Devaneios tolos... a me torturar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Lábios de mel. Coração de fel.



Existe uma forma de mudar o mundo para melhor. É fazer uma viagem para dentro de si mesmo e recolher-se. Recolher-se e transformar-se.
Alguns, desiludidos com o mundo exterior, metem-se dentro de suas conchas, e jamais voltam à tona para mudar o mundo. É um risco que se corre. Afinal, dentro de nós existe um oásis de paz, harmonia e felicidade.

Mas se você viajar para dentro de si, e não contribuir para a mudança dos outros, pouca diferença fará na sociedade.

Tem uma frase famosa que diz que o problema não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.

Por aí, nas ruas, nos bares, nos locais públicos, o que se escuta aos gritos são pessoas, falando de outras pessoas. Criticando, julgando, inventando algumas histórias, aumentando outras. Estão com os dois olhos na janela da casa do vizinho, para não dirigir um olhar para dentro de sua própria casa.

Dentro desta, não há mobília, não há o fogo quente e aconchegante de uma lareira, nem a mesa farta, nem o riso saudável dos amigos, muito menos o conforto dos braços de um amor.

Há vazio e frio.

Sem mergulhar em seu próprio universo e sem tentar mudar seu mundo, se limitam a apontar o dedo para aqueles, que com sofrimento e aprendizado, trabalham duro para consertar suas casas. Erram, acertam, reformam e até mesmo, realizam uma verdadeira mudança, construindo do zero, um novo lar.

Você faz parte de qual desses grupos? Está nas rodas de conversas vazias, dedo em riste apontando os outros, sorrindo com lábios de mel e destilando o veneno do fel?
Ou faz parte do grupo daqueles que têm muito trabalho cuidando de si e daqueles que ama?

Às vezes falta esta auto-análise na vida de muitos. Do alto de suas razões e montados em sua moral, eles cavalgam pelas ruas, como se estivessem defendendo a pátria. Infelizmente, seus cavalos vão deixando um rastro de sujeira por onde passam.

E é por isso mesmo que a gente escuta, com o perdão da má palavra... tanta “M” por aí.

6 comentários:

  1. A maioria das pessoas não enxerga o óbvio. Muitas acham mesmo que são felizes assim. Enganar-se a si mesmo é sempre a pior mentira. Se enganam em relacionamentos amorosos, fingem estar satisfeitos no trabalho, e assim por diante. E aí, quando veem uma pessoa realmente feliz com o que é e o que faz... quem controla aquele fel que vem subindo? Descarregam a bílis sem dó nem piedade. São pobres de espírito. Coitados. Beijo menina!
    Paulo.

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  2. Carla Cristina Peixotto24 de agosto de 2011 16:44

    Olá! Sempre fiquei muito revoltada com pessoas com inúmeros talentos e muita capacidade, que nao dividiam isso com ninguém. Se trancavam em seu mundo, e quase nunca contribuiam com o exterior. Talvez tu tenha razao, podem ser pessoas que casaram de tentar mudar o mundo. Recolheram-se em si mesmas. Uma pena.

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  3. Bom diaaa! Obrigado pela visita de vcs! Carla, conheço muita gente assim. Pessoas que se envolviam com a sociedade, participavam, atuavam, mas simplesmente desanimaram. Cansaram de ser vítimas de sentimentos como inveja, dor de cotovelo, rancores, raivas, etc... e vivem para si, para suas famílias e suas empresas. Quem perde é a sociedade. Os maus ficam por aí, liderando tudo, gritando aos quatro ventos suas "verdades absolutas". Uma pena mesmo. Concordo contigo.

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  4. Percorrer os corredores estreitos de nossas almas em busca de respostas pode ser perigoso, a cada porta que abrimos presumimos que ela não se fechará as nossas costas, nos deixando presos para sempre, como também não temos certeza que o defeito que estamos tentando corrigir não é o alicerce que sustenta a vida que levamos.

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  5. Nossa. Deu até medo agora. Verdade verdadeira.

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  6. Querida!!!
    eu faço parte do grupo daqueles que têm muito trabalho cuidando de si e daqueles que ama.

    Existe Alguém

    Há alguém dentro de você que deseja tantas
    coisas que nem você sabe.
    Quando vem aquela sensação de vazio e de melancolia,
    esse alguém está pedindo que você entenda
    as coisas que ele quer.
    Você pressente uma extrema necessidade de fugir.

    De repente é uma vontade de sair caminhando
    sem planejar para onde.
    É o desejo de abraçar uma árvore,
    de sair levitando rumo ao céu,
    de abrir seu coração com alguém
    que você nem conhece.

    Outras vezes é o impulso de andar descalço,
    pisar em verde grama,
    sentir o frescor do solo ainda umedecido
    pelo orvalho noturno.
    Vem a vontade de cheirar pedacinhos de capim,
    folhinhas de hortelã,
    humildes florzinhas do campo.

    Há momentos em que você baixa os olhos
    e nada vê além de imagens fugidías
    de lugares e paisagens que você jamais conheceu.
    Um profundo suspiro solta-se do seu peito,
    você não sente o peso do
    próprio corpo, não nota aqueles que estão à sua volta.
    E quantas vezes eles lhe parecem tão estranhos, não é?

    Vêm-lhe desejos intensos de apagar o passado,
    de anular o presente, de soltar-se das preocupações com o futuro.
    É seu espírito pedindo descanso.
    As lágrimas são reprimidas,
    os desejos são abafados, os sonhos são adiados,
    porque você acredita que ” precisa ”
    estar presente e alerta o tempo todo para resolver
    ” problemas “.

    Você sabia que o maior ” problema ” é exatamente você?
    Não se permite sentir, não se permite sonhar,
    não se permite ser você mesmo(a).
    Há alguém dentro de você que deseja tantas
    coisas que nem você sabe.
    Esse alguém quer que você reconheça que não pode
    carregar todos os pesos do mundo nem de todo mundo.
    Ele quer que você se trate bem e que se conscientize de
    de que cada um está no lugar em que se colocou.

    Solte-se.
    Viaje para dentro de si próprio(a) e olhe tudo nesse lugar
    que lhe parece tão desconhecido, esse lugar que é você mesmo(a).
    Você também está onde se colocou.
    E assim como entrou, também pode sair.
    Aconselhe-se com esse alguém dentro de você
    que deseja tantas coisas que nem você sabe.
    Pergunte-lhe o que ele quer e abra-se para ” senti-lo “.
    É nele que estão todas as respostas e soluções.

    Esse alguém quer resgatar o seu divino direito
    à liberdade de ser único(a).
    Esse alguém é sua Alma.
    Tente … você consegue …
    … e aguarde por coisas que antes você considerava milagres …
    Confie.
    Só a obediência aos desejos de sua Alma lhe garante a
    conquista de perpétua Serenidade.
    … e siga sua Vida em paz …

    Silvia Schmidt – Do livro ” Sorte É Prá Quem Quer ”

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