Devaneios tolos... a me torturar.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fale!

Fale.


Sabem qual é o maior de todos os problemas que criamos ao longo da vida? Os silêncios que nos impedem de dizer a verdade.

A grande maioria das pessoas têm medo de se expor demais, ao falar abertamente sobre desejos, sensações e sentimentos.

Somos envergonhados natos.

Lembro da minha infância, quando a turma da escola ganhava picolé dos pais conselheiros, e os primeiros, os falantes, os desinibidos de suas vontades saiam em disparada gritando: eu quero de chocolate, eu quero de morango, eu quero de creme.

Pra mim, sobrava o picolé de jiló.

Outro episódio clássico: Quer repetir a sobremesa?

- Não obrigado. (Sorriso amarelo e a lombriga fazendo a festa na barriga da pessoa).

Sei que boa parte de nós consegue, logo de cara, expressar-se. Mas eu me doutrinei a pensar muito mais do que falar. E isso, ao longo do tempo, foi se tornando um problema.

Acalmava brigas calando-me, deixando para discutir questões importantes, quando já era tarde.

Para não ferir quem eu amava, deixava de falar verdades fundamentais. E criava ao meu redor feridas pequenas, profundas e constantemente dolorosas demais. Sofríamos todos, em silêncio.

Verdades, aquelas que necessariamente precisam ser ditas, têm a precisão de um bisturi afiado na mão de um cirurgião competente. Cortam profundamente, mas arrancam o mal pela raiz. Permitindo cicatrização.

Meias verdades, e atitudes que apenas “deixam no ar” o que deveríamos esclarecer de vez, são como um câncer que aos poucos, vai se espalhando pelas células saudáveis.

Verdades foram feitas para serem ditas. Mas primeiro precisam ser aceitas por quem as diz. Para depois serem aceitas por quem as recebe.

Defina-se em palavras. Conte seus desejos. Abra seus sentimentos. Ridículo é sofrer sozinho e mudo.

Há quem seja feliz e quem finja ser. Mas a verdade bate a porta, geralmente na calada da noite, pegando você completamente vulnerável e desprevenido.

As nossas verdades são implacáveis conosco.

Aprenda a expressar-se.

Eu te amo.

Eu não te amo.

Eu quero.

Eu não quero.

Eu tenho medo.

Eu preciso.

Eu desejo.

Os silêncios transformam-se em equívocos.

Equívocos geram desencontros.

Desencontros espalham dor prolongada.

Às vezes o que você silencia, é o que fala mais alto.

E abismos intransponíveis se formam, onde as palavras serviriam de pontes...




Beijos meus amores.

Sejam sinceros. E sejam felizes.

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. ... em uma única palavra Michele: PERFEITO!

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  3. Em pequenas palavras, encontrei grandes magias...
    Eu procuro nesta vida os loucos, um sentido para a minha existencia...poxa, descobri que eu sou um caçador de ilusões, apenas um fantasma poeta...Um sonhador...

    Escreves bem, parabens...

    Seguindo voce...

    Se interessar a voce, segue-me, sera um belo e imenso prazer ter voce me ajudando...

    Www.prsantosmissao.blogspot.com

    Abracos...

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  4. Obrigado!!! Vou lá te visitar sim! Agora! :)

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