Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Por toda minha vida...

Oi geeeente!


Eu sempre tive muitas teorias sobre o amor. Porém, mordi a língua e mudei de ideia sobre a grande maioria delas. A última certeza que caiu por terra, era o fato de eu acreditar que o amor deveria ser uma troca. Quando você acredita que amor é troca, automaticamente faz as coisas pensando no que vai receber.
Amor não é troca. Amor é doação.
Em dezembro, passei por uma experiência que mudou minha vida. Eu sempre fui egocentrista. Minha vida era voltada a mim mesma. Adorava me arrumar, comprar coisas para mim, sair sem hora pra voltar, viajar. Trabalhava para conseguir realizar meus sonhos, pagar pelos meus caprichos e manter minhas mordomias.
Não que prejudicasse alguém, com essa vida de mulher independente, centrada em mim mesma. Mas também não me doava por inteiro.
Agora, não sou mais quem eu era.
Nunca mais tive uma noite de sono ininterrupto. Não cosigo sequer ir ao banheiro sossegada. Banho de uma hora, não me pertence mais. Não raro, saio voando do chuveiro, cheia de condicionador no cabelo. Falando em cabelo, adeus horas fazendo chapinha. Adotei a técnica do “vai como pode”. O bom é que agora a moda é democrática, e todo tipo de cabelo está na moda. (Cabelo feio também? Porque o meu tá horrível!!!)
Outro dia consegui me maquiar antes de sair. Pena que consegui maquiar apenas um olho. Lancei moda: olho com sombra, olho sem sombra. Nem me dei conta.
Passei os primeiros dias, depois da mudança radical, me sentindo um extraterrestre. Não sabia como agir, não conseguia desligar, andava feito um zumbi, sem dormir. Vi meu mundo virar de cabeça pra baixo, e das 24 horas do dia, não sobrava uma sequer pra mim. Todos os minutos eram dedicados ao meu amor.
E quanto mais eu me dedicava, mais precisava me dedicar. Amor é superação.
Às vezes, por mais que me dedicasse, tudo que eu recebia em troca era choro e reclamação. Amor também é incompreensão.
Mas... quando o dia amanhecia e meu amor me olhava e sorria, eu erguia os olhos para o céu e agradecia. Amor é oração.
Cuido, com todo o zelo do mundo, de um lindo bebê de apenas um mês, que Deus me deu como filha. A menina acorda pra mamar, mama pra dormir, e no intervalo faz quilos e quilos de caca nas fraldas. Se cocô de criança é bento, eu logo serei canonizada. Estou abençoada.
Ela requer atenção, carinho e paciência durante todos os minutos do dia. E eu me doo de coração, sem esperar nada em troca. Eu amo. Amo muito. E isso pra mim já basta.
Quando ela me dirige um sorriso banguela, meu mundo é muito mais colorido. Ela é o sol dos meus dias. A luz da minha vida. Como eu pude viver tanto tempo sem ela? O fato dela existir, é a minha recompensa. Se ela for feliz, eu também serei feliz. A dor dela é a minha. O riso dela é o meu.
Minha mãe perguntou se eu sentia falta da minha antiga vida. Eu respondi que sentia sim, mas que jamais voltaria atrás na decisão de ter um filho.
Porque amor verdadeiro é generoso.
Onde há egoísmo, definitivamente, não há amor.
E isso vale para todo o tipo de relacionamento. Inclusive para o seu. Se você ama, você se doa. Se a recíproca for verdadeira, receberá amor também. E sem cobranças.
Quem ama, se entrega por inteiro. Não existe meio amor.
Pense nisso.
Beijos meus amores!

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