Devaneios tolos... a me torturar.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Nós, mulheres....



Oi geeeente!

Meus queridos, na noite da terrinha a gente vê CADA COISA!!!

Observando, percebi o comportamento cada vez mais liberal das mulheres. Com a revolução sexual, a luta pela igualdade, comportamentos de homens e mulheres estão cada vez mais parecidos. Quase iguais.

As meninas que começam a sair para as baladas estão infinitamente mais antenas e espertas que os meninos da mesma idade, o que demonstra o que alguns estudiosos sempre afirmaram: o amadurecimento da mulher se dá muito antes que o dos homens.

Mas a partir daí, o lado positivo de toda essa liberdade, também começa a dar margem para o lado negativo: o comportamento de degradação física e sexual das mulheres.

Jogadas em um mundo onde tudo é possível, muitas de nós se deparam com um grande vazio. Com liberdade e grana, com uma infinidade de opções descartáveis de companheiros para as noites de festa, nós mulheres acabamos por nos sentir objetos sem valor algum.

Com nossas conquistas de liberdade de comportamento, não é incomum bebermos mais que os homens nas festas e nos apresentarmos BEM mal. E um dado que me chamou atenção e que é a mais pura verdade aqui, ali e acolá: o aumento do consumo de drogas por mulheres.

A droga mais feminina é a cocaína, que as pessoas pensar estar servindo de ponte de libertação dos desejos reprimidos das mulheres, para livrar-nos da timidez e como um caminho para a diversão sem preconceitos.

Não sou eu quem está inventando isso. Pesquisas comprovam e o Rio Grande do Sul vive esse problema em uma crescente. Porque depois do “barato”, as mulheres pagam caro.

São mais propensas a vivenciar com mais rapidez o lado negro dessa droga, se afundam em depressão, caem na promiscuidade, e lá pelas tantas se enterram em lama até os cabelos.

E pra sair dessa, não é nada fácil. Mesmo porque, a mulher que tem esse tipo de comportamento, infelizmente, ainda hoje sofre muito mais preconceito do que o homem. São poucos os que sobram para dar a mão quando uma mulher não consegue voltar à superfície para respirar.

Celebridades internacionais envolvidas com drogas e álcool como Kate Moss, Amy Winehouse, Britney Spears, entre outras, devem servir de exemplo. Mas de exemplo para não ser seguido. A geração Amy, da pobre menina de sucesso e revoltada com a sociedade não está com nada. É pura degradação.

Às vezes tenho medo do lugar onde nós mulheres modernas vamos chegar. Caminhamos a passos largos para a solidão. O desamparo. O desamor. Quantas de nós chega em casa de uma festa super e deita a cabeça no travesseiro se julgando o mais solitário dos seres do universo?

A maior conquista de uma mulher ainda é o amor. Todas nós ainda precisamos de amparo. De lealdade. De companheirismo. Precisamos de respeito. Não somos tão auto-suficientes assim.
Liberdade, se mal aproveitada, é uma faca de dois gumes. E você acaba escrava suas próprias escolhas. Pensemos nisso.



Mudando de assunto...

Um amigo me convidou para sua festa de 25 anos de casado, e me contou uma história bonita, uma lição de amor de uma mulher madura. Ele chegou e disse para a esposa: “ - Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas. Mas, todas as noites, eu dormia com uma mulher de 25 anos. Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super King Size e uma TV de plasma de 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo…

A esposa, uma mulher muito sensata, disse então: - Saia de casa e ache uma mulher de 25 anos que queira ficar com você. Com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.

- Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais!”

Não falei? Nós mulheres, no fundo, somos o MÁXIMO! Cuide bem da sua!

Beijos! Escrevam: Michele@tl.com.br

Frase da semana: Se soubesse que tinha mandado um idiota fazer isso, tinha ido eu mesmo.

* Seu Madruga

6 comentários:

  1. Michele, querida, cocaína não é droga que libere repressões ou proporcione antídoto contra a timidez e diversão sem preconceito. É um psicofármaco ilícito que mata milhões de neurônios a cada dose e induz uma crise maníaca por excitação de certas áreas cerebrais. Abç.

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  2. Pois é... infelizmente tarde demais as pessoas descobrem isso... há uma grande distância entre o que é, e o que as pessoas pensam que é... o uso de drogas.

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  3. Michele o seu texto me fez lembrar de um artigo da Marie Claire America desse mes. O artigo fala sobre um DVD japones que exibe meninas(mulheres) chorando. Os Japoneses acreditam que esse tipo de imagens fazem com que os homens se sintam mais "macho." O DVD funciona como uma ferramenta de auto-ajuda para fortalecer a autoestima masculina. Eles estao assustados com a nossa nova posicao na sociedade... E parece que nos mulheres estamos indo um pouco longe demais. Belo texto. Bruna

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  4. Olha que coisa.... estou lendo (Ao menos tentando, pois o livro está em PDF) A MULHER DE 30 ANOS....Como estou na casa dos 30 anos, me interessei em ler este livro, pois tenho ouvido: Mulher Balzaquiana...
    Mas amei em ler esta parte do texto, quando a esposa diz: "COM O MAIOR PRAZER EU FAREI COM QUE VOCÊ, NOVAMENTE, CONSIGA VIVER EM UM APARTAMENTO CAINDO AOS PEDAÇOS, DURMA EM UM SOFÁ-CAMA E NÃO DIRIJA NADA MAIS DO QUE UM FUSQUINHA." Ela deixa dá uma ênfase... EU FAREI! E olha que conseguimos isso! E se conseguimos. Nietzsche diz em uma das suas frases "Na vingança e no amor, a mulher é mais bárbara do que o homem" Precisa dizer mais??

    Michele, com sempre fabulosa em suas crênicas! Dá para escrever um livro? rs

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  5. Oi, Rafaela, que texto é esse, no tempo de Balzac tinha fusca? Rsrsrs. O famoso escritor francês (1799-1850) tem mesmo uma novela chamada A Mulher de Trinta Anos, uma complexa análise psicológica do matrimônio, embora profundamente conservadora. Balzac achava que os caminhos do puro desejo pessoal (protagonista Julie) precipitam catástrofes, porque contradizem a ética e a moral sociais da época. Mas vale a pena ler o livro ("Casada, ela deixa de se pertencer, é a rainha e a escrava do lar"). Balzac achava que a fisionomia da mulher aparece somente após os trinta anos, e que o casamento (não o de Julie, um anticasamento, por culpa dela mesma, que se deixou apaixonar por "aspectos superficiais", como a beleza) era "um mal necessário" ao amadurecimento da mulher. Abç.

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  6. Só pra concluir (se estou sendo chato, desculpem!): A Mulher de Trinta Anos é uma crítica à mulher liberal, "desvairada", e uma defesa do casamento como pilar da sociedade; no caso, da sociedade perqueno-burguesa do século XIX.

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