Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Saindo de cena...

Oi geeente!

“Nuca é tarde demais. Às vezes, é apenas cedo demais”.

A frase, segundo o Google (este sábio), é do Caio Fernando Abreu. Sábio Caio. Mas falar é fácil, difícil é saber a hora certa.

Seguidamente fico prestando atenção nos discursos dos pré-candidatos a prefeito de Guaporé. “Chegou a minha hora”. “É a minha vez”. “Estou pronto”.

Entre o tarde demais, e o cedo demais está o momento certo. Identificá-lo é que são elas. Precipitar-se, por vezes, pode colocar tudo a perder. Ainda mais em se tratando de política. Atrasar-se então, muito pior.

Acho que existe uma energia, uma combinação de talento, sorte, competência e talvez, destino, que conspira a favor de algumas pessoas, e contra outras.

Por mais que uns e outros sapateiem, por mais que se esforcem, parece que nada conspira a favor.

Como explicar o sucesso estrondoso e absoluto de algumas pessoas? No esporte, na política, na música, no cinema, no rádio, na televisão? Enquanto outros, não menos talentosos e capazes, passam a vida toda a nadar e morrer na praia?

Qual é o momento certo? Para se declarar, para terminar uma relação, para mudar de cidade, de emprego, de vida. Qual o momento certo para pedir aumento? Para assumir um cargo? Para encarar um novo desafio?

Não sei dizer. É preciso arriscar. Quando você tenta, estando preparado, tem mais chances de alcançar êxito. Então, prepare-se. E se não der certo, pense que não foi o momento ideal, mas que outra oportunidade virá.

As oportunidades se renovam, porque tudo muda, o tempo todo. O mundo gira, as peças se encaixam de forma diferente, e a roda do sucesso dá espaço para o novo.

E é aqui que eu quero chegar. Qual será o momento certo de deixarmos outro brilhar?

É aí que reside o grande erro das pessoas que chegam lá. Bebem do cálice do poder, do sucesso e não sabem a hora de parar.

Na política, não conseguem perceber que é preciso renovar. Na empresa, não se dão conta de que sangue novo significa evolução. No esporte, transformam-se em grandes problemas para seus clubes, porque não identificaram a hora de “sair por cima”.

Saber sair de cena é uma arte. Chegar ao topo e dar lugar ao próximo é uma habilidade de poucos. A maioria se agarra ao poder a ponto de fazer com que o mesmo se torne sua ruína.

Deixar a presidência da entidade. Aposentar-se do comando da instituição. Ceder lugar na diretoria do partido político. Deixar que reserva entre em campo é pura sabedoria.

Ser lembrado pelo sucesso e não pela derrocada. Sair do cargo aplaudido, e não vaiado.

Precisamos aprender a deixar o palco enquanto a plateia ainda está gostando do espetáculo.

Precisamos deixar SAUDADE.

Mas como é difícil... como é difícil.

Beijos, meus amores!

4 comentários:

  1. O Poder e a Gaveta do Caixão

    Diante da transitoriedade da vida – já que mesmo os “poderosos” estão aqui de passagem – de que vale a estressante, desleal e ferrenha luta que alguns travam pelo poder? Que dividendos isso vai lhes render no final do jogo?

    O fato é que o poder tem um enorme potencial transformador de caráter e de personalidades. É ainda revelador da alma, como descobriu Abraham Lincoln quando disse que "quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder".

    Quem, nas empresas, já não viu ou conheceu pessoas pacíficas, alegres e bondosas transformarem-se de repente em tiranos e durões, tão logo é anunciada sua promoção a chefe, gerente ou diretor? Claro, estes são casos de pessoas com recalques e inseguranças reprimidas que adquirem “coragem” de mostrar a verdadeira face, tão logo tenham em mãos um instrumento formal de “poder” – ou seja, a circular de promoção.

    Não foi à toa que um dia Einstein disse:
    - "Eu só conheço duas coisas infinitas: o Universo e a ignorância humana. No entanto, ainda tenho dúvidas se o Universo é infinito” .


    “Poema em Linha Reta”

    “Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
    Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
    Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
    Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
    Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida.
    Quem me dera ouvir de alguém a voz humana...
    Arre, estou farto de semi-deuses!
    Onde é que há gente no mundo?”

    Álvaro de Campos


    Te cuida mas não te comporta.
    Bj.

    p.s
    Está linda na foto do perfil!

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  2. Culto amigo anônimo, que tal criar um blog? Ou melhor... não cria não... continua enriquecendo o meu!
    beijos!!!

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  3. Olá Flôr!!!!
    Sua escrita tem tudo haver com o dia a dia do poeta
    Mesmo a cortina fechada, o expetáculo continua!!!!

    Beijos
    Preciosa Maria

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