Devaneios tolos... a me torturar.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Não importa a verdade. Importa o circo.

Retirei do blog de uma pessoa que admiro e cujos textos me ensinam muito. Recomendo: http://ass-livre.blogspot.com/

Infelizmente o mundo não valoriza a verdade, apenas o espetáculo, o circo. E cada um inventa um personagem, e é praticamente obrigado a encara-lo até o fim.



“Numa série de posts num blog no ano passado, quando Amy Winehouse veio ao Brasil, escrevi que o melhor que a talentosa cantora britânica, encontrada hoje sem vida, em Londres, poderia fazer era ir para casa e se tratar. Eram visíveis os sinais, mesmo à distância, de que estava seriamente doente. Opinei que os produtores deveriam ter cancelado seus shows, à época, imediatamente. Mas não o fizeram. Ao contrário, o mainstream teceu louvores à artista e fez graça de seus problemas. 
Essa irresponsabilidade tem um nome e uma causa: complexo industrial cultural e dinheiro. Exploraram-na até a morte, e sua obra renderá somas enormes por muito tempo ainda. Pedir ética num ambiente em que muitos buscam sucesso, fama e riqueza a qualquer preço pode parecer utópico, mas pelo menos que nos seja lícito assinalar o cinismo. E, no dia de seu falecimento, as reportagens exibidas sobre o trágico epílogo de Winehouse estão centradas em seus dramas, como se ela fosse a única responsável. Infelizmente, mais uma vez, o espetáculo não soube e não pôde parar- Dr. Luis Fernando de Campos Velho ”.

4 comentários:

  1. Concordo por um lado, mas descordo por outro. Sim, o " complexo industrial cultural e o dinheiro" foram realmente insanos e com certeza a pressionaram; mas Amy Winehouse tinha liberdade de escolha. Mas a resposta, quando lhe ofereceram ajuda foi:
    ♪ " No, no, no." ♫

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  2. Eu acredito que em algum ponto da vida, todos nós temos a capacidade de escolher. Não concordo com a vida que ela levava, nem com o mau exemplo que passava, mas o que mais me irrita é que ninguém (ou poucos) tentaram entender o ser humano, a doente, a dependente, a moribunda que ela se tornou. Ainda estava nos palcos, caindo, se arrastando, enquanto alguns apaludiam o ídolo decadente como um bicho raro no zoológico. O mundo dela se dividiu entre os que idolatravam a jovem/rica/talentosa/rebelde e entre os que atiravam as pedras na drogada/bêbada/decadente. Só que o show da mídia não parou nem por um momento. Se ela se recuperasse e aparecesse gordinha e corda, metade da legião de "fãs" ia se decepcionar. Morreu e entrou pra história.

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  3. Oi Camille. O problema é que o dependente químico perde boa parte do seu juízo crítico. Quando estive no São Pedro, em Porto Alegre (não internado rss), a maioria precisava de hospitalização compulsória para salvarem suas vidas. Deixados sozinhos, acho que cantariam Rehab também. Abç.

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  4. é, pensando por esse lado, realmente foi uma atitude grotesca dos que estavam próximos a ela. Tadinha... Tomara que essa história não se repita nem com os famosos e nem com os que estão a nossa volta.

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