Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Gostos, cores, amores...



Oi geeeente!



Eu assisto o Big Brother (Esperem, contem até dez antes de começar o apedrejamento...).
Eu confesso: assisto porque odeio. Detesto aquela gente, detesto os discursos do Bial, não suporto aquelas peitudas sentando no sofá do confessionário e dizendo: - Vou votar na fulana, mas por questão de afinidade. Ou aqueles homens com muito músculo e pouco cérebro dizendo, quando precisam defender sua permanência na casa: - Eu quero ficar porque tô sendo eu mesmo. (Peraê, como é que a pessoa deixa de ser ela mesma? Me ensinem, quero passar uma semana sendo a Gisele Bundchen).
Mas ao contrário do que parece, essa não é uma coluna sobre o Big Brother. É uma coluna sobre a contradição.
Eu assisto porque odeio. Assisto pra me irritar. Acho a maioria das pessoas desinteressantes. Sem conteúdo. Tenho pena das boazudas burras.
Outro dia, a participante Tatyelli Polianna disse que seu namorado Roni (até que é gato!) era metrossexual porque fazia a ‘sombrancelha’.
Socorroooooooo!!! De que adianta ser gostosa se quando abre a boca é uma catástrofe? Eu tenho celulite, gordura localizada (dor de cotovelo), mas não falo ‘sombrancelha’,‘imbigo’, nem falo ‘amídolas’.
Então é isso: assisto pra ver aquele povo fofocar, fazer intriga, mostrar o pior do ser humano. Assisto para vê-los bebendo demais nas festas, fazendo fiasco, falando errado, rebolando bundas, exibindo silicone. Assisto porque sou curiosa. E apesar de criticar, assisto porque todas essas coisas mesquinhas fazem parte do ser humano. Espiar os outros também.
Aí leio intelectuais criticando abertamente quem assiste novela, quem assiste Big Brother, quem assiste Faustão.
Eu acho que o que difere gente culta de gente burra não são os gostos. São as atitudes.
De que adianta ler Maquiavel, ouvir Mozzart, adorar os filmes de Tarantino, se você não consegue respeitar o outro?
Deixa o cara assistir BBB e vai fazer sua Yoga.
Respeitar o gosto do outro, por pior que seja -na sua opinião-, é a maior prova de inteligência. Mesmo porque, sua opinião não vai mudar nada. Se isso fizesse diferença, eu teria acabado com todos os sertanejos do universo.
A verdade é que todos nós temos um lado que ama o que odeia. Você está numa festa, bebe todas, e quer dançar. Vai balançar mais ao som de Milton Nascimento ou de Michel Teló? Você odeia a ex do seu atual, mas não resiste a cuidar da vida dela e vasculhar seus perfis nas redes sociais.
Pois é. Escondido, a gente faz o que diz que odeia.
A breguice, por exemplo, me incomoda. Mas, geralmente, o brega é feliz, animado, original. Já muito intelectual por aí é intragável, prepotente, dono da verdade, com o rei na barriga.
Montados em nossa inteligência, por vezes, sentimos inveja dos simplórios. Eles são tão felizes com o que possuem! Se encantam com as coisas simples, se contentam com o que a vida oferece.
De que adianta ser intelectual e ser chato, monótono, excessivamente crítico, insatisfeito?
Eu acho o BBB um pavor. Mas quando estou jogada no sofá, cansada de um dia de trabalho, juro que me divirto vendo aquela patacoada toda.
Oras! Eu poderia estar roubando, matando, ou cuidando da vida do vizinho pela janela. Tem muita gente culta que gasta o tempo a falar mal dos outros.
E quer saber? A tal Tatyeli Pollianna com esse nome e falando errado está lá, na Globo. Vai ser capa da Playboy, e vai faturar uma grana alta como convidada em festas e eventos.
E eu, aqui, comprando no crediário em 24 vezes. Quem é mesmo a esperta e quem é a burra?
Beijos, meus amores!

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