Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Terra de porco espinho...


Oi geeeeeeeeeente!


Gente, eu sou uma negação na cozinha. NUNCA consegui fazer nada prestável pra comer, a não ser massa com atum (latinha de atum + massa= minha especialidade).

Eu e minha cachorrinha Sol temos uma paixão por castanhas (aquelas que cozinhamos na água e cujo recheio é um espécie de farinha amarela), e em um final de tarde estávamos varadas de fome, e na falta do que comer, resolvemos cozinhar castanhas.
Coloquei a panela no fogão e fui tomar banho. Do banho, pulei pra frente do computador. Fiquei com sono. E dormi.
De repente acordo com a Sol latindo feito louca, e uns estouros bem altos vindos da cozinha. Pensei:

-Meu Deus, chama o BOPE porque os traficantes invadiram a favela e é tiro pra todo lado!

Pulei da cama e corri pra cozinha (o que dá no máximo seis passos, dado o tamanho do meu apê) e percebi que a água havia evaporado, as castanhas estavam torrando na panela, e a pressão que se formou dentro delas com o calor, fazia com que elas explodissem e espalhassem uma poeira amarela por toda a cozinha. Parecia o reveillon em Copacabana!
Diante da calamidade pública que eu mesmo havia causado em minha casa, sai para comer alguma coisa fora. Mas a pessoa que me atendeu no local onde fui buscar comida me tratou de tal maneira, que enfiei o rabo entre as pernas e até a fome passou.

Aí pensei: - Nunca mais volto pra esse lugar!

Mas voltei. E volto sempre, mesmo que não seja bem tratada. Porque amo aquela comida.

Na vida da gente, é necessário, em qualquer área, engolirmos alguns desaforos. Convivermos com pessoas diferentes de nós. Batermos de frente com opiniões opostas às nossas.

Quem nunca foi mal atendido, ou nunca foi por um momento mal educado com outra pessoa?

Quem não se irrita às vezes com o marido (esposa) ou namorado (namorada) e não deseja que ele (ela) tivesse um botãozinho liga-desliga?

Quem não precisa aturar o colega de trabalho ou o chefe de mau humor, ou querendo desmerecer seu trabalho, ou subir na profissão usando você como degrau?

Quem não tem vontade de dizer aquela verdade para a melhor amiga de infância?

Quem não detestou alguém por, do nada, se enfiar no seu caminho, roubar seu namorado, ficar na sua frente no concurso público?

Que ódio, a gente vive sendo espetado por espinhos! E a gente vive espetando os outros!

Um leitor certo dia comentou que não lia essa coluna porque aqui só escrevíamos abobrinhas. (Me deu uma espinhada legal bem na bunda!)

Há uma semana o mesmo veio pedir para que publicássemos um recado, porque o que escrevíamos aqui, era formador de opinião pública.

E aí? Saltei de plantadora de abóboras selvagens para formadora de opinião em curto espaço de tempo. Sabem porque?

Porque me tornei útil para o interesse daquela pessoa.

Sim, meus amados. Somos todos interesseiros, pessoinhas pequenas às vezes, tão medíocres de vez em quando. Todos nós.

Mas também temos tantas qualidades. Somos tão gigantes às vezes, sabemos ser generosos também.

Apesar das pisadas, das patadas que damos e recebemos, precisamos das pessoas.

Ninguém é uma ilha.
Fiz essa volta toda querendo dizer a vocês que somos todos porcos espinhos. Espinhando aqui, sendo espinhados acolá.
Para dar a boa e velha lição de moral de hoje, na pretensão mais de aprender do que ensinar, vou contar a história dos porquinhos:

“ Durante rigoroso frio, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram se juntar em grupos, assim se aqueciam e se protegiam mutuamente.

Mas os espinhos de cada um, feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso, os porcos tornavam a se afastar uns dos outros.

Voltaram a morrer congelados.

Perceberam então, que precisavam fazer uma escolha: ou desapareciam da face da Terra ou aceitavam os espinhos do semelhante.

Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. Sobreviveram.”

MORAL DA HISTÓRIA: O melhor grupo não é aquele que reúne membros perfeitos, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue perdão pelos próprios defeitos. Sabemos da importância do texto acima em nosso trabalho e na nossa vida. Espero que saibamos utilizá-lo em nosso dia a dia.

Pra finalizar: nem todos em Guaporé pensam da mesma forma, agem da melhor maneira, ou são amigos uns dos outros. Mas a verdade, doa a quem doer, é que enquanto não trabalharmos em conjunto, aguentando firme os defeitos dos outros, não vamos chegar onde queremos e merecemos chegar.

Temos muito a crescer. E cresceríamos muito mais rápido se todos caminhassem para a mesma direção!!!!

Beijos meus porquinhos queridos. Desculpem as espinhadas voluntárias e involuntárias.
Vamos em frente, que é preciso evoluir sempre, para sobreviver.

Escrevam: michele@tl.com.br

Meu blog: michelunardi.blogspot.com

E a frase da semana:

Nunca brigue com um porco. Ambos vão acabar enlameados. A diferença é que o porco irá adorar.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Oi, Michele, desculpe a remoção do comentário, me enganei. Queria dizer que além dos jornalistas, autor de novela também está formando muita opinião, né? Abç.

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  3. Sabe, gostaria muito de chegar a um tempo em que as pessoas formassem suas opinões por suas próprias cabeças. Quem deixa alguém formar sua própria opinião, não tem opinião nenhuma. Somos seres tão influenciaveis que chega dar medo. Ainda hj eu acho que os grandes líderes religiosos, políticos, os grandes senhores donos do poder formam as opiniões das grandes massas manipuladas. A mídia não seria o quarto poder? Tá aí porque as novelas, os tele jornais etc etc etc manipulam tanto nosso modo de pensar. Será que temos mesmo opinião própria? Baseada em que?
    Beijosss!

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