Devaneios tolos... a me torturar.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Fiquei louca, louquinha...

Durante a minha gravidez, e mesmo antes dela, eu tinha teorias inabaláveis sobre como criaria meu filho. Nunca colocaria para dormir na minha cama, deixaria chorando um pouquinho até aprender a se acalmar sozinho, ensinaria a dormir no próprio berço, apenas cantando canções de ninar...A gravidez evoluiu com muito risco, inicialmente com ameaças de aborto e depois com o risco do parto prematuro, e a minha percepção da maternidade já começava a mudar. Mas foi o nascimento do Antônio mudou tudo. Eu não pari meu filho da forma mais natural, tive que fazer uma cesárea. Mas o medo de perder meu filho durante a gravidez me fez, na hora do seu nascimento, parir o tal instinto materno. Ah! E foi ele, o instinto, que levou por terra todas (todinhas!) as minhas teorias sobre como "adestrar" um bebê. Hoje, não deixo meu filho chorar. Se quer peito, mesmo que já tenha mamado há menos de duas horas, dou peito. Se quer colo, dou colinho, e mais chamego e aconchego, de lambuja.Se chora, saio correndo, não espero nem um minutinho. E, confesso, coloco na nossa cama depois da primeira mamada da madrugada, para todo mundo conseguir dormir mais. Passei a entender que meu filho terá muito tempo para construir sua independência e que o tempo dos nãos (que também são parte do meu papel de mãe) chegará muito rápido, e eu sentirei muita saudades da fase em que tudo o que ele queria era estar grudadinho em mim. Então, quando vejo minhas queridas amigas, que ainda não são mães, teorizando (exatamente como eu fazia!), penso que não adianta falar, explicar, contar, porque esse é um daqueles sentimentos que só se entende vivendo. Dia desses, uma delas me perguntou se era verdade que o amor não nasce com o filho, que a gente aprende a amá-lo. Parei, pensei, e respondi que, com o filho, nasce um sentimento que não tem nome, avassalador, que te faz matar ou morrer por aquela criatura tão pequena e estranha que colocam no teu colo. Esse, acredito, não é o amor que eu conhecia antes. Talvez, com o Antônio, eu esteja reaprendendo o amor. Ou, talvez, exista algo maior que o amor, que a gente ainda não sabe como chamar, mas que deixa as mães com a fama de "loucas" (quase todas que eu conheço a tem). O que eu sei é que eu, a mulher prática e racional, cheia de teorias sobre a maternidade e sobre a criação de filhos, fiquei louca, louquinha, como a minha mãe ficou, como a minha irmã ficou...E estou morrendo de orgulho disso! (Daqui a três dias, o Antônio faz quatro meses. Há dois dias, minha prima Michele Lunardi teve a Maria Olívia. Acho que ela também vai ficar louquinha. Aguardemos!)
 
(Por Deisi Sartori)

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