Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Quem vai salvar você?



Oi geeente!




Sempre fui muito certinha com meus compromissos. Daquelas que podem estar com amigdalite crônica, febre alta, dor de cabeça, que mesmo assim não falta trabalho. Se me pedem ajuda ou um favor, nunca nego. Nunca. Já me meti em cada enrascada porque não sei dizer não...

Me considero uma pessoa fácil de lidar, não sou competitiva, e geralmente me dou muito bem com colegas de trabalho. Minhas amizades resistem ao tempo, e acho que a última vez que briguei com alguma amiga, foi quando criança, porque não queria emprestar minha Barbie. (Sim, eu era possessiva e egoísta!)

Posso não ser um gênio, mas pra burra não sirvo, e dentro das minhas aptidões sou muito boa no que faço. Sou dedicada e perfeccionista. Obediente também. Muitas pessoas gostam do meu trabalho, e sei que meus chefes valorizam o resultado do meu esforço. Mas nunca me julguei insubstituível.

Sinto muito, caro leitor, você também não é.

Estou em licença maternidade, e, portanto há um mês estou em casa, cuidando da minha bebê (o que provoca mais cansaço que trabalhar tapando buraco no asfalto sob um sol de 40 graus!!!).

Eu não estou indo pro trabalho, mas o trabalho está indo sem mim. Meu chefe não me ligou desesperado, a rádio não ficou fora do ar, tampouco ouvintes enlouquecidos fazem fila na minha porta, gritando: volta Michele!!!

Por mais dedicada, profissional, competente e importante que seja alguém, em uma função, essa pessoa jamais será insubstituível. Tudo segue o seu rumo, ou acha um novo rumo, sem nossas presenças.

Por isso, quando observo ambientes de trabalho e grupos de amigos se deteriorando pela competitividade, quando vejo que a ambição supera a amizade, a compreensão, o companheirismo, sinto muita pena de gente assim.

Cedo ou tarde, amanhã ou depois, as peças são substituídas, e o que ficará em nossa vida não são cargos, ou carreiras, serão as pessoas que conquistamos.

Percebi que posso não ser insubstituível, mas para as pessoas que realmente cativei, sou inesquecível.

São aquelas que ligam, que visitam, que lembram, que se preocupam comigo. Podem ser poucas, mas são verdadeiras, e o sentimento que nutro por elas é recíproco.

Num passeio pela internet, me deparei com o texto que transcrevo abaixo. Li com atenção, e respondo com sinceridade: eu seria salva.

E você, seria?


"Conta-se a história de um empregado de um frigorífico da Noruega.
Certo dia ao término do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorífica.
Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara.
Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu. Todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.  Já estava há quase cinco horas preso, debilitado, com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.


Depois de salvar a vida do homem perguntaram ao vigia:  Porque você foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?


Ele explicou:

Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem daqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.

 Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou. 

Entretanto não se despediu de mim na hora da saída.
Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei…

Pergunta: Será que você seria salvo?”


Se sua resposta for não... lembre-se de que ainda há tempo para mudar sua atitude diante das pessoas que convivem diariamente com você.

Com certeza um dia você irá partir. Quando esse dia chegar, pelo menos, deixe saudade.


Beijos, meus amores.
(Obs: desconheço o autor da parábola, se alguém souber, me conte)

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